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quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Geometria da Bicicleta

Seat tube, head tube e top tube não são indicadores para a definição do tamanho de um quadro.


Conforto é uma parte essencial para o ganho de velocidade. Por isso, seu ajuste em uma bicicleta contribui para o conforto e consequentemente para o ganho em desempenho.

A Cervélo tem utilizado uma geometria baseada em Stack & Reach. Stack é o comprimento vertical desde a caixa do movimento central (bottom bracket) até o tubo superior (top tube). Reach é o comprimento horizontal desde a caixa do movimento central até o centro da caixa de direção (head tube).

Veja as medidas na figura 1.

Qual a vantagem desse sistema em relação às formas tradicionais que temos para geometria de bicicletas? De que forma isso é utilizado para definir o tamanho do quadro?

O que vai definir o seu encaixe na bike é a posição do selim e do guidão em relação à caixa do movimento central. Não há um ajuste diferente, apenas uma maneira diferente de ver o tamanho do quadro.

Tubo do selim (seat tube)

Era utilizado o comprimento do tubo do selim para definir o tamanho do quadro (frame size). Mas esse comprimento não define o ajuste do ciclista. Na figura 2, você pode ver dois quadros, um cinza e outro preto, que têm a mesma forma, mas diferentes comprimentos do tubo do selim. O quadro B é mais curto do que o quadro A, mas basta elevar o selim para alcançar a mesma posição. Imaginando que B seja um quadro 52 e A um quadro 54, com um simples ajuste de selim você obterá a mesma posição, mesmo utilizando dois quadros de tamanhos diferentes.

Tubo da caixa de direção (head tube)

Ainda analisando a Figura 2, observe o comprimento do tubo da caixa de direção. Na altura temos uma janela menor de ajuste quando comparado à janela de ajuste de altura do selim. Assim, alguns recomendam comparar os comprimentos do tubo da caixa de direção. Mas você pode observar que o garfo pode ser maior ou menor, fazendo com que o tubo da caixa de direção fique mais alto ou mais baixo. O mais interessante é que o comprimento da espiga do garfo, a altura da caixa de movimento central com relação ao eixo das rodas (bottom bracket drop) e até mesmo o formato dos rolamentos afetam o comprimento do tubo da caixa de direção. Em outras palavras, a medida C da figura é menor do que D, mas sua posição pode ser a mesma, desde que essas outras variáveis o projetem para cima.

Com essa análise pode-se concluir que o comprimento do tubo do selim, do tubo da caixa de direção e do tubo superior não são indicadores para a definição do tamanho de um quadro. Eles são indicadores incertos, inseguros, duvidosos, imprecisos para um ajuste do ciclista na bike. É por isso que a Cervélo diz ter passado a desenvolver a geometria dos seus quadros a partir das medidas do Stack & Reach.

Mapeando o Stack & Reach

Vamos analisar os números de Stack & Reach para diferentes tamanhos e marcas de bicicleta. Fica fácil observar o quão bem os vários tamanhos servem a uma variedade de pilotos. Lembrando que o mapeamento Stack & Reach é o mesmo que comparar a posição do tubo da caixa de direção em relação à caixa do movimento central. Veja a Figura 3.

A Figura 4 apresenta um zoom na área perto do tubo da caixa de direção.

Observe que em algumas marcas, quanto maior o quadro, mais alta a caixa de direção. Já em outras marcas isso não acontece. Dessa forma, embora exista uma tendência de quadros serem geralmente longos e altos, ou curtos e baixos, ainda assim é possível encontrar marcas e modelos que trazem quadros curtos e altos, curtos e baixos, longos e baixos ou longos e curtos. Lembre-se de que quanto mais alto o quadro, mais o tubo da caixa de direção fica próximo ao piloto.

Com essa enorme diversidade de geometrias, o ciclista não precisa construir uma bicicleta própria para si. Hoje, é possível que o Fitter (profissional em Bike Fit) lhe ajude a escolher qual a melhor geometria para a sua constituição antropométrica, capacidade motora e grau de flexibilidade.

Com o mapeamento do Stack e Reach também é possível explicar porque, às vezes, mesmo que duas pessoas tenham a mesma altura e cavalo, que é o comprimento do entre-pernas, uma bicicleta fica pequena para uma e adequada para outra, ou adequada para uma e grande para outra.

