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quarta-feira, 31 de julho de 2013

Ganhe resistência na bike

Pedalar é mais suave para os joelhos que correr, mais divertido e com a bike você vai muito mais longe.


Se você anda planejando um percurso de longa distância, colocamos você em forma em 15 semanas


Você quer voar com a sua mountain bike? Pois então tem de começar já, para que ganhe base suficiente e, a partir daí, possa investir em rodagens intensas, mudanças de ritmo e algumas arrancadas. Pense no condicionamento físico como uma torre. Quanto mais larga for a base, mais alto você poderá chegar sem se desestabilizar. Músculos, articulações e ligamentos devem ir se adaptando aos poucos.

Você será outro em 15 semanas

Não só vamos fazê-lo pedalar, mas você também terá de ir à academia (ou fazer exercícios em casa) e alongar para compensar esses desequilíbrios que o posicionamento sobre a bike causa. Tire a terça-feira para descansar. (Veja tabela ao lado)

Tome nota

FC máx. - É o número máximo de batimentos que o coração é capaz de efetuar em 1 min. Além de uma prova de esforço, você pode estimar a sua FC máx. com um teste caseiro: depois de aquecer, corra em uma subida de aproximadamente 1 km, mantendo a velocidade elevada. A frequência irá subindo progresivamente. Nos últimos 100 m, acelere e dê um sprint. O valor obtido ao final estará bem próximo da sua FC máx.
A intensidade de trabalho, em porcentagens é calculada com a fórmula de Karvonen, que leva em conta também a frequência cardíaca de repouso.

%FC = [(FC máx. – FC repouso) x %] + FC repouso

Ex.: se sua FC máx. é 190 e a sua frequência de repouso é 55, 70% da FC máx. é [(190-55) x 0,7] + 55 = 94,5 + 55 = 149,5 batimentos.
Para saber a cadência da pedalada em rotações por minuto (rpm), se sua bike não tem sensor de cadência, conte uma volta cada vez que o pedal passa por um mesmo ponto em 15s e multiplique por 4.

Pedalada contínua

Igual à corrida contínua. Busca-se, com isso, construir uma base com um trabalho de intensidade médio. O ritmo é cômodo, a frequência da pedalada fica entre 80 rpm e 100 rpm. Você também pode pedalar em casa, em uma bike ergométrica, ou usar um rolo.

Resistência

Trabalho cuja intensidade fica entre 65% e 75% da FC máx.

Alternância de ritmo

Variações espontâneas de velocidade, de forma que a frequência varie entre 60% e 80% da FC máx.,  podendo ocasionalmente chegar a 90% da máxima.

Subidas

Em zonas com subidas importantes, leve desenvolvimentos longos com cadências baixas de pedalada para aumentar força e resistência. A frequência cardíaca deve girar entre 80% e 85% da FC máx.

Alternância de ritmo em rolo

Trabalhe em todas as zonas-alvo com alternância de ritmo, desde 70% a 90% da máxima e com uma cadência alta. Se não puder usar um rolo, pedale na rua. O rolo permite que a intensidade seja uniforme e sem pausas.

Pedalada suave

Em zonas com pouco ou nenhum desnível, levar uma cadência alta com desenvolvimento suave e controlar a frequência para que ela não suba mais que 65% da FC máx.

Resistência de base

Pode-se escolher entre uma MTB e uma bike de estrada. É um trabalho para acostumar o corpo à assimilação e metabolização de gorduras e para a melhora da resistência de base. Deve-se trabalhar com cadências baixas, e a amplitude das frequências cardíacas é indicada na planilha.

Intervalado

Na fase intensa, vá de 85% a 90% da FC máx., e as fases de recuperação devem ser feitas a 70% da máxima, quer dizer, com recuperação incompleta para simular as condições de longa distância.

Alongamentos

O ideal é fazer exercícios com a musculatura quente, quando você tem mais elasticidade e há menos risco de lesão. Aos poucos, vá à posição de máximo alongamento e a mantenha por 15s. Você deve sentir tensão, não dor.
Invista, principalmente, em alongamentos para o quadríceps, os gêmeos, o sóleo, os psoas ilíaco, os isquiotibiais, as costas, os peitorais, o glúteo e o piramidal, os ombros e os extensores do pescoço.

Trabalho de força

Além de aumentar o rendimento sobre a bike, reduz as chances de lesão. Você pode fazer os exercícios em casa, com halteres, ou em uma academia, executando movimentos equivalentes.

Faça 3 séries de 8 a 12 repetições, dando um intervalo de 2 min entre cada série. Fique 1 min na posição de prancha.

  1. É essencial fortalecer as costas para compensar a postura sobre a bike, pois as mãos ficam à frente o tempo todo. Você trabalha a parte posterior do ombro, trapézios, redondo e outros músculos das costas.
  2. Trabalho combinado de quadríceps com a porção média do ombro.
  3. A musculatura dorsal também deve ser tonificada para evitar dores nas costas e melhorar o rendimento.
  4. Um exercício que combina o trabalho isométrico dos abdominais com o trabalho para os peitorais (flexão de braços) e a tonificação do glúteo (elevação alternada das pernas).
  5. Fortalecer os flexores da mão, nos antebraços, permitirá que você faça uma pegada mais segura no guidão em zonas técnicas e sinta menos fadiga quando os quilômetros se acumularem.
  6. Complete esses exercícios com algumas elevações de gêmeos e subida em um step alto para que a rotina de exercícios seja bem completa. Acrescente alguns abdominais.

Por: Redação Sport Life

Mountain biker tromba com motoqueiro em trilha

Fica a dica: muita atenção nas descidas com curvas. ( Beto que o diga.)

