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segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Brasil Ride dá largada para a principal ultramaratona de MTB das Américas

Competição tem início neste domingo (18), na Chapa Diamantina, na Bahia, com participação de 500 atletas de 23 países, recheada de estrelas do esporte brasileiro e internacional 


Mucugê (BA) - Principal ultramaratona de MTB das Américas, a Brasil Ride tem a largada de sua sexta edição neste domingo (18), na cidade de Mucugê, na Chapada Diamantina, na Bahia. O prólogo começa às 13h (14h pelo horário de verão de Brasília) e desafiará alguns dos melhores bikers do Brasil e do mundo em um percurso misto de 20km, com trechos de areia, pedras, rios e asfalto. Ao longo de sete etapas, cerca de 500 atletas percorrerão 600 km com altimetria acumulada de 13 mil metros até o próximo dia 24 de outubro.

Segundo Rafael Campos, diretor técnico da Brasil Ride, a primeira prova, apesar de ser curta, oferece uma boa mostra do que os ciclistas devem esperar durante os sete dias de ultramaratona. "O prólogo é disputado no sistema de contrarrelógio, com as duplas largando com intervalos de um minuto umas para outras. Ele é muito importante porque define o portão de largada para a segunda etapa, no dia seguinte, e o tempo já vale para a somatória que definirá os campeões. Além disso, a primeira etapa conta com trechos técnicos, com pedras e rochas, que medirão a habilidade dos bikers, que terão ainda que passar por dois rios, trechos de areia e asfalto", explica. Campos ainda informa que as subidas serão poucas, mas íngremes.

Mais globalizada a cada ano, a Brasil Ride 2015 traz para a Bahia nomes internacionais do porte do holandês Bart Brentjens, campeão mundial de Cross Country de 1995 e medalha de ouro na Olimpíada de Atlanta 1996. Porém, a briga mais acirrada será entre os brasileiros que buscam vaga na Olimpíada. Henrique Avancini, Ricardo Pscheidt, Frederico Mariano, Sherman Trezza, Raiza Goulão, Isabella Lacerda e Erika Gramisceli chegam motivados para buscar os 120 pontos nos rankings mundiais da UCI (União Ciclística Internacional), fundamentais na definição de quem representará o País nos Jogos do Rio 2016.

"Chego bastante motivado para a Brasil Ride depois da boa performance no Aquece Rio, onde fui quinto colocado. Como é o primeiro ano do Wolfgang (Soares), vamos fazer uma prova mais cuidadosa. O objetivo é vencer uma ou duas etapas, sem elevar demais o nível de desgaste, porque espero encerrar a temporada ainda com alguma reserva de energia. Mas estou muito otimista e vocês nos verão nas cabeças", disse Avancini, campeão em 2013.

Além de Avancini/Wolfgang, as duplas brasileiras da categoria open que prometem duelar roda a roda pelos pontos da UCI são Frederico Mariano/Sherman Trezza e Ricardo Pscheidt/Leandro Donizete. Na categoria ladies Raiza Goulão pedala com Viviane Favery, enquanto Isabella Lacerda tem como parceira a norte-americana Nina Baum, campeã de 2014, e Erika Gramiscelli forma parceria com Letícia Cândido. 

Atrações internacionais - Além de pedalar, o campeão mundial e medalha de ouro em Atlanta 1996 Bart Brentjens também atuará como comentarista da competição. Ele é o comentarista oficial da Red Bull TV nas etapas da Copa do Mundo de MTB. Nas trilhas, Bart vai em busca do tricampeonato da categoria máster ao lado de Abraão Azevedo, um dos maiores nomes do esporte brasileiro. 