Na Figura 5, a faixa de tamanho típico abaixo mostra que os três tamanhos menores não trazem o tubo da caixa de direção mais para perto do piloto. Apenas o tubo do assento é mais íngreme (o fabricante pode publicar um comprimento do tubo superior  mais curto), e se essas medidas tivessem seguido uma proporcionalidade, o problema seria resolvido com a adição de espaçadores e aumento do grau de inclinação da mesa. Por isso alguns ciclistas utilizam uma grande quantidade de espaçadores abaixo da mesa e com mesas com graus positivos.

Então, como você pode saber se um modelo realmente fica pequeno, grande ou adequado para você?

Não existe outra maneira a não ser por meio de uma consulta a um Fitter, pois quanto menor o Reach, maior o ângulo do tronco ao solo e menor o ângulo de abertura do braço em relação ao tronco. Mas isso só é possível quando mantemos a mesma medida do Stack. Como essas duas medidas sempre mudam juntas, as correlações são infinitas. Por exemplo: se diminuirmos o Reach e diminuirmos o Stack, o ângulo de abertura do braço em relação ao tronco continuará diminuindo, mas o grau de inclinação do tronco em relação ao solo diminuirá ao invés de aumentar, e vice-versa.


Quando avaliamos os quadros da Cervélo na Figura 6, observamos que o tubo da caixa de direção se aproxima do piloto à medida que diminuímos o tamanho do quadro na mesma proporção. A empresa afirma que para determinar os tamanhos de quadro necessários para atender a toda a população, reuniu dados antropométricos dos padrões e dimensões tomados pelo Departamento de Defesa e Ministério de Defesa do Reino Unido (1987) e dos EUA (1988). Através desses dados, a Cervélo buscou combinações que criam as posições de pilotagem de acordo com os dados biomecânicos, constituindo uma variedade de tamanhos capazes de atender 98% da população.

O que te impede de pedalar bem?


O Atleta Ricardo Jesus realizou seu Bike Fit com queixas de dor lombar e cervical, dormência das mãos. Justificável pela força exercida em sua mão esquerda.

Ao realizar a avaliação ainda foi detectado a baixa transferência de energia para a Bike.

Para corrigir foi feito o recuo dos tacos, aumento da altura do guidão, recuo do selim, aumento da quantia de espaçadores da mesa com inversão positiva da mesa e troca do guidão por um modelo high riser.

Só não pedala bem quem não quer.

 

Fonte: www.biocicleta.com.br

O motor do ciclista

Já dizia John Howard, ´´a bicicleta é um veículo curioso, o seu passageiro é o seu motor``.

Foto: Onsuda / Shutterstock
“Movido a arroz, feijão e água”, base para um combustível de baixo custo, podemos acrescentar. Envolvido em sentimentos e sentidos diversos, esse motor é capaz de chegar a lugares improváveis. Mas, o que seria o motor do ciclista?
Aquela subida um pouco mais íngreme que exige o dobro do seu fôlego, é o que faz com que a próxima descida seja aproveitada até a última pedra. Vale a pena se dedicar aos momentos que exigem um pouco mais de fôlego, pois não é sempre que eles estarão à sua frente, e depois de vencidos, garanto que eles o fazem mais forte.
Ainda há quem desanime a ver essa mesma subida. O pensamento de não conseguir já faz com que suas pernas bambeiem, sinta os efeitos na respiração e o ato de descer da bike é quase inevitável. Tente mudar a maneira de pensar. Lembre-se que o pensamento positivo já é meia pedalada, a força de vontade é o impulso e você tem o domínio para que o motor continue a funcionar.
Não há nada melhor do que pedalar com os amigos. O companheirismo envolve o clima entre subidas e descidas, a motivação toma conta e o incentivo é outro. A animação é típico de quem pedala, o sorriso no rosto acompanha o movimento dos pedais, não há receio em dizer um bom dia e a vida fica mais leve.
Saindo pela manhã congelante, pela tarde com o sol a pino ou com a chuva que teima em cair e escutar “você vai sair com esse tempo?” é a sina da maioria dos ciclistas, mas nenhum dos fatores climáticos faz com que você mude seus planos. O entusiasmo de poder sair com a sua bicicleta fala mais alto que qualquer murmuro, a alegria se completa em colocar seu capacete, calçar as sapatilhas e descobrir o mundo.
É a vontade de fazer e ser diferente que move esse ciclo. Ter um motor que exige pouco combustível não é para poucos, é para todos, basta saber usar a coragem a seu favor, depois irá perceber o quanto é fácil vencer os desafios sobre duas rodas.
Assim, podemos dizer que o motor do ciclista é composto de: fôlego, pensamento positivo, motivação, entusiasmo e  coragem! Um motor que se move pelo mundo e faz parte dele. 
Fonte: Revista Bicicleta por Bianca Fernandes

