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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Dispositivo transforma bicicletas em smartbikes e até carrega o celular

Projeto COBI permite interação entre o usuário, o veículo e o celular


O "tuning" é um processo de personalização de carros que ficou bastante conhecido no Brasil nos últimos anos, sobretudo depois do lançamento da série Velozes & Furiosos no país, estrelada por Vin Diesel e Paul Walker. A popularização dos smartphones, contudo, tem levado uma espécie de tuning digital também para o universo das bicicletas.

A empresa alemã iCradle registrou no site de financiamento coletivo Kickstarter o projeto COBI, um pacote de gadgets de interação entre o usuário, o veículo e o celular. É composto por uma base que serve tanto como sistema de iluminação quanto de carregador de bateria do smartphone, um controle manual de comando e uma lanterna de freio sem fio.

Fonte: Estadão.com.br

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Ciclo Mania: Homenagem a Arnaldo Vitorino o nosso querido Professor Caverna

Não é comum ver este tipo de postagem em nosso blog, mas hoje este dia não poderia passar em branco e nós jamais iriamos esquecer de dá os nossos parabéns a este homem que tanto fez e faz por nossa cidade.

Com um trabalho ímpar e com um enorme zelo pela natureza o nosso "Professor Caverna" está de Parabéns!

Arnaldo Vitorino, Neném da Física, Neném da Locadora... ou como queiram, é uma pessoa que nos enche de orgulho e felicidades por tê-lo em nosso convívio. E mesmo que não tenhamos este contade direto e diário, sempre cruzamos com ele em suas "empleitadas" da vida na zona rural de nossa região.

Nós que fazemos o Ciclo Mania estamos felizes de verdade por este dia que é seu Neném, E aqui deixamos o nosso abraço de amigo e os mais sinceros desejos de felicidades e realizações!

Que Deus te cubra de bênção e te ilumine por toda sua jornada!

Abaixo temos algumas imagens de alguns encontros casuais durante nossas pedaladas por vários locais que passamos durante este tempo que estamos no pedal.

Brejo da Madre de Deus








Indo para o Grimum 




Trecho da Corrida do Trabalhador  16/03/14 no bar da Pedra




Estamos fuçando nossos arquivos em busca de mais imagens com Arnaldo e assim que encontrar vamos expondo aqui pra vocês.

Bicicletas: ideal para não viver apressadamente


Parte do que fazemos, em nosso compromisso diário com a mobilidade sustentável e sobre nossas bicicletas ainda é visto por muita gente como uma forma de andar lentamente. Ledo engano. Já estamos à frente de nosso tempo.

Valendo-nos da historinha infantil da tartaruga e da lebre, apenas para elucidar,  podemos dizer que o senso comum, positivo, fez por onde consagrar a máxima de que, aos poucos, podemos ir muito longe.

Sobre a questão da pressa de viver, outros são os ditos populares que também fazem tal concorrência, como por exemplo: será que é melhor “viver dez anos a mil ou mil anos a dez”? A abreviação de nossos momentos faz com que percamos mais tempo e deixemos de disfrutar tudo o que nos faz sentir melhores: nossa família, nossos amigos, lugares para visitar, hobbies, e é claro, nossa saúde.

Os desafios intermodais pelo Brasil adentro já provaram e vão continuar provando que a bicicleta é, disparado (literalmente), o veículo que alcança, com qualidade e em menor tempo curtas distâncias dentro do tecido urbano. Todas as pesquisas desenvolvidas pela Transporte Ativo e pelo Programa CicloVida (UFPR), por exemplo, reafirmam esta constatação e colaboram substancialmente com a qualificação do debate quando o tema em questão é a mobilidade em bicicleta.

Segundo o famoso professor Mário Sérgio Cortella, educador e filósofo que acompanhamos com admiração, pressa e velocidade, não são a mesma coisa. Pressa pode ser entendido como sinal de desorganização ou despreparo, enquanto a velocidade é um atributo de imprimir ritmos cada vez mais rápidos estrategicamente.

Grande parte das pessoas acabam por confundir as duas palavras em seu emprego, e comem apressadamente (engolem a comida) ao invés de comer velozmente; dirigem seus carros apressadamente ao invés de imprimir a velocidade ideal a cada trecho e traçado; enfim, uma é capacidade enquanto a outra é um problema atrás do outro.

Nossos companheiros que realizam pedais extremos vivem no limiar da velocidade, não da pressa. Os atletas que nos encantam com suas habilidades sobre rodas no Giro D’Itália e no Tour de France, entre tantos outros, usam tais capacidades para ousar, na velocidade, fazer o relógio contar a seu favor, mas nunca são afoitos porque sabem dos riscos e do dissabor das perdas.

As cidades que, dia a dia, optam pela bicicleta como modal de transporte e estilo de vida se dirigem ao futuro a passos largos, ou seja, velozmente. Seriam apressadas e, portanto, gerariam o próprio caos, se escolhessem a pressa dos automóveis e suas consequências.

O apressado vive angustiado, sempre reclamando de um passado que não aproveitou e que já não tem tempo a perder, mas já perdeu.

A pressa é inimiga da perfeição, diz o dito popular, e a bicicleta é a mais perfeita combinação entre equidade social e mobilidade, entre sustentabilidade socioambiental e cultura democrática, entre presente e futuro, porque de passado vive é quem tem pressa.

Carpe Diem!

Fonte: Revista Bicicleta por Therbio Felipe M. Cezar

domingo, 14 de dezembro de 2014

Santa Cruz Downhill: Carteiro ciclista de Salgueiro supera mais um desafio sobre duas rodas

Com pouco tempo para treinar e utilizando uma bicicleta reserva, Cleber Santos faturou o terceiro lugar no Santa Cruz Downhill, no interior de Pernambuco

Carteiro ciclista Cleber Santos superou o desafio do Santa Cruz Downhill
(Foto: Cleber Santos/Arquivo Pessoal )
Com a aproximação do Natal, a rotina do ciclista Cleber Santos teve que ser alterada. Graças ao aumento no número de correspondências, o entregador de cartas diminuiu seu ritmo de treino. No entanto, o carteiro ciclista de Salgueiro, que ao lado do amigo e companheiro de profissão Hertz Cavalcante, venceu várias dificuldades para entrar no esporte e tem como lema a frase “Não não dói”, conseguiu superar mais um desafio no último final de semana, durante a disputa do Santa Cruz Downhill, na cidade de Santa Cruz do Capibaribe-PE.

Além do pouco tempo para treinar, Cleber participou da competição com uma bicicleta antiga. Desacostumado com o equipamento, o ciclista cometeu um erro na última descida e ficou com o terceiro lugar.

– Nos últimos dois anos eu fui campeão e nesse ano eu não tive um resultado tão bom. Estava treinado com uma bicicleta e aí no dia da prova a bicicleta deu problema e eu tive que treinar com uma antiga, aí fiquei no terceiro lugar. Mas foi bom, foi mais uma superação de desafios porque eu estava acostumado com um equipamento e em cima da hora eu tive que voltar para um equipamento mais inferior – explica Cleber.

O tempo do ciclista está sendo divido entre o trabalho como carteiro, o pai, que tenta se recuperar de um AVC, e os filhos. Os treinos com a bike estão sendo feitos apenas nos finais de semana.

– O volume de correspondências está começando a aumentar e sobra pouco tempo para treinar, só final de semana mesmo. E eu ainda enfrento mais um obstáculo, vamos dizer assim, porque todos os dias quando termino o trabalho levo meu para fazer fisioterapia no final da tarde. Dedico umas três horas a essa tarefa. E ainda tenho que pegar as crianças na escola. Aí fica bem corrido para treinar. Na semana anterior a competição eu não peguei na bicicleta de jeito nenhum. Não treinei nada, só no dia da competição. Foi um negócio bem desafiante.
Enquanto se divide em várias funções, Cleber já sabe qual será o próximo desafio sobre duas rodas. Nos dias 31 de janeiro e 1 de fevereiro ele estará na cidade de Fagundes, na Paraíba, em busca de mais uma vitória.

– Essa é uma das provas mais difíceis do Nordeste. A pista exige muito preparo e muita técnica.

