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sábado, 9 de julho de 2016

Ciclismo Mountain Bike

Foto Divulgação
História

Assim como o BMX, o mountain bike surgiu da curiosidade e da ânsia por aventura dos norte-americanos da década de 1970. Foi no estado da Califórnia que ciclistas que buscavam uma experiência diferente do asfalto das estradas resolveram enfrentar trilhas e terrenos acidentados com suas bicicletas.

Um grupo de San Francisco ajudou bastante na divulgação da modalidade ao realizar um dos primeiros campeonatos de mountain bike. A prova, disputada entre os anos de 1976 e 1979, ocorreu nas proximidades da famosa ponte Golden Gate e acabou atraindo bastante interesse para a nova vertente do ciclismo.

Em 1983, os norte-americanos realizaram o primeiro campeonato nacional do esporte. Com o crescimento nos Estados Unidos e em outros países da Europa e na Austrália, o mountain bike teve seu primeiro Mundial realizado em 1990, já sob a sanção da União Ciclística Internacional (UCI). A partir de então, não demorou tanto para que a modalidade chegasse aos Jogos Olímpicos. A estreia veio justamente no berço do esporte — os Estados Unidos — em Atlanta-1996.

A bicicleta do mountain bike tem pneus mais largos do que a de estrada, além de amortecedores traseiros e dianteiros, para diminuir o impacto para os atletas nos terrenos acidentados do percurso. O material utilizado, também por conta do impacto, é mais resistente. Entretanto, não deixa a bicicleta tão pesada, ficando com cerca de 8kg a 9kg.

Curiosidades

Território francês

Desde que o mountain bike começou a ser disputado, nos Jogos de Atlanta-1996, a França ganhou pelo menos uma medalha por edição. O primeiro a subir no pódio olímpico foi Miguel Martinez, bronze na prova masculina em 1996. Depois da estreia no terceiro lugar, os franceses melhoraram muito o desempenho.

A partir de Sidney-2000, a França não deixou de conquistar pelo menos um ouro no mountain bike. O primeiro deles foi justamente com Miguel Martinez, campeão da prova masculina na Austrália. Depois dele veio Julien Absalon, medalha de ouro tanto em Atenas-2004 quanto em Pequim-2008. Por último, a francesa Julie Bresset tornou-se a primeira representante do país a conquistar uma medalha de ouro no feminino.

Dois bicampeões

O mountain bike olímpico teve, até agora, 10 medalhas de ouro distribuídas. No Rio de Janeiro, mais duas estarão em disputa. De Atlanta-1996 a Londres-2012, apenas dois atletas conseguiram conquistar a medalha de ouro duas vezes, o que deixa a modalidade com 8 campeões diferentes.

Os únicos a conseguir repetir o título foram a italiana Paola Pezzo, medalha de ouro em Atlanta-1996 e Sidney-2000, e o francês Julien Absalon, campeão no masculino em Atenas-2004 e Pequim-2008. O curioso é que ambos foram campeões em edições consecutivas. Assim, a também francesa Julie Bresset e o tcheco Jaroslav Kulhavy, campeões em Londres-2012, terão a chance de repetir o feito no Brasil.



Fonte:  Revista Bicicleta

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Após 24 anos, Brasil terá representante no ciclismo de pista nos Jogos Olímpicos

Gideoni Monteiro e o técnico Emerson Silva
Foto: Antonio Borga/CBC
O ciclismo de pista brasileiro tem muito a comemorar. A última participação de um atleta nos Jogos Olímpicos foi em Barcelona/1992, com Fernando Louro. Mas, nesse último ciclo olímpico, Gideoni Monteiro quebrou o jejum de 24 anos e classificou o país para a Rio2016 após disputar uma verdadeira maratona de competições internacionais incluindo Copas do Mundo e Mundiais.

Depois de manter o bom desempenho nas principais provas do ranking mundial, o cearense foi confirmado pela Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC) como representante do país nos Jogos. Os suplentes serão Armando Camargo e Thiago Nardin. A comissão técnica será formada por Ana Stipanich, chefe de delegação, o técnico Emerson Silva e o mecânico Eduardo Oliveira. Gideoni será também o primeiro brasileiro a representar o país na Omnium, considerada uma das provas mais regulares e exigentes que integra o programa de competições do Ciclismo de Pista nos Jogos Olímpicos.