Nairo Quintana acrescenta mais duas vitórias ao currículo

Colombiano venceu duas provas Critérium nos últimos dias
Depois do excelente resultado do Tour de France, o ciclista colombiano Nairo Quintana, da Movistar, mantém o ritmo e acaba de acrescentar ao currículo duas vitórias importantes.
Na semana passada, Quintana bateu Chris Froome na primeira Critérium pós-Tour da temporada, disputada em Ninove, na Bélgica. Agora, o colombiano acaba de vencer mais uma Critérium, a prestigiada Draai van de Kaai, disputada em Roosendaal, na Holanda.
Quintana superou os holandeses Johnny Hoogerland (Vacansoleil) e Bauke Mollema (Belkin) na chegada.
Veja os melhores momentos

Dicas para quem vai disputar provas ou pedalar em grupo

Confira vídeo produzido pela Global Cycling Network


Missão Impossível - Descobrir a idade da mulher no século XXl

Acima de 40 com cara de 25, descubra os segredos de beleza destas mulheres.


Além de atleta amadora de mountain bike e responsável pelo projeto CicloFemini, também atuo no segmento de tecnologia. Trabalho com educadores no desenvolvimento e definição de tecnologias a serem utilizadas em sala de aula. Auxilio os educadores a compreender e a interagir com a geração do século XXI, jovens conhecidos como nativos digitais. Estudo o comportamento desta geração com o objetivo de entender como eles aprendem e interagem com a tecnologia, tão presente em nossos dias.

A partir do momento em que iniciei o projeto CicloFemini, o meu olhar se voltou para as mães destes jovens, para as mulheres do século XXI. Percebi que não somente os jovens haviam mudado bastante, mas as mulheres e mães também.

O impacto tecnológico, a crescente economia, novos valores e conceitos de vida, fizeram surgir uma mulher muito diferente da mãe idealizada, dona de casa e perfeita. A começar pela aparência, a grande maioria das mulheres de hoje são denominadas de “ageless”, ou seja, sem idade, pois romperam com o padrão convencional de comportamento que era ditado apenas pela faixa etária.

É consenso entre as mulheres que não aparentam a idade cronológica: o bom humor, a vontade de ser feliz, conseguir realizar os sonhos, cultivar pensamentos positivos, ter liberdade, uso diário de protetor solar, alimentação balanceada, ficar próxima à natureza e a prática regular de exercícios colaboram para uma aparência saudável e jovem.

Nos tempos atuais, as realizações pessoais de uma mulher estão longe de ficarem restritas à maternidade. Com aparência muito mais jovem, com muito mais disposição e energia, se lançam no mercado de trabalho, conciliam a carreira com o relacionamento e família, trabalham e criam os filhos em jornada dupla. Estão conectadas com o mundo através de blogs, redes e comunidades virtuais. Ganham dinheiro, escolhem seus companheiros sem limite de idade, lançam mão de todos os recursos possíveis – vitaminas, suplementos alimentares e tratamentos estéticos em prol da saúde e, consequentemente, da aparência jovem. O tempo passa e elas não ficam mais velhas.

No segmento esportivo o fenômeno não poderia ser diferente. Cada vez mais as mulheres aderem aos esportes de aventura e competições. Algumas fazem do esporte o seu meio de vida.

Luciana Cox, a Luli, e Adriana Dalman Boccia, a Dri, formaram a famosa dupla pink, a Flower People, sempre presentes nas competições mais importantes de mountain bike e corridas de aventura. Ambas começaram a praticar o esporte quando criança, e a bicicleta sempre esteve presente em suas vidas.

Quem apenas analisa e tira conclusões ao ver a imagem daquelas duas meninas divertidas vestidas de cor-de- rosa, com anteninhas nos capacetes, óculos em formato de estrela, entre tantos outros acessórios engraçados, não imagina que ali estão duas mulheres maduras, fortes, determinadas e decididas.

LuliAlém de se dedicarem com afinco ao esporte, são empresárias.Luli é proprietária da Flower People há 16 anos. A Flower People é uma empresa que decora casamentos e eventos, faz produção e ambientação, cuida de todo o projeto de decoração de festas: dos móveis e flores à iluminação. Dri é proprietária da Flor e Trapo, que é uma empresa de bolsas e acessórios em tecidos. 

Dri cria e produz todas as peças que são vendidas através de sua loja virtual.

Perguntei a elas o que as faz tão jovens, sem pensar responderam: “Alegria de viver e andar de bicicleta”.  O recado de Luli é: “Comprem uma bike e saiam pedalando. A liberdade que isso te dá é tão incrível, que você até esquece que está se exercitando. É como se você pudesse tocar o mundo!”. Dri recomenda: “Primeiro, não pense muito, vá e tome uma atitude, pois o tempo passa e depois que começa a pedalar, você diz para você mesma: por que não fiz isso antes?"

Cibele Freitas, moradora de São Paulo, também tem um vínculo muito especial com a bicicleta. Além de ser atleta amadora, como ela mesma diz: “Eu vivo, respiro e transpiro bicicleta. A bicicleta é mais do que uma paixão tatuada na alma, é um modo de viver diferente”. Cibele é artista plástica, dona da MyBike Shop, uma loja virtual sensacional desenvolvida por ela mesma. É incrível a quantidade de artigos cujo tema é a bicicleta. 

Somente uma pessoa com tanta energia e amor à bicicleta poderia reunir milhares de itens importados de diversos lugares do mundo, além das peças criadas por ela mesma. Cibele viaja constantemente, cada período do ano está em um país diferente fazendo pesquisas e compras para a sua loja virtual. Ela ainda encontra tempo para outras atividades ligadas à bicicleta, é organizadora da feira Brechocleta e de diversas competições. Sua outra paixão é a filha de 24 anos. Cibele se intitula mãezona e tem certeza de que pedalar é o que a faz dar conta de todos os empreendimentos e atividades.

Outro exemplo é Maria Carla Zinezi, veterinária, moradora da cidade de Guararema, atleta amadora e mãe em tempo integral. Optou por morar em uma cidade do interior de São Paulo para fugir do trânsito, ter mais tempo para se dedicar à profissão, aos esportes e principalmente para cuidar de seus filhos, um menino de 11 anos e uma menina de 8 anos.