Fonte:  Globo Esporte

Especialistas sugerem hábitos saudáveis para o aumento da qualidade de vida

João Carlos de Andrade e Marcia Schneider assinam artigos para o Joinville que Queremos


Hora de colocar as bicicletas pra rodar
Por João Carlos de Andrade (Presidente da Federação Catarinense de Ciclismo)

Vivemos um boom em favor do uso da bicicleta voltado ao lazer e ao esporte. A bicicleta  ocupa destaque nos comerciais de TVs, Jornais, Outdoors e Revistas para se vender qualquer tipo de produto, de desodorantes a automóveis de luxo.

Cotidianamente vemos inúmeros grupos de amigos unirem-se para aos finais de semana ou nas noites saírem a pedalar, também é crescente os apreciadores do cicloturismo,  e mais e mais pessoas praticam o esporte da bicicleta.

Profissionais da saúde e meio ambiente a todo o momento ressaltam a importância desta atividade para a humanidade. Até a centenária e conservadora União Ciclística Internacional mudou sua missão, focando o uso da bicicleta no lazer e transporte para alavancar o esporte. Então por que não vemos a inserção de fato deste modal na mobilidade de nossa cidade?

Joinville cresce, e a não execução do plano  cicloviário (o IPPUJ e seus competentes técnicos criaram vários) que pudesse nos levar a algum lugar, desencorajou a população a utilizar o saudável veículo.

Joinville ostentou o título de Cidade das Bicicletas por muito tempo, onde uma de nossas orgulhosas  referências era a saída e entrada (para mim ainda é) dos trabalhadores da TUPY, constituindo-se em nosso mais conhecido cartão postal.

Com tantos desestímulos, aliado a alta incidência de tributos (72,3% se a bicicleta for produzida em Manaus, 80,3% em outro Estado e 107% se importada) e o não estímulo de empresários para que seus trabalhadores fossem trabalhar de bicicletas, alegando que chegam cansados e produzem menos, o crescimento do uso da bicicleta vem ocorrendo mas não no transporte.

A cultura de país subdesenvolvido voltado ao automóvel, criada certamente para manter a estatal da gasolina,  é outra responsável por esta realidade. Deu-se isenção de IPI para diversos produtos, menos para as bicicletas. É hora de nos encorajarmos e colocarmos as bicicletas para rodar, possivelmente assim, haveremos de ter uma luz ao fim do túnel, já que este dilema arrasta-se por décadas.

Mais bicicletas circulando obrigará os governos a construírem e a manterem as ciclovias (segundo um plano),   a humanizarmos o trânsito, a vermos os bicicletários das escolas e Empresas lotados. Por fim vale a pergunta e  "Se a bicicleta fosse inventada hoje?" um inteligente texto de Pablo Hess (sugiro a leitura), viveríamos o mesmo dilema?

Estilo de vida e hábitos saudáveis
Por Marcia Schneider (Nutricionista e coordenadora do curso superior de Nutrição do Bom Jesus/Ielusc)

Nos dias atuais, em função do modelo de vida contemporânea, da correria do dia a dia, dos inúmeros compromissos com o trabalho, as pessoas estão reservando menos tempo para si, para estabelecer vínculos afetivos e isso acaba repercutindo de forma negativa na saúde e na qualidade de vida.

Este modelo de vida, desencadeia a ansiedade e desemboca, em estágios mais avançados, na doença do século, o estresse. O estresse já aparece em muitos estudos como o mal do século 21.

Influencia no desenvolvimento de inúmeros problemas de saúde como cansaço, estafa, depressão, esgotamento físico e mental, insônia, irritabilidade, gastrite, úlcera, hipertensão arterial sistêmica (pressão alta), doenças cardiovasculares e até câncer.

A manifestação do stress pode afetar de maneira drástica o bem­estar físico e mental de um indivíduo, conseqüentemente, a sua saúde que, segundo a Organização Mundial de Saúde, é entendida como "completo bem estar físico, mental e social, e não simplesmente a ausência de doenças". Diante disso a promoção da qualidade de vida assume papel crucial.

Outro fator que está associado com a vida contemporânea é a inserção da mulher no mercado de trabalho, necessitando constantemente se manter atualizada. Além do trabalho, precisa conciliar também casa, família e lazer. Isso também pode contribuir ao surgimento do estresse.

A revolução feminina ainda carece de estudos sobre o impacto social que tem gerado. A ocupação no mercado de trabalho pela mulher realmente alterou muito o sentido da vida familiar.

De acordo com o Ministério de Desenvolvimento Social, 60% dos lares brasileiros da classe C e D são formados por uma mulher com um dois filhos, separadas, viúvas ou abandonadas e com toda responsabilidade de produzir e alimentar seus filhos.

O tema debatido, qualidade de vida, demanda sentimentos positivos perante a vida, sono e repouso adequados, auto­estima preservada, apoio social de amigos e familiares, atividade sexual, no caso das pessoas sexualmente ativas; um lar harmonioso, recursos financeiros, lazer, condições favoráveis de moradia e de trabalho, acesso à serviços de saúde e alimentação adequada em quantidade e qualidade.

Um grande leque multifatores implicam em viver bem. Todavia, nesta longa lista, a boa nutrição exerce papel importante na prevenção e na redução dos riscos de se desenvolver doenças crônicas não transmissíveis como diabetes mellitus, obesidade, hipertensão arterial sistêmica, dislipidemias e câncer.

Portanto, para se promover qualidade de vida, é fundamental que o indivíduo adote estilo de vida e hábitos saudáveis, dentre os quais se destacam alimentação adequada, prática regular de atividade física, abandono do tabagismo e do consumo excessivo de álcool. Hábitos alimentares saudáveis começam desde a infância com a prática do aleitamento materno.

A alimentação deve ser colorida e variada, conter alimentos de todos os grupos. A palavra de ordem é moderação. Deve-­se estimular o consumo de frutas, vegetais e alimentos regionais e locais, valorizando a cultura com alimentos mais nutritivos e com mais sabor. Alimentação saudável é entendida como aquela que faz bem, promove saúde e deve ser orientada desde a infância até a idade adulta.

Fonte: Clic RBS

Participem!! 1ª Corrida da Emancipação

Vem ai mais um evento com a marca Hill Bikes e você é nosso convidado para participar da 1ª Corrida da Emancipação que acontece no próximo dia 28 de dezembro em Santa Cruz do Capibaribe com total apoio da Prefeitura através da Secretaria de Esportes.


Teremos aproximadamente 60km de muita emoção e adrenalina, suor e cansaço, mas que valem apenas pelo simples fato de participar deste grande evento.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Quer uma forcinha na hora de subir ladeira de bicicleta? Veja essa invenção

Quem adotou a bicicleta como meio de transporte tem vários benefícios. Além de economizar em combustível, a magrela ainda oferece vantagens como melhorar o condicionamento físico para uma vida mais saudável, contribuir para um ar mais limpo e ainda poder desviar de engarrafamentos. No entanto, quem anda de bike também tem que enfrentar alguns obstáculos.

Muitas vezes, eles podem vir em forma de uma imensa ladeira. O jeito é tomar fôlego e pedalar com vontade. Outras vezes, é necessário descer da bicicleta para ir a pé empurrando-a, dependendo de quão íngreme é a subida. Porém, na Noruega, existe uma forma muito mais prática para os ciclistas subirem de forma mais fácil.

Na cidade norueguesa de Trondheim, a solução encontrada para isso foi um sistema que ajuda o ciclista na subida com um tipo de esteira rolante, mas ela é apenas para um pé, como você pode conferir nas imagens da galeria abaixo.

De acordo com o Bored Panda, o sistema foi criado na década de 90 por um cidadão que se cansou de aparecer para trabalhar suado e exausto devido às suas viagens de bicicleta até o serviço. Batizado de sistema Trampe, ele foi recentemente atualizado e renomeado como CycloCable, tendo levado já mais de 200 mil ciclistas ao longo do percurso íngreme de 150 metros.

