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sexta-feira, 29 de maio de 2015

Pedalar traz calma e bem-estar

Hábito. Aluno de educação física, Augusto usa a bicicleta para se divertir
 e ir ao trabalho e à escola     
Foto: Divulgação
LUCAS ALVARENGA - ESPECIAL PARA O TEMPO

A Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, comprovou que pedalar faz bem. Após estudar a capacidade física – especialmente cardíaca e respiratória – de mil pessoas, pesquisadores do Calming Technology Lap constataram que usuários de bicicletas têm 40% menos chances de ficar estressados que motoristas em geral e usuários do transporte coletivo.

Os pesquisadores da universidade verificaram, no estudo feito em 2014, que os usuários de transportes motorizados têm a capacidade respiratória mais limitada e menor que as pessoas que pedalam. É justamente o que sente o estudante de educação física Augusto Schmidt, 23, que abandonou o veículo de passeio para fugir do estresse no trânsito.

“Eu uso a bicicleta como meio de transporte há quatro anos e me sinto mais disposto e menos estressado do que quando ficava parado no trânsito”.

Veja o vídeo:



Fonte: www.otempo.com.br

Entrevista do mecânico da bicicleta de médico morto, que também já foi atacado com facadas

Jovem foi uma das 2.183 pessoas que, segundo a OAB do Rio de Janeiro, foram atacadas a faca no estado, em 2014.

Foto: Divulgação
Um tipo de crime que está assustando o Brasil provocou mais uma morte esta semana. Um médico foi assassinado a facadas enquanto andava de bicicleta, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Acontece sempre da mesma forma: assaltantes empunhando facas e vítimas atacadas covardemente.
Do céu... 
“Você anda de bicicleta, você consegue escutar só sua respiração. E você se sente livre”, diz Jorge Felipe Leão, mecânico de bicicleta.

Ao inferno... 
Fantástico: O que é andar de bicicleta hoje?
“Medo, medo da liberdade que eu não posso ter”, afirma Jorge.

Quatro facadas, a morte de perto, e sequelas para a vida inteira.
“Eu perdi a capacidade de ar, eu não posso correr como antes, eu não posso mais pedalar como antes”, revela Jorge.
Jorge está entre as 2.183 pessoas que, segundo a OAB do Rio de Janeiro, foram atacadas a faca no estado, em 2014. Desse número, 225 morreram, o que dá 1,23 mortes a cada dois dias. Este ano, do fim de abril para agora, foram ao menos dez ataques.
Relembre alguns deles:
30 de abril: um homem de 52 anos leva quatro facadas em um ponto de ônibus, no centro da cidade.
8 de maio: uma mulher é esfaqueada em Laranjeiras.
17 de maio: uma turista vietnamita é atacada em frente ao Museu do Paço Imperial, no Centro.
19 de maio: o médico Jaime Gold é assassinado a facadas na Lagoa Rodrigo de Freitas.
20 de maio: uma mulher é esfaqueada em uma passagem subterrânea, em São Conrado.
Sexta-feira (22): uma chilena leva uma facada no pescoço enquanto tomava banho de sol na Praça Paris, na Glória.
O mais violento dos crimes foi o da Lagoa.
“Foi ação criminosa bárbara, cruel, em que o médico, o Jaime Gold, não teve sequer a oportunidade de se defender”, diz o delegado Rivaldo Barbosa.
O médico de 57 anos foi morto a facadas por um grupo de adolescentes.
“Eles se atracaram, esse que desceu da garupa para tomar a bicicleta e fizeram movimentos de golpe, de soco. Foi muito rápido. Durou mais ou menos de 20, 30 segundos”, conta uma testemunha.
Um rapaz de 16 anos, que já tinha 15 passagens pela polícia, foi apreendido e apresentado como suspeito do assassinato. Ele nega, mas confessou que rouba bicicletas. Perto da casa dele, os policiais encontraram várias. Nenhuma delas era a do médico.
Jaime Gold era cardiologista. Trabalhava na mesma universidade onde estudou e fez residência, a Federal do Rio de Janeiro. Ele se dedicava a tratar da população pobre atendida pelo hospital universitário.
“Várias vezes ele chegava em casa dizendo que paciente não tinha dinheiro para comprar medicamento, não tinha na farmácia, e ele dava o dinheiro, o medicamento para o paciente”, lembra a ex-mulher de Jaime, Márcia Amil.
“Jaime era uma pessoa que todo dia brincava com as pessoas, estimulava a todos a fazerem atividade física, era capaz de levar um colega pra comprar uma bicicleta”, conta o médico João Manoel Pedroso.
Uma dessas colegas é a doutora Vânia. Ela comprou uma bicicleta por insistência de Jaime. Mas com uma recomendação expressa.
“Ele disse pra que eu não andasse sozinha e ele então foi assassinado”, comenta a médica Vânia Silva.
A própria Vânia já havia sido atacada na Lagoa Rodrigo de Freitas.
“No primeiro mês eu já fui abordada, caí próximo aos carros e isso assustou a pessoa que estava me abordando e a bicicleta não foi roubada, mas me fez aposentar a minha bicicleta muito precocemente. Parece que essa crise chegou agora na Zona Sul, mas ela já é vivenciada pela gente aqui há 20 anos”, lembra Vânia.
Filho de um pedreiro e de uma dona de casa, Jorge sabe bem o que é isso. Por coincidência, ele é funcionário da loja onde o doutor Jaime consertava a bicicleta.
“Eu estava dormindo e o meu gerente mandou uma mensagem falando: 'o Jaime, o ciclista que foi esfaqueado na Lagoa é o Jaiminho, o nosso cliente'. Eu já não consegui mais dormir porque eu fiquei pensando: ‘mais um? Até quando?’”, conta Jorge Felipe Leão, mecânico de bicicleta.
Imediatamente lembrou do ataque que ele havia sofrido em outubro de 2014. Estava voltando para casa, na bicicleta recém-comprada a prestação, quando foi abordado por um grupo de adolescentes no Aterro do Flamengo. Um deles saltou sobre o rapaz.
“Ele pulou já cravando uma faca nas minhas costas. Aonde eu caí no chão, tomei a segunda facada e, quando eu vi, pude contar cinco menores. Todos estavam armados. Não adianta você reagir, 'perdeu, me dá tudo, me dá o celular, me dá tudo que tá no seu bolso’. E eu tava entregando tudo. E tomei a terceira facada aqui na costela. Eles pegaram as minhas coisas e foram. Quando eu levantei para pedir ajuda, para ver quem estava do meu lado, o que estava na garupa da minha bicicleta, ele olhou pra trás, aí ele gritou: ‘eu não acredito que você levantou, você não aprende né?’ Ele saltou da bicicleta que eu comprei, com a faca na mão e correu na minha direção. Eu só fiquei olhando para minha morte. Ele me agarrou por trás e foi ele que deu a quarta facada, que perfurou meu pulmão. Ele cravou e ficou: ‘você vai aprender, você vai aprender’. E ficou tentando rasgar. Eu sobrevivi, mas e aqueles que não sobreviveram? Aqueles que deixaram filho, deixaram esposa? Aqueles que deixaram toda uma vida pela frente?”, lembra Jorge.
Um médico de classe média, com uma longa carreira dedicada à saúde pública. Um jovem pobre que dá duro para vencer na vida. Que duas pessoas tão diferentes tenham sido vítimas da mesma brutalidade mostra um ataque indistinto ao que a cidade pode oferecer de mais democrático a moradores e visitantes. A possibilidade do encontro, da convivência nos espaços públicos está agora ameaçada pelo medo.
Fantástico: A senhora sairia de bicicleta na Lagoa?
Kátia Mecler, psiquiatra forense: De jeito nenhum, de jeito nenhum, eu me sinto com medo também.
A psiquiatra forense Kátia Mecler vê uma clara mudança, ainda sem explicação, do comportamento dos assaltantes que usam a faca como arma.
“O que está me surpreendendo muito agora é a questão da intenção de ferir também, é uma total desvalorização da vida”, afirma Kátia.
Portar uma faca não é crime. Mas a OAB do Rio de Janeiro defende que o porte de arma branca seja incluído no Código Penal e proibido nos casos em que se constatar a intenção de agredir.
Um projeto de lei proibindo o porte de faca, e depois revisto para incluir exceções, chegou a ser apresentado em 2004. Mas até hoje não foi votado.
“Nós temos hoje uma epidemia de crimes com armas brancas, essa epidemia deve ser enfrentada dentro da lei, nós devemos dar instrumentos a autoridade pra que ela possa retirar das ruas aqueles que portando armas brancas cometem crimes contra o patrimônio e contra a vida”, diz Felipe Santa Cruz, presidente da OAB/RJ.
Para o movimento Viva Rio, é uma medida que não resolve.
“Eu só acho que não vai resolver nada. Se mais lei resolvesse, o Brasil era um país tranquilo, seguro. Falta nesse país um programa sério para essa questão da rua, da população de rua e da garotada que vai crescendo em condições onde a opção pela violência pelo crime na rua é uma opção interessante”, diz o antropólogo Rubem César Fernandes.
No meio de tantas tragédias, um agradecimento. Jorge foi ao quartel dos Bombeiros que o socorreram no dia do ataque.
“São os meus anjos, são os meus anjos”, agradece Jorge.
Aconteceu o inacreditável: o jovem desenganado, internado em estado grave, sobreviveu. Ao escapar da morte, o mecânico de bicicletas decidiu mudar de profissão. "Eu vou fazer um curso técnico de enfermagem e vou fazer prova para o Corpo de Bombeiro, porque eu quero salvar pessoas que estiveram no mesmo lugar que eu", revela Jorge.