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Klunkerz: Documentário sobre a história do MTB

Este é o trailer do documentário Klunkerz, que conta as origens do mountain biking, nas montanhas de San Francisco - EUA. Entrevistas e vídeos da época, década de 1970, mostra como os pioneiros adaptavam bikes para descer as montanhas.


Fonte: Youtube

Água Fonte de Vida

A importância da hidratação para quem pratica atividade física

Foto: Claudia Franco
1. Para os atletas, profissionais ou amadores o consumo insuficiente de água certamente o impedirá de conseguir atingir a sua melhor capacidade de desempenho e a falta de água pode causar sérios problemas de saúde.

2. A água é imprescindível. Sem ela a vida não existe. Qualquer organismo vivo depende do consumo de água incluindo qualquer um de nós.

3. Nosso sangue circula como um oceano dentro de nós. A hidratação adequada garante um bom volume de sangue, que é responsável pelo transporte de nutrientes para as células e eliminação de toxinas, revenindo
fadiga, queda de concentração, cefaleia e tontura. Com o sangue mais fluído, a água facilita a absorção de sais minerais e vitaminas, principalmente as do complexo B, que são hidrossolúveis, promovendo uma pele mais viçosa, cabelos mais brilhantes e unhas saudáveis.

4. Um fator importantíssimo é que a água ajuda a regular a nossa temperatura corporal. A água atua como mecanismo fisiológico de resfriamento do corpo. Ela regula a temperatura ao absorver e liberar calor pela produção e evaporação do suor.

5. Como atleta você tem uma necessidade especial de água. Quando você pratica um esporte ou atividade física, você queima muita energia de alimentos (chamada de calorias).

6. A energia liberada auxilia a musculatura. Mas essa energia é liberada como calor e a água impede o superaquecimento. A sudorese e evaporação da pele fazem você esfriar. No entanto, a água é perdida no processo de resfriamento. Isso pode ser perigoso se a água não for reposta.

7. Se você pratica atividade física com pouca hidratação, seu corpo pode superaquecer, como um carro cujo motor aquece quando o fluido de arrefecimento está baixo.

8. Perder apenas dois por cento da água do corpo pode prejudicar o desempenho. Uma perda de cinco por cento pode causar exaustão pelo calor. Uma perda de 7% a 10% pode resultar em derrame e morte. A desidratação pode matar.

9. Com atividade física intensa os tecidos precisam ser reparados. Toda atividade metabólica requer uma abundância de nutrientes e energia para os tecidos do corpo e os resíduos precisam ser levados para fora do
corpo.

10. A água auxilia na produção de enzimas digestivas, suco gástrico, saliva e muco de todo o trato digestivo, garantindo uma boa digestão e absorção de nutrientes, hidrata as fibras dos alimentos, aumentando o volume do bolo fecal, regularizando o funcionamento intestinal.

11. A água facilita o trabalho de filtragem pelos rins, eliminando toxinas e diminuindo o risco de aparecimento de infecções urinárias e cálculos (pedras).

12. A quantidade e qualidade adequadas das lágrimas (líquido lacrimal) oferecem uma maior proteção contra infecções por vírus e bactérias.

13. A água é importante para a produção de saliva, facilitando a mastigação e reduzindo os resíduos alimentares. A escovação dentária, tendo como aliada a quantidade ideal de saliva, diminui o risco de aparecimento de cáries.

