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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Ciclo Vídeo: Câmera do Capacete de Dan Atherton no Red Bull Hard Line

Jamais diga que eu não posso...

“A hora que eu comecei a pedalar, ali, só eu e a bike, durante as sete voltas passei sorrindo, porque minha felicidade de ser livre não cabia em mim”


Não, esta não é uma matéria sensacionalista que busca explorar o lado triste de uma situação a fim de dar-lhe valor maior do que contenha. Não é este o prisma com o qual olhamos para tal realidade. Mas bem que poderia, sim, ser mais uma matéria de como a bicicleta, com seus inúmeros e simples predicados pode servir de meio de transformação na vida de alguém.

A diferença das dimensões na foto acima ilustra, quase fielmente, o abismo entre o poder da máquina e o do ser humano. Neste momento, introspectivamente, devo ater-me ao segundo.

A máquina não tem vontade e não pode superar-se a si mesma. E este é o fio condutor do que passo a relatar. Enquanto Professor Sobre Rodas, realizando uma parceria com a Revista Bicicleta, como observador do mundo e de mim mesmo, levado mais pelas minhas forças emotivas do que físicas a recorrer com minha bike por entre as vidas de milhares de pessoas, tenho buscado interagir com os ambientes onde me encontro de forma a levantar dados, informações e percepções subjetivas sobre as transformações que a experiência da bicicleta traz ou leva para a vida de todos nós.

Desta vez, minha atenção estava voltada para uma jovem que centenas de vezes vi passar pelas ruas da cidade - balneário onde vivo, obstinada em sua trajetória, hipnotizada ao cumprir sua sina, de ir além, veloz, como se houvesse que resgatar algum tempo que se perdeu entre o ontem e o que já não nos cabe lembrar.

‘Navegando’ sua speed, ela já faz parte da paisagem urbana da localidade de Piçarras – SC. Por vezes, até é confundida com os elementos que compõem a praia, porque lá estão o céu, a terra, o mar, e ela, o vento. Acostumados com aquele vulto célere, poucos são aqueles cidadãos que filtram o olhar, buscando focar em uma das pernas, cuja cicatriz nada delicada vai desenhando uma marca indelével de dor que ocupa todo o membro. Para nós, cicatriz lembra dor. Para ela, lembra vitória.

Fernanda Katheline Pereira, nascida em 1978 (33 anos) em Curitiba, cursa hoje o Técnico em Enfermagem, profissão ironicamente escolhida para aplacar um pouco a dor dos outros.



Aos seis anos, Fernanda, ao cair bruscamente ao chão, adquiriu uma bactéria chamada Estafilococos. Pouco tempo depois, o caso se agravou evoluindo até chegar a uma osteomielite. Apesar de inúmeras pessoas passarem por um tratamento adequado, sendo curadas em pouco tempo, Fernanda passou um ano com gesso, o que depois foi admitido como um erro médico, fazendo com que o caminho a seguir fosse o da amputação, pois a necrose havia tomado conta da perna esquerda. Foi no hospital Pequeno Príncipe em Curitiba, que Fernanda conseguiu um diagnóstico acertado que veio a reparar, inicialmente, a dor, mas que não prometia milagres.

Fernanda passou por 12 cirurgias, sendo uma das primeiras crianças a fazer alongamento ósseo de 8 cm no fêmur esquerdo. Visto que a perna direita seguia seu curso de crescimento normal, foi necessária outra cirurgia na perna sadia a fim de que fosse interrompida sua evolução e que viesse a ficar ‘proporcional’ à esquerda. Anos mais tarde, aos 17 anos, outra cirurgia para alongamento ósseo na perna esquerda, desta vez, mais 4 cm na tíbia.

Quando chegou à fase adulta, entre os 24 e 25 anos, ainda em Curitiba, Fernanda experimentou pedalar, quando se arriscava desde sua casa até o Parque São Lourenço, coisa que não ultrapassava 20 minutos, mas que já se manifestava possível ainda que paralela às dores no joelho. Porém, isto não durou muito tempo.