Fonte: g1.globo.com/fantastico

Após tri do Cape Epic, Abraão tem primeira maratona no Brasil em 2015

Atleta Scott tenta manter os 100% de aproveitamento na categoria Master; João Paulo Firmino disputa prova da Elite

Foto: Divulgação
Tricampeão do Cape Epic, o maratonista Abraão Azevedo disputa sua primeira prova de maratona desde o desafio internacional em Cape Town, na África do Sul. Neste domingo (24), o atleta Scott vai encarar a 12ª edição dos 70 km Desafio Internacional de MTB, em Brasília-DF.

Em sua 11ª participação, Abraão Azevedo é um dos competidores mais experientes no evento. Só na Master, categoria que disputa neste domingo, o competidor soma três medalhas de ouro em três provas. Na 12ª edição do Desafio, o atleta quer manter os 100% de aproveitamento.

“Fiz treinos curtos, longos e exercícios específicos de mountain bike. Sou um cara lembrado não só pelo Cape Epic, mas também pelas vitórias que já tive aqui. Por isso, é preciso estar preparado. Mais do que os títulos, preciso ter consciência de treinar e sempre evoluir”, disse Abraão.

O atleta Scott garante que, mesmo com toda experiência, não terá vantagem na hora da disputa. O principal desafio será a sequência de subidas, descidas e trechos que vão exigir muito do físico e da técnica dos competidores. Para superar as adversidades, o atleta vai além do preparo físico.

“Vou de aro 27,5” com certeza! Estou mais acostumado. Ela é mais leve e confortável, além de ser boa na retomada de velocidade e dar controle para competidores leves como eu. Nas subidas e nas curvas, ela também ajuda”, finaliza Abraão Azevedo que vai pedalar uma Scott Spark 700 RC.

Categoria Elite

De volta ao Brasil depois de uma maratona de provas nos Estados Unidos, João Paulo Firmino, confirmou sua presença no Desafio Internacional de MTB, em Brasília-DF. O atleta Scott encara a categoria Elite a competição.

“Numa prova dessas, a diferença de performance entre os atletas da elite está mais no psicológico do que no físico. A guerra é interior, com cada atleta lidando com seus limites durante as horas de esforço”, comentou.

