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quinta-feira, 31 de maio de 2018

Crianças de bike: conheça programas de educação no trânsito

Foto: Divulgação
Para incentivar a convivência pacífica no trânsito e na cidade, é preciso aprender como se comportar nas vias de forma apropriada.

Todos os países oferecem Centros de Formação de Condutores, mas muitos vão além, oferecendo programas de formação de ciclistas ainda na infância.

Quer saber mais sobre como este processo acontece em alguns locais do mundo e também no Brasil? A gente conta para você.

Alemanha
O ensino para os pequenos ciclistas dura, em média, dois anos e pode ser acompanhado pelos pais. É na escola que os pequenos aprendem não só a pedalar, mas a como se comportar no trânsito como pedestres ou motoristas.

As crianças praticam em um simulado em que há desenhos e cones que representam as ruas de verdade. Os pequenos pedalam tanto no plano, quanto em subidas e descidas, para treinar o domínio da magrela. Ao final da formação, é confeccionada, de forma simbólica, uma carta de habilitação que certifica o preparo para atuar no trânsito.

Holanda
Mais ou menos no mesmo modelo dos alemães, os “traffic gardens”, ou “jardins de trânsito”, também começam dentro das escolas para formar bons cidadãos.

Os holandeses fazem percursos simulados e monitorados, por aproximadamente 6 km, aos 11 anos de idade, quando já podem se considerar “formados”.

Dinamarca
O jardim de infância da Dinamarca, chamado por lá de “kindergarten”, é um convite para aprender como educar cidadãos para o trânsito desde cedo e a cumprirem seus deveres e saberem os seus direitos nas vias.

A partir dos três anos de idade, os pequenos já estão qualificados para as aulas de trânsito. Os ensinamentos, que começam em uma bike sem pedal para treino do equilíbrio, seguem até os seis anos de idade.

A educação para o trânsito inclui materiais criados pela Federação de Ciclistas Dinamarqueses para incentivar que todos usem a magrela como meio de transporte. O objetivo é que a cultura da bicicleta se mantenha viva em todas as gerações.

Estados Unidos
O país não tem a bicicleta como o seu principal meio de transporte como acontece em alguns destinos europeus, mas tem altas taxas de ciclismo para os deslocamentos diários e uma comunidade ativa no pedal. Além disso, claro, as crianças também são educadas sobre o tema.

Em Portland, no Estado de Oregon, considerada a cidade mais ciclável dos EUA, os alunos da quinta série do Ensino Fundamental de 40 colégios recebem o programa Bicycle Safety Education.

Nas cidades universitárias de Boulder e Fort Collins, no Colorado, também há uma iniciativa para ensinar a pedalar desde cedo: o Bike School. Já em São Francisco, na Califórnia, existe a semana Bike & Roll to School que acontece todos os anos, no mês de abril, para incentivar o deslocamento sobre duas rodas no trajeto casa-colégio

Brasil
No Brasil, a cultura da bicicleta ainda engatinha no que diz respeito à inclusão no ensino. Em 2012, foi lançado em São Paulo o programa Escolas de Bicicleta, que forma ciclistas urbanos e os torna aptos a fazer, com segurança, o trajeto de casa até a escola (ou outros destinos, claro).

Outra iniciativa que fortalece a cultura da bicicleta em nosso país é o projeto Educação no Trânsito, que conscientiza crianças sobre a segurança nas vias.

Acha pouco? Tem mais: em Florianópolis, o projeto Bicicleta na Escola Floripa informa aos estudantes sobre a mobilidade urbana e os incentivam a pedalar de casa para o colégio. Enquanto isso, o Departamento de Trânsito do Paraná oferece, em seu portal, um guia em que a criança é instruída em todos os papéis no trânsito: pedestre, ciclista, motociclista e motorista.

O Movimento Maio Amarelo, criado com o objetivo de reduzir os conflitos no trânsito, tem como um dos obejtivos firmar parcerias para incentivar que a educação sobre o tema invada salas de aula.
Além de todos esses projetos envolvendo crianças, o Código de Trânsito Brasileiro deverá ganhar um capítulo exclusivo sobre ciclistas. A iniciativa é fundamental para educar os futuros motoristas do Brasil.