"Minhas expectativas estão altas, como é sempre para mim em qualquer competição. Já ganhamos duas vezes juntos, mas sabemos que há brasileiros vindo forte para brigar pelo título com a gente. Temos que estar atento a cada segundo das sete provas, porque qualquer imprevisto pode acontecer. Será muito interessante ter uma equipe forte para competir com a gente", define Bart Brentjens. "Brasil Ride tem estágios muito difíceis, principalmente a segunda etapa de Mucugê a Rio Contas, sendo comparada em vários aspectos a Cape Apic, por exemplo", completa Bart.

Na open, Hans Becking (HOL) e Jiri Novak (REP) correm pelo bicampeonato. Para isso, terão que encarar a concorrência européia das duplas Daniel Geismayr/Hermann Pernsteiner, ambos da Áustria, Simon Gegenheimer/Steffem Thum e Christopher Maletz/Daniel Gathof, os quatro da Alemanha, e Stijn Van Boxstael/Jorgen Flion, da Bélgica. E também de brasileiros, argentinos, costarriquenhos, dentro outros.

"A Brasil Ride é uma corrida muito difícil, em que você tem de sobreviver e manter-se saudável durante os sete dias. Haverá outras equipes fortes, mas acho que a experiência de estar na quarta participação me ajudará a sair bem. Sabemos da importância do prólogo, mas também que é apenas 4% do total da ultramaratona", avalia Hans Becking. "As trilhas da abertura me parecem fácil, mas porque eu já pedalei lá diversas vezes, mas temos que nos manter concentrados para ir bem", complementa.

Hans e Jiri contam como se sentem como atuais vencedores. "É especial entrar em uma competição como atual campeão, porque isso faz com que os adversários nos olhem de outra maneira, como favoritos a levar o troféu após os sete dias. Para mim a Brasil Ride é a competição por estágios mais difícil do mundo. O prólogo não será fácil, porque serão 20 km em um percurso muito técnico, mas Hans e eu queremos essa camisa amarela de novo. Então, vamos com tudo", analisa Jiri Novak. "No primeiro treino as pessoas da cidade e os outros ciclistas abriam para a gente passar e nos parabenizavam. Achei muito legal. Acho que posso me candidatar a prefeitura de Mucugê. Terei chances de ganhar", brinca Hans.

A Brasil Ride traz para a Bahia atletas de 23 países. Os europeus têm maior número de inscritos, com 12 países confirmados: Alemanha, Áustria, Bélgica, Eslovênia, Espanha, França, Itália, Holanda, Portugal, República Tcheca, Suécia e Suíça. Já no Brasil, 18 estados, além do Distrito Federal, estarão presentes na competição. São eles: Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina e São Paulo. "Nossa expectativa é para uma grande competição e um excelente evento. Temos a disputa dos brasileiros pela vaga olímpica e atletas de renome em nível internacional. Trabalhamos muito para montar uma estrutura grandiosa em duas cidades baianas e temos certeza que a Brasil Ride crescerá ainda mais nos próximos anos", garante o fundador da Brasil Ride, Mario Roma.

Disputada em duplas, com exceção da categoria corporativa, a Brasil Ride terá sete categorias: open, feminino, mista, máster (nenhum atleta com menos de 40 anos), grand master (nenhum atleta com menos de 50 anos), nelore (acima de 90 kg) e corporativa (categoria com três integrantes). A competição contará ainda com as camisas especiais para melhor equipe de homens e mulheres do continente Americano.

Personalidades - Neste sábado (17) a Vila Brasil Ride em Mucugê, recebeu os 500 atletas para a retirada dos kits. Antes, os bikers que vieram enfrentar o desafio das trilhas da Chapada Diamantina aproveitaram para se aclimatar e treinar. Neste domingo (18), o público que acompanhará o prólogo contará com algumas presenças especiais, como Carlos Geraldo Santana de Oliveira, secretário nacional de Esporte de Alto Rendimento do Ministério do Esporte; Alvaro Gomes secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, representando o governador da Bahia, Rui Costa; Olivia Santana, secretária estadual de Políticas para as Mulheres e Elias Nunes Dourado, superintendente dos Desportos do Estado da Bahia. No sábado, Olivia esteve na largada do Passeio Ciclístico das Divas, em prol do combate ao câncer de mama, quando falou sobre a importância da campanha do Outubro Rosa.