Carla pratica mountain bike, natação, corrida de aventura, trekking e canoagem. Desde cedo introduziu os filhos em suas atividades esportivas -  uma forma de estar mais tempo com eles, e também incentivá-los. Carla ressalta que morar em uma cidade do interior lhe dá melhor qualidade de vida, por ter a natureza por perto e poder oferecer isto aos filhos. “Preciso sempre da minha dose diária de adrenalina, senão eu morro! Sou feliz, feliz por poder usufruir do que a vida me deu de melhor – a liberdade!", finaliza.

Caras leitoras, depois de ouvir estes depoimentos, concluo que a beleza não tem prazo de validade, podemos ser eternamente belas e jovens, pois a beleza é um estado de espírito, é aceitação, é amor próprio, é fazer aquilo que gosta. Pratique esporte, pratique a liberdade, pratique a alegria de viver e o tempo continuará seu amigo.

Texto: Cláudia Franco - Fotos: Arquivo Pessoal

Mobilidade: Problema bom

Segundo pesquisas, Amsterdã tem um déficit de 100 mil vagas, apesar dos seus dois megaestacionamentos para bicicletas

Foto: Ivonne Wierink-vanWetten

No início da década de 1970, com a crise do petróleo, a Holanda iniciou programas para incentivar meios de transporte ativos e coletivos. A bicicleta ganhou espaço e assumiu lugar de destaque no país. Atualmente, existe uma bike para cada um dos 16,7 milhões de habitantes, sendo que a frota de automóveis é bem menor, cerca de 7 milhões.

De acordo com a União Nacional dos Ciclistas, os holandeses contam com 29 mil quilômetros de ciclovias ou ciclofaixas, usadas por um em cada dois estudantes. Cerca de 25% dos trabalhadores também se desloca de bicicleta.

Nesse cenário, surgiu um problema: faltam vagas para estacionar a bicicleta. Segundo pesquisas, a capital, Amsterdã, tem um déficit de 100 mil vagas, apesar dos seus dois megaestacionamentos nas proximidades da estação central de trem: um com capacidade para 1,2 mil bikes, e outro com três andares flutuantes que podem acomodar 2,5 mil bicicletas. Até um barco da cidade foi adaptado e serve de bicicletário, com 400 vagas. Estacionamentos subterrâneos, como o do mercado de ações Beurs van Berlage, com 1,1 mil vagas, também vivem lotados.


O governo disponibiliza outra solução: uma espécie de caixote que acomoda até cinco bicicletas, disponibilizado para usuários mediante pagamento de uma taxa anual. O problema é tão sério que 800 ciclistas tiveram suas bicicletas recolhidas pelas autoridades nos três primeiros meses desse ano por estacionarem em local proibido.

A crise econômica que também afeta o país torna o espaço - principalmente em uma capital como Amsterdã - mais caro e disputado. Como é na crise que surgem as boas ideias, o engenheiro Matthijs Griffioen estudou o caso e verificou que a solução não deveria ocupar mais espaço na terra, mas sim no ar. Ele desenhou um "elevador" que transportaria as bicicletas até o teto de construções, onde ficariam armazenadas. Um painel eletrônico avisaria a cada segundo o número de vagas disponíveis. Parte da energia para manter o elevador e o painel viriam de placas solares. Por enquanto, é apenas uma ideia, mas a Holanda está na vanguarda nessa questão.

O certo é que a população já está pressionando o governo a encontrar soluções. A cidade de Utrecht, por exemplo, a 40 km da capital, está tendo suas construções readaptadas para oferecer vagas às bicicletas. Segundo os responsáveis pelas reformas, 22,2 mil vagas serão criadas na região central. Para manter o projeto, o governo irá custear uma parte dos gastos, mas pretende cobrar uma taxa dos usuários. O valor pode chegar a 1,50 euro por dia. Se funcionar em Utrecht, outras cidades, como Roterdã e Haia, que igualmente sofrem com a falta de vagas para bicicletas, também receberão o projeto.

Pagar para estacionar a bicicleta não é novidade na Holanda. Os primeiros estacionamentos privados surgiram há cerca de 10 anos e 30% das vagas atualmente são pagas. Mas a população não tem visto com bons olhos essa taxação governamental. Muitas pessoas possuem duas, três bicicletas em cidades diferentes, guardadas nos bicicletários das estações. Para elas, ficaria muito caro. Ativistas alertam que o governo precisa tomar alguma decisão melhor, visto que o problema tende a se intensificar.


De qualquer maneira, o incentivo à bicicleta é defendido e a magrela é sinônimo de segurança e fluidez na Holanda. Em 1971, quando as primeiras ciclovias foram construídas, a morte anual de crianças no trânsito alcançava o número de 400; atualmente, são 14. Além dos espaços adequados para pedalar, desde pequenos os holandeses estão acostumados a conviverem com o grande número de bicicletas nas ruas, o que os fazem ter a cultura da bicicleta e a consciência de que a bike é solução para o tráfego intenso dos grandes centros urbanos.

Os jovens também têm aulas teóricas e práticas de trânsito com foco na bicicleta. Aos 12 anos, os holandeses já conhecem as regras para pedalar com segurança e vão de bicicleta sozinhos até a escola, às vezes por vários quilômetros. São realizadas dinâmicas que incentivam o respeito e tolerância entre condutores de automóveis e ciclistas. Com essa base educacional e com a experiência de ser ciclista, quando o jovem completa a idade para fazer a carteira e decide conduzir um automotor, já possui uma visão bem definida de como se comportar no trânsito. Por isso, tendo boa infraestrutura e informação desde cedo, os holandeses sentem-se seguros e podem usar eficientemente a bicicleta como veículo. Aí começam a surgir os problemas "bons".