Fonte: Seppia Geração de Conteúdo

Bike: Quanto mais magrela melhor

Nova Merida apresentada no Giro D’Itália
O fator peso é fundamental no desempenho do ciclista. Afinal, na prática, quanto menos peso para deslocar, maior será o aproveitamento da força gerada pelo ciclista. Menos peso significa menos esforço e mais rendimento. Mas não basta apenas adquirir uma bicicleta superleve. É fundamental que o conjunto formado por ciclista, bicicleta, vestuário e outros acessórios estejam em harmonia, afinal, bike levíssima não combina com ciclista destreinado e com excesso de gordura corporal.

Antes de investir em componentes caríssimos, vale a pena passar por uma avaliação física e nutricional e encarar uma dieta para eliminar o excesso de gordura. Quanto mais forte e mais magro um ciclista, maior será a relação peso-potência, índice que verdadeiramente importa para quem deseja obter o melhor desempenho possível.

Nova Emonda, da Trek, pesa 4,650 quilos no tamanho 56
MUITO ALÉM DO LIMITE UCI
Se no mundo da competição, equipamento leve é fundamental para o desempenho dos atletas de alto rendimento, a indústria da leveza atrai toda uma legião de aficionados por bicicletas de baixíssimo peso e fanáticos por tecnologia.

O rígido limite da UCI de 6,8kg para bikes de estrada serve de estímulo para muitos fabricantes superarem essa marca. Esse peso mínimo foi estabelecido pela UCI em 2000 e especula-se que a entidade deve rever esse número e adapta-lo às novas tecnologias em breve.

A Trek, por exemplo, lançou em 2014 a Émonda SLR 10, com incríveis 4,650 quilos para a bike completa no tamanho 56 centímetros. Mesmo com o preço de US$ 16 mil, o modelo foi bem aceito no mercado norte-americano e alguns modelos já foram comercializados no Brasil.

Outra marca que investe nesse segmento é a Merida, que apresentou no Giro D’Italia 2015 a quarta geração da linha Scultura, com um quadro de apenas 740 gramas. O novo quadro, usado nos modelos Scultura Team, da equipe Lampre-Merida, tem tubos com parede de espessura de 0,7mm. Na configuração apresentada à imprensa, a bike pesa 4,56 kg, com grupo SRAM Red, rodas Tune Skyline e componentes AX Lightness que estabeleceu um novo recorde de leveza.

Bikes com peso inferior ao limite mínimo de 6,8kg podem participar de competições oficiais, desde que tenham lastros que elevem o peso no limite aceitável pelas regras da entidade máxima do ciclismo. Nesse universo onde cada grama é importante, muitos fabricantes europeus – principalmente alemães, suíços e italianos – se especializaram na fabricação de componentes levíssimos, com uma produção quase artesanal. São rodas, pedivelas, selins, canotes, guidões, mesas e outros componentes criados especialmente para se bater recordes de leveza. Nesse segmento, materiais como a fibra de carbono, o titânio, o magnésio e ligas leves de alumínio reinam absolutos.

Marcio Torres dá dicas sobre como reduzir o peso das bikes
MACETES
Para orientar os malucos por leveza, contamos com a ajuda do empresário paulista Márcio Torres, de 39 anos, um dos maiores especialistas do Brasil quando o assunto é leveza extrema. Torres é proprietário da loja Pro Cycle, em Indaiatuba (SP), e não esconde a paixão pelas bikes bem magrinhas, quase “anoréxicas”. Em 2011, o lojista montou uma mountain bike Scott RC com rodas aro 29 de apenas 7,6kg. “Na época, minha bike era a 29er mais leve do Brasil”, orgulha-se.

Montar uma bike superleve não é tarefa fácil e exige dinheiro. Quanto mais leve, maior será o investimento necessário. Torres tem também uma Scott Foil 20, toda tunada, de apenas 5,8kg. “Um ciclista com um orçamento de R$ 50 mil, por exemplo, consegue montar uma mountain bike 29er que ficaria com 7 quilos ou menos. Já uma bike de estrada poderia chegar ao peso final de 5kg. Ambas com capacidade para rodar, pois há quem monte bikes superleves que não podem ser pedaladas de verdade por conta do limite de peso dos componentes. Existem bikes superleves que só servem para serem exibidas em exposições e feiras. Todas as minhas bikes servem para competir”, destaca.

Antes de ir gastando o orçamento, é bom fazer um planejamento cuidadoso de preços e peso para evitar surpresas.
Em busca do menor peso
ESCOLHAS CERTAS
A tarefa de montar uma bike superleve começa com a escolha do quadro correto. A dica é optar sempre pelo quadro mais leve que se consiga adquirir. Todas as marcas consagradas oferecem pelo menos um modelo top de linha, normalmente bastante exclusivo e que se diferencia dos demais pelo baixo peso e por serem direcionados a competidores. Em geral, são esses os modelos usados por atletas profissionais e equipes patrocinadas por aquela marca.

Quadros de marcas europeias como Scott, Focus, Corratec, Open Cycle, AX Lightness e Storck são os preferidos de muitos aficionados. Outras marcas consagradas, como Merida e Cannondale, também oferecem opções de quadros de baixíssimo peso em sua linha de produtos. Vale a pena estudar cada fabricante e optar pelo modelo mais leve.

Para montar uma mountain bike de aro 29 de peso campeão, Torres sugere o Scott RC que pesa 998 gramas para o tamanho médio.

Se for comprar uma bike completa, a dica é escolher o modelo mais leve da linha de uma determinada marca e então “tunar” os componentes para reduzir todo o peso possível. O maior equívoco na busca por leveza é adquirir uma bike com um quadro pesado e investir na tentativa inútil de baixar o peso até o mesmo nível das bikes com quadros superleves. Da mesma forma, para acompanhar um quadro superleve, nada melhor que componentes a altura e igualmente superleves.

O PRIMEIRO QUILO
Sempre é possível baixar o peso de uma bicicleta. Quanto mais “gorda” for uma bike, mais fácil e barata será essa tarefa. E vice-versa. Tirar peso de uma bike superleve demanda um investimento bem maior. A boa notícia é que existem maneiras eficientes de tirar peso sem gastar muito.