Fonte: Movimento Conviva

Caloi traduz o preço de suas bicicletas em litros de gasolina

Ação criada pela Tribal Worldwide visa estimular novas formas de mobilidade urbana


– A Tribal Worldwide, agência pós-digital do grupo ABC Omnicom,  aproveita o momento da crise de combustíveis no Brasil para questionar o uso de carros para locomoção. Com a campanha “Litros”, a Caloi demonstra de forma racional sua relação de custo-benefício na mobilidade urbana e transforma os preços de algumas de suas bikes mais vendidas em litros de gasolina.

A bicicleta é uma solução de mobilidade sem igual. Mais que isso: a melhor relação custo-benefício para muitos trajetos, então a Tribal Worldwide enxergou uma oportunidade na crise da gasolina para mostrar como a bicicleta é um meio de transporte viável, sustentável e econômico e tem como público-alvo as pessoas que têm propensão a repensar seus hábitos no trânsito.

“Trocando reais por litros de gasolina a gente consegue escancarar uma situação que quem é ciclista sabe muito bem: pedalar faz bem pra saúde, mas faz bem pro bolso também. E as cidades agradecem”, conta James Scavone, VP de Criação da Tribal Worldwide.

"São diversos os benefícios que pedalar proporciona. Colabora com o meio ambiente, pois não polui; trata-se de uma atividade física que consequentemente ajuda na saúde física e mental; e, em tempos de crise, ainda pode ser um fator diferencial no orçamento familiar. A bicicleta é um veículo de transporte já utilizado em muitos países europeus e asiáticos e a Caloi, marca referência no setor brasileiro, busca com essa campanha chamar a atenção que pedalar é uma das soluções de locomoção no país, ainda mais integrada a meios como metrô, trem, entre outros", diz Eduardo Rocha, Diretor de Marketing da Caloi.

A campanha, a princípio, é somente no digital e a Caloi informa que não aceita combustível como forma de pagamento.

Fonte: Esporte&Negócio / Christian McCardell

quarta-feira, 30 de maio de 2018

A Bicicleta e a Epilepsia


Recentemente em Copacabana, RJ, um acidente em que várias pessoas foram feridas e um bebê morreu após serem atingidas por um veículo chamou muita atenção. O carro subiu o calçadão e a ciclovia, que estavam lotados no momento do atropelamento. Este acontecimento foi muito comentado, não só pela gravidade, mas porque o motorista informou que perdeu o controle após ter tido uma crise convulsiva, pois é epiléptico. Isso levantou a discussão se um paciente epiléptico pode dirigir. No Brasil, a legislação permite desde que a pessoa esteja com as crises controladas, sendo necessário um relato médico informando isso. Em outros países, essa situação não é permitida.

Mas qual é a relação da epilepsia com bicicleta? Este texto é para chamar a atenção para algo importante, que todos nós deveríamos saber.

A epilepsia é uma doença complexa, com múltiplas causas e diversos tipos. O tipo mais conhecido da doença é o caso em que ocorrem as convulsões. Durante uma convulsão o paciente perde a consciência e o controle sobre os músculos. Isso deve ter acontecido no caso do atropelamento em massa em Copacabana. Porém, geralmente os ataques epilépticos não são do tipo convulsão, mas sim mais leves, e o paciente não chega a perder a consciência durante o ataque.

Quem tem epilepsia pode pedalar. Os motivos são vários: andar de bicicleta melhora o nosso condicionamento físico e reduz o estresse, é prazeroso e ajuda na interação social. Esses fatores contribuem para o controle das crises. Além disso, o ato de pedalar provoca uma estimulação no nosso cérebro que pode inibir o surgimento das crises. Assim, ter uma crise andando de bicicleta é muito pouco provável.

Tendo em mente todos esses benefícios, é importante estimular os pacientes epilépticos a pedalar, e para isso três coisas devem ser levadas em conta:

1 - Esclarecer para o paciente os benefícios de andar de bicicleta, e que eles também podem desfrutar destes

2 - Não ter preconceitos com pessoas que lidam com essa doença, mas sim envolve-las em atividades, como convidar para um pedal de fim de semana.

3 - Melhorar as vias para o uso de bicicletas, com mais ciclovias e educação no trânsito, para que possa haver um compartilhamento seguro das vias.