Aos 28 anos, após mais de 10 anos de tratamento, descobriu-se que o joelho havia desenvolvido uma artrose degenerativa, com déficit de 11 graus, desgastando a cartilagem. Foi necessário extrair-se o cisto e a perspectiva era que Fernanda viesse a andar acompanhada, pelo resto da vida, por um par de muletas ou fazer a prótese.



A vontade é apenas uma das características que difere a essência humana das demais. Desde a adolescência, Fernanda havia desenvolvido uma paixão pelo nado, única atividade física que, ainda a contragosto da família e dos médicos, realizava, por ser de baixo impacto e que, por vezes, aplacava as dores. Bendita endorfina!

Das lembranças de uma bicicleta, Fernanda diz que recorda nitidamente de uma Cecizinha (dourada!!!) ganhada aos 10 anos, cujas únicas imagens gravadas são a de sua chegada no aeroporto e sua partida, numa venda precoce aos 12 anos.

Há dois anos, Fernanda trocou a metrópole Curitiba pelo Balneário de Piçarras, porém, não havia escola onde pudesse nadar em uma piscina olímpica, a fim de seguir praticando o nado.

A paixão pelo nado, mesmo assim, não foi abandonada. Veio a conhecer um grupo de senhores com mais de 60 anos que louvavam sua força de vontade ao buscar acompanhá-los nas braçadas pela orla, já que não há como negar e como esconder o conjunto de grandes cicatrizes presentes nas pernas. Um dia, um destes senhores convidou-a a participar das travessias a nado de Piçarras e de Penha. E lá veio o 2º lugar, em 750 m de travessia. Dor traduzida em vitória.

Em resumo, em 2010, Fernanda percebeu que conseguia pedalar pequenas distâncias sem sentir dor, e para continuar estudando, usava a bike ‘mequetrefe’ da mãe para cumprir o trajeto de casa ao curso. Resolveu comprar uma Caloi 10 para ter um pouco mais de desempenho, depois de ficar namorando a tal bike pelo site por mais de três meses. Vendeu, então, a máquina de costura e adquiriu a Caloi 10, um remake de um grande sucesso da marca, para os saudosistas como eu. Não é a toa que o apelido carinhoso que Fernanda colocou na bike é ‘Jenyzinha’, alusão a grande cantora de rock’n roll e blues dos anos 60, Janis Lyn Joplin.

Em novembro de 2010, Fernanda descobriu que consegue correr na praia, apesar de contrariar mais uma vez a vontade da família e dos amigos. Verificou que usando mais a ponta do pé esquerdo, minimizava certo impacto nas articulações restantes. Hoje, corre 6 km por dia, todos os dias.

Perguntei-lhe se quando adquiriu a Caloi 10, ela almejava chegar a algum resultado específico em performance, e Fernanda simplesmente me respondeu, com o mesmo sorriso de moleca de sempre, que não havia outro resultado que buscasse a não ser o de ‘ser livre’. “Cada vez que eu subo nela (bike), consigo me sentir normal em termos físicos. Estar praticando esporte em cima de uma bike sustenta minha ideia de ir mais longe. Eu não sei aonde eu quero ir... eu ainda não fui para aonde eu quero ir. Eu só quero ir. E que ninguém me diga que eu não posso, porque eu jamais digo que eu não posso!”, respondeu.

A doença degenerativa está, neste momento, estagnada. Fernanda pedala a velha Caloi apenas nas horas vagas, porque hoje é uma atleta federada pela FETRISC, a Federação de Triatlon de Santa Catarina. Pedala, todos os dias, no mínimo 20 e no máximo 50 km. Como, para mim, um professor deve estar ciente de seu inacabamento, e assim seguir buscando aprender a aprender, a fim de colher estas informações e crescer com sua experiência, convidei Fernanda para um pedal num sábado pela manhã.