Por ser algo curioso, o local do sistema se tornou também um ponto turístico. O CycloCable funciona da seguinte forma: o ciclistas coloca um pé na plataforma inclinada do sistema, que tem um tipo de trilo, e então ele será empurrado ladeira acima a uma velocidade de oito quilômetros por hora.

 

E a esteira de bicicleta não leva só quem usa esse tipo de transporte. Quem anda de patinete e até mães com carrinhos de bebê aproveitam a ajudinha do sistema para subir a imensa ladeira. É uma boa ideia para algumas cidades de solo muito irregular que tem muitas subidas.

Fonte: TecMundo

A smart bike chinesa


Cada vez mais companhias têm lançado relógios e braceletes inteligentes que monitoram atividades físicas de seus usuários, mas a gigante chinesa Baidu está apostando até em uma bicicleta com esse conceito.

A DuBike, ainda sem previsão de lançamento, terá múltiplos sensores, permitindo, por exemplo, controlar velocidade, pressão dos pés e frequência cardíaca. As informações serão transmitidas para o telefone via Bluetooth. Também contará com GPS e um sistema operacional, permitindo, por exemplo, localizar a bicicleta ou receber sugestões de rotas.

Fonte: Clic RBS

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Ciclista cria rota em forma de bike gigante no Strava

O ciclista britânico David Taylor criou uma rota no Strava em forma de uma gigantesca bicicleta, percorrida nos arredores das localidades de New Forest e Bournemouth, na Inglaterra. 

A rota, criada a partir de plotagem do Google Earth, foi posteriormente percorrida no dia 20 de setembro e publicada na rede social de ciclismo.


A rota em forma de bicicleta possui uma extensão total de 341 quilômetros e 2.195 metros de aclividade. Para completá-la, Taylor manteve uma respeitável média de 26,2km/h durante as mais de 13 horas de pedalada.


Dados do Strava podem estar sendo usados por ladrões para assalto


A polícia de Gales, Reino Unido, está movendo uma campanha de alerta para que ciclistas alterem suas configurações de privacidade em aplicativos esportivos que utilizam GPS, como o Strava. O motivo é que, segundo a polícia da cidade de Dyfed-Powys, ladrões estariam analisando dados pessoais dos cilistas para planejar roubos.

Segundo o detetive Ciaran Ryan, ladrões utilizam a rede social dos aplicativos de treinamento para determinar onde ficam as residência de ciclistas e suas rotas de treinamento. “Os ladrões analisam a rota de treino e, mediante o ponto de início e o de término, é possível saber onde o ciclista mora”, diz Ryan.

“Aplicativos de treinamento esportivo para smartphones que utilizam GPS são tão precisos que podem determinar a localização exata da residência do ciclista. Ao compartilhar essas informações, expõe-se ao risco. Além disso, analisar o perfil público do ciclista, informações e fotos da bicicleta aumentam o potencial de planejamento dos ladrões”, completa.

Segundo o policial, aplicativos como o Strava permitem alterar suas configurações de privacidade para ocultar o ponto exato de início e fim do treino. Outra medida sugerida é que os ciclistas nunca iniciem o aplicativo a partir de suas casas. “O ideal é que o ciclista inicie a gravação do treino várias ruas de distância de sua casa”, completa.

A evolução do mercado de Bike Fit

Uma análise do crescente interessante das grandes empresas em investir em tecnologia para Bike Fit, como forma de diferenciação e satisfação do cliente.

Foto: www.endurancewerx.com
Atualmente é possível observar uma grande movimentação no setor mundial de Bike Fit. A compra da Retül pela Specialized, da Bike Fitting pela Shimano e da Guru’s pela Cannondale evidencia o interesse dos gigantes do setor de Bikes pela Ciência do Bike Fit e agora ouvimos rumores da Trek desenvolvendo trabalhos juntamente com o SICI (Serotta Cycling Institute).

A Bikefitting, com sede na Holanda, apresenta uma história de mais de 25 anos atuando no desenvolvimento, produção e comercialização de equipamentos e softwares de medição e posicionamento de ciclistas na bike, tanto estático, quanto dinâmico.

A Retül está sediada em Boulder, no Colorado - EUA, e atua no mercado de Bike Fit desde 2007, com experiência em ciclismo, triatlo e MTB, bem como de engenharia, biomecânica e marketing esportivo. Seu grande diferencial foi o desenvolvimento da análise dinâmica e personalizada para cada ciclista. Juntamente com essa linha de trabalho, projetou e desenvolveu o equipamento que permite a análise 3D dinâmico do ciclista na bike.

Mas qual seria o grande interesse das grandes marcas do setor de bicicletas em investir em desenvolvimento de tecnologia para Bike Fit? Satisfação do cliente, essa é a resposta.

Atualmente, não basta oferecer aos clientes tecnologias de materiais extremamente leves e com alto grau de resistência. É certo que os ciclistas amadores gostam de pedalar uma bike com a mesma tecnologia em suspensão, freios, sistema de marchas e quadro idênticos ao que o campeão do último mundial usou para cruzar a linha de chegada. Além de tudo, eles precisam se sentir confortáveis na bike e ainda precisam extrair dela tudo que pode oferecer em termos de rendimento.

Então, quando pensamos em retorno do investimento na ciência do Bike Fit para as grandes marcas, podemos dividir em dois grandes momentos: a curto prazo e longo prazo.

A curto prazo, o ganho maior seria a satisfação do cliente em pedalar uma bike devidamente ajustada ao seu corpo. O atual cliente se caracteriza por possuir bom grau de instrução e bom poder aquisitivo. Esses clientes geralmente pesquisam e leem muito antes de efetivar uma compra. Isso faz com que eles saibam que altura e comprimento do entrepernas (cavalo) não são medidas suficientes para a aquisição de um bike correta. De nada adianta o fabricante investir milhões no desenvolvimento e utilização de novas tecnologias e seu produto continuar sendo vendido com tamanha simplicidade.

Um fabricante que zela pela sua marca se importa em desenvolver equipamentos de última geração e não quer assistir seu equipamento ser desaprovado pelo simples fato do ciclista ter escolhido mal a sua nova bike.

Uma boa venda não é aquela onde o cliente compra a bike mais cara da marca, mas sim aquela em que o cliente compra a bike ideal da marca, mas que lhe permita tal prazer ao pedalar que sempre que desejar trocar de bike retornará à loja em procura da atualização do modelo que ele já possui. Essa fidelização é o que qualquer setor do mercado deseja.

A longo prazo, os dados obtidos por meio da tabulação de dados dos Bike Fitters (profissionais em Bike Fit) podem e devem ser utilizados pelas empresas que produzem componentes de bike a fim de desenvolver equipamentos adequados para a população. Por exemplo, se a maioria das pessoas que compraram o quadro tamanho M de determinada marca precisaram utilizar uma mesa de 60 mm, a empresa pode então para o próximo ano lançar um quadro 3 cm mais curto onde os ciclistas utilizarão uma mesa em torno de 90 mm. Se a maioria das pessoas que realizam Bike Fit em determinada marca e modelo precisaram utilizar uma mesa – 25 graus, a empresa pode lançar para o próximo ano um modelo com stack mais baixo ou ainda mesmo já fazer com que as bikes saiam da loja com essa configuração.

Aos poucos vamos descobrindo que Bike Fit não é feito com prumos de pedreiro, compassos gigantes e muito menos é preciso ter pedalado durante anos e vencido provas importantes, bem como ser dono ou funcionário de loja durante anos não faz ninguém entender de posicionamento de ciclistas na bike. Bike Fit é ciência, estudada e desenvolvida com base nas ciências da saúde e engenharia.

Essa grande movimentação dos grandes nomes de empresas fabricantes de quadros e componentes e de empresas de Bike Fit nos mostra que em pouco tempo as pessoas que dizem fazer Bike Fit baseados em dados empíricos e achismos serão substituídas por profissionais capacitados e equipamentos de última geração para auxiliar o cliente no que é melhor para ele.

Hoje vemos que no Brasil os Estúdios Bike Fit têm se profissionalizado a cada dia por meio de cursos e aquisição de equipamentos, e cada dia mais tem sido diminuída a distância entre as lojas e os Estúdios Bike Fit. O que no início era encarado pelos lojistas como algo que poderia dificultar as vendas da loja, hoje já passa a ser entendido como uma necessidade para auxiliá-los na venda do produto ideal para cada cliente. E que um cliente satisfeito sempre retornará em busca das últimas novidades.