O Dia Internacional da Epilepsia é 12 de fevereiro, e 26 de março é o Dia Mundial de Conscientização da Epilepsia. Este último é conhecido como “Purple Day”, ou Dia Roxo. Este dia foi criado por uma criança canadense, Cassidy Mega, em 2008, e hoje é comemorado em todo o mundo. Cassidy disse que escolheu a cor roxa para representar a epilepsia por causa da cor da flor da lavanda. O motivo é que esta flor é frequentemente associada com a solidão, representando os sentimentos de isolamento que os pacientes com epilepsia sentem.  É nossa tarefa, ciclistas de todo o Brasil, não só divulgarmos o quanto a bicicleta faz bem para a saúde dos epilépticos, mas também perder o preconceito e convidá-los para se juntarem a família dos ciclistas do Brasil. Seria interessante, por exemplo, uma pedalada no dia 26 de março, para contribuirmos com o fim da solidão dos quase 250 mil epilépticos do Brasil.

*Neurociclista é o nome carinhosos de John Fontenele Araújo – Médico com doutorado em Neurociência e professor titular do Departamento de Fisiologia da UFRN.

Fonte: Revista Bicicleta por Dr. John Fontenele Araújo Neurociclista*

Pedalar para o trabalho melhora a experiência do ciclista com a cidade

Foto: © Daniel Hunter/WRI Brasil
Menos estresse, mais tempo livre e melhor experiência com a cidade. Esses são alguns dos benefícios proporcionados pelo uso da bicicleta para fazer o percurso de ida e volta ao trabalho em São Paulo, de acordo com pesquisa realizada pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap). Ao investigar o impacto social da prática na capital paulista, o estudo mostrou que quem se desloca ao trabalho de bicicleta tem uma vivência mais positiva da cidade e sente menos estresse, medo e desconforto durante o deslocamento, se comparado aos não-ciclistas.

Em São Paulo, 50% dos deslocamentos acontecem por motivo de trabalho. Sendo assim, a contribuição do setor corporativo é fundamental para que uma mudança gradativa de comportamento aconteça e o transporte se torne mais sustentável. Segundo a pesquisa do Cebrap, 42% do total de viagens realizadas diariamente na cidade poderiam ser feitas de bicicleta, já que são deslocamentos de até 8 quilômetros, com baixo grau de dificuldade para pedalar, realizados entre 6h e 20h por pessoas de até 50 anos.

Também foi investigada a disponibilidade das pessoas para adotar a bicicleta como meio de transporte cotidiano. Segundo os dados, 31% dos paulistanos estariam dispostos a adotar o pedal. Chama a atenção que o comportamento no trânsito foi um fator bastante citado, tanto pelos dispostos quanto pelos não dispostos. Para 51% das pessoas que não estão dispostas a pedalar, o principal motivo é o medo. Em segundo lugar vem o comportamento no trânsito, com 14%.

Pedalar mais traria benefícios tanto individuais quanto para a cidade como um todo. Mas como mudar esse cenário?

Mobilidade corporativa como estímulo

Uma maneira de começar a transformar alguns hábitos é atuar justamente no que mais influencia os deslocamentos nas grandes cidades: o trabalho. “A mobilidade corporativa vem justamente para mostrar que, embora as organizações não possam determinar como eu me desloco até o trabalho, suas políticas e ações podem influenciar que eu me desloque de uma maneira mais sustentável”, afirmou Guillermo Petzhold, especialista de Mobilidade Urbana do WRI Brasil, durante a palestra “Como fazer um Programa de Mobilidade Corporativa para Bicicleta”. Ele foi um dos painelistas no evento do Dia De Bike ao Trabalho, promovido pelo Bike Anjo, que reuniu organizações, cicloativistas, representantes da sociedade civil e do poder público para debater a relação da bicicleta com a saúde na cidade e celebrar os vencedores do 1º Prêmio SP de Bike ao Trabalho.
Guillermo Petzhold apresentou os benefícios da mobilidade corporativa
- Foto: Debora Pinho/WRI Brasil
O especialista explicou que diversas ações são possíveis para influenciar os colaboradores de uma empresa a escolher modos mais sustentáveis de transporte, como estimular o uso de bicicleta e grupos de caronas, oferecer ônibus fretados, permitir mudanças na jornada de trabalho com teletrabalho ou jornada flexível, além do marketing para consolidar a mudança de cultura. “A mudança de hábito passa muito por se permitir experimentar outras formas de se deslocar até o local de trabalho. Eventos como o De Bike Ao Trabalho ou o Dia Sem Carro ajudam muito a concretizar essa mudança de hábito”, avaliou.