A Omnium é uma prova complexa, que exige do ciclista precisar tanto de um bom condicionamento físico, como de uma estratégia bem definida. São seis corridas em dois dias de competição. A classificação do Brasil na prova veio após dois anos de trabalho intenso, com treinamentos específicos, intercâmbios em complexos esportivos modernos e participações nos principais eventos do calendário mundial, experiência possível graças ao planejamento bem elaborado da CBC, com apoio e investimento da Caixa Econômica Federal.

Gideoni Monteiro / Crédito: Antonio Borga-CBC
Desde que garantiu a classificação do Brasil para a Rio2016, Gideoni manteve uma agenda agitada de compromissos. O atleta está se concentrando no Centro de Treinamento da UCI em Aigle, na Suíça, trocando experiências com atletas e profissionais de alto nível, além de disputar um extenso calendário na Europa, lado a lado com os principais adversários do país nos Jogos.

Gideoni treina dois períodos por dia de domingo a sexta, folgando apenas no sábado. A sua rotina é composta por treinos em academia três vezes por semana, intercalando treinos abdominais, core e força. Sob a bicicleta Gideoni treina exaustivamente na Estrada com exercícios especificos voltados para a sua prova e também entra no velódromo duas vezes por semana para aperfeiçoar detalhes técnicos.

Gideoni treina dois períodos por dia, de domingo a sexta, folgando apenas no sábado. A rotina conta com treinos em academia três vezes por semana, intercalando treinos abdominais, core e força. Além do trabalho de musculação e aeróbico, o atleta treina exaustivamente na Estrada com exercícios específicos voltados para a sua prova e também entra no velódromo duas vezes por semana para aperfeiçoar detalhes técnicos.

Acompanhando o atleta na Suíça durante todo esse período, o técnico Emerson Silva destaca que a Rio2016 será um grande desafio, mas que tudo está sendo feito para alcançarem a melhor forma possível.

“Sabemos que o Gideoni terá certas limitações em algumas provas, então estamos dando ênfase nas provas que ele realmente demonstrou um excelente desempenho. Se conseguirmos melhorar essas características ele chegará com condições de brigar por boas colocações. Essa foi uma decisão tomada por toda a nossa equipe multidisciplinar. Assim os trabalhos se desenvolvem mais e o atleta se sente muito mais confiante melhorando assim seu estado físico e psicológico”, declarou Emerson Silva, técnico da seleção.

Fonte: CBC

Dor de Câimbras: como se prevenir

Foto: 123RF
Dolorosas e inesperadas, as contrações musculares involuntárias, conhecidas como câimbras, não escolhem faixa etária ou gênero para incomodar. Segundo o Dr. Eduardo Rauen, membro da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED), da Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA) e da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), pelo menos 95% das pessoas experimentarão esta sensação dolorosa em algum momento de sua vida.

No entanto, segundo dr. Eduardo, há variáveis que tornam certas pessoas mais suscetíveis ao quadro: a mais comum e popularmente conhecida é o excesso de atividades físicas sem o devido descanso muscular, além da desidratação do músculo. Outras possíveis causas são a falta de magnésio e cálcio, além do uso de medicamentos como diuréticos, remédios anti-hipertensivos e contra colesterol.

Embora afete todas as idades, as câimbras, principalmente à noite, se tornam mais comum a partir dos 50 anos, quando aumenta a fadiga muscular e o uso de medicamentos que impulsionam a frequência da dor. Como formas de prevenção, o Dr. Rauen indica manter a hidratação em dia, descanso muscular regular e, em caso de pacientes que não praticam atividades físicas, fazer um alongamento antes de dormir.

“Uma das indicações é comer bananas, não pelo potássio, como é dito popularmente, pois a substância está ligada ao relaxamento muscular; mas pela glicose, que ajuda na nutrição dos músculos e, consequentemente, combate os episódios dolorosos”, esclarece.

No momento específico da dor, porém, alguns métodos são recomendados para aliviar um pouco o sofrimento. Não adianta apenas relaxar o músculo para interromper a contração, pois ela se caracteriza exatamente por ser involuntária. O ideal é fazer um alongamento no local com o movimento contrário ao da contração.

“É indicado, ainda, fazer uma compressa morna, de água quente, e uma massagem suave no local da contração, que contribui ao relaxamento do músculo. O principal é alongar o membro acometido” explica Dr. Eduardo.