Se você já tem uma bike ou acabou de comprar uma, a dica de Márcio Torres é começar pelos componentes de baixo investimento como manoplas, pneus, pedais, blocagens, guidão, mesa, canote e selim. Se for uma mountain bike, a dica é usar pneus tubeless, que dispensam o uso de câmaras de ar que pesam até 250 gramas cada. “Só nesses itens dá para tirar um quilo de uma mountain bike aro 29”, ensina Torres.

Manoplas são baratas e reduzem gramas preciosos. A marca KCNC tem modelos que pesam 15 gramas e saem por R$ 40 o par. Pneu é outro investimento acessível e que tira muito peso. Um modelo 29er de entrada  chega a pesar 750 gramas ou mais, mas existem pneus que pesam 450 gramas na faixa dos R$ 200 reais cada. Blocagens podem ser substituídas por outras mais leves, de titânio.

Outro investimento que custa pouco e tira peso são os parafusos. Toda bike tem muitos parafusos que podem ser substituídos por outros de titânio, como nos rotores, suportes de caramanhola, parafusos do cockpit, dos manetes e dos trocadores etc. Algum peso pode ser também eliminado na tampa da caixa de direção. Existem aranhas de apenas 6 gramas, contra 23 gramas das originais.

No quesito pedais de mountain bike, os mais leves são indiscutivelmente os Crank Brothers Egg Beater 11, de 178 gramas o par. “Dá para tuna-los. Existe um kit de mola de eixo e molas de titânio especiais produzidos na Europa”, conta Torres.

PESO DE OURO
Para eliminar mais gordura daqui para frente, o investimento aumenta substancialmente. São rodas, freios, pedivela e outros componentes da relação como cassete, câmbios e trocadores. No caso das mountain bikes, componentes como suspensão dianteira e amortecedor traseiro influenciam bastante no peso total da bicicleta e no bolso do fanático por leveza. A moeda corrente nesse mercado é o euro, mas bem que poderia ser o ouro, se pensarmos nos preços elevados e no investimento necessário para se aliviar poucos gramas.

“Chega numa etapa que em que cada grama pode custar mais que o ouro. Um quadro de uma mesma marca, mas feito de fibras de carbono diferentes e 100 gramas mais leve vai custar R$ 3 mil a mais”, previne Torres.

Listamos abaixo alguns dos componentes mais utilizados pelos fanáticos por peso.

MOUNTAIN BIKE

Rodas
Existem rodas de 2.500 Euros (R$ 10 mil). É o caso das alemãs AX Lightness SRTCC29 que pesam 1.235g o par e já vêm tunadas de fábrica com aros de carbono, cubos Tunes Prince Skyline e raios Sapim X-Ray. Outra roda desse nível é a AX Lightness Premium, com aros tubulares de carbono e cubos X-Lite de apenas 1.075 gramas.

No Brasil, as rodas No Tubes ZTR Crest, de 1.670 gramas o par, são umas das preferidas do público e custam R$ 2.890,00. As nacionais VZan Everest MGC também têm peso aceitável e ótimo custo-benefício. As famosas Mavic SLR pesam 1.624 gramas sem as blocagens e são vendidas a R$ 5.500,00 com garantia no Brasil.

Peças fixas
As marcas alemãs como Schmolke e MCFK são as preferidas. Um guidão MCFK de 700mm pesa 100 gramas e sai por 230 euros. Outros destaques são também a linha Superlogic da Ritchey (guidão de 154g), linha Cobalt 11 da CrankBrothers (guidão de 160 gramas por 100 euros) e 3T (guidão de 170 gramas).

Suspensões
O modelo Sid World Cup XX, com espiga de carbono da RockShox, é uma das opções mais usadas. O peso é de 1.480 gramas, já com a trava. “Mas existem marcas europeias de até 1.270 gramas. Dá também para tunar a RockShox com um kit que substitui a trava do guidão e tira quase 100 gramas”, conta Torres.

Fãs da Cannondale não foram esquecidos nesse rico mercado. Um garfo Lefty Carbon XLR, de 100mm, pesa 1.332 gramas (já com a trava hidráulica) e sai por 1.700 euros.

Freios
Os preferidos e mais leves são os Formula R1 Racing, de 351 gramas (sem rotores). Já o modelo EVO X2 da marca britânica Mini Hope pesa 414 gramas. Outros modelos de sucesso são o Tune Disc Kill Hill, de 353 gramas, além dos confiáveis Shimano XTR e dos produtos da marca Ashima.

Selim
Os selins da marca alemã Speedneedle são objetos de desejo da maioria dos malucos por peso. São feitos artesanalmente na Alemanha e revestidos de um couro conhecido como “Alcantara”. Os modelos mais leves pesam 87 gramas e podem ser encontrados no Brasil pelo equivalente a 190 euros. Outro selim superleve de sucesso é o Tune Convor, de 98 gramas e 180 euros. A marca alemã MCFK tem modelos de 69 gramas (R$ 1 mil) e a AX Lightness oferece o Phoenix de 62 gramas e 380 euros, com carbono usado nos carros de Formula 1.

Pedivela
Se a Specialized não produz os quadros mais leves do mundo, o mesmo não se pode dizer de seus pedivelas da série S-Works, que superam com tranquilidade o peso dos concorrentes de linha da Shimano e SRAM. Os modelos Clavicula da marca alemã THM-Carbones dominam com modelos de carbono superleves. Um pedivela 2×10, com eixo de carbono, pesa 313 gramas e sai por mil euros.
A marca alemã Tune produz o Black Foot, de duas coroas e com braços 175mm de carbono, que pesa 363 gramas sem os rolamentos. O preço é de 700 euros.

Os novos grupos de transmissão de 11 velocidades e de uma só coroa não chegam a tirar tanto peso. Elimina-se o câmbio dianteiro, o trocador esquerdo e os cabos, mas, em contrapartida o cassete é bem maior e mais pesado. A vantagem desses grupos, segundo Torres, é a total ocorrência de chain suck, perfeito para competidores. Alguns ciclistas apostam até mesmo na improvisada relação 1×10, com uma só coroa de tamanho customizado.