Trata-se, acima de tudo, de uma quebra de paradigmas e alteração de comportamento que trará diversos benefícios para pessoas, organizações e cidades. “A gente precisa voltar a ter uma cultura que apoia associações e grupos organizados. Dê suporte à sua organização local. Precisamos nos organizar como grupo, discutir e dar apoio a iniciativas. Do ponto de vista individual, é preciso fazer pressão nas empresas onde atuamos, no bairro onde estamos”, pontuou Aline Cavalcante, diretora presidente da Ciclocidade, durante o evento.
Da esquerda para a direita: Silvia Dias (ClimaInfo), Flavia Resende
 (Instituto Ethos), Walter de Simoni (Instituto Clima e Sociedade),
Aline Cavalcante (Ciclocidade), Evangelina Vormittag (Instituto
 Saúde e Sustentabilidade) e André Castro (Secretaria Municipal
de Mobilidade e Transportes) –
 foto: Debora Pinho/WRI Brasil
A população está disposta a pedalar, mas demanda infraestrutura e apoio de seus empregadores. Na visão de Evangelina Vormittag, diretora do Instituto Saúde e Sustentabilidade, para que empresas se comprometam e estimulem o uso da bicicleta entre seus colaboradores, a lei trabalhista tem que ser modificada. Além disso, evidências científicas claras devem ser apresentadas aos tomadores de decisão do poder público.

Para se alcançar uma mobilidade mais sustentável, é importante que empresas estimulem novas formas de deslocamento até o local de trabalho e criem políticas internas que contribuam para o fortalecimento de modos sustentáveis. O guia Estratégias de Mobilidade Urbana para Organizações apresenta e facilita a implementação de sete estratégias que incentivam hábitos mais sustentáveis nos deslocamentos ao trabalho. A publicação Passo a Passo para a Construção e um Plano de Mobilidade Corporativa orienta empresas e organizações na implementação de ações de Gestão de Demanda de Viagens.

Governos e organizações públicas e privadas devem compartilhar a responsabilidade na busca por soluções para os problemas de mobilidade urbana. A responsabilidade para que tenhamos uma mudança cultural, de políticas e hábitos, deve ser conjunta – empresas, poder público e sociedade civil.

Fonte: The City Fix Brasil

sábado, 26 de maio de 2018

Conheça a Scott Foil Disc personalizada do Neymar

Neymar - Que aparentemente é um jogador de futebol famoso mas a gente não sabe disso porque somos um site de bicicletas - recebeu uma Foil Disc personalizada de presente da Mitchelton-Scott, equipe profissional de ciclismo


Segundo informações que circulam na internet, o futebolista estaria pedalando para recuperar-se de uma lesão no calcanhar sofrida em fevereiro como forma de preparativo para a Copa do Mundo de Futebol, competição que será realizada na Russia em cerca de um mês.


O modelo é equipado com grupo Dura-Ace 9150 eletrônico, rodas Syncros aerodinâmicas, selim Syncros RR1.0 e pneus Continental Gran Prix 4000. Trata-se de uma variação da versão mais avançada da Scott Foil Premium Disc, sendo a maior diferença as rodas Zipp 303 na versão "de linha".


Além das novas rodas, a bike recebeu uma pintura customizada com as cores do Paris St-Germain (equipe de Neymar) e com o logotipo "Neymar Jr." presente no tubo superior e no seat-tube. A palavra "Família" foi gravada no tubo superior e no inferior. 


Segundo a Scott, o jogador de futebol estaria acompanhando o Giro d'Italia, tendo desejado boa sorte para Simon Yates e Esteban Chaves, tendo inclusive postado uma foto ao lado da camiseta da equipe para incentivar os atletas. 

Fonte: Pedal.com

Cicloturismo para melhorar o mundo

Foto: Maga / shutterstock.com
A bicicleta é um veículo agradável e eficiente não apenas para ir até a padaria da esquina, mas também para cruzar um continente – o que é demonstrado por uma quantidade crescente de aventureiros. Entretanto, não é preciso realizar uma viagem de grande fôlego para sentir-se ou ser considerado um cicloturista – quem fizer um passeio de algumas horas com o objetivo de conhecer ou visitar outros lugares por puro prazer usando a bicicleta não terá cassada sua carteirinha de cicloturista.