Expedição de mountain bike pelo Afeganistão vira filme

Matt Hunter pedala no remoto vale de Wakhan em filme que será lançado em agosto


terça-feira, 30 de julho de 2013

Giant lança toda a sua linha de MTB para 2014 com aro 27,5. E tem algumas bikes lindas!

A Giant apresentou a sua linha de MTBikes para 2014 e a estrela da nova linha da marca é a Trance 27.5.


Trance e Trance Advanced 27.5

A Trance virá em dois modelos: Trance e Trance Advanced. Os dois modelos vão possuir a mesma geometria e uma suspensão dianteira de 140mm. A diferença entre a “normal” e a “Advanced” é a suspensão traseira, que no modelo convencional tem 127mm e no Advanced tem 140mm. Nos modelos TOP existe uma ajuste que diminui o curso da suspensão dianteira em 20mm. A advanced vem com triângulo dianteiro de carbono

A geometria da bike está mais voltada para bikes de All Mountain, com um ângulo de head tube inferior aos modelos dos anos anteriores. Esse ano a bike vem com 67 graus de inclinação do head tube, nos anos anteriores essa inclinação era de 69,5. Isso faz uma bela diferença na estabilidade da bike.

Trance SX 27.5

A SX é uma versão mais parruda da Trance normal. O chassi da bike é o mesmo, mas os componentes são mais fortes. As suspensões tem 160mm, com canelas de 34mm no garfo.


Nessa bike o head tube tem uma ângulo ainda menor com 66 graus. E a altura do BB está 66mm mais alta do que na Trance convencional. Essa bike é utilizada pelos atletas profissionais de Enduro da Giant.

Anthem e Anthem Advanced 27.5


Essas são as bikes da Giant mais voltadas para o XCO. Uma bike mais rígida, arisca, com suspensões mais curtas. O modelo Advanced tem triângulo dianteiro de carbono.

XTC e XTC Advanced 27.5

Essa é a HardTail para XCO da Giant. Assim como os todos os outros modelos da Giant para 2014 a bike tem caixa de centro BB92 e eixo traseiro conversível, podendo usar eixos com 142 ou 135mm.


Como nos outros modelos a Advanced é de carbono


Esse é o modelo mais barato da marca, com valor da bike completa indo de US$ 570 a US$ 1.380. Ela vem com um BB de 73mm e suspensão foz de 100mm.

Aspectos médicos do ciclismo

Coluna vertebral e as lombalgias


A coluna vertebral é o eixo que estabiliza as estruturas osteomusculares dos membros superiores e, principalmente, a poderosa força motriz dos membros inferiores. E a coluna lombar representa, no ciclismo, uma importante ligação anatômica entre o tronco e a bacia. A dor lombar é uma queixa clínica presente em mais de 80% das pessoas, e as leva a procurar orientação médica em algum momento de suas vidas.

A coluna lombar, sobretudo no ciclismo de alto rendimento, está sujeita a estresses intensos e acentuadas forças de tensão, compressão e torção. A região lombar e transição lombo-sacra representam uma zona relativamente frágil do corpo humano, pois o ciclista sofre dois tipos de trabalho-estresse: os impactos repetitivos, acentuados pela alta velocidade, irregularidades do solo, e que aumentam particularmente as forças de tensão e compressão exercidas nos discos intervertebrais lombares, em especial nos níveis entre a 4ª e 5ª vértebras lombares (L4-L5) e entre a 5ª vértebra lombar e a 1ª sacral (L5-S1); e, durante o exercício físico, a contração intensa da musculatura paravertebral, que estabiliza a coluna vertebral.

O ciclista, quando a pedalada não é cadenciada, rítmica e uniforme, tem seus músculos da região lombo-sacra exigidos de forma excessiva, causando extresses mecano-posturais nas estruturas ósseas e músculo-ligamentares, assim como nas cartilagens e discos da coluna. É esta, em indivíduos suscetíveis, uma das causas das lombalgias e lombociatalgias (dor lombar que se prolonga para um ou ambos membros inferiores), também conhecida como ciatalgia ou ciática. As lombalgias e ciatalgias, atualmente, são responsáveis por aproximadamente 30% das queixas dolorosas na população mundial.

doença degenerativa do disco intervertebral está intimamente relacionada com esses sintomas. Trata-se de um processo natural de envelhecimento espinal em que todos os indivíduos estarão sujeitos. Este processo se  inicia por volta dos 15 anos, progride a partir dos 45 até os 70 anos de idade, com rupturas do disco e degeneração das articulações, agravando-se sobretudo após os 60 anos com alterações neurológicas.

O disco intervertebral é uma estrutura composta por um gel coloidal, constituído por 80% de líquido (água), localizado centralmente no núcleo discal ou também chamado núcleo pulposo, e protegido perifericamente por um anel fibroso. O disco tem propriedades fundamentalmente elásticas. Vale ressaltar que o disco intervertebral tem íntima relação anatômica com os elementos nervosos da coluna vertebral. Entre as enfermidades que o disco pode sofrer, as deformações anatômicas e a desidratação discal são as mais comuns, condições estas que podem coexistir com a hérnia discal, a qual é definida como o deslocamento do conteúdo do núcleo pulposo através do anel fibroso, pela ruptura das fibras deste. As deformações são representadas pelos abaulamentos, pelas protrusões e extrusões discais, que diferenciam-se entre si pelas características anatômicas da deformação.

A mudança de hábitos da população contribuiu para o incremento dos fatores que favorecem o processo degenerativo dos discos da coluna e determinou que a doença degenerativa do disco representasse uma enfermidade extremamente comum, com sintomas frequentes em indivíduos a partir da terceira década de vida. Estas deformações e a desidratação discal representam uma das etapas de degeneração do disco intervertebral e tem fundamental importância nesse processo, devido ao intenso quadro doloroso que os pacientes experimentam.