Até poucos anos atrás o lojista, baseado em duas medidas subjetivas (altura do ciclista e comprimento do cavalo/altura do entrepernas), sugeria um tamanho de quadro para seu cliente, e baseado nas sensações do cliente ao pedalar modificava altura do guidão, comprimento da mesa e altura do selim. O que a curto prazo, na maioria das vezes, sugere uma sensação de estar bem posicionado, mas que com o passar dos anos pode se refletir desde uma fraca performance até, em um caso mais sério, uma lesão.
Antigamente, caso um ciclista não se sentisse bem na bike, o lojista chegava até mesmo a trocar a bike para o cliente. Mas atualmente com o aumento dos valores das bikes, devido às tecnologias empregadas, esse tipo de erro não pode mais acontecer. E nesse sentido, os Estúdios Bike Fit vêm para assumir essa responsabilidade, isentando os lojistas de possíveis equívocos e garantindo ao cliente o total aproveitamento do equipamento adquirido.

Um dos grandes riscos dessas fusões entre empresas do setor de Bike Fit e grandes fabricantes é que os valores sejam distorcidos e que os lojistas passem a ter o serviço apenas como um trampolim para a venda e troca de componentes, fazendo trocas desnecessárias visando apenas o aumento nas vendas.

A grande tendência é que em um primeiro momento os clientes recebam esses sistemas Bike Fit em lojas com um certo cuidado para saber se quem está realizando seu Fit possui formação para isso ou é apenas mais um oportunista no mercado. Outro fator é entender qual é a ciência por trás desses sistemas Bike Fit que estão chegando ao mercado. Eles realmente personalizam o seu posicionamento ou não passam de mais um dos inúmeros softwares e aplicativos encontrados na internet, recheados de atrativos visuais e tecnológicos para mascarar a falta de conhecimento e ciência de quem os opera?

Por vezes, ouvimos falar da chegada no mercado de sistemas que fazem o Bike Fit em menos de meia hora, onde o atendente sequer faz uma avaliação física do ciclista. Sistemas que operam em modo Wizard. Esses são aqueles sistemas que prometem milagres por si só, os mesmos que são vendidos sobre a frase: “o equipamento faz tudo sozinho”. Quando ouço esses comentários fico esperando apenas a frase: “mas ligue já, pois os primeiros a ligarem ainda receberão um manual de instruções, certificado de garantia e um jogo de facas Ginsu, as facas que cortam tudo e um par de meias Vivarina, aquelas que nada cortam”.

Com certeza nos próximos anos vamos assistir a uma grande movimentação no setor de Bike Fit e no final quem tem a ganhar somos todos nós: ciclistas, lojistas, fabricantes e amantes do ciclismo.

Fonte: Revista Bicicleta por Carlos Menezes

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Santa Cruz Downhill 2014


Como deixar seu treino indoor mais interessante

O GCN criou um vídeo com formas para deixar o treino indoor mais interessante; apesar de não estar em português, é bem compreensível pelas imagens; veja as dicas.

Mulheres: Elas estão invadindo as trilhas

A significante adesão das mulheres ao pedal é uma crescente no Brasil e no mundo. Para cuidar do corpo e da mente, como forma de reencontrar a autoestima e a confiança, ou como uma simples opção de aventura, elas estão literalmente invadindo as trilhas e as cidades com suas bicicletas.

Foto: Jake Orness / Specialized
São muitas as referências históricas que relacionam a bicicleta como um símbolo de liberdade para as mulheres. Se, para os homens, a bicicleta era mais um dispositivo que se adicionava a sua já longa lista de utensílios utilizados para o labor ou o entretenimento, para as mulheres, esta máquina de duas rodas representava um veículo com o qual se alcançava um novo mundo, uma nova concepção de vestuário e uma nova interação com a sociedade. A bicicleta mudou a perspectiva pela qual as mulheres enxergavam o mundo, e também de como o mundo deveria as enxergar.

Atualmente, cada vez mais é comum avistar uma mulher sobre uma bicicleta. Rompidas diversas barreiras, quebrados inúmeros preconceitos, elas estão aí, em todas as vertentes ciclísticas, pedalando pelos mais variados fins e para os mais diversos destinos. Embora não exista estatística oficial, mesmo em atividades consideradas radicais, como a prática do mountain biking, um universo ainda dominado pelos homens, é possível verificar um crescimento da presença feminina. Sim, elas estão invadindo as trilhas!

As ciclistas que participaram desta matéria representam, cada qual com seu diferencial, milhares de
mulheres que também pedalam. Da esquerda para a direita, e de cima para baixo:
Rafaela Lopes, Maria do Carmo Silva Ayres Pereira, Daiane Teresa Almeida, Metoniza Vieira,
Luciane Derrico, Simone Seguro, Lindaberg Macêdo, Queli Cordeiro e Soninha Gonçalves.
© Fotos: Arquivo Pessoal

Faça chuva ou faça sol

A carioca Rafaela Lopes é um exemplo deste movimento crescente. Ela usa bicicleta nas ciclovias do Rio de Janeiro, mas gosta de pedalar também em estradão de terra e trilhas. “Comecei a pedalar por hobby”, diz, “primeiramente na companhia da minha mãe, mas com o tempo ela já não estava no mesmo ritmo que eu, então, hoje pedalo sozinha”.

Rafaela afirma que pedala todo dia, no mínimo, 15 km. “Meu dia começa ou termina com uma pedalada. Pedalo todos os dias, faça chuva ou faça sol. A bicicleta representa o meu momento comigo mesma, minha atividade física, uma válvula de escape. Aumentou minha relação com a natureza: pedalo admirando o que há em volta e a cada dia fico mais fascinada. O que começou como um hobby virou um vício”, conta a carioca.

A bicicleta representa o meu momento comigo mesma,
minha atividade física, uma válvula de escape. © Giant Divulgação

Deserto do Atacama: elas também pedalam lá!

Ao norte do Chile, fronteira com o Peru, está o Deserto do Atacama. As temperaturas variam de 0 °C à noite, aos 40 °C durante o dia. A Cordilheira dos Andes impede a chegada das correntes marítimas do Pacífico, tornando o Atacama o deserto mais alto e árido do planeta.

É nesse inóspito lugar que a paulista Maria do Carmo Silva Ayres Pereira, que hoje mora em Presidente Prudente – SP, teve sua maior experiência ciclística este ano. “Participei do Atacama Challenger, uma competição no meio do deserto para quem adora pedalar e não tem medo de enfrentar um verdadeiro desafio”, diz Maria, que complementa: “foi o mais incrível e inesquecível pedal da minha vida”.

Foram três dias de prova e um segundo lugar na sua categoria, o que apenas comprovou sua paixão pelo pedal. Segundo Maria, “a cada dificuldade superada o pedal fica mais interessante. Além de você fazer amizades e aumentar a qualidade de vida, o exercício físico é algo estimulante, gratificante. A bike permite que você melhore a resistência muscular e respiratória. Depois que você começa nada mais te segura, e cada obstáculo que surge é superado e se torna mais uma vitória conquistada”.

Bicicleta: uma fonte da juventude

Uma característica comum - pode-se dizer natural - das mulheres é o cuidado com a estética, independente das preferências de estilo ou grupo social a que pertença. Foi essa famosa “vaidade feminina” que levou a professora Daiane Teresa Almeida, de Porto Feliz – SP, ao pedal. “Depois do nascimento da minha filha fiquei insatisfeita com uma gordurinha aqui e ali”, revela a paulista, “e também, sempre apreciei atividades ao ar livre. Se o mundo está em movimento, então, porque não desfrutar de tudo isso me exercitando?”