Por fim, Eduardo Rauen ainda cita outras condições que podem aumentar o risco de se apresentar câimbras, como a gravidez, que força músculos até então não muito utilizados pela mulher, pacientes sob o tratamento de hemodiálise e condições externas como as baixas temperaturas, que podem aumentar a sua frequência.

Fonte: Acontece – Chico Damaso

Então você acha que está frio para pedalar?

Se pararmos para pensar, nossa rotina está sempre rodeada por desculpas para não treinar de bike.

Dentre essas desculpas as adversidades climáticas são uma carta na manga, afinal sempre tem algo acontecendo com o clima:
  • Frio?
  • Chuva?
  • Vento?
  • Calor?
  • Neblina?
  • etc?
Nesse vídeo divulgado em março de 2013 é nítido que não há desculpa quando se tem um objetivo bem definido.

“Todo mundo é um herói hoje” é uma das a melhores frases de Cancellara para descrever um dia tão incrível.


Fonte:  BioCicleta

A simplicidade da marcha única

Foto: Vitchanan Photography
Acredito que quase todo ciclista, pelo menos os “das antigas”, já teve contato com uma bicicleta de marcha única, as famosas single speed.

A última vez que pedalei uma foi na época em que era criança, quando tinha uma Caloi Cross.

Saudosos os tempos em que se precisava fazer “cobrinha” para subir as íngremes ladeiras do meu bairro, entre tantas outras peripécias.

Depois que as bicicletas de várias marchas se popularizaram e, por conta disso, baratearam, as single speed foram sumindo das ruas. Por muito tempo só eram vistas na praia, as famosas bike-caiçara, entre os praticantes de BMX e nas cidades do interior com as famosas barra forte ou barra circular.

Acontece que nos últimos anos, com o maior apelo da bicicleta como meio de transporte urbano e com o crescente número de bicicletas fixas nas ruas das grandes cidades, essas magrelas mais simples, quase sempre resgatadas do fundo de bicicletarias de bairro, estacionamento de prédios e garagens entulhadas, voltaram a tomar conta da cena.

É claro que com o “hype” dessas bikes, os importadores brasileiros começaram a se coçar e trazer marcas e modelos novos, umas com design retrô, outras mais agressivas. Enfim, as single speeds estão aí para quem quiser ver e ter.

Essas bikes tem muito para oferecer a quem é amante de bicicletas. Uma voltinha noturna com uma single speed me remete ao tempo de infância, quando eu tinha que fazer força para subir longas e íngremes ladeiras, a cadência sempre alta e o coração sempre a querer saltar pela boca. Um tempo onde não existia muita preocupação com o fato da bike ter um grupo top (grupo? Nem sabíamos o que era isso), se a suspensão tinha trava, se a marca do pneu era XYZ etc.

A bicicleta de marcha única, assim como as sensações e as lembranças que citei, são bastante simplistas. Não é preciso ter quadro e componentes caros. Não há compromisso com performance. O único compromisso é com a diversão. A proposta continua a mesma: pegar a bike para girar sem rumo pela cidade, dar uns cavalinhos de pau na areia no canto da rua, pedalar em pé, jogando a bike de um lado para o outro, cumprimentar as pessoas que passam, pedalando ou correndo, tentando levar uma vida um pouco mais saudável e depois de tudo isso, chegar em casa com as pernas cansadas e um enorme sorriso na cara.

Se você tiver uma bicicleta velha jogada na garagem, dê uma pequena atenção a ela. Não precisa gastar muita grana. Talvez não precise gastar grana nenhuma: deixe-a o mais simples possível e reexperimente o prazer da simplicidade da marcha única!

Fonte: Revista Bicicleta por Fábio Tux

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Onde é o Pedal?

Foi realizado no último domingo o MTB PEDALA CAPIBARIBE 2016, que teve o nosso amigo Guel na organização do evento.

Foi um domingo de superação e vitória para aqueles que encararam o desafio, num dia quente onde só dificultou ainda mais o desafio.

A turma que faz parte do grupo de pedal ONDE É O PEDAL? também se fez presente e abrilhantou ainda mais a competição.