O diagnóstico se baseia na avaliação clínica do paciente, com história detalhada da doença, respaldada pelos exames físicos ortopédico e neurológico. Os exames complementares incluem radiografias simples, tomografia computadorizada (para avaliação das estruturas ósseas) e/ou ressonância magnética da coluna vertebral (para detalhamento dos discos intervertebrais e estruturas nervosas). O tratamento consiste na utilização de medicamentos para o controle da dor, do processo inflamatório e das alterações neurológicas: sensações de dormência, formigamento, diminuição da força muscular de um ou dos dois membros inferiores. A fisioterapia convencional, Reeducação Postural Global (R.P.G.), acupuntura e Pilates são tratamentos usualmente indicados para a reabilitação do paciente. O tratamento cirúrgico está indicado no insucesso do controle da dor associado a déficit motor (força muscular diminuída) acentuado.

Na prevenção das lombalgias e outras afecções da coluna vertebral, objetivo primordial em qualquer enfermidade, indicam-se a adequada escolha no tamanho da bicicleta, sendo que a tendência atual é de se utilizar sempre um número menor do que as recomendações relacionadas com a estatura do indivíduo e a altura do cavalo;  a realização de bike fit, com o qual se ajusta a bicicleta ao corpo do ciclista; a inclusão, na planilha de treinos, de sessões de musculação: pois músculos fortalecidos conferem maior proteção para ossos e articulações; e, finalmente, a prevenção pode ser realizada por meio de trabalhos de fortalecimento e desenvolvimento da propriocepção (sensibilidade própria aos ossos, músculos, tendões e articulações, que fornece informações sobre a estática, o equilíbrio e o deslocamento do corpo no espaço) do tronco, chamado core training.

Esse trabalho deve ser realizado preferencialmente durante as fases de pré-temporada, ou até durante o ano competitivo. Basicamente, este treinamento visa ao fortalecimento da musculatura abdominal e peitoral, além do alongamento e fortalecimento dos músculos dorsolombares, já que estes, na maior parte das vezes, são mais fracos do que os flexores da região anterior do tronco.    

Por: Franklin Passos de Araújo Júnior

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Melhores momentos do Brasileiro de Mountain Bike

Confira em vídeo reportagem sobre o evento feita pela Move It Sports

 

Pedalando na chuva


Ela sempre vem, uma hora chega. Em São Paulo, é companhia constante em alguns períodos. Todo ciclista urbano deve estar preparado para ela: a chuva. É praticamente impossível não se molhar, mas se você estiver pronto para a chuva, ao menos conseguirá manter seus pertences protegidos e evitar que a água escorra por dentro de suas roupas.
Confira as dicas e adapte o que for necessário, pois cada ciclista tem uma maneira de lidar com as situações. 

Para-lamas 

É um item muito importante na bicicleta. Para quem usa a bike como meio de transporte, sabe o quanto eles auxiliam na proteção contra a água das chuvas, poças e valetas. Depois da primeira chuva, você descobre como são importantes.
Eu uso bagageiro, por isso não tenho para-lama na roda traseira. Mas somente o bagageiro não é suficiente, a menos que esteja todo fechado com plásticos ou algum outro objeto. A dica é usar uma bolsa traseira.

Bolsa Traseira

Para dividir o peso e a carga com a mochila, levo parte da roupa e às vezes até sapatos e ferramentas, em uma pequena bolsa presa no bagageiro. Se você tiver um alforje ou bolsa própria para bagageiro, será muito mais fácil.
Tudo que você levar na bolsa ou mochila, coloque em dois saquinhos. Mesmo quando não há chuva, tenho por costume colocar as calças em dois sacos: ainda mais na bolsa do bagageiro, que estará recebendo água por cima e por baixo. Melhor proteger! Protejo também as ferramentas, para garantir vida longa às mesmas.
Para levar a bolsa, amarre-a bem, passando a alça pelo canote. Uma vez o elástico se rompeu e minha bolsa caiu: perdi roupa e ferramentas. Como quase sempre estou com a bolsa, uso a luz vermelha presa no bagageiro, e não no canote, pois ficaria encoberta. 

Roupa

Com chuva, o ideal é usar a menor quantidade de roupa possível, utilizando apenas roupas de tecidos técnicos, evitando o algodão. Mesmo que esteja frio, tente usar bermuda curta, assim você não ficará encharcado enquanto pedala. A roupa que você precisa usar no trabalho deve ir protegida na bolsa ou mochila.
Roupa de baixo é dispensável com o uso de bermudas de ciclista. Essas bermudas secam rápido, portanto nos dias de chuva, evite usar cuecas ou calcinhas.


Luvas

Evite luvas de dedo fechado. Com a chuva, ficarão encharcadas e suas mãos ficarão mais frias. Tente usar as de dedo aberto - só não fique sem luvas, pois elas evitam bolhas, machucados mais graves numa queda e melhoram a "pegada" no guidão.
Se você tiver um par extra de luvas, leve-o com suas roupas. Leve também mais um par de meias. Na volta, você irá agradecer por poder usar luvas e meias secas.

Sapatilhas

Se você usar um tênis comum, seus pés irão se encharcar facilmente, mesmo com pouca chuva, pois este tipo de calçado usa muito tecido. Pedalar com sapatos cheios de água é uma das piores sensações, mesmo no calor. Para evitar essa situação ruim, veja essa dica simples.

Se o seu pé for pequeno, sacolinhas plásticas (essas comuns, de mercado) irão servir. Se você tem um pé gigante, terá que encontrar sacos maiores para uma proteção adequada. Em cada um dos pés, utilize duas sacolas. Se usar apenas uma, a água vai entrar.
Coloque a ponta do pé no canto da sacola, de forma a aproveitar melhor o comprimento da mesma. Passe uma alça dentro da outra.