Uma característica comum - pode-se dizer natural - das mulheres é o
 cuidado com a estética, independente das preferências de estilo
ou grupo social a que pertença. ©  Jake Orness / Specialized
Hoje, Daiane pedala junto com um grupo só de mulheres, as “Maritacas”, que todo domingo presenciam paisagens maravilhosas que jamais teriam o mesmo visual com outro veículo. Ela diz: “há cinco anos que pedalo. Além do ciclo de amizades que se forma com o decorrer dos pedais, a bicicleta proporciona a sensação de liberdade e de equilíbrio perfeito entre corpo e mente; é prazeroso e auxilia a manter a forma”.

O apoio imprescindível

Fazer parte de um grupo de pedal feminino, como Daiane e as Maritacas, ou de grupos mistos onde elas pedalam com amigos e companheiros, pode ser um apoio importante para manter a frequência da prática ciclística. Outro apoio importante é o que vem da própria família, como bem menciona Metoniza Vieira, procuradora da Fazenda Nacional em Fortaleza – CE.

Ela diz que começou a pedalar por sugestão do cunhado, que é ciclista há muito tempo, “e depois meu marido, que era sedentário, aderiu ao esporte, facilitando muito o pedal. É ótimo pedalar com seu companheiro, partilhar essa atividade com quem você escolheu para dividir a vida”. O casal planeja realizar viagens de bicicleta e o primeiro projeto é a Travessia dos Andes.

No Quintal do Mundo

Sair de Ushuaia, o Fim do Mundo, e pedalar durante três anos, passando por mais de 20 países até chegar na Índia. Este é o projeto “No Quintal do Mundo”, de Luciane Derrico, em conjunto com seu parceiro Alexandre Garibaldi. O casal de São José dos Campos – SP pretende iniciar a empreitada em janeiro de 2015.

O contato com a bicicleta veio primeiro nas academias, quando Luciane começou a dar aulas de spinning (bicicleta indoor). “Um dia”, conta ela, “um amigo me convidou para participar de uma pequena prova de MTB e de cara já subi no pódio. Fiquei apaixonada pela modalidade e nunca mais parei de pedalar”.

Como preparação para iniciar o projeto, Luciane conta que realizou um cicloturismo de cinco dias pela Serra da Canastra, cadeia montanhosa no centro-sul do estado de Minas Gerais. “Pedalar com peso durante dias seguidos não é fácil e exige preparação”, diz, “mas chegar no Paraíso Selvagem depois desse mega desafio fez todo o perrengue valer a pena”.

Diversão que virou profissão

Sempre que pedalava pelos arredores de Campo Largo – PR, onde mora, ou em cicloviagens com amigos, Simone Seguro levava sua companheira inseparável: a máquina fotográfica. Ela conta: “adorava fotografar os amigos, os lugares e os momentos incríveis que só a bike proporciona. Eu registrava tudo, desde viagens até competições de MTB e Ciclocross nas quais participava, e isso despertou o interesse de muita gente”.

Com o incentivo dos amigos, as fotos viraram um trabalho de divulgação, e assim nasceu o site Esporte na Foto, que hoje está com quase dois anos de existência e já tem muita história para contar e muito trabalho pela frente. O que era diversão – pedalar e fotografar – agora é uma profissão.

Assim como a prática do MTB, esta atividade profissional também é dominada pelos homens, mas a paranaense tem se destacado neste meio. “A bike para mim é um estilo de vida”, diz Simone, “tanto que agora é meu lazer e meu trabalho. Sete dias por semana é bike, seja pedalando, divulgando ou fotografando. É muito bom fotografar um esporte que a gente pratica, porque a gente entende o que a pessoa está sentindo e fica mais fácil transmitir isso na fotografia”.

A bicicleta mudou a perspectiva pela qual as mulheres enxergavam o mundo,
e também de como o mundo deveria as enxergar. ©  Jake Orness / Specialized

A vida começa aos 40

Quando uma mulher pedala, ela reafirma sua autoestima e confiança. Foi em busca disso que Lindaberg Macêdo, de Guanambi - BA, reencontrou a bicicleta. “Eu havia entrado para a autoescola”, conta, “mas ficar em duas rodas era um terror para mim. Foi aí que o professor disse que eu devia pedalar para conquistar mais confiança. Mas como pedalar, se eu só havia pegado em uma bicicleta na adolescência?”

Lindaberg comprou uma bike, como o professor a pediu, mas a deixou paradinha na garagem por três meses. “Pesquisei muito na internet e teclei por um bom tempo com Tereza D’Aprile, do grupo paulista Saia na Noite, antes de sair pedalar. O resultado é que montamos um grupo de pedal aqui também, o Saia na Bike, onde eu me juntei a muitas mulheres, e venci meu medo. Conseguimos conquistar o respeito dos motoristas e isso nos deu proteção para os pedais light pela cidade para os iniciantes e nossas apaixonantes trilhas pela região”, lembra.

O detalhe interessante dessa história é que tudo isso aconteceu em 2010, quando Lindaberg já havia passado dos 40 anos. Desde então, foram quatro anos vivendo bicicleta. Segundo a baiana, “esse viver trouxe grandes benefícios, como reencontrar pessoas que não via a mais de 10 anos. Depois que venci o medo, surgiu uma paixão pelos pedais. Passei a usar a bicicleta como meio de transporte e a qualquer hora do dia e da noite já estou equipada com capacete, luvas, óculos e lanternas. Sou radialista e também incluí um quadro no meu programa, o Rádio Bike, em que falo sobre os benefícios de pedalar, as trilhas que grupos realizam na região e notícias diversas sobre a bicicleta. Dizem que a vida começa aos 40, eu acrescento: melhora mais ainda aos 50”.

Nem só de trilhas vive o pedal feminino...

Com apenas 25 anos, Palmas – TO é a caçula das capitais brasileiras, a “Princesinha do Brasil”. Com quase 250 mil habitantes, é a maior cidade do estado de Tocantins. É lá que a educadora física Queli Cordeiro mora a mais de 17 anos. E é lá também que ela se deixa levar pela fluência de sua Speed. Sua última aventura: um pedal de 35 km, sozinha!

Segundo Queli, “Palmas tem tudo para ser a cidade do esporte, principalmente do ciclismo, pois as ruas são planas e o lugar é lindo. Em 2013 comprei uma Speed e com ela descobri que meus limites podem ser superados, que posso ir além, quebrando paradigmas, superando e vencendo obstáculos. Quando estou pedalando, assuntos de trabalho, estresse e outros problemas parecem dar uma trégua, a sensação de liberdade é muito grande. Gosto de deixar minha vida mais simples e agradável. É engraçado como nossas escolhas influenciam nossa vida. Eu andava desanimada com algumas coisas, principalmente com meu sobrepeso, e hoje pedalo quase todas as noites. Quanto mais pedalo, mais quero. Com isto, junto com o desânimo se foram mais de 20 kg. Gosto de sair sem destino, sem hora para voltar, e retorno com uma vontade de dar meia volta e iniciar outra vez”.

© Trek Divulgação

... Mas também de toda cidade para ir trabalhar

Como quase toda criança, Soninha Gonçalves, de Brasília – DF, adorava andar de bicicleta. Apesar de não ter condições de possuir uma, ela corria para a casa dos primos que tinham bike para poder dar uma voltinha. Até que, já na adolescência, comprou uma Caloi 10. Ela ama trilhas, apesar de há tempos não frequentá-las por falta de tempo; também já fez cicloturimo pela Estrada Real.

Mas o principal uso que faz da bicicleta é como meio de transporte. Soninha afirma que “pedalar em Brasília hoje é como praticar um esporte de risco, pois o trânsito tem feito muitas vítimas fatais. Mas tendo bastante cuidado, vou em frente. Pedalo mais ou menos 40 km por dia como forma de locomoção na cidade. Toda manhã, às 5 h 40 min, lá estou eu nas ruas a caminho do trabalho. A bicicleta, além de meio de transporte, é uma grande fonte de saúde, energia e entretenimento, um verdadeiro canal para novas amizades”.

Soninha, Queli, Lindaberg, Simone, Luciane, Metoniza, Daiane, Maria e Rafaela representam milhares de mulheres que, em meio às ocupações profissionais, afazeres de casa e compromissos familiares, ainda reservam um tempo para pedalar. Elas fazem parte de uma nova leva de mulheres ciclistas que estão invadindo as trilhas ou utilizando a bicicleta de alguma forma no dia a dia. E é através de mulheres como elas que a bicicleta continua sendo uma agente de mudança cultural, redefinindo as convenções de feminilidade e buscando, entre uma cisma e outra, endossar a igualdade entre os gêneros.