Entre esses dois extremos, o cicloturismo é uma prática bastante diversa que alcança cada vez mais cidades do nosso país. O diferencial do cicloturismo é que enquanto poucas cidades possuem atrativos para os interesses turísticos convencionais, quase todas possuem atrativos aos cicloturistas, e isso por um motivo essencial: enquanto o turista “comum” geralmente procura um destino, o cicloturista se interessa, em maior medida, pelo trajeto. Por exemplo, é menos frustrante para o cicloturista interromper sua viagem antes do final programado do que para quem utiliza outro meio de transporte, porque o trecho percorrido foi todo ele vivenciado.

Mas não apenas por isso. O cicloturista, em geral, está fugindo da aglomeração humana, da saturação do concreto e dos cenários artificialmente montados – em alguns casos, montados como chamarizes. O cicloturista valoriza a diversidade e a originalidade dos lugares e com eles busca interagir – o que pode fazer mais minuciosamente do que de carro e mais rapidamente do que a pé. E, neste sentido, o pedalante e seu veículo, por não agredi-la, tornam-se uma parte da paisagem.

Isso não tira o valor do cicloturismo até em megalópoles: percorrer a cidade para visitar seus monumentos, para conhecer suas às vezes escondidas belezas, acessar suas diferenças culturais. Mas ainda será preciso muita evolução para que as urbes brasileiras permitam ampliar esta modalidade de interação e criem o interesse de turistas, ali chegados por meios motorizados, a se aventurarem (diga-se: a se arriscarem) sobre uma bicicleta, o que é plenamente possível (e até, diga-se: imperdível) em cidades europeias.

Que dure um final de semana ou um mês, uma viagem cicloturística renova a disposição de seu praticante. Faz-lhe bem à mente, ao corpo e à moral. À mente porque traz alegria, sensação de superação, confiança em si próprio e admiração dos outros. Ao corpo porque cadencia a respiração, queima calorias, fortalece os músculos e aguça os sentidos.

E à moral? É nesse aspecto que o turismo com bicicleta mostra seus benefícios para a vida social e para o arranjo natural. O cicloturismo não é exclusivo neste aspecto, é óbvio, mas trata-se de uma modalidade de turismo não predatório: que não pesa sobre a natureza e não corrompe a cultura local.

A maior parte do turismo praticado no planeta se caracteriza pelo consumo de serviços e produtos, mesmo que esteja envolvida alguma paisagem. Nas relações humanas prevalecem o serviçalismo e os empregos temporários; e nas relações ecológicas impera o saque da matéria natural e o descarte de dejetos.

O cicloturismo faz bem para a consciência do seu praticante porque é sustentável. A concretização dessa sustentabilidade depende, é certo, de políticas (econômicas, sobretudo) que extrapolam o setor do turismo; e, mais certo ainda, ninguém vira santo ao sentar sobre uma bicicleta. Mas estamos querendo nos referir aqui à simbologia da bicicleta para a transformação social, simbologia esta que atrai pessoas que aspiram a um modelo de sociedade igualitário para seus membros e perdurável na natureza.

Também para o cicloturismo vale a conclusão a respeito da mobilidade urbana: não é possível um modelo de turismo segundo o qual todos viajam de carro. As rodovias ficam entupidas e as cidades destino ficam tão insuportáveis quanto as cidades origem.

Em suma, o cicloturismo contribui para tornar o mundo melhor. E o mínimo que deveríamos esperar seriam políticas públicas que tornassem mais fácil a vida daqueles que querem melhorar o mundo. Governo federal, estados e municípios deveriam ser os agentes indutores dessa vertente, para desafogar a demanda que já existe, mas que não se expande mais por causa das dificuldades impostas a seus praticantes – dificuldades estas que não diferem daquelas que os ciclistas enfrentam para ir à padaria da esquina.

Felizmente nem todos ficam só esperando. A sociedade civil organizada, e também exemplares empresas do setor, têm se mobilizado para difundir a prática entre as pessoas e para requerer incentivos públicos. ONGs, grupos de pedaladas, Bicicletadas e agências de cicloturismo promovem passeios longos e viagens cicloturísticas, mas também agem politicamente para estimular o setor.

Essa intervenção do cicloativismo é compreensível, não? Porque quanto mais pessoas aderem à bicicleta como modalidade de transporte urbano, mais crescerá a quantidade de cicloturistas. Ao mesmo tempo, quanto mais pessoas curtem viajar de bicicleta ocasionalmente, maior a quantidade delas que desejará utilizá-la também no cotidiano. E, para ambas as modalidades de melhorar o mundo, ainda há muito o que fazer.