Dê a volta pela frente do tornozelo e passe de novo a ponta de cada alça por dentro da outra alça.
Siga entrelaçando as pontas das alças. Importante: nenhum nó é necessário! Simplesmente passe uma alça dentro da outra algumas vezes.
Ao colocar a segunda sacolinha, intercale o canto do fundo. Se você colocou a primeira no canto esquerdo, por exemplo, coloque a segunda no direito.
É melhor que no pé esquerdo a segunda sacola fique no canto direito, e vice-versa. Dessa forma, você deixa o excesso de plástico do lado de fora, longe do pedal e da corrente.
Veja o detalhe da alça passando por dentro da outra; vire uma delas e passe novamente por dentro.
Depois de algumas vezes, a "corrente" se mantém presa sozinha. Assim você não precisa dar nó. Se der um nó nos laços fica mais difícil retirar as sacolas, e será preciso arrebentá-la.
Quando terminar um dos pés, dobre bem o plástico e retire o excesso de ar.
Somente dois elásticos bastam para segurar tudo no pé.
Você pode encontrar uma dessas galochas de motoqueiro, mas são pesadas e você não conseguirá usar o clip ou o taquinho, e a água vai entrar nelas. O ideal seriam as polainas impermeáveis, próprias para ciclistas, pois estas sacolinhas requerem um pouco de paciência e tempo.
Se o laço for dado simplesmente passando uma alça dentro da outra, basta puxar para abrir tudo.
Não use muita pressão, apertando demais. Se estiver apertado, em meia hora de pedal seu pé vai inchar, e o tornozelo ficará marcado e machucado. Basta colocar direitinho que a água não entra.
Dobre a barra da calça de modo que esta fique totalmente fora do laço das sacolinhas, e também deixe a meia dobrada para baixo (melhor usar daquelas bem curtinhas, tipo meia sapatilha).
Você pode ficar com uma aparência um pouco estranha, mas só enquanto estiver fora da chuva e desmontado da bicicleta. Lá fora, pedalando debaixo d’água, será normal e muito agradável.
Cheguei a enfiar o pé em correntezas fortes, em valetas e sarjetas, com chuva forte, e meus pés ficaram secos. Como disse, fazer isso pode levar uns minutos a mais e exige sua paciência, mas é muito barato e reutilizável.
Por isso, pareço um office-boy: sempre tenho elásticos (e saquinhos) comigo.
Algumas sapatilhas têm mais componentes sintéticos, não-tecido, exigindo assim menos proteção, já que ela secará muito mais rápido que um tênis de pano. Mesmo assim, não deixe de usar as sacolinhas para evitar o pé encharcado e manter as meias secas.
Coloque os elásticos de modo a não passarem por cima do taquinho. O uso das sacolinhas não irá impedir a trava do SPD.
O pé vai ficar seco e protegido, mas se você não usa taquinho SPD, cuidado, pois o plástico desliza e não é nada aderente, nem no chão nem no pedal. Você terá que decidir em manter o pé seco e perder essa aderência. Se estiver clipado, não há problema nenhum.

Mochila

Eu ainda tenho que carregar comigo documentos, eletrônicos, celular… Nada disso pode molhar. Hora de pegar mais sacolinhas.
Coloque tudo dentro dos saquinhos. Se houver documentos ou outras folhas maiores que não podem dobrar, certifique-se de proteger bem.
Use sempre dois saquinhos. Debaixo de uma chuva forte, é melhor garantir do que confiar que a água não entra na mochila. Experiência própria.
Pacotinhos bem feitos garantem a integridade dos seus objetos, e você vai pra chuva sem medo.
Tudo que você for usar logo que chegar aotrabalho, escola ou em casa, como a chave, o crachá ou dinheiro, deixe em sacolinhas pequenas, nas bolsas menores da sua mochila ou pochete.
Existem mochilas específicas para uso por ciclistas. A anterior é uma Kailash, já bem usada (me acompanhou por quase uma década, a danada), e essa é uma Deuter. Espero que dure mais uma década. Quanto tempo dura um carro?
Para aumentar a proteção, você pode usar uma capa impermeável de mochila. Além de proteger o que está dentro, evita que a própria mochila fique encharcada. A água na mochila encharcada é um peso considerável que você carregaria à toa, além dos respingos no carpete do escritório.
Esse modelo da Deuter já vem com uma capa. Basta abrir o zíper, puxá-la para fora e proteger a mochila.
Depois secar, dobrar e guardar. Muito prático. Capas para mochilas são vendidas em lojas de material esportivo, ou você pode improvisar com um grande plástico.


Jaqueta

Se lá fora houver apenas uma leve garoa, uma simples jaqueta ou anorak servem. Lembre-se de tentar usar a menor quantidade de roupa, para evitar menos água presa ao seu corpo.

Capa de Chuva

Mas se há chuva de verdade, use uma capa de chuva mesmo. Essa aí é uma daquelas de três reais, que qualquer banca de jornais vende. Há capas especiais para ciclistas, mas são bem mais caras, apesar de protegerem quase da mesma forma. A diferença está na mobilidade que elas darão.
Coloque o capuz da capa de chuva primeiro, depois o capacete. Prendendo direitinho, não entrará água pelas costas nem escorrerá pela cabeça.

Luvas

Deixe para calçar as luvas no final, pois você precisará dos dedos livres durante toda essa operação.