ROAD

Quadros
No Brasil, o quadro Scott Addict SL de 710 gramas é a melhor opção para montar uma estradeira superleve segundo Torres. O preço oficial no Brasil do quadro e garfo é de R$ 15 mil e a bike completa sai por R$ 46.639,00 e pesa 5,860kg.

Um quadro alemão da AX Lightness, de 660 gramas, custa em torno dos 3.800 euros. Outras opções são quadros da marca alemã Stork e Lightweight (790 gramas), além dos modelos de linha Émonda, da Trek, ou os Super Six EVO, da Cannondale.

Rodas
As rodas tubulares Dura-Ace têm bom peso e gozam da tradicional confiabilidade da Shimano, mas não superam as europeias de marcas como Lightweight e AX Lightness. Um par de rodas tubulares AX Lightness Ultra Road com aros de carbono, raios DT Swiss Aerolite e cubos XLite XTra pesam levíssimos 796 gramas e custam 2.800 euros. Existem rodas tubulares da Lightweight, com aros, cubos e raios de carbono vendidas na Europa a 3.500 euros.

Freios
Novamente, a dica para reduzir peso é utilizar componentes das marcas europeias. Os freios Fibula da THM-Carbones pesam 120 gramas o par e a empresa garante que o poder de frenagem é tão bom quanto o das grandes marcas. Outros freios de baixo peso podem ser encontrados nas marcas Schmolke, Zero Gravity, e também da marca Engage, de 130 gramas e 360 euros o par.

SEGURANÇA
Antes de abrir a carteira e comprar os componentes mais leves que seu orçamento permitir, é importantíssimo lembrar que a leveza tem suas contraindicações. Um componente mais leve tem necessariamente menos material e, portanto, é mecanicamente menos resistente que outros mais robustos e pesados. Não é em vão que os quadros de carbono considerados superleves de nenhuma marca oferecem o serviço de garantia vitalícia.

No ciclismo competitivo, raramente encontramos atletas com mais de 90 quilos. Assim, componentes superleves não são para qualquer pessoa e algumas peças saem com avisos bem visíveis do limite de peso. Alguns pedais da XPedo são limitados a ciclistas de 85 quilos e algumas rodas da AX Lightness só podem ser usadas por felizes ciclistas de até 75 quilos. Vale o bom senso.

Deve-se sempre verificar a procedência dos componentes e comprar no Brasil com nota fiscal e garantia é uma vantagem para o caso de alguma eventual quebra de componente. A instalação deve ser sempre feita por profissional competente e com ferramental adequado. Outro ponto a ser observado é a durabilidade de um componente superleve. O carbono naturalmente fica mais quebradiço e frágil com o passar dos anos e por isso é recomendável seguir rigidamente as instruções de uso e prazo de validade se houver.

Henrique Avancini na 1ª etapa da Sunshine Cup Foto: Armin M. Küstenbrück
DICA DO AVANCINI
“Eu gosto de trocar todos os parafusos de alumínio por outros de titânio. É um investimento relativamente baixo, mas que tira algum peso. Eu tenho meus próprios parafusos e, quando troco de bike, retiro os parafusos e os transfiro para a próxima bike. Se forem parafusos de qualidade, vão durar muitos anos.”

Produtos da Lightness RC (leveza, em inglês), de Itu
HANDMADE DE ITU
Um empresário de Itu, no interior paulista, aposta em produtos feitos a mão com nível internacional. Em fevereiro de 2011, Cleber Manuel da Silva, de 38 anos, criou a Lightness RC (leveza, em inglês), empresa nacional pioneira na produção de guidões e de canotes de carbono de baixo peso e sob medida. Toda a pesquisa e desenvolvimento foi feita pelo próprio Cleber.

Com qualidade e acabamentos impecáveis, os componentes ituanos que poderiam muito bem se passar por importados, fabricados artesanalmente na Europa ou pelas grandes fábricas localizadas na Ásia. “Nosso produto concorre com as melhores marcas europeias, como as alemãs Schmolke e MCFK, mas nosso preço é um quarto do valor dessas marcas estrangeiras”, conta.

Um canote Lightness RC pesa em média 170 gramas e é vendido a R$ 480,00 no mercado. Um guidão pesa em média 130 gramas, mas Cléber já produziu guidões de até 82 gramas e canotes de 140g.

“Nosso desenvolvimento foi se ajustando ao mercado ao longo do tempo. Antes, nossos produtos eram mais leves, mas não atendiam tantas pessoas por conta do limite de peso. Hoje temos um produto padrão, mas consigo produzir sob encomenda componentes ainda mais leves”, explica.

Um dos pioneirismos da empresa é a possibilidade de o comprador customizar as medidas e também o peso final do produto, de acordo com as necessidades do cliente.

Além de fibra de carbono, a Lightness RC produz também peças em titânio como parafusos, roldanas, hastes de câmbio, coroas e até cassetes especiais, inclusive de 42 dentes para grupos Shimano. “Trabalhamos com o titânio medicinal, de maior qualidade”, afirma.

Os produtos podem ser adquiridos diretamente no site da empresa www.lightnessrc.com.br

Texto de Marcos Adami – Bikemagazine
Fotos de divulgação

Seguro para bicicletas

Cada vez mais brasileiros têm investido em bicicletas de alto custo para a prática esportiva, lazer e meio de transporte. Simultaneamente, há um aumento nas ocorrências de roubos e furtos de bikes que leva, consequentemente, à consciência de que este equipamento representa um patrimônio que precisa ser protegido. A contratação de um seguro é a opção cada vez mais procurada para este fim.

Foto: Ilustração sobre foto de Depositphotos
Já se foi o tempo em que a expressão “ladrões de bicicleta” fazia alusão aos criminosos inexperientes. Sim, há ainda os oportunistas, mas surgem cada vez mais especialistas, meliantes que sabem avaliar as bicicletas top de linha e se concentram nelas no momento de agir. Esses casos, infelizmente, aumentam na mesma medida em que mais pessoas aderem a uma boa bicicleta.