Tentando me esquivar da tradicional pergunta ‘para aonde iremos?’ lhe disse que daríamos um rolé até ali, Balneário Camboriú. Zingramos entre as duas cidades, ora passando pela BR-101 ora pelo interior dos bairros e orla. Paisagens urbanas e não tão urbanas se desenhavam à direita e à esquerda, mas meu olhar atento estava voltado à alegria incontrolável de minha colega, porque ela jamais havia realizado algo parecido, e viemos a encerrar o trajeto de ida e volta, entremeando-nos por aqui e por acolá, somente após cumprir 84 km, voltando à orla de Piçarras.


E quem poderia dizer que ‘ela não pode’? Há menos de um mês atrás, no Duatlon da Palhoça, na Pedra Branca, na sua primeira competição de Duatlon, Fernanda sagrou-se campeã na categoria 30-34 anos. “A hora que eu comecei a pedalar, ali, só eu e a bike, durante as sete voltas passei sorrindo, porque minha felicidade de ser livre não cabia em mim”, confessou-me. Uma semana depois, Fernanda conquistou o Fast Triatlon no Espírito Santo.

Perguntei se ela se considera uma para-atleta. Imediatamente me respondeu dizendo que quando vê seus colegas de treino com amputações ou com paralisia cerebral superando o que muitos seres humanos jamais teriam forças para transpor, acredita que não tem o direito de se sentir uma para-atleta, ainda que ninguém discorde das dificuldades que carrega, as quais alguns chamariam de limitações.



Fernanda trocou o par de muletas pelo par de rodas. Trocou as dores, ainda atordoantes, pelo sorriso analgésico. Como disse ao início da matéria, as máquinas não têm vontade e nem sequer se superam. Agora, ao descobrir o cicloturismo, Fernanda quer ir cada vez mais longe. E não seremos nós os que dirão que ela não pode... Aliás, jamais diremos que ela não pode...

Fonte:Revista Bicicleta por Therbio Felipe Cezar
Fotos: Therbio Felipe Cezar

Uso correto da bicicleta ajuda a evitar lesões

Foto: Eduardo Martins | Ag. A TARDE
O bom tempo e a chegada de mais um feriadão são um convite à prática de esportes ao ar livre, como o ciclismo. No entanto, antes de sair por aí a pedalar, é preciso estar atento ao uso correto da bicicleta.

De acordo com dados do estudo Ergonomia Aplicada ao Design de Bicicletas, desenvolvido pela Universidade de São Paulo (USP), cerca de 30% dos ciclistas brasileiros -  profissionais ou amadores -  sofrem ou já sofreram de dores na coluna e ou problemas musculares por conta do uso indevido  do equipamento.

O levantamento aponta que, entre as consequências mais comuns da prática incorreta estão lesões musculares, hérnias de disco, artroses, tendinites, incontinência e infecções urinárias e até problemas de ereção.

Especialista em osteopatia, o educador físico e fisioterapeuta Marcelino Lima alerta, também, para o aparecimento de dores na região lombar, cervical, nos joelhos e na panturrilha.

Para evitar problemas músculo-articulares,  ele recomenda que os ciclistas, sobretudo os que só praticam o esporte de forma eventual, observem  a altura e condições do banco (selim), a distância do guidom e o tamanho do quadro.

"O mercado possui uma variedade de bicicletas, das mais simples às mais equipadas. Porém, é possível obter conforto ao pedalar após ajustes simples", afirma.

Adaptação

Regular a altura do selim é a medida que o especialista considera como fundamental ao conforto e à saúde. "Um banco muito baixo requer que se dobre ainda mais o joelho, o que pode acabar machucando-o, além de causar lesões no quadril", diz Marcelino Lima.

Para fazer o ajuste, basta se posicionar ao lado da bike e erguer o banco até a altura do osso da bacia. "Nesse tamanho, o ciclista vai tocar o chão apenas com a ponta do pé", esclarece.

É preciso estar atento também ao conforto do banco: "O selim não pode ser muito duro, pois pode ocasionar a compressão do nervo pudendo, na região genital", explica.