14. O centro da fome e da sede se encontram na mesma estrutura cerebral, chamada de hipotálamo. Portanto, muitas pessoas confundem a sensação de sede com a de fome. Garantindo uma boa hidratação, a tendência é que se ingira uma quantidade menor de comida, podendo auxiliar na manutenção ou até na perda de peso. Ingerir água gelada é melhor ainda, pois o organismo deverá aquecê-la para sua posterior
absorção e isso exige um gasto calórico.

15. A água combina-se a moléculas viscosas para formar fluídos lubrificantes para as articulações.

16. Sede é o sinal do seu corpo que você precisa beber água.

17. Quando você sente sede, você já pode ter perdido um por cento para dois por cento da sua água. Isso é suficiente para mudar o seu desempenho.

18. Mas só beber o suficiente para satisfazer sua sede não é o adequado para atender as necessidades do seu corpo.

19. Se você beber apenas o suficiente para satisfazer a sua sede, seu corpo pode levar até 24 horas para reidratar totalmente suas células e recuperar o máximo do seu
desempenho.

20. Quando você participar de um evento esportivo ou uma sessão de treinos, não espere até que você esteja com sede para beber água, beba mais do que o suficiente para certificar-se que estará totalmente reidratado.

21. A água permite que tudo isto aconteça.

22. Água é vital para o crescimento, reparação e atividade física do seu corpo.

Fonte:  ciclofemini.com.br

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Pedal Elegante

No último domingo, além do Pedal realizado pelos amigos do Ciclo Mania, tivemos também outra turma dando aquele rolê e esticando as pernas numa aventura exaustiva e de muita sofrência.

A turma saiu ás 7:00 pela estrada do Maracajá. subindo Lagoa de Farias em direção a Mateus Vieira e ainda passaram pelas Furnas onde depois de muito suor e cansaço, chegaram em Taquaritinga do Norte.

Numa demostração de que quando se quer, tudo é possível, estas garotas mostraram raça e determinação, dando exemplos a tantos que se queixam e se dizem incapazes de conseguir tal feito.

Por serem mulher, isso não quer dizer que sejam menos que os homens, pelo contrário, aí é que a superação se mostra maior, pois o corpo feminino é mais suave, mais delicado e isso muitas vezes é tido como desculpas para que muitas mulheres não encarem de frente este esporte que é tão prazeroso e que une tanto as pessoas.

Mera desculpa, pois quando se quer, se vai ao longe, e de bike, aí sim que podemos ir além dos nossos limites.

Na volta a turma desceu a serra de Taquaritinga com muito estilo e vieram para Santa Cruz pela estrada do Maracajá, percorrendo uma ótima distância de 47km.

Apesar da pouca experiência neste tipo de aventura, as garotas amaram o pedal e já estão preparando o próximo!  Você mulher que está aí impressionada com o desempenhos destas garotas, está esperando o que pra começar a pedalar? 

Sintam-se convidadas a pedalar com a turma na próxima aventura!































Agradecemos ao amigo Diógenes pelas imagens disponíveis ao nosso Blog, para que assim pudéssemos divulgar mais estes momentos de adrenalina em que viveram nossas amigas. 

11º Desafio Internacional de Ciclismo

Alagoas recebe sábado e domingo o 11º Desafio Internacional de Ciclismo.


Começa nesse sábado a 11ª edição do Desafio Internacional de Ciclismo, considerado o mais completo do Brasil e que reúne os melhores atletas de várias modalidades do ciclismo profissional e amador do país e do mundo. A competição acontece também no domingo e vai contar com 230 quilômetros de percurso, com trechos que inclui passagem pelo sertão, agreste, zona da mata e pelo litoral alagoano.

Sem ter um alagoano como campeão da prova desde 2006, a expectativa é que algum ciclista de Alagoas consiga vencer a prova, que tem como atual campeão Raphael Mesquita, de Goiás. Nos dois anos anteriores quem levou a melhor no Desafio Internacional foi um português de Viena do Castelo: Luis Leão Pinto.

Nessa sexta-feira vai ser realizado no auditório do Arapiraca Garden Shopping, em Arapiraca, às 20h, um congresso técnico para explicar os detalhes da corrida.