Fonte: Revista Bicicleta por Anderson Ricardo Schörner

Sonho de criança, adultos reencontram amigos e a saúde no velho e bom pedal


Umuarama – Ela chegou a ser o grande sonho de 10 em cada 10 crianças. Parafernálias eletrônicas as deixaram para segundo, terceiro, quarto planos, mas, nos últimos anos as bicicletas voltaram com tudo e retomaram o espaço que nunca deveriam ter perdido, para o bem de seus adeptos.
Em Umuarama, a cada dia, mais pessoas passam a utilizar as ‘magrelas’, e acabam dando um colorido especial às ruas e avenidas da cidade.
Há também quem esteja em um grau avançado, com uma pegada, digo, uma pedalada, mais pesada e acabam ganhando as estradas vicinais da região.

Udnilson dos Santos Leonel, 36, é um desses aficionados. Depois de uma experiência negativa nas férias decidiu mudar de vida e perder alguns quilos.

“Queríamos radicalizar nas férias e quando estávamos no meio de uma escalada – no Morro do Macaco, no litoral catarinense-, passei mal. Tive que ser praticamente carregado morro abaixo. Quando me recuperei decidi que não precisava daqueles muitos quilos extras”, lembra.
Como forma de cumprir a promessa Leonel comprou uma bike e decidiu pedalar uma vez por semana com o famoso grupo do ‘Jefinho’ – da Secretaria Municipal de Esportes.

O desconforto inicial não foi maior que o prazer de reencontrar velhos e ausentes amigos. “Comecei a encontrar gente que não via há 10, 15 anos. Quando me dei por conta estava pedalando três vezes por semana e me sentia muito mais disposto”, destaca.
Atualmente, Léo - como é mais conhecido -, pedala pelo menos 100 quilômetros por semana. E os quilos? Mais de 20 se perderam entre subidas, descidas, selfs e postagens em cenários impagáveis.

“As pedalas me deixaram até mais divertido com meus familiares, com um sono mais profundo, agradável e merecido”, sorri.
Para o casal Adriane, 40 e Ismael Rosada, 44, os passeios de bicicleta foram um atalho ao coração. Tanto no sentido físico como no mais belos deles: o amor.

O futebol, uma vez por semana, fazia mais mal do que bem. Além de chutar a bola para escanteio, pegou sua bike e estreitou a relação. “Ando há 4 meses. Sem fazer muita força emagreci oito quilos, diminui a dosagem do remédio para pressão arterial em 50% e passo mais tempo com a minha esposa. Conversamos muito durante as pedaladas. É muito gratificante”, orgulha-se.
Ismael conta que em princípio não queria que a mulher fosse pedalar, com o tempo decidiu aceitar um convite e, se certificar de como eram estas aventuras campestres. Na primeira vez foi um pouco desconfiado, acabou sendo bem acolhido e agora, faz de tudo para convencer casais amigos a aderirem aos pedais.

“Fazemos percursos mais expressivos, 30, 40, 50, até 60 quilômetros. A companhia é agradável e o contato com a natureza é um show à parte. Não troco a bike por nenhum outro esporte”, garante.

Silvano Bertinoti, 37, chegou a representar a região em campeonatos de tênis de mesa, mas nos últimos seis meses as raquetes e a frenética bolinha têm perdido para a bicicleta em sua escala de preferências.

Bertinoti chegou a morar na Itália onde o uso de bicicletas é incentivado e as ciclovias são disputadas. “Na Europa andava muito de bike. Quando voltei para o Brasil a esqueci e, recentemente, a reencontrei como forma de lazer”, define.

O ciclista conta que foi convidado a pedalar por um amigo, convidou outros e hoje administra um grupo de WhatsApp com quase 30 integrantes. A plataforma é usada para marcar rotas e combinar participação nos mais diversos eventos da categoria. “Nossos pedais já chegaram a ter quase 50 participantes. É pura diversão, resenha e amizade... Tudo isso emoldurado por paisagens extravagantes”, compara.

Depoimentos e palavras que só reforçam  a certeza de que o brinquedo predileto das décadas de 80 e 90, voltaram com tudo para fazer a alegria daquelas pessoas, hoje com um pouquinho mais de idade, mas que sentem-se como crianças diante do bom e velho pedal.

Fonte:  www.ilustrado.com.br

Quantas pessoas você consegue levar na sua bike?

O grupo de acrobatas chineses The Peking Acrobats realiza um show em que um dos números é executado com uma bicicleta. Olha quanta gente em cima da bike!

sábado, 15 de novembro de 2014

Ciclovias crescem 130%, mas multa por desrespeito a ciclista aumenta apenas 32%

Estacionar o carro em ciclofaixas é a principal infração pelos motoristas; ao todo foram 375 multas em 2014

Se no ano de 2013, a gestão do prefeito Fernando Haddad (PT) à frente de São Paulo foi marcada pela implantação de faixas exclusivas de ônibus por toda a cidade, 2014 é o ano das ciclovias. Entre janeiro e setembro, a prefeitura aumentou em 130% (79,7 km) os quilômetros de vias segregadas aos ciclistas – passando de 63 km no começo do ano para 144,7 km no fim de setembro. Mas, ao mesmo tempo em que as ciclovias aumentam de maneira prodigiosa, o número de multas aplicadas aos motoristas que desrespeitam os ciclistas cresceu apenas 32% no período.

Ao todo, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) aplicou 677 multas por trafegar e estacionar na ciclofaixa e fazer ultrapassagem em alta velocidade entre janeiro e setembro deste ano. No ano passado, os três itens renderam 514 notificações.

Uma das principais reclamações de quem usa a bike para se locomover pela cidade, o estacionamento de veículos motorizados em ciclovias foi o item de desrespeito ao ciclista que mais gerou multas entre janeiro e setembro deste ano. Neste período foram 375 autuações, aumento de 20% em relação às 313 multas aplicadas na mesma base de comparação de 2013. A infração é considerada grave e é punida com perda de cinco pontos na carteira e multa de R$ 127,69.

Discussão: Ciclista briga com motorista que guiava em ciclofaixa em São Paulo
Acidente: Ciclista morre após ser atropelado por ônibus na Avenida Paulista
Popularidade: Aprovação de Haddad passa de 15% para 22% e 80% defendem ciclovia, diz Datafolha
Tema de vídeos que viralizaram na internet, o tráfego de veículos motorizados em ciclovia ficou na segunda colocação em relação ao número de multas aplicadas. Ao todo, a CET aplicou 288 notificações nos nove primeiros meses deste ano, contra 188 no mesmo período do ano passado (aumento de 53%). Por ser considerada uma falta gravíssima, o motorista que for flagrado trafegando na via vermelha perde sete pontos na carteira e recebe multa de 574,62.

Outro item de desrespeito aos ciclistas que também rendeu poucas multas aos motoristas foi o de não reduzir a velocidade para fazer ultrapassagem. Foram aplicadas 14 multas entre janeiro e setembro deste ano – somente uma a mais que no mesmo período do ano passado.


Fonte:  ultimosegundo.ig.com.br

Serão estas as ciclovias do futuro?

SkyCicle seguiria o traçado de uma linha de metrô de superfície
Foto: FOSTER + PARTNERS
Pedestres e ciclistas são incompatíveis nas calçadas e os veículos não querem ceder espaço nas ruas. Essa é a origem de todos os problemas do ciclismo urbano. É possível compartilhar as vias com alguma boa vontade, mas uma solução muito mais eficiente, segura e rara são as infraestruturas específicas, como as ciclovias. E é nesse terreno que arquitetos de todo o mundo procuram inovar em diferentes cidades. Há algumas semanas, por exemplo, Londres apresentou um traçado exclusivo para bicicletas no rio Tâmisa. Literalmente. Chama-se Thames Deckway e é uma das mais recentes soluções arquitetônicas para que as bicicletas tenham seu espaço: uma proposta de aparência futurista que convida a pedalar sobre as águas e que poderia ter saído de uma mistura entre Blade Runner – O Caçador de Androides e Waterworld – O Segredo das Águas.