As estatísticas alertam ao aumento do risco em todo o país, com maior concentração no sul e sudeste. Segundo a Secretaria de Estado de Defesa Social de Minas Gerais, houve um aumento de furtos de bike no estado de quase 30% em 2014, comparado a 2013. Curitiba – PR registra, neste início de 2015, média de um roubo de bicicleta a cada dois dias. A Secretaria de Segurança Pública de Santa Catarina registrou, nos primeiros 41 dias do ano, 340% mais assaltos a ciclistas que a média diária de 2014 em Florianópolis. No portal Bicicletas Roubadas, criado por Pedro Cury em 2001 com o objetivo de ajudar na recuperação de bikes furtadas e mapear áreas de risco, São Paulo aparece no ranking com maior casos de roubos e furtos, representando mais de 40% das ocorrências nacionais (ressalta-se que este banco de dados é alimentado pelo próprio ciclista vítima do infortúnio e não substitui o registro de Boletim de Ocorrência).

Além de mais bicicletas de alto valor estarem circulando, o furto de bicicleta é um crime de baixo risco: “dificilmente o meliante é pego, e quando é, as consequências são mínimas”, diz um estudo do blog norte-americano priceonomics. Resumo da ópera: tem muito ciclista que investiu um valor elevado em seu equipamento, mas acaba usando uma segunda bicicleta, de menor valor, e deixa a “top” em casa para utilizar apenas em competições ou pedaladas em grupo. Deixar a melhor bicicleta em casa não é o desejo da maioria, e também não é garantia de segurança, já que mesmo dentro de casa ela pode ser alvo dos meliantes.

Diante deste cenário, o seguro para bicicleta surgiu e tem se popularizado como uma solução para proteger este bem. Segundo o Sindicato dos Corretores do Estado de São Paulo (Sincor), a procura por seguros contra furtos e roubos de bicicletas no estado paulista triplicou entre 2012 e 2014.

A Estar Seguros, criada por Luiz Fernando Giovannini há dez anos, é pioneira no seguro de bicicletas no Brasil e atualmente administra milhares de apólices. “Hoje em dia temos clientes segurados de ‘a a z’, em decorrência da insegurança que o biker sente ao sair com sua magrela, seja ele atleta ou entusiasta”, diz Luiz. Também em 2005, a Kalassa Brasil Insurance também passou a oferecer o seguro.

Com a demanda em alta, é crescente o número de corretoras oferecendo o seguro que atenda ao público ciclista. A Neptunia Corretora de Seguros, por exemplo, trabalha com seguro para bikes há cinco anos. Segundo Douglas Dias, comercial técnico da corretora, “a Neptunia tem 62 anos de mercado, e em 2010 entrou no nicho de seguro para bicicletas dada a necessidade identificada por nossos sócios, que são esportistas. Hoje, temos centenas de clientes em todas as regiões do Brasil”.

Outro exemplo é a seguradora Argo Brasil, que em parceria com a corretora Better Seguros, oferece seguro Protector Bikes. Segundo Janete Tani, gerente de riscos patrimoniais da Argo, “nosso seguro basicamente é procurado por atletas que buscam garantir a integridade de seu equipamento, bem como a tranquilidade em seus treinos e provas por todo o país, uma vez que a cobertura é nacional”.

E no meu caso, seguro é a solução?

Para responder a esta pergunta, vale recorrer ao conceito de seguro. Os artigos 757 a 802 do Código Civil, além de legislação extravagante que lhe diz respeito, tratam amplamente do tema “seguro” no direito brasileiro. Sucintamente, seguro é um contrato pelo qual a seguradora, mediante recebimento de um valor monetário estipulado denominado prêmio, assume perante o segurado a obrigação de indenizá-lo caso ocorra um sinistro, resultante de um evento futuro, possível e incerto (risco) indicado no contrato. Tais riscos podem estar relacionados à vida, saúde, direitos ou patrimônio do segurado, como é o caso da bicicleta.
Quanto maior o “risco”, mais sentido faz realizar o seguro. Para ilustrar, um caso bem extremo é o da Escola de Bicicleta Ciclofemini, de São Paulo – SP, que realiza cursos com atividades práticas ao ar livre, em parques da capital paulista, sujeita, portanto, a um grau de risco elevado. Segundo Claudia Franco, idealizadora desta instituição educadora, “como somos uma escola, temos muitas bicicletas, algumas de valor importante. Sabendo do aumento de roubos e furtos de bicicleta, decidimos segurar todas as bicicletas para termos um pouco mais de tranquilidade ao utilizá-las. Assim como temos seguro da casa, do carro, seguro de vida, resolvemos fazer também o seguro das bicicletas”.

Outro ponto a ser levado em consideração para analisar a viabilidade do seguro é o valor do bem. A maioria das seguradoras exige que a bike tenha um valor mínimo, que gira em torno de R$ 3.000,00. Patrícia Collese, que atua no ramo de seguros a mais de 25 anos, afirma: “o perfil dos segurados é de pessoas preocupadas com proteção, prevenidas e que normalmente pedalam duas ou mais vezes por semana. Elas possuem uma bicicleta de um custo um pouco mais elevado que a média”.

Coberturas

Claudia Franco já precisou acionar o seguro, contratado com a Estar Seguros, e conta sua experiência. “No nosso caso, aconteceu tudo conforme o previsto no serviço contratado. Um bandido nos abordou e tomou a bicicleta de nossas mãos. Apresentamos o Boletim de Ocorrência, comprovando este fato, e recebemos o valor do seguro, deduzido da franquia (que ainda é alta). O seguro que contratamos cobre o roubo, seja a mão armada ou não, mas não cobre o furto simples. Ou seja, se você for ao banheiro de um parque público e deixar sua bicicleta em um paraciclo, e o ladrão romper o cadeado e levar sua bike, o seguro não ressarce. Se sua bike for avariada em caso de queda, o seguro também não cobre o dano”.

É importante analisar as cláusulas da apólice do seguro oferecido a você e avaliar se o que você está contratando atende suas expectativas, lhe deixa seguro diante dos riscos a que você se sente sujeito. Ao fazer a cotação, converse com o corretor sobre o uso que você faz e as situações em que se sente ameaçado.