Com tendas e toda uma estrutura feita para receber os amigos que sempre pedalam nas manhãs em nossa região, Jânio recepcionou a todos com alegria e descontração, fortalecendo ainda mais a amizade que há entre os amigos que fazem parte do grupo ONDE É O PEDAL?. Grupo este, formado por amigos que se encontram todas as manhãs para fazer aquele pedal sadio em nossa região.  A galera não se escora e acordam cedo para praticar o melhor do esporte.

Um grupo que foi criado com a intenção apenas de fazer aquele pedal leve pra manter a saúde em dia, já conta com membros que estão competindo, numa prova que quando se pratica e se dedica aquilo que colocamos em mente, tudo é possível.

  

 

 

 

 

  

 


 

 

  


 


  

 
 

 


Este foi apenas o primeiro evento oficial que o grupo participou junto. Muitos outros virão e você é nosso convidado para nos acompanhar não apenas nas competições, mas principalmente, nas pedaladas matinais que sempre estamos realizando.

Imagens: Jânio Xavier

sexta-feira, 1 de julho de 2016

World Coast Journey

Jornada pela costa do mundo pela preservação dos oceanos


O projeto começou em julho de 2014. Enquanto Guilherme trabalhava como Engenheiro de Software na IBM, ele fez uma viagem de bicicleta no Nordeste do Brasil, onde ele testemunhou os problemas relacionados com o lixo e plástico nas costas e a falta de conscientização das pessoas a respeito. Durante a viagem Guilherme fez uma visita ao projeto TAMAR, e um dado que o chocou muito foi saber que em um estudo feito em 2008, 80% das tartarugas encontradas mortas na costa do Brasil tinham algum material plástico no estômago. Também visitou a ilha Morro de São Paulo, onde começou a trabalhar como voluntário em um projeto social e ecológico que trabalha com crianças ensinando-lhes sobre a reciclagem, a reutilização do lixo, desenvolvendo brinquedos com material reciclado e apresentando os problemas que o lixo e o plástico trazem para nós e principalmente para a natureza. Foi durante este período que Guilherme decidiu iniciar o projeto Jornada pela Costa do Mundo pela Preservação dos Oceanos. Percorrer toda a costa do mundo utilizando meios de transporte que não poluem para falar e conscientizar o maior número de pessoas sobre os problemas do lixo e principalmente do plástico nas praias e nos Oceanos fazendo apresentações em escolas para as crianças que são o futuro do nosso planeta. Este é o principal objetivo do projeto, que é dividido em 8 partes ao redor do mundo:

• Mediterrâneo (completado em 2015)
• América do Sul
• América Central
• América do Norte
• Europa
• África
• Ásia
• Oceania


1ª Etapa - Costa do Mar Mediterrâneo (bicicleta)

A primeira etapa foi em 2015 na Costa do Mar
Mediterrâneo onde fiz de bicicleta quase
16.000 km, passando por 13 países e falando com mais de 2.400
pessoas sobre os
problemas do lixo e
principalmente do
plástico nas Praias e
nos Oceanos.

2ª Etapa – Brasil até o Caribe (barco a pedal)

A 2ª etapa do projeto será a Costa da
América do Sul e Central no Oceano Atlântico. Partindo da cidade de Chui, no extremo Sul do Brasil até o
Caribe. Percorrendo mais de 25.000
Km, passando por mais de 25 países e mais de 25 ilhas. O barco será construído com compensado naval e o “motor” será
a base de pedaladas. Adaptando o pedal de uma bicicleta ligado a uma hélice que dará a propulsão ao barco que será chamado de “Praia Limpa”. Somente na costa do Brasil serão
mais de 100 cidades visitadas onde irei fazer apresentações sobre o projeto visando principalmente as escolas.




4. 8 Milhões de toneladas de plástico vão para os Oceanos todo ano. [CSIR - Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation – Australia >> 

5. Um estudo feito em 2014 estima-se que mais de 5 trilhões de pedaços de plásticos estão nos nossos mares, com peso superior a 250.000 toneladas.



9. Hoje temos 1 quilo de plastico para cada 5 quilos de peixe. Se nada for feito em 2025 teremos 1 quilo de plástico para 3 quilos de peixe.

E em 2050 teremos mais plastico que peixes nos nossos oceanos.

[ http://ciclovivo.com.br/noticia/35-do-plastico-descartado-foram-usados-por-apenas-20-
minutos/ ]

Fonte: World Coast Journey