Confira os movimentos

Monte na bike e confira se nada está apertando ou repuxando. Vire a cabeça, mexa o corpo, estique os braços. Acerte a posição da mochila e da capa. As capas de motoqueiros não são adequadas, pois são pesadas e tiram o movimento que o ciclista precisa ter.
Pronto pra enfrentar as ruas da cidade com chuva e muita água. Assim como carros nas estradas, em dias de chuva use sempre a iluminação, mesmo de dia. Motoristas são seres limítrofes e bastante incapazes; ajude-os: seja visto! (sério, mesmo com essa roupa de astronauta, amarelo berrante - cheguei e luzes vermelhas piscando na cabeça e bagageiro, sempre escuto um ‘não te vi!’)
Quando chegar em seu destino, deixe a capa secando junto à bike. Você nunca vai saber se na volta terá chuva também - Em São Paulo, é o mais provável). Na dúvida, sempre leve a capa na mochila, não importa a época do ano.
Há uma maneira certa para dobrar a capa, senão você terá um pacotão desajeitado de plástico. Quando abrir a capa recém-comprada, confira como são as dobras. Para dobrá-la novamente, depois de seca, estique e dobre ao meio, juntando as pontas das mangas. O truque está em saber fazer as dobras no capuz, de modo que fique como na foto.
O capuz é dobrado dentro dele próprio. Em seguida, dobre o mesmo e as mangas para cima do corpo da capa. Dobre tudo no meio, pelo comprimento.
Pronto! Não precisa ficar igualzinho ao pacote original, mas assim cabe fácil na sua mochila, sem ocupar espaço. Mantenha a capa sempre limpa e seca, seja ela simples ou específica para ciclistas. Pedalando com esse plástico totalmente impermeável sobre a pele você irá suar, mesmo que esteja frio. Cuidando bem, a capa pode durar muito. 
Ao chegar ao trabalho ou escola, ou depois que retornar para casa, deixe sempre tudo secando. Se precisar secar as luvas, por exemplo, pode deixá-las presas na grade da geladeira: solução dos tempos de antanho. Para evitar ter que colocar os tênis atrás da geladeira também, use os saquinhos nos pés.
Antes de começar a trabalhar, leve a roupa seca com você e troque-se no banheiro. Depois de um pouco de higiene pessoal, que pode envolver o uso de papel toalha, você estará novinho, pronto pra trabalhar, e FELIZ! Já seus amigos, que foram de carro, não estarão rindo e felizes como você.
Dá até pra usar roupa social sem problemas. Basta dobrar as calças e camisas direitinho. Para evitar qualquer amassado na camisa, coloque-a dentro de uma pasta, dessas de escritório, não deixando de protegê-la da água com os infalíveis saquinhos.
Aproveite o ar-condicionado do escritório. Ambientes com ar-condicionado são muito secos (por isso é importante beber água e não abusar do uso contínuo do monitor). Dessa forma, tente deixar em algum canto o que tenha se molhado, como luvas ou o par de meias.
Se há chuva, é necessário cuidar da bicicleta também! As partes mecânicas móveis precisam de uma lubrificação ideal para muita água. Na corrente e nos câmbios traseiros e dianteiros use um óleo lubrificante especial.
Nas ruas da cidade há muita sujeira. Com água, essa sujeira desgasta as sapatas dos freios e podem também arranhar o aro das rodas. Tenha sempre com você sapatas sobressalentes, se você usa sapatas tipo refil, que são mais práticas; para as inteiriças, fica mais difícil. Se usa freios a disco terá um problema a menos, pois enfrentam água, sujeira e lama com mais eficiência.
Se você está na estrada de speed, na trilha de mountain bike, ou mesmo praticando cicloturismo, não tem nada que se proteger dessa forma! As dicas são para quem precisa chegar no trabalho ou na escola de maneira que consiga secar-se rapidamente ou evitar o excesso de água. Fora das ruas da cidade, tem mais é que aproveitar a chuva, protegendo apenas documentos e aparelhos eletrônicos. 
Aproveite a chuva, desfrute do percurso, mas tome cuidado com o chão mais escorregadio, os freios que não funcionam igual, e com os motoristas: seja visível e previsível. Acenda sempre as luzes. Em ruas muito alagadas, não se arrisque, pois há o risco de um acidente com algum obstáculo, como bueiros abertos, ou mesmo um desequilíbrio causado por causa da água.
Por experiência própria - use a bike para ir e voltar do trabalho! Eu venho e volto do trabalho para casa todos os dias com minha bicicleta, não importa o tamanho do temporal. Todos no escritório me invejam, pelo tempo que levo, pela diversão que consigo ter ao pedalar, e pelo ânimo que tenho. Mesmo os que me acham louco também me invejam. Bom pedal!

Não existe lugar no mundo onde seja impossível andar de bicicleta

Foto: Alexander Gorbunov
Em 1914, Sir Ernest Shackleton comandou uma expedição para ser a primeira a atravessar o continente Antártico de um extremo a outro. Entre os tripulantes do navio Endurance estava Thomas Orde-Lees. Apaixonado por atividades físicas, Orde-Lees conseguiu permissão para levar uma bicicleta naquela que seria uma das mais heróicas aventuras humanas. Nos meses que passaram presos no gelo, era hábito de Orde-Lees andar de bicicleta, até que um dia ele foi longe demais e se perdeu. Seus companheiros tiveram que procurá-lo e, deste dia em diante, foi proibido andar de bicicleta na imensidão branca.

Quando o navio foi destruído pelo gelo e naufragou, levando junto com ele quase todos os pertences pessoais dos tripulantes, Orde-Lees escreveu no seu diário, em 30 de outubro: “minha maior perda sentimental foi minha velha e querida bicicleta que tive por 16 anos, a melhor Rudge-Whitworth que já exisitiu”.

Contudo, Thomas Orde-Lees não foi o primeiro a pedalar no Polo Sul! Havia uma bicicleta na expedição Terra Nova, comandada pelo Capitão Robert Falcon Scott, em 1910.

Entre os tripulantes estava o geólogo Thomas Griffith Taylor, “um ciclista apaixonado” como é descrito em alguns textos. Antes de entrar para a expedição, ele estudou em Cambridge, onde a bicicleta é um meio de transporte muito popular entre os estudantes.

A bicicleta que Taylor pedalava no Polo Sul resiste até nossos dias. Passou um tempo à mostra na parede da cabana da expedição do Capitão Scott, mantida e preservada em mínimos detalhes. A bicicleta agora está sendo cuidada dentro do Antarctic Heritage Trust.