A prova 

A prova será disputada em estrada, passando por trechos alternados em asfalto, paralelepípedo e terra batida, com percurso de 233,7km para a categoria Open masculino, 41,75 km para a categoria Juvenil e balão, 136,96 km para as categorias Junior, sub-30 e Master.

Só poderão participar da prova atletas com mais de 14 anos, sendo que ciclistas menores de 18 anos participarão da prova com autorização por escrito dos pais ou de um responsável legal. De acordo com a organização a autorização deverá estar acompanhada de cópia do RG.

PROGRAMAÇÃO

07/11 - 20h
Congresso Técnico
Auditório do Arapiraca Garden Shopping (Arapiraca)

08/11 - 10h
Largada das categorias amadoras
Arapiraca Garden Shopping

08/11 - das 8h30 até as 09h30
Evento de apresentação dos atletas da categoria Open
Todos os inscritos por Estado e País

09/11 - 9h
Largada da Categoria Open
Arapiraca Garden Shopping


Trajetos:




O DESAFIO: UMA APOSTA. UMA VISÃO.

Tudo começou em 2003, na cidade de Arapiraca - AL, quando um funcionário do Grupo Amazônia, chamado Edilson, foi desafiado por um ciclista local, chamado Índio, para uma aposta que consistia de uma corrida de bicicleta onde o ciclista sairia de Arapiraca e o funcionário sairia do Povoado Folha Miúda.

O local de chegada seria a cidade de Jaramataia, localizada no sertão alagoano e a 35 km de Arapiraca. O funcionário Edilson que largaria do Povoado, teria uma vantagem de 12 km. Ambos largariam simultaneamente, a partir de uma sinalização via celular. Pois bem, o funcionário ganhou a aposta.

Outra aposta foi proposta pelo Índio para o percurso de volta, que consistia de Edilson largar na frente e 12 minutos depois o Índio sairia com destino a Arapiraca. Mais uma vez o funcionário ganhou, visto que Índio só conseguiu chegar ao destino 1 minuto depois.

Desta forma, para comemorar o feito de seu funcionário, Egberto Pedro, chefe de Edilson na ocasião, instituiu que dali para frente haveria uma competição anual entre os funcionários e parceiros do Grupo Amazônia, com percurso Arapiraca - Jaramataia - Arapiraca, com premiação no percurso de ida e de volta, acontecendo sempre no último domingo do mês de férias coletiva da fábrica de portas do GRUPO AMAZÔNIA.

Por três anos consecutivos o evento aconteceu de forma fechada e a partir de 2004 o evento se tornou aberto a todos os atletas do ciclismo. Os campeões de todas as edições estão abaixo relacionados:

GANHADORES

2004José FerreiraArapiraca/AL
2005Ismael PachecoArapiraca/AL
2006Ismael PachecoArapiraca/AL
2007Nilton SoaresAracaju/SE
2008José AlbertoSanta Cruz do Capibaribe/PE
2009Marcelo RamosSanta Cruz do Capibaribe/PE
2010Gesiel NunesGoiânia - GO
2011Luis Leão PintoViana do Castelo/Portugal
2012Luis Leão PintoViana do Castelo/Portugal
2013Raphael MesquitaCatalão/GO

domingo, 2 de novembro de 2014

Pedalar - Quais as vantagens para você?


Ansiedade, stress e depressão são aliviados pela atividade física em si e pelo prazer de pedalar. Andar de bicicleta estimula a produção de endorfina, ativa a circulação sanguínea e gera uma melhora expressiva da memória e outras habilidades mentais. É um veículo eficiente, por vezes mais rápido do que outros meios de transporte, que deixa você em contato direto com a cidade, a natureza e as pessoas. Isto é liberdade!

