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domingo, 14 de dezembro de 2014

Especialistas sugerem hábitos saudáveis para o aumento da qualidade de vida

João Carlos de Andrade e Marcia Schneider assinam artigos para o Joinville que Queremos


Hora de colocar as bicicletas pra rodar
Por João Carlos de Andrade (Presidente da Federação Catarinense de Ciclismo)

Vivemos um boom em favor do uso da bicicleta voltado ao lazer e ao esporte. A bicicleta  ocupa destaque nos comerciais de TVs, Jornais, Outdoors e Revistas para se vender qualquer tipo de produto, de desodorantes a automóveis de luxo.

Cotidianamente vemos inúmeros grupos de amigos unirem-se para aos finais de semana ou nas noites saírem a pedalar, também é crescente os apreciadores do cicloturismo,  e mais e mais pessoas praticam o esporte da bicicleta.

Profissionais da saúde e meio ambiente a todo o momento ressaltam a importância desta atividade para a humanidade. Até a centenária e conservadora União Ciclística Internacional mudou sua missão, focando o uso da bicicleta no lazer e transporte para alavancar o esporte. Então por que não vemos a inserção de fato deste modal na mobilidade de nossa cidade?

Joinville cresce, e a não execução do plano  cicloviário (o IPPUJ e seus competentes técnicos criaram vários) que pudesse nos levar a algum lugar, desencorajou a população a utilizar o saudável veículo.

Joinville ostentou o título de Cidade das Bicicletas por muito tempo, onde uma de nossas orgulhosas  referências era a saída e entrada (para mim ainda é) dos trabalhadores da TUPY, constituindo-se em nosso mais conhecido cartão postal.

Com tantos desestímulos, aliado a alta incidência de tributos (72,3% se a bicicleta for produzida em Manaus, 80,3% em outro Estado e 107% se importada) e o não estímulo de empresários para que seus trabalhadores fossem trabalhar de bicicletas, alegando que chegam cansados e produzem menos, o crescimento do uso da bicicleta vem ocorrendo mas não no transporte.

A cultura de país subdesenvolvido voltado ao automóvel, criada certamente para manter a estatal da gasolina,  é outra responsável por esta realidade. Deu-se isenção de IPI para diversos produtos, menos para as bicicletas. É hora de nos encorajarmos e colocarmos as bicicletas para rodar, possivelmente assim, haveremos de ter uma luz ao fim do túnel, já que este dilema arrasta-se por décadas.

Mais bicicletas circulando obrigará os governos a construírem e a manterem as ciclovias (segundo um plano),   a humanizarmos o trânsito, a vermos os bicicletários das escolas e Empresas lotados. Por fim vale a pergunta e  "Se a bicicleta fosse inventada hoje?" um inteligente texto de Pablo Hess (sugiro a leitura), viveríamos o mesmo dilema?

Estilo de vida e hábitos saudáveis
Por Marcia Schneider (Nutricionista e coordenadora do curso superior de Nutrição do Bom Jesus/Ielusc)

Nos dias atuais, em função do modelo de vida contemporânea, da correria do dia a dia, dos inúmeros compromissos com o trabalho, as pessoas estão reservando menos tempo para si, para estabelecer vínculos afetivos e isso acaba repercutindo de forma negativa na saúde e na qualidade de vida.

Este modelo de vida, desencadeia a ansiedade e desemboca, em estágios mais avançados, na doença do século, o estresse. O estresse já aparece em muitos estudos como o mal do século 21.

Influencia no desenvolvimento de inúmeros problemas de saúde como cansaço, estafa, depressão, esgotamento físico e mental, insônia, irritabilidade, gastrite, úlcera, hipertensão arterial sistêmica (pressão alta), doenças cardiovasculares e até câncer.

A manifestação do stress pode afetar de maneira drástica o bem­estar físico e mental de um indivíduo, conseqüentemente, a sua saúde que, segundo a Organização Mundial de Saúde, é entendida como "completo bem estar físico, mental e social, e não simplesmente a ausência de doenças". Diante disso a promoção da qualidade de vida assume papel crucial.

Outro fator que está associado com a vida contemporânea é a inserção da mulher no mercado de trabalho, necessitando constantemente se manter atualizada. Além do trabalho, precisa conciliar também casa, família e lazer. Isso também pode contribuir ao surgimento do estresse.

A revolução feminina ainda carece de estudos sobre o impacto social que tem gerado. A ocupação no mercado de trabalho pela mulher realmente alterou muito o sentido da vida familiar.

De acordo com o Ministério de Desenvolvimento Social, 60% dos lares brasileiros da classe C e D são formados por uma mulher com um dois filhos, separadas, viúvas ou abandonadas e com toda responsabilidade de produzir e alimentar seus filhos.

O tema debatido, qualidade de vida, demanda sentimentos positivos perante a vida, sono e repouso adequados, auto­estima preservada, apoio social de amigos e familiares, atividade sexual, no caso das pessoas sexualmente ativas; um lar harmonioso, recursos financeiros, lazer, condições favoráveis de moradia e de trabalho, acesso à serviços de saúde e alimentação adequada em quantidade e qualidade.

Um grande leque multifatores implicam em viver bem. Todavia, nesta longa lista, a boa nutrição exerce papel importante na prevenção e na redução dos riscos de se desenvolver doenças crônicas não transmissíveis como diabetes mellitus, obesidade, hipertensão arterial sistêmica, dislipidemias e câncer.

Portanto, para se promover qualidade de vida, é fundamental que o indivíduo adote estilo de vida e hábitos saudáveis, dentre os quais se destacam alimentação adequada, prática regular de atividade física, abandono do tabagismo e do consumo excessivo de álcool. Hábitos alimentares saudáveis começam desde a infância com a prática do aleitamento materno.

A alimentação deve ser colorida e variada, conter alimentos de todos os grupos. A palavra de ordem é moderação. Deve-­se estimular o consumo de frutas, vegetais e alimentos regionais e locais, valorizando a cultura com alimentos mais nutritivos e com mais sabor. Alimentação saudável é entendida como aquela que faz bem, promove saúde e deve ser orientada desde a infância até a idade adulta.

Fonte: Clic RBS

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