Thomas Orde-Lees e Thomas Griffith Taylor não tinham em comum apenas o primeiro nome. Eram homens que realmente estavam à frente de seu tempo. Quem viaja à Antártica, quase 100 anos depois daquelas expedições épicas, pode ver pessoas de bicicleta pelos caminhos da Estação McMurdo.

Hoje, não só é possível pedalar no Polo Sul, como existem bicicletas comunitárias na Ilha de Ross.

Mas pessoas ainda perguntam: como você faz pra pedalar quando está chovendo? E quando está calor? E no trânsito? Pode-se ver que, quando há desejo, vontade e uma certeza de que bicicletas trazem mais vantagens do que empecilhos, não há obstáculos.

Na pior parte da viagem, quando o futuro era incerto e os acontecimentos tinham levado todos a uma situação angustiante e sombria, Orde-Lees escreveu: Ninguém… sabe o que significa para mim ter uma bicicleta e um lugar para pedalar, por mais que sejam duros e ásperos os dias (diário pessoal, registro em 11 de março de 1915).

A bicicleta pode sempre ser a solução que possibilita ir além.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Pelo fim da sociedade dos ciclistas esprimidinhos


Se pudéssemos agora, por um instantâneo, observar simultaneamente cada um dos ciclistas que está trafegando nas ruas das nossas cidades, uma característica comum saltaria aos olhos: a maioria deles está trafegando pela beiradinha da via pública que foi projetada, construída e sinalizada para a circulação de veículos motorizados.

Mesmo sem o saber, eles estão respeitando o Artigo 58 do Código de Trânsito Brasileiro - CTB: “a circulação de bicicletas deverá ocorrer, quando não houver ciclovia, ciclofaixa, ou acostamento, ou quando não for possível a utilização destes, nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentado para a via, com preferência sobre os veículos automotores”.

Com efeito, trafegar pela direita, à mão, é mais seguro para o ciclista e melhor para o fluxo de todos os veículos. Ao circular no meio ou à esquerda da pista, o ciclista está mais vulnerável à alta velocidade dos motorizados que vêm atrás e, o que é pior, à colisão frontal com motorizados que, vindo da direção contrária, estão realizando ultrapassagem.

Entretanto, esta regra geral não pode ser aplicada a todas as situações vivenciadas pelos ciclistas, fazendo com que circular nas bordas seja não apenas um erro “tático” em determinadas circunstâncias, mas, principalmente, uma demonstração de menosprezo dos legisladores para com a dignidade dos ciclistas. Circular pelo limiar é algo que não pode ser feito com constância nem em todos os lugares. São inúmeras as ocasiões em que os ciclistas têm que desviar para a esquerda, arriscando-se a serem abatidos pelos carros que vêm lhe comprimindo.

As situações mais comuns são: pedras, lascas de asfalto, lixo, cacos de vidro e toda sorte de entulhos que são lançados ou vão parar na pista e acabam depositando-se na sua extremidade; bueiros abertos, bocas de lobo quebradas, abaixo do nível da pista ou com fendas excessivamente largas; sarjeta e canaletas pluviais irregulares e superdimensionadas; tachões e tachas reflexivas (olhos de gato), que às vezes persistem até em ciclofaixas mal instaladas; carros saindo de garagens e pedestres atravessando a pista; e as óbvias ultrapassagens entre os ciclistas. Por último, mas não menos importante, temos a linha de abertura das portas de carros; os motoristas, porque geralmente estão “procurando” apenas outros carros, incautamente abrem suas portas e “colhem” os ciclistas ou forçam o desvio súbito de sua rota. Nesta linha, os ciclistas experientes recomendam, sempre que possível, pedalar a pelo menos um metro de distância dos carros.

Além disso, o ciclista também faz conversões, seja no decurso de uma rua, seja ao final dela. Em vias de alta velocidade (já que o poder público se omite de instalar ali a necessária ciclovia e suas devidas faixas de travessia), é necessário que o ciclista pare, no lado direito, para atravessar quando não houver carros; mas, nas vias locais de baixa velocidade, é preciso oferecer ao ciclista a possibilidade dele, sempre sinalizando, ocupar o centro da pista de rolamento e seu bordo esquerdo até que se apresente a oportunidade dele convergir para a rua do seu interesse. Se é assim que fazem caminhões e motos, porque assim não podem proceder as bicicletas? E, para não proceder deste modo, muitos ciclistas optam erroneamente por trafegar na contramão quando planejam convergir adiante.

Por todo lado, quase que submissamente, os ciclistas resignam-se com a condição de “marginais” à qual foram lançados; e, na falta de cobertura legal, lançam mão de um jeitinho qualquer e acabam pagando pela omissão alheia.

Para mudar esta situação, é necessário fazer valer na prática, através de fiscalização contínua e de programas educativos permanentes, a observância do 1,5 m na ultrapassagem de ciclistas em todas as vias públicas onde não há vias exclusivas para bicicletas.

Mas só isso não basta, evidentemente. É preciso eliminar as armadilhas que a prefeitura implantou ou mantém nas bordas das pistas para tornar mais constante e linear o pedalar; é preciso baixar a velocidade regulamentar na maioria da vias públicas para diminuir o risco de abalroamento de ciclistas, quando estes necessitam desviar de algo; e, finalmente, é preciso instalar vias segregadas para bicicletas onde se justifica o escoamento mais veloz dos motorizados.

Apenas escrever um artigo de lei instruindo, genericamente, o ciclista a circular pela borda direita, é uma forma do legislador se livrar do que considera um problema, o que é muitíssimo cômodo para o negligente administrador público. Para que as bicicletas possam cumprir sua função (tanto para o ser humano que lhe faz uso quanto para a sociedade que disso se beneficia), no que tange à mobilidade urbana, é preciso que tenhamos uma só sociedade: as atuais sociedades dos ciclistas espremidinhos e dos motoristas soberbos têm que ser eliminadas para permitir a implantação da sociedade... dos cidadãos!