Reduz o stress

Diminui o risco de ataque cardíaco e previne doenças. Os músculos do seu coração são reforçados, o pulso basal e o nível de gordura no sangue são reduzidos. Pedalar diariamente também facilita outros hábitos saudáveis, melhora as condições gerais de bem-estar, contribuindo para uma vida longa e equilibrada. 
Pessoas que fazem uma atividade física regular sofrem muito menos risco de doenças cardiovasculares, osteoporose, diabetes! Diminui o risco de ataque cardíaco e previne doenças. Combate o excesso de peso. Você perde peso pela queima de gordura corporal e aumento da sua taxa metabólica. Uma atividade física regular como andar de bicicleta permite desfrutar de uma alimentação mais variada, sem aumento do peso corporal. Além disto, deixa pernas torneadas e músculos bem definidos, sem grande aumento da massa muscular. O valor exato varia de acordo com a altura, idade, peso e o ritmo de cada pessoa. A média é 400 calorias por hora.
Combate o excesso de peso
Quer começar a pedalar e usar a bicicleta como meio de transporte saudável?? A Associação Transporte Ativo pode abrir as portas do mundo da bicicleta para você. Para pedalar com conforto e evitar dores musculares:
  • Faça alogamento antes e depois de pedalar. 
  • Ajuste a altura do banco para não sobrecarregar os joelhos: a perna que 
  • fica no pedal mais baixo deve estar quase, mas não toda estendida.
  • Pedale sempre com os joelhos voltados para a frente.
  • Não pedale com a ponta dos pés ou com os calcanhares.
  • Não jogue toda a força do corpo sobre os braços.
  • Alinhe as costas com o pescoço e a cabeça.
  • Para pedalar com conforto e evitar dores musculares: 
  • Relatório da British Medical Association afirma: andar de bicicleta é saudável para você e para 
  • a comunidade onde você vive.
  • 75% de todos os deslocamentos feitos na cidade têm menos de 5 quilômetros. Utilizando a bicicleta nestas viagens curtas, você contribui para reduzir o ruído, a poluição do ar, os engarrafamentos e a demanda por vias e estacionamentos.
  • Mas o maior benefício é para você como pessoa: além de economizar tempo e dinheiro, usar a bicicleta como meio de transporte é uma forma fácil de fazer atividade física dentro de uma rotina diária superlotada. Não há necessidade de se preocupar com tempo adicional para adotar um estilo de vida saudável. Então, vá de bicicleta - você vai sentir saúde!
  • Melhora sua forma física
  • Ao reforçar pulmões e coração, sua resistência, capacidade aeróbica, força e o funcionamento muscular em geral são todos melhorados. 
  • Andar de bicicleta é um dos exercícios físicos mais confortáveis e seguros. 
  • O risco de excesso de esforço ou lesões nos músculos e articulações é 
  • mínimo. 
Fonte: www.ta.org.br

Ciclismo: Disfunção erétil, esterilidade masculina e doença da próstata

Foto: Dr. Franklin Passos de Araújo Júnior
Vários estudos científicos tentam provar que os selins de bicicleta tradicionais, com a traseira estreita e o nariz pontudo, poderiam exercer influência na predisposição, desencadeamento e agravamento da impotência sexual (disfunção erétil), esterilidade masculina e doença da próstata. Até o momento, não se chegou a uma conclusão definitiva, mas sempre esta discussão volta à tona.

Em relação às queixas relacionadas ao ciclismo, a dor no períneo (do grego peri = ao redor de e naion = ânus, região do tronco situada inferiormente ao diafragma da pelve ou região anatômica entre o saco escrotal ou a vagina e o ânus) e as parestesias (dormência ou formigamento) na região peniana – no homem –  ou nos grandes lábios – na mulher – são as mais frequentes. Alguns modelos de selins causam mais incômodos do que outros. Até mesmo os ditos assentos ergonômicos desenvolvidos para proteger a uretra, vasos sanguíneos, nervos e os órgãos sexuais podem ser nocivos, pois o tamanho inadequado do selim, a má regulagem da bicicleta, o uso de vestuário inadequado e o estilo de pedalar influenciariam tanto no aparecimento, quanto no agravamento das queixas.

Quando estamos sentados em uma cadeira, o peso do corpo fica sustentado nos ísquios (ossos da bacia) e na região glútea, mas quando nos sentamos em uma bicicleta, há um aumento na pressão exercida sobre a região do períneo. Isso reduziria o fluxo sanguíneo para o pênis e bolsa escrotal. E nos praticantes de mountain biking, poderia haver a associação dos traumatismos repetitivos provocados pelo terreno acidentado e pelo selim.