O fisioterapeuta recomenda, ainda, que o ciclista mantenha a coluna ereta durante todo o tempo de pedalada.
"É comum, ao pedalar, flexionar   a coluna para frente de forma excessiva. Se posicionar bem sobre o veículo é a melhor maneira de evitar  dores", completa.

Reabilitação

Embora o ciclismo possa ser um vilão para a saúde de quem pratica o esporte de forma inadequada, quem o utiliza  de forma correta percebe melhoras significativas no tratamento para dores na coluna e musculares.

A designer Márcia Meneses, 41, usa a bicicleta como meio de transporte desde 2009, quando decidiu vender o carro. Depois que começou a pedalar com mais frequência, as dores decorrentes de uma hérnia de disco melhoraram significativamente.

Márcia sempre foi esportista, mas dispunha de pouco tempo para  exercitar-se por conta do trabalho. "Eu passava muito horas sentada. Quando comecei a usar mais a bicicleta, percebi  que as dores  provocadas pela hérnia reduziram bastante", relata.

Para  sentir-se mais confortável, a designer optou por  uma bike sem marchas - que, segundo ela, parece ser mais leve - e teve todo o cuidado de adaptá-la de acordo com a própria estatura.

"Me preocupo, também, com a postura. Como pedalo por toda a cidade, procuro permanecer numa posição ereta", afirma.

O ciclismo foi a recomendação do ortopedista do aposentado João Jorge Araújo, 64, para tonificar os músculos da perna após passar sete meses sem se exercitar por conta de uma cirurgia.

"Sentia que não tinha muita firmeza ao caminhar. A bicicleta me deu mais força e segurança", afirma.

Fonte:  A Tarde - UOL  Por: Luana Almeida 

É preciso se desligar; entenda por que é importante tempo para lazer e descanso. Fica a dica.

Mesmo quem ama trabalhar e sente dificuldade de se afastar do escritório, precisa de tempo para si. Excesso de compromissos pode causar danos à saúde e, em alguns casos, levar à depressão


Os colegas de Sandra Mendes, 51 anos, costumam dizer que ela trabalha 24 horas por dia. “Eu não queria, mas é automático”, ela justifica. E conta que tanto comprometimento não é de hoje. “Desde os tempos da faculdade é assim. Eu me entrego totalmente.” A rotina profissional da servidora pública começa nas primeiras horas da manhã e dura até a última hora do dia. “Eu acordo e vou para a internet ver os e-mails. Mesmo depois que saio do trabalho, ligo para lá. E, antes de dormir, abro os e-mails mais uma vez para ver se tem alguma coisa nova que eu posso adiantar para o dia seguinte”, descreve.

Os sábados e domingos, apesar de serem dedicados às “coisas de casa”, também são ocupados com trabalho. “Eu sempre falo que não vou fazer, mas não adianta.” Folga, como se vê, não existe no vocabulário da servidora. Mesmo de férias, ela atende telefonemas profissionais e checa e-mails. As filhas são as primeiras a protestar. “Elas odeiam. É só atender o celular que elas reclamam: ‘Já vai começar a falar de trabalho’.”

A aposentadoria estava prevista para o início de 2012, mas ela não conseguiu se desprender do trabalho. Segundo Sandra, quando chegou a hora, decidiu se dedicar ao serviço por mais um ano, prazo que vem sendo estendido desde então. A meta agora é parar em 2015, conforme promessa feita para a família. A convicção, contudo, não é muito forte. “Vamos ver se eu consigo.” E, então, ela revela o que a impede de tomar a decisão: “Eu tenho que sair. Acho que já está na hora. Mas eu fico com medo de aposentar e não ter o que fazer”.

Apesar do ritmo intenso, a servidora diz não sentir prejuízos à saúde. “Nunca tive problemas por causa disso. Eu trabalho porque gosto, acho que me distrai”, explica. Sandra acredita que as atividades fora do escritório ajudam a garantir o bem-estar. “Eu faço caminhada e tento descansar. Vou com as amigas para o parque, ficamos conversando”, conta.