Muitas seguradoras oferecem a opção de seguro residencial com extensão para a bicicleta. A Collese Seguros é um exemplo. Segundo Patrícia Collese, “se alguém liga pedindo se comercializamos seguro para bicicleta, respondemos que não. O que comercializamos é um seguro residencial, que cobre também a bicicleta. A cobertura vale para os seguintes sinistros: incêndio, subtração, colisão e danos elétricos, desde que a bicicleta esteja devidamente guardada no interior da residência habitual do segurado. Também em trânsito, desde que conduzida pelo segurado; sendo transportada em veículos adequados e/ou adaptados para tal fim, e responsabilidade civil: reembolso das despesas decorrentes dos danos corporais e/ou materiais causados a terceiros, em razão de acidentes ocasionados pela utilização da bicicleta relacionada na apólice de seguro, desde que em quaisquer das circunstâncias o próprio segurado seja o condutor”.

A seguradora Kalassa, por exemplo, desenvolveu produtos específicos para este nicho. Em 2005 passou a oferecer seguro para bicicletas, e também oferece seguro de vida específico para ciclistas e triatletas, além de seguro viagem com cobertura para práticas esportivas. Segundo Paulo Kalassa, “o seguro cobre bicicletas a partir de R$ 3 mil contra roubo enquanto pedala, roubo enquanto transporta a bike no seu veículo, roubo dentro da residência e danos na bike enquanto transporta no veículo”.

Na literatura destaca-se como três pilares essenciais do seguro o risco, a mutualidade e a boa-fé, cuja ausência constitui causa de nulidade de contrato. Este dado é importante e justifica algumas exclusões importantes consideradas por praticamente todas as seguradoras, como situações de agravamento de risco. Por exemplo, a bicicleta estacionada em local que não seja a residência habitual do segurado, roubada enquanto o ciclista se ausenta, não é indenizada. Além disso, não estão cobertos acessórios de uso pessoal não acoplados à bicicleta, como o capacete, por exemplo.

Quanto custa?

Ao procurar uma corretora para fazer a cotação, o ciclista deve ter em mãos um documento fiscal de compra da bicicleta. Algumas seguradoras, além disso, realizam uma vistoria da bike. A Neptunia, por exemplo, pede que o cliente realize uma vistoria on-line para análise. “O próprio interessado acessa o link da companhia de seguros e faz o up-load de seis fotos: da bike inteira, do selim, pedivela, câmbios, número de série e acessórios. De posse do número do laudo mais as informações pessoais, emitimos a apólice”, diz Douglas. Com o valor do bem estabelecido, calcula-se o valor anual do seguro e da franquia, em caso de sinistro.

Na Argo, segundo Janete Tani, “o processo de contratação é bem simples e para bicicletas novas pode ser feito 100% on-line. Os documentos necessários são nota fiscal ou recibo, fotos da bicicleta com número de série e dados pessoais do ciclista. Já para bicicletas usadas, poderá ser solicitada uma vistoria em alguma loja do ramo credenciada. Temos atendimento em todo o Brasil”.

A Estar Seguros cobra 5% do valor da bicicleta por ano, e franquia de 10%, com mínimo de R$ 400. A Kalassa segura bicicletas a partir de R$ 3.000 e utiliza uma tabela de valor mínimo anual de acordo com a faixa de preço da bike. A primeira faixa cobre bicicletas de R$ 3.000 a R$ 8.000, com valor mínimo anual de R$ 500,00 e franquia de R$ 1.000. Para bicicletas com valores maiores, o valor do seguro também fica em torno de 5%. No caso de seguro residencial, Patrícia afirma: “havendo sinistro da bicicleta, e o segurado tendo contratado o seguro residencial, o caso vai para a análise da corretora, sempre com o intuito de repor o bem”.

O nicho de seguro para bicicletas ainda tende a crescer e evoluir no Brasil, adaptando-se à nossa realidade e necessidades, com corretores cada vez mais especializados, garantindo ainda mais tranquilidade para o ciclista. Se você tem uma bicicleta de valor maior, mas se sente intimidado em certas situações, com medo de ser assaltado ou furtado, avalie a alternativa de realizar um seguro. Ter alguma garantia de reposição do seu bem e proteção ao seu patrimônio lhe deixarão mais à vontade para aproveitar sua bicicleta do jeito que você sonhou ao adquiri-la.


Entenda os termos

Risco: evento inesperado, incerto, aleatório, possível, real, lícito e fortuito que, ao ocorrer, gere prejuízo ou danos materiais e pessoais, previsto no contrato.
Sinistro: realização do risco previsto no contrato, resultando em perdas para o segurado.
Seguradora: entidade jurídica legalmente constituída para assumir e gerir os riscos especificados no contrato de seguro.
Segurado: pessoa física ou jurídica que transfere à seguradora o risco de um prejuízo.
Prêmio: valor monetário que o segurado concorda em pagar à seguradora para validar o contrato.
Franquia: valor que o segurado deve arcar cada vez que um sinistro ocorrer e o seguro for acionado.
Indenização: valor que a seguradora paga ao segurado pelos prejuízos decorrentes de um sinistro.