A maior parte das pessoas não pedala tempo suficiente para apresentar queixas. Os pesquisadores estimam que 5% dos homens que andam de bicicleta podem desenvolver disfunção erétil moderada a severa. Mas esses estudos deixam de correlacionar o ciclismo e outros fatores como idade, predisposição genética, problemas circulatórios, tabagismo, alcoolismo, consumo de drogas ilícitas, doenças sistêmicas como hipertensão arterial ou diabetes, uso de medicamentos, biótipo e peso corpóreo do ciclista, além de fatores emocionais, psicológicos e psiquiátricos.

Os fabricantes lançaram novos modelos de selins com recortes, divisões, acolchoamentos de gel para aliviar a pressão nas partes sensíveis do corpo e novos materiais como fibra de carbono e kevlar, tentando aliar conforto, leveza e desempenho. A quantidade de pesquisas também aumentou. Desde o ano de 2000, vários estudos foram desenvolvidos, usando-se instrumentos sofisticados para determinar exatamente o que acontece quando o assoalho pélvico é apoiado sobre o selim da bicicleta e os efeitos dessas pressões sobre as estruturas anatômicas internas.

Nos homens, uma camada no períneo chamada de canal de Alcock contém uma artéria e um nervo que fornecem sangue e sensibilidade ao pênis. O canal está localizado junto a uma estrutura óssea e quando o ciclista se senta em um selim estreito, duro ou mal regulado, a artéria e o nervo são comprimidos. Com o tempo, uma redução do fluxo sanguíneo pode levar a um decréscimo na pressão arterial necessária para que ocorra a ereção completa e eficiente e o nervo pode ser comprimido, ocasionando parestesias e até a neuropatia compressiva.

Nas mulheres, a mesma artéria e nervo envolvem o clitóris e podem sofrer os mesmos danos, principalmente pela pouca opção de selins especiais para o sexo feminino, pois a bacia feminina é mais larga que a masculina.

Os pesquisadores já utilizaram uma variedade de métodos para estudar a compressão causada por selins diferentes. Um dos métodos recobre o selim com uma capa contendo sensores de pressão. A distribuição do peso do ciclista, então, é registrada por um computador. Em outra técnica, sensores chamados oxímetros são colocados no pênis do ciclista para medir o oxigênio vindo das artérias. O fluxo sanguíneo é detectado por outros sensores que enviam um som a um Doppler, determinando e quantificando as alterações ocorridas.

A pesquisa mostra que, quando os ciclistas se sentam em um selim clássico, com formato de gota e nariz longo, um quarto do peso de seu corpo descansa no nariz do selim, colocando excessiva pressão no períneo. A quantidade de oxigênio que chega ao pênis em geral cai entre 70 e 80% em cerca de três minutos.

Isso não significa que as pessoas devem parar imediatamente de pedalar. Principalmente aqueles que praticam o ciclismo não competitivo, no entanto, ciclistas que passam muitas horas pedalando, em treinamento intenso, precisam tomar cuidado e investir em um selim mais seguro, devidamente regulado, com desenho ergonômico, vazado na parte central, desde que feito com tecnologia e material adequado, adaptado à anatomia feminina ou masculina, bem como ao biótipo do ciclista.

A utilização de bermudas de ciclismo com forros de boa qualidade também é de grande importância, mas infelizmente o desenvolvimento tecnológico desses forros ainda é limitado. Na maioria dos forros, não se leva em conta as características anatômicas do períneo e órgãos sexuais e são utilizados materiais que oferecem pouca proteção e apresentam pequena durabilidade. Uma sugestão aos fabricantes de bermudas: os forros deveriam ter o mesmo formato do selim, com espuma de espessuras variadas, densidades específicas de acordo com a pressão dos contatos anatômicos, vazados na porção central e com pouca “memória”.

Atualmente, há no mercado várias opções de tecnologia em selins ergonômicos, que visam a prevenção de lesões circulatórias e neurológicas relacionadas à disfunção erétil e esterilidade masculina. A escolha do modelo deve obedecer à modalidade de ciclismo e ao biótipo do ciclista, sendo que a largura do selim deve estar de acordo com a largura da bacia.  Essa medida é feita utilizando-se uma espuma na qual o ciclista se senta, ficando registrada a marca das duas proeminências ósseas dos ísquios. Pode-se concluir que não existem evidências científicas de que o ciclismo possa provocar a disfunção erétil, esterilidade masculina e doenças na próstata. Portanto, pedale com eficiência, conforto e, principalmente, com segurança. Prevenção é tudo!