Ufa! Há, então, momentos em que Sandra se desliga do trabalho. E eles são cruciais. Segundo especialistas, mesmo o mais entusiasmado dos profissionais precisa de tempo para se dedicar a outras coisas. De acordo com Marco Antônio de Azevedo, professor de psicologia do trabalho e gestão de recursos humanos da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas), atividades de lazer são fundamentais para quem tem dificuldade de se afastar do serviço. “É importante procurar atividades que dão prazer. Ler, ir ao cinema, conversar com os amigos e a família; uma atividade espiritual também ajuda”, enumera o especialista. “E praticar um esporte. Mas não adianta fazer um exercício físico porque é obrigado”, completa.

Mente sã
Quem se dedica muito ao trabalho precisa tomar cuidado. Para esses, é útil avaliar o que leva a tanta dedicação. Se o motivo for uma cobrança excessiva de si mesmo, o sinal de alerta está aceso. Algumas pessoas impõem-se metas tão altas que acabam exagerando na dose. E, aí, o risco de a saúde mental ser afetada aumenta. O risco é acabar sendo forçado a parar por esgotamento. “Os prejuízos podem ser esgotamento, desânimo, descomprometimento e falta de entusiasmo com o trabalho e com a vida em geral. Algumas pessoas acabam tendo depressão”, alerta Azevedo.

O psicólogo do trabalho observa que a sobrecarga de trabalho pode ter origem na maneira como as empresas estabelecem metas, exigindo demais de seus funcionários. “Eu acho que está na hora de repensarmos as formas de gestão e ouvirmos mais os empregados para tornarmos o trabalho mais prazeroso. Está na hora de as empresas adotarem um estilo de gestão que considere mais a opinião dos funcionários”, defende.

Lauro Jurgeatis, 49 anos, também não consegue se desligar do trabalho com facilidade. Empresário da área de tecnologia há 19 anos, ele acredita que esquecer as obrigações é uma tarefa mais complicada para os donos do próprio negócio. “O empresário fica ligado quase 24 horas por dia.” Atento a essa tendência, o empreendedor busca no ciclismo um refúgio que o ajuda a tirar os assuntos do escritório da cabeça. “Eu acho que a gente só consegue relaxar um pouco quando se ocupa com outras atividades, como praticando exercícios físicos.”

Além de pedalar, Lauro se dedica a uma fazenda da qual é proprietário. “É uma válvula de escape. Uma atividade muito mais prazerosa porque eu gosto da natureza”, diz. A atividade acabou se tornando outra fonte de renda, mas não deixou de ser uma maneira de esquecer os assuntos da empresa. “É interessante se o profissional tiver a oportunidade de dedicar tempo a uma prática prazerosa, mesmo que seja um outro trabalho. Eu acredito que há um impacto se você trabalha excessivamente. Pode atrapalhar o sono, alimentação, por exemplo; e futuramente, a saúde também”, acrescenta.

Aprendizado
Psiquiatra do Hospital Universitário de Brasília (HUB), Raphael Boechat lembra a importância de um tempo livre para qualquer profissional. “É necessário se distanciar. Em países como a Alemanha, é obrigatório tirar férias porque os chefes sabem que não adianta ter um funcionário estressado, que não vai produzir.” E há vários prejuízos à saúde ligados à sobrecarga no serviço: imunidade baixa, males cardíacos e problemas relacionados à ansiedade são alguns deles.

Os casos de pacientes que chegam ao consultório do psiquiatra esgotados por causa do trabalho são muitos, mas, geralmente, as pessoas só procuram ajuda depois de algo grave acontecer, como um enfarte ou uma batida de carro após dormir ao volante. Boechat ressalta que o excesso de trabalho pode resultar em um nível de estresse elevado, levando ao desenvolvimento da síndrome de burnout. “A síndrome é mais comum em pessoas que trabalham muito com o público. Profissões como professores, médicos são algumas delas”, afirma o médico.