A ciclovia Cycle Snake, em Copenhague. / RASMUS HJORTSHØJ – COAST STUDIO
A um custo equivalente a cerca de 2,5 bilhões de reais, os oito quilômetros projetados do Thames Deckway (uma ideia do arquiteto David Nixon em colaboração com a artista Anna Hill, o escritório de design Arup e o Hugh Broughton Architects), seriam de uso exclusivo para ciclistas nas horas do rush da manhã e da noite, com um pedágio de pouco mais de 6 reais. No resto do tempo, seria usado como espaço para pedestres.

“É uma abordagem lateral aos problemas de espaço de uma cidade congestionada”, descreveu o famoso arquiteto Norman Foster na apresentação de seu projeto SkyCycle, uma rede de ciclovias aéreas que pretende melhorar a mobilidade sobre duas rodas na capital britânica. Essa rede, à qual se chegaria por um dos 200 acessos com elevadores, segue o traçado das linhas de trem de subúrbio e metrô de superfície e ligaria 6 milhões de pessoas ao centro da cidade a um ritmo de 12.000 ciclistas por hora, segundo os autores do projeto.

“Os grandes projetos são aqueles que transformaram a história da capital”, afirma Anna Rose, diretora da consultoria Space Syntax, que assina o SkyCycle junto com o escritório Foster + Partners e os paisagistas da Exterior Architecture. Rose define a rede de ciclovias como segura, estratégica e necessária. Também é cara. A equipe de arquitetos calculou que a construção de 6,5 quilômetros de rotas, que comunicariam Stratford, no leste de Londres, com a estação de Liverpool Street, no centro, custaria mais de 890 milhões de reais.

A ciclovia Cycle Snake fica em Copenhague.
 / DISSING+WEITLING ARCHITECTURE
“Nos tempos atuais, megainfraestruturas de qualquer tipo não são o mais indicado”, opina Esteban Benito, urbanista que trabalha na empresa de engenharia Tysta. “É preferível investir em uma política de educação e em campanhas de conscientização”. Ele baseia seu argumento nas tendências desenvolvimentistas que de tempos em tempos invadem as cidades. “É puro espetáculo. Algo que se repete década após década. Os scalextric (gigantescas passarelas elevadas e ramificadas que invadiram as cidades espanholas nos anos setenta e oitenta) pareciam uma solução de futuro, mas acabaram sendo retirados”, acrescenta.

Fonte: brasil.elpais.com

Interesse por bicicleta na Espanha já movimenta um bilhão de euros

Foto: Professor Arnaldo de bike pela Espanha
Uma verdadeira “febre”. Assim pode ser definido o interesse cada vez maior dos espanhóis pelas bicicletas, informa matéria publicada nesta semana pelo jornal El País. Só para se ter ideia, em 2013 foram vendidas na Espanha mais de um milhão de bikes, superando pelo segundo ano consecutivo as vendas de automóveis (722.703).

Tamanhas cifras animaram o setor, que faturou 2,48% a mais que no exercício anterior e movimentou mais de um bilhão de euros (três bilhões de reais), segundo a Associação de Marcas de Bicicletas da Espanha (Ambe). A indústria ciclística, que emprega 14.000 pessoas, exibe musculatura econômica. “Nos últimos cinco anos, em plena crise, as vendas de bicicletas cresceram a uma média de 10%”, anuncia a Ambe, que acaba de apresentar seu relatório sobre as cifras do setor.

“A bicicleta esteve tradicionalmente associada ao uso esportivo, mas isso mudou há anos”, diz Juan Merallo, porta-voz do Conbici, que representa mais de 55 associações pró-bicicletas de toda a Espanha. Embora as mountain bikes continuem dominando as vendas (63%), os modelos urbanos e elétricos começam a despontar, com 7% e de 1% do mercado, respectivamente.

Atento a isso, Héctor Muñoz criou, em 2010, a marca Manual Art Work, que conciliava com seu trabalho na oficina de uma loja. Dedica-se ao upcycling, a melhora e a customização de bicicletas principalmente de uso urbano. “O que faço são projetos de customização: pegar uma bicicleta velha, trocar vários componentes, e colocá-la de novo para rodar. Transformo um produto abandonado em algo novo”, explica Muñoz, que há um ano se dedica exclusivamente a seu negócio e está em busca de sede física.

“Revolução ciclística”

Sua empresa é uma das 250 especializadas em bicicletas na Espanha. “Acredito que a moda da bicicleta foi muito benéfica, mas nem todas as lojas se saíram bem”, acrescenta Muñoz.

Nos últimos cinco anos, as cidades viveram uma tranquila “revolução” ciclística. Entre 2008 e 2011, o número de pessoas que chegava ao trabalho de bicicleta duplicou; passou de 6,8% para 11,9%, segundo o último Barômetro da Bicicleta da Direção Geral de Trânsito. “E nos três anos que se passaram desde essa medição, o uso urbano aumentou mais”, diz Luís Álvarez, consultor de mobilidade Freemob e vice-presidente da Associação Profissional de Técnicos Especialista em Mobilidade Urbana Sustentável (APTeMUS).

A quantidade de pessoas interessadas em bicicletas cresceu; e o negócio, também. “Como o número de lojas se multiplicou, é preciso dividir os lucros”, diz Andrés Arregui, um dos fundadores da loja madrilenha Ciclos Noviciado. No ano passado, operavam na Espanha 3.000 lojas especializadas (incluindo departamentos de ciclismo de grandes lojas). Muitas delas, recém-criadas, fruto da efervescência dos pedais. “Acredito que a metade desses estabelecimentos terão de desaparecer”, acrescenta Arregui. Em 2011, no centro de Madri existiam 55 lojas de bicicletas; um ano depois, a cifra se multiplicou por três e superou os 180, segundo dados da Madrid Probici, a associação regional de empresários do ramo.

As vendas de bicicletas respondem por 60% do faturamento da indústria ciclística; os componentes, 24%; e as vendas de roupas e acessórios, 16%. “Entre a atomização e as escassas margens de lucro, as lojas vivem um momento complicado”, queixa-se Sol Otero, vice-presidenta da Plataforma Empresarial da Bicicleta e administradora de uma bicicletaria mítica, Bicicletas Otero, fundada em 1927 em Madri.

Cidades melhores

“Mais bicicletas, melhores cidades”, destaca a Ciclosfera, publicação dedicada às duas rodas. “Vive-se melhor em cidades onde há mais bicicletas”, diz Rafa Vidiella, diretor da revista. “Não só por um motivo de urbanismo, mas também pela economia”, acrescenta. Cada ciclista gera 276 euros de benefício intangível à sociedade (calculando as economias que o exercício rotineiro produz no sistema de saúde, a diminuição de problemas de poluição ou a redução de atrasos e faltas no trabalho, entre outros), segundo cálculos da London School of Business.

Além disso, os ciclistas gastam mais em comércios locais, conforme se depreende de um estudo realizado em Portland (Estados Unidos), onde as vendas no comércio de rua cresceram 19% depois da instalação de ciclovias. Com essas cifras, o prefeito de Lillestrøm justifica sua decisão de pagar às pessoas para utilizarem a bicicleta em sua cidade: “É um investimento”.

Postado por: Daniela Kussama

Fonte: www.mundosustentavel.com.br

Uma bicicleta de bambu que pode ser montada em casa

O engenheiro chinês Sunny Chuan viabilizou via Kickstarter um projeto de bicicleta de bambu que é entregue desmontada em uma caixa, com um manual, e que o próprio usuário pode montar. Veja que interessante, no vídeo.


Fonte: Youtube

Ciclismo. Pedale e mantenha-se saudável


O ciclismo é um dos mais eficientes e saudáveis meios de transporte, juntamente com a caminhada. É um esporte acessível à quase todas as idades.