Um problema mundial

O aumento na insegurança dos ciclistas não é um problema exclusivo do Brasil. Mesmo em países desenvolvidos há locais perigosos de se pedalar. Veja alguns dados pelo mundo:
- Segundo estudo publicado no portal Geld.de, 326.159 bicicletas foram roubadas na Alemanha em 2012, sendo que quase metade desapareceram nas principais cidades alemãs com mais de 100 mil habitantes. Dificilmente os ladrões são pegos. Suspeita-se até da atuação de pequenos bandos especializados em roubos de bicicleta que realizam arrastões nas cidades alemãs.
- Uma força-tarefa foi anunciada na cidade norte-americana de Portland para tentar reduzir em 50% os roubos de bicicleta em cinco anos, segundo o portal oregonlive.com. Cerca de 2.700 bicicletas avaliadas em dois milhões de dólares foram relatadas à polícia como roubadas em 2014.
- Há um tipo de trava extremamente resistente que é denominada “new yorker”, uma referência à cidade de Nova Iorque, nos EUA, um dos locais com maior e mais sofisticado índice de roubos de bicicletas no mundo.
- O sistema de bicicletas Vélib estreou em Paris no ano de 2007, com 20.600 bicicletas alugadas a um euro por hora. Dois anos depois, 80% das bikes haviam sido depredadas ou roubadas.
- A Holanda é um país conhecido pelas bicicletas: há 16,7 milhões de pessoas e 16,5 milhões de bicicletas: aproximadamente uma para cada habitante. Mas os holandeses utilizam bicicletas mais “surradas e velhas”. A explicação: cerca de 20% das bikes são roubadas por ano. Amsterdã tem fama de ser a capital do roubo de bicicletas do mundo. 

Confira o contato das seguradoras

Ava Corretora de Seguros
Fone: 34 3222-2400
avaseguros.com.br
Better Corretora de Seguros
Fone: 19 3461 7000
betterseguros.com.br
Collese Corretora de Seguros
Fone: 11 3876 3137
collesecorretora.com.br
Estar Seguro
Fone: 11 2714 6000
estarseguro.com.br
Kalassa Brasil Insurance
Fone: 11 3151 6000
kalassa.com.br
Mapfre Seguros
Fone: 0800 775 4545
mapfre.com.br
Minuto Seguros
Fone: 0300 773 3000
minutoseguros.com.br
Neptunia Corretora de Seguros
Fone: 11 2129 2399
neptuniaseguros.com.br
Star Seguros
Fone: 75 3623 7382
starseguros.com.br
Fonte:  Revista Bicicleta por Anderson Ricardo Schörner

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Assista ao vivo Giro d’Italia 2015 via ESPN

O Ciclo Mania traz para você  8 opções para assistir ao vivo o Giro da Itália 2015 via ESPN. 


A transmissão ao vivo do Giro d’Italia 2015 acontece diariamente a partir do dia 9 de maio normalmente entre 10:30 e 11:00 horas da manhã. 


É recomendado que você feche os banners de publicidade através dos "Xs" que aparecem em destaques na cor vermelha em cada banner.


Se na hora que você abrir o site estiver outra programação que não seja o Giro, tente outras das opções disponíveis que com certeza você encontrará o que deseja.

Giro d’Itália 2015 | Detalhes e altimetria de todas as etapas

Começou no último final de semana o Giro d’Itália 2015. Aqui estão todos es detalhes, mapas e altimetria das etapas da competição.

Vejam aqui o vídeo com o percurso completo e aqui o vídeo:



Características gerais

  • Etapas: 21
  • Etapas planas: 7
  • Etapas de média montanha: 7
  • Etapas de montanha: 5
  • Subidas (categorias 2, 1 e HC): 18
  • Final em montanha: 6
  • Contra-relógio Individual : 59km
  • Contra-relógio por equipes 17,6km
  • Quilometragem total: 3.482km
  • Etapa 1


    17,6km San Lorenzo al Mare – Sanremo (Contra-Relógio por equipes)
  • T03_Spezia_plan
    T01_SanRemo_TTT_alt
  • Etapa 2 


    177km Albenga – Genoa
    T02_Genova_plan
    T15_MadonnaDC_2_alt
  • Etapa 3 


    136km Rapallo – Sestri Levante
    T15_MadonnaDC_plan_ORIG
    T15_MadonnaDC_2_alt
  • Etapa 4


    150km Chiavari – La Spezia
    T15_MadonnaDC_plan_ORIG
    T15_MadonnaDC_2_alt
  • Etapa 5


    152km La Spezia – Abetone
    T15_MadonnaDC_plan_ORIG
    T15_MadonnaDC_2_alt
  • Etapa 6


    183km Montecatini Terme – Castiglione Della Pescaia
    T05_CastiglioneDP_plan
    T15_MadonnaDC_2_alt
  • Etapa 7


    264km Grosseto – Fiuggi
    T07_Fiuggi_plan
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  • Etapa 8


    186km Fiuggi – Campitello Matese
    T08_CampitelloMi_plan
    T15_MadonnaDC_2_alt
  • Etapa 9


    215km Benevento – San Giorgio Del Sannio
    T09_SanGiorgioDS_plan
    T15_MadonnaDC_2_alt
  • Dia de Descanso

  • Etapa  10


    200km Civitanova Marche – Forlì
    T10_Ravenna_plan
    T15_MadonnaDC_2_alt
  • Etapa 11


    153km Forlì – Imola (Autodromo Ferrari)
    T11_Imola_plan
    T15_MadonnaDC_2_alt
  • Etapa 12


    190km Imola – Vicenza (Monte Berico)
    T12_Vicenza_plan
    T15_MadonnaDC_2_alt
  • Etapa 13


    147km Montecchio Maggiore – Jesolo
    T13_Jesolo_plan
    T13_Jesolo_alt
  • Etapa 14


    59.4km Treviso – Valdobbiadene (Contra-Relógio Individual)
    T17_Lugano_plan
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  • Etapa 15


    165km Marostica – Madonna Di Campiglio
    T15_MadonnaDC_plan_ORIG
    T15_MadonnaDC_2_alt
  • Dia de Descanso 2

  • Etapa 16


    174km Pinzolo – Aprica
    T16_Aprica_plan
    T15_MadonnaDC_2_alt
  • Etapa 17


    134km Aprica – Lugano
    T17_Lugano_plan
    T15_MadonnaDC_2_alt
  • Etapa 18


    170km Melide – Verbania
    T18_Verbania_plan
    T15_MadonnaDC_2_alt
  • Etapa 19


    236km Gravellona Toce – Cervinia
    T19_cervinia_plan
    T15_MadonnaDC_2_alt
  • Etapa 20


    199km Saint-Vincent – Sestriere
    T20_Sestriere_plan
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  • Etapa 21


    • 2015
      178km Turin – Milan
      T21_Milano_plan
      T15_MadonnaDC_2_alt