Para alguns profissionais, a capacidade de parar de pensar no trabalho durante as horas de folga é adquirida em um processo gradual, até que passa a fazer parte da rotina. O professor de educação física Elvis Lara, 24 anos, começou a buscar formas de equilibrar trabalho e vida pessoal quando ainda era estudante. “Eu fui ganhando experiência com o tempo. Desde que fazia estágio, fui observando e aprendendo com outros professores”, lembra.

A dica dele é fazer uma lista das tarefas do dia. “Antes de ir para a aula, faço um planejamento do que preciso fazer. Sempre tento resolver tudo no trabalho. No fim do dia, vejo se consegui produzir tudo.” A estratégia faz com que pouco trabalho seja levado para casa. Algumas vezes, porém, isso acaba sendo inevitável. “Às vezes, por exemplo, precisamos planejar um aulão na academia, mas não dá para fazer no trabalho, onde é muito movimentado. Aí, fazemos em casa mesmo.”

Elvis está convencido de que separar a vida profissional da pessoal é fundamental para o bem-estar. “Eu acho que só traz benefícios. Seu dia a dia melhora muito, o estresse em casa diminui. Se você acumula muitas coisas do trabalho, acaba ficando com aquela pilha de problemas.”

O professor conta que muitos de seus clientes chegam à academia e mesmo assim não tiram a cabeça do escritório. “Sempre pergunto para os alunos como foi o dia deles, se eles trabalharam muito. Alguns falam que foi um dia cheio e que estão na academia para diminuir o estresse”, conta. Para ajudar essas pessoas, ele estimula a prática da atividade física. “Manter a atividade física após o trabalho é um ótimo elemento para ter uma qualidade de vida melhor. Em alguns alunos, a melhora (do rendimento no trabalho) com a atividade física é 100%”, garante.

Nível máximo
Síndrome de burnout é o nível máximo de estresse profissional. Os principais sintomas são dores musculares e de cabeça, perda de iniciativa, alterações de humor e de memória, distúrbios do sono, dificuldade de concentração, falta de apetite e fadiga. O tratamento é feito com o uso de antidepressivos, de remédios para ansiedade e de terapia. Em alguns casos, o paciente precisa ser afastado do trabalho.

Como diminuir a pressão

- Pratique atividades físicas regurlamente
- Durma e alimente-se bem
- Reserve as horas livres para um hobby e para o lazer
- Evite se cobrar além do limite mental e físico
- Escute o que os colegas e familiares falam sobre sua relação com o trabalho
- Avalie o quanto seu comprometimento com o trabalho interfere no bem-estar e na saúde mental e física, buscando formas de reduzir a carga caso haja excesso.

Fonte: Saúde Plena

Dicas: Quer ir para o trabalho de bike, mas lá não tem chuveiro?


Se você tem vontade de ir de bicicleta para o trabalho, mas deixa a ideia de lado sempre que lembra que lá não tem vestiário ou chuveiro, essas dicas são para você. Willian Cruz, do blog Vá de Bike, e Guga Machado, do Eu Vou de Bike, listaram algumas soluções simples para adotar a bicicleta como meio de transporte - mesmo quando não dá pra tomar um banho antes do expediente.

Pedale devagar
Se você pedalar rápido, chegará como se tivesse corrido. Pedalando mais devagar, chegará como se tivesse caminhado.

Faça paradas
Quando perceber que está transpirando mais do que gostaria, pare na sombra por alguns minutos. Beba um pouco de água, respire fundo. Percebendo que a transpiração diminuiu, recomponha-se e prossiga.

Refrigere-se
Leve água gelada, mesmo em dias frios. Ela é seu ar-condicionado de dentro para fora.

Use um bagageiro
Levar a mochila nas costas faz você transpirar bem mais. Instale um bagageiro na bicicleta, prenda bem a mochila nele e descubra a diferença. Você não vai mais querer levá-la nas costas.