Sua história remonta a Renascença, mas sua popularização ocorre com a Revolução Industrial, quando os primeiros modelos substituíram carruagens e carroças movidas a animais, melhorando a mobilidade das pessoas. A bicicleta, como a conhecemos hoje,  passou a ser fabricada no início do século XIX.  Neste mesmo período, a Europa, devido ao bom sistema de transporte de massa, como trens e metrôs, bondes e ônibus  e suas ruas estreitas, deteve o desenfreado boom de veículos, diferentemente dos EUA, em franco crescimento e largas avenidas.

Com as duas grandes guerras mundiais, a bicicleta foi vista como uma importante opção de transporte, desempenhando relevante papel econômico, social e até mesmo político.

Nos países baixos e nórdicos, a bicicleta é considerada não só importante meio de transporte como veículo que propicia uso inteligente do espaço urbano e promove o desenvolvimento equilibrado e sustentável.

Hoje, com a busca pela qualidade de vida, a bicicleta passa a ser ainda mais valorizada nos grandes centros urbanos.  Sua prática, porém, deve observar o clima, e nas metrópoles, a segurança, que implica na escolha do local do percurso, para evitar o risco de acidentes.

O ciclismo traz uma série de benefícios para a saúde, como:

  • reforço muscular dos membros inferiores, sem forçar as articulações;
  • socialização   
  • sensação de liberdade e de prazer.

Menor impacto nos joelhos em relação às corridas

De acordo com o site  NutriStrategy uma pedalada leve de 15 km/h  queima mais calorias que uma caminhada leve de 5km/h (281 / 176 kcal/hora).

Em relação às corridas, pedalar tem menos impacto nos joelhos e solicita mais os  músculos da coxa (quadríceps), além de  exigir menor esforço cardiopulmonar .

Pessoas com sobrepeso ou com dores articulares conseguem pedalar com mais facilidade se compararmos  à pratica de outros esportes aeróbicos como jogging, basketball ou outras atividades, pois no ciclismo há  menos impacto nas articulações de coluna, quadril, joelhos e tornozelos.

Uma estatística interessante diz que se um terço dos pequenos trajetos de carro fossem feitos por bicicleta, os problemas cardíacos reduziriam em 5 a 10%.

Andar de bicicleta bem como outros exercícios aeróbicos, com práticas regulares, promove a saúde e o bem estar, previne doenças e proporciona bem estar psicológico.

Uma pedalada pela manhã, libera endorfina e faz você se sentir melhor e com maior disposição para as atividades seguintes.   Os principais músculos utilizados no ciclismo são: Glúteos, quadriceps femoral, hamstrings, na coxa e os gastrocnêmios e sóleos, nas pernas.

A prática e a frequência do ciclismo começam a definir quase que imediatamente os músculos envolvidos. Quanto maior e mais intensa a prática, maior a definição. Percursos com subidas e pedaladas em pé também ajudam neste processo.

Os principais benefícios para os ciclistas são:

  • Aumenta o desempenho aeróbico e cardiovascular.
  • Diminui a pressão arterial  tonificando os vasos sanguíneos (veias e artérias), reduzindo, dessa forma, o risco de doenças coronarianas.
  • Reduz colesterol e triglicérides.
  • Previne o infarto.
  • Aumenta a imunidade.
  • Melhora a respiração.
  • Tonifica os músculos.
  • Evita o estresse e a depressão.
  • Melhora o sono e o  bem estar. Estimula a liberação de endorfinas e aumenta os níveis de serotonina,
  • Emagrece se a atividade for combinada com dieta nutricional saudável e equilibrada.


Fonte: www.jornaldebrasilia.com.br
Da redação do Jornal de Brasília

Quando falta glamour no ciclismo

A Pontiac, fabricante do relógio que ele utilizava, fez um
 comercial com a foto de um Willem choroso dizendo: “Caí
70 metros; meu
coração parou, mas meu Pontiac se manteve
 firme”.  
Foto: Pontiac Divulgação
Willem van Est foi um dos maiores nomes do ciclismo holandês de todos os tempos. Mas sua vida nem sempre foi cheia de glamour, como não era em geral a vida dos ciclistas daquela época.

Em 1951, foi o primeiro holandês a ter a honra de desfilar com a invejada camisa amarela no Tour de France, na 12ª etapa. Logo no dia seguinte, na 13ª etapa, quando a camisa amarela ainda estava com cheiro de nova, na descida do Col d´Aubisque, Wim, como era conhecido, teve um pneu furado e caiu de uma altura de 70 metros em um barranco. Muitos acreditavam que estava morto, mas lá de cima percebiam um movimento. A organização e os demais atletas formaram uma corrente com os pneus de bicicleta - que naquela época eram levados pelos próprios ciclistas - e conseguiram tirá-lo de lá. A queda lhe rendeu quase mais fama que a camisa amarela. A Pontiac, fabricante do relógio que ele utilizava, fez um comercial com a foto de um Willem choroso dizendo: “Caí 70 metros; meu coração parou, mas meu Pontiac se manteve firme”.

Van Est nasceu em 1923, começou sua carreira em 1946 e teve sua primeira grande vitória em 1950, na Bordeaux-Paris, uma monstruosa corrida de 600 km, que saía do sudoeste de Bordeaux, uma cidade portuária, às 2 h da madrugada e geralmente terminava na capital francesa 14 horas depois. Durante muitos anos o regulamento da corrida permitia que ciclomotores, geralmente da marca Derny, de 100 cilindradas, fizessem vácuo para os ciclistas, o que ainda hoje ocorre em algumas modalidades do ciclismo de pista.


Além de outras histórias interessantes, como ter utilizado sua bicicleta para contrabandear cigarros - o que o levou à prisão por meses -, Wim van Est é conhecido pelos truques que ele e seus amigos utilizavam para conseguir comida e bebida grátis naqueles tempos de penúria.

Na década de 40, especialmente no pós-guerra, era comum os ciclistas profissionais correrem durante o dia e dormirem de favor em celeiros, cocheiras e alojamentos sem o menor conforto. A falta de dinheiro era tanta que muitas vezes, tal como Wim confessou a jornalistas, acordavam antes do amanhecer para roubar ovos e ter alguma proteína no café da manhã. Em diversas corridas das quais participou em sua cidade natal, o carro-vassoura, aquele que recolhe os ciclistas desclassificados por extrapolarem o tempo limite ou por desistirem, era um caminhão oferecido por um entusiasta local. O problema é que o aficionado pelo ciclismo era vendedor de carvão e o caminhão, nos dias que antecediam as corridas, estava sempre em serviço, o que significa dizer que os ciclistas que ficavam para trás, como ocorreu algumas vezes com Wim, acabavam cobertos de fuligem. Se chovia, então, as gotas de chuva e a poeira do carvão formavam no rosto dos retardatários linhas de expressão aterrorizantes que desestimulavam qualquer um.

Mas nos anos 50, quando já era profissional, a grana andava tão apertada que ele viajava para as corridas nos bagageiros dos trens, acima dos assentos. “Se tivesse dinheiro, eu compraria um bife no açougueiro e iria a um café para implorar que fritassem para mim. Se não conseguisse, comia cru mesmo”. Durante os treinos também o dinheiro era raridade. “Sem dinheiro nós tínhamos que ser espertos, e acabávamos criando alguns truques para conseguir bebida, por exemplo. Nós nos aproximávamos de uma loja e alguém do grupo se deitava na estrada e começava a se contorcer de dor como se tivesse acabado de cair. Uma boa alma aparecia para ver o que havia acontecido e para perguntar se estava tudo bem e o meu amigo, caído ali na sarjeta, implorava, grunhindo, por algo de beber. E sempre conseguia. Eu o ajudava a levantar e seguíamos nossa pedalada até uma distância segura, quando então dividíamos o que havíamos conseguido”.

Wim venceria anos mais tarde por duas vezes a Volta da Holanda (Ronde van Nederland), que desde 2005 foi substituída pelo Eneco Tour de Benelux, e ganharia ainda mais duas vezes a Bordeaux-Paris, além de sagrar-se campeão nacional duas vezes e colecionar diversos títulos na pista e em campeonatos mundiais.

Fonte: Revista Bicicleta por Eduardo Sens dos Santos