Fonte: Revista Bicicleta por Dr. Franklin Passos de Araújo Júnior

A importância da hidratação na atividade

 Cerca de 60% da composição corporal humana é feita de água. Em nossos músculos, esse índice sobe para 75%. Presente em todas as reações químicas que ocorrem em nosso organismo, ela dá forma e compõe a estrutura das células, além de regular a temperatura corporal e auxiliar no transporte de oxigênio e nutrientes. Por isso, a hidratação é de extrema importância para todos os seres humanos, independente da faixa etária, sexo e biotipo físico.

E a importância da água em nosso organismo é mais evidente quando praticamos atividades físicas, uma vez que nosso corpo elimina grande quantidade desse líquido por meio do suor.

Segundo Alessandra Caviglia, nutricionista (CRN: 4768) da Cia Athletica, “ao longo de um dia normal, podemos perder até 2.300 ml de água. E em temperaturas mais elevadas esse índice pode chegar a 3.300 ml”. A hidratação correta, principalmente durante a prática esportiva, é essencial para um bom desempenho, para manter o corpo saudável e não correr nenhum tipo de risco de lesões e até de doenças mais graves.

Perigos da desidratação

A desidratação é classificada como a perda dinâmica de água pelo corpo, e diversos fatores podem contribuir para isso, como a intensidade e a duração dos exercícios físicos, o clima e até o tipo de roupa utilizada durante a prática.

A perda excessiva de água faz com que o ritmo cardíaco aumente por conta da diminuição do volume sanguíneo. De acordo com Caviglia, “a perda de 10% da água corpórea pode levar a distúrbios graves, como tonturas, dificuldades de concentração, espasmos musculares e problemas renais. E se a perda for superior a 20%, pode ser fatal”.

Como se hidratar corretamente

Quando suamos em excesso, além da perda de água, também perdemos eletrólitos, uma combinação de sódio e potássio, entre outros nutrientes. Dependendo do tipo e da intensidade dos exercícios, água pura pode não ser a forma ideal para repor as perdas ocorridas.

Em casos de atividades superiores a uma hora de duração e, principalmente, corridas de longa distância e maratonas, prefira os isotônicos e bebidas esportivas, ricas em calorias, vitaminas e sais minerais, essenciais para repor, sobretudo, os eletrólitos perdidos. A água de coco também é bastante recomendada neste caso.

Fora isso, a forma mais recomendada de hidratação é tomar de 400 ml a 600 ml de líquidos duas horas antes do início do treinamento, e durante a prática esportiva ingerir 100 ml de água fria a cada 20 minutos. Entretanto, o excesso é sempre prejudicial, podendo comprometer seu desempenho e causar até mal-estar, como a hiper-hidratação, que pode provocar a queda dos níveis de sódio no organismo e também leva a fortes dores de cabeça, náuseas e vômitos.

Hidratação pós-treino, igualmente importante!

Já a hidratação pós-treino é tão ou mais importante que as demais. As duas primeiras horas  após o treino são significativas para absorção de líquidos, aumentando assim o volume de plasma no sangue. Para agilizar a reidratação, prefira bebidas geladas ou até com açúcar, se houver necessidade, pois elas aceleram esse processo. O ideal de consumo de água diário é de cerca de 2,5 litros, sendo de 1,5l a 2l em forma de líquidos e o restante proveniente dos  alimentos.

Para atletas de alto rendimento, o recomendado é ingerir 1,5l para cada quilo perdido durante as atividades. Mas fique longe de refrigerantes, sucos ácidos (como de laranja ou limão), ou bebidas alcoólicas, pelo menos durante esse período. Além disso, para repor as reservas energéticas da melhor forma e proporcionar o aumento de glicogênio em nosso corpo, prefira suplementos com hidratos de carbono e sódio. Pois eles aceleram esse processo e repõem os eletrólitos do organismo.

Essas são dicas essenciais para a prática saudável de exercícios físicos e melhora do desempenho. Caso tenha alguma outra dica, deixe seu comentário e compartilhe-a conosco.

Fonte: www.ciaathletica.com.br