Fonte: Revista Bicicleta por André Geraldo Soares

Festival Brasil Ride Botucatu tem sexta edição entre os dias 31 de maio e 3 de junho

Evento contará com disputas de mountain bike e corrida de montanha, reunindo mais de 4.000 atletas na região da Cuesta Paulista


Maior evento de esporte outdoor do País, o Festival Brasil Ride Botucatu terá na próxima semana sua sexta edição, realizada entre quinta-feira (31) e domingo (3/6), na região da Cuesta Paulista. Durante quatro dias, mais de 4.000 atletas, entre ciclistas de mountain bike, nas provas do Warm Up Pro e Sport, e corredores de montanha, na segunda etapa da temporada da Trail Run Series, desafiarão as trilhas e estradas de Botucatu (SP), em disputas de tirar o fôlego.

"É motivo de muito orgulho para nós realizarmos pelo sexto ano consecutivo o maior festival de esportes outdoor do Brasil, em Botucatu, a Terra da Aventura. Por quatro dias, reuniremos o mountain bike e a trail run (corrida de montanha), para adultos e crianças, amadores e profissionais, além do ciclismo de estrada, que ocorre no domingo anterior, com a Road Brasil Ride, formando assim o nosso Festival Brasil Ride", enaltece Mario Roma, fundador da Brasil Ride.


"A prova de mountain bike, tradicionalmente conhecida como Warm Up, é composta por duas categorias: a pro, em três dias de puro MTB, com premiação em dinheiro para a elite e a segunda etapa complemente modificada, com percurso novo e cruzando as plantações do renomado Cuesta Café; e a sport, de um dia, no sábado (2). Já a segunda etapa da Trail Run Brasil Ride Series é a última prova do fim de semana prolongado do feriado de Corpus Christi, na manhã do domingo (3), com percursos que contemplam iniciantes, amadores e profissionais, de 6, 16 e 21 km, além da prova Kids, que também é realizada no ciclismo", completa Roma.

A programação do Festival Brasil Ride Botucatu tem início na quinta-feira, com a largada do prólogo do Warm Up Pro, 11,6 km e 455 m de altimetria acumulada, a partir das 15h. Na sexta-feira (1º), o início é às 10h, com mais de 80,3 km e 1.668 m de altimetria. O dia conta ainda com a realização do ciclo de palestras, entre 17h e 20h. Os temas são: Palestra Specialized sobre a bike Turbo Levo; Palestra Shimano sobre preparação das bikes para provas por etapas, com destaque para um lançamento mundial da marca que estará exposto no evento; Mario Roma - Novidades da Brasil Ride 2018, entre elas o lançamento de uma nova categoria na competição deste ano; e Rafael Campos, com dicas para corridas de Trail Run e Ultramaratonas em etapas.

No sábado (2), há a decisão do Warm Up Pro, a partir das 8h, onde os ciclistas pedalarão 107 km com altimetria de 2.893 m, e a disputa da Sport, às 10h, com distância reduzida de 71 km e 1.200 m de subidas acumuladas. A programação do dia tem ainda a Kids Bike Race, a partir de 10h30, e a retirada dos kits da Trail Run, entre, 14h e 18h, na arena em frente à Catedral de Botucatu. No domingo, é vez das largadas da corrida de montanha, às 8h30 (21 km), 9h (16 km), 9h40 (6 km) e às 11h30 a prova Kids.


Levo Match Racing
A sexta edição do Festival Brasil Ride contará com uma ótima novidade para os amantes do esporte. Pouco antes do início do prólogo do Warm Up Pro, na quinta-feira, haverá o Match Racing com as bikes elétricas Turbo Levo da Specialized, a partir das 14h. A competição consistirá em baterias de “mata-mata” com uma volta em um percurso de 11 km e 700 m de ascensão. Serão premiados os três primeiros competidores da última bateria (final).

Para participar desta competição eletrizante em Botucatu, e ainda por cima correr lado a lado com o fundador da Brasil Ride, Mario Roma, e da atleta e treinadora Adriana Nascimento, basta participar do concurso cultural Levo Match Racing. Os interessados devem postar uma foto autoral com sua bike no Instagram utilizando a #turbolevobrasilride. Os fotógrafos da Specialized escolherão as melhores fotos e os vencedores terão passe livre na competição de E-Bikes da Brasil Ride. Confira o regulamento: https://goo.gl/LJC8Lv.

Fotos: © Fabio Piva / Brasil Ride
Fonte:  ZDL