Banho antes
Se possível, tome um banho antes de pedalar. Ajuda a não ficar com odor ao transpirar.

Antitranspirante
Use sempre um antitranspirante, antes e depois da pedalada.

Axilas
Limpe-as com um lenço umedecido ou uma toalha úmida (que pode até ser de papel). Seque e passe o antitranspirante.

Cabelos
Se você tem cabelos bem curtos, pode lavá-los na pia também. Nem precisa xampu, água em abundância já resolve. A garrafinha de água quebra um galhão nessa hora. Coloque a cabeça em cima da pia e jogue a água por cima.

Toalha
Leve uma toalha de rosto. Seque com ela o que você tiver lavado (rosto, axilas, cabelo) e depois use a toalha úmida para limpar o resto do corpo.

Playground
Limpe a área genital com lenços umedecidos.

Roupas
Leve na mochila uma muda de roupa completa e se troque no banheiro. É importante levar principalmente outra roupa íntima e outro par de meias.

Bermuda
Recomendamos pedalar de bermuda para não sujar a calça na corrente ou nos raios das rodas. Se o tempo não permitir, prenda a barra da calça junto à perna com um velcro ou enrolá-la para cima, até o joelho.

Sacolas
Leve sacolas plásticas para embalar a roupa suja. Guarde as roupas limpas também dentro de uma sacola plástica, assim, se chover no meio do caminho, elas continuarão secas.

Roupa social
Precisa levar uma camisa que pode amassar? Dobre-a e coloque-a dentro de uma pasta plástica alta, daquelas que se usa em escritórios. Coloque a pasta na mochila ou no bagageiro. Lojistas usam um truque de dobrar a camisa em volta de um pedaço de papel-cartão ou papelão, que também funciona muito bem. Uma calça social pode ir dentro da mesma pasta, com a camisa em volta dela para não ficar com marcas de dobra. O paletó pode ser deixado na empresa, ou colocado em um alforje preso ao bagageiro.

Perfume
Você pode passar um perfume depois de se limpar, mas não exagere para não pensarem que você está tentando mascarar algum cheiro de suor.

Horário
Se o clima da sua cidade é muito quente, procure sair nas primeiras horas do dia, quando a temperatura é mais amena, mesmo que chegue mais cedo em seu local de trabalho.

Jornada de trabalho
Como, em geral, a bicicleta é mais rápida que o carro, renegocie seu horário. Proponha chegar e sair mais cedo. Pela nossa experiência, esta negociação tende a agradar ambos os lados.

Percurso
Se o seu caminho possui muitas subidas, é preferível que você estude um caminho alternativo, nem que isso signifique um aumento em seu percurso. As subidas tendem a nos forçar muito mais, provocando suor e eventual desconforto ao longo do dia.

Continue pedalando
À medida que o nosso condicionamento físico melhora, a tendência é "nem sentir" mais a pedalada, sendo apenas necessário, ao chegar no trabalho, lavar o rosto e as mãos, se enxugando no próprio banheiro com folhas de papel.

Fonte: Revista Bicicleta

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Pedal Ciclo Mania: Caraúbas

Neste domingo fizemos um pedal mais que maneiro!

Foi a nossa ida a cidade de Caraúbas na Paraíba, onde juntamos velhos e novos amigos para mais um dia de descontração e alegria.

Depois de uma semana de chuvas na região da Paraíba, nós ciclistas de Santa Cruz nos juntamos para desfrutar de um dia diferenciado ao lado dos velhos amigos e de outros companheiros de pedal que se juntaram ao Grupo do Ciclo Mania para aumentar a turma, fazendo assim uma bela pedalada percorrendo os 90km aproximadamente até a cidade de Caraúbas.

Nosso destino inicial foi a cidade de Jataúba ainda no estado de Pernambuco, e de lá partimos para o querido estado vizinho da Paraíba chegando na aconchegante cidade do Congo onde repomos as energias com um café reforçado, para daí, seguir os 25km finais contra o vento, subidas, poeira e o sol quente no quengo.