Maior premiação ciclística no País - Além de trazer para solo brasileiro alguns dos melhores mountain bikers do mundo, a Brasil Ride tem ainda outro incentivo aos inscritos: uma premiação recorde em dinheiro no ciclismo do Brasil, com cerca de R$ 70 mil, divididos entre classificação geral e por etapas. Um das novidades deste ano é que, pela primeira vez, homens e mulheres nas elites e registrados na UCI receberão a mesma quantia em premiações por etapas e nos resultados gerais, previstas pelo regulamento.

Maiores campeões em busca do hexa - Rei e Rainha da Brasil Ride, Abraão Azevedo e Ivonne Kraft, da Alemanha, têm em comum o 100% de aproveitamento na prova, com vitórias em todas as edições. Abraão teve quatro companheiros diferentes nos últimos cinco anos na máster, os brasileiros Plínio Souza, Paulo Freitas e Paulo Borges, entre 2010 e 2012, e o holandês Bart Brentjens, lenda do esporte. Já Ivonne disputou a primeira edição com a portuguesa Celina Carpinteiro, e outras quatro com o tetracampeão da prova, o piracicabano Mateus Ferraz.

Brasil Ride na TV - O canal Esporte Interativo terá programas diários com a cobertura da Brasil Ride. Confira a grade de horários. Domingo (18/10) - entre 13h45 e 14h00. Segunda (19/10) - 16h. Terça (20/10) - 16h. Quarta (21/10) - 16h. Quinta (22/10) - 15h30. Sexta (23/10) - 15h. Sábado (24/10) - 14h. Domingo (25/10) - 10h30.

Confira os Guias da Brasil Ride 2015 - Nos links abaixo vc. poderá ler os guias da sexta edição da Brasil Ride, em português e em inglês.

Guia em português - http://issuu.com/brasilride/docs/guia_brasilride_2015_baixa?e=0/30698141#search

Guia em inglês - http://www.romasportsmkt.com.br/brasilride/english/default.asp?id=guia&codigo=1

Sobre a Brasil Ride - A sexta edição da Brasil Ride reunirá 500 atletas de 23 países e 18 estados brasileiros e o Distrito Federal entre os dias 17 e 24 de outubro, na Chapada Diamantina, na Bahia. Após ter classificação S2 em 2014, neste ano a prova será S1, ou seja, ofertará aos campeões das elites 120 pontos nos rankings das UCI (União Ciclística Internacional). Pontos preciosos para os brasileiros na busca por vaga na Olimpíada Rio 2016. Além da premiação em produtos por etapas, a edição terá recorde em premiação em dinheiro da modalidade no País, com cerca de R$ 70 mil em prêmios gerais e por etapas.

Vídeos da Brasil Ride - Durante o evento, uma produtora especializada disponibilizará diariamente imagens, em alta definição, para upload. Do dia 18 a 25 de outubro, sempre a partir das 9h, estarão disponíveis os up link's para serem baixados. Para receber as informações, basta entrar em contato com a assessoria pelo e-mail redacao@zdl.com.br

Confira abaixo os dois vídeos que contam a história da edição de 2014 da principal ultramaratona de MTB das Américas:
Vídeo oficial 1https://www.youtube.com/watch?v=pdKLV8Y5brw
Vídeo oficial 2https://www.youtube.com/watch?v=FZDgDSsY0fA

Etapas da Brasil Ride 2015

1ª Etapa: 18 de outubro - 13h
20 km de prólogo com largada e chegada em Mucugê 
Detalhe: formato de contrarrelógio

2ª Etapa: 19 de outubro - 6h
147 km entre Mucugê e Rio de Contas 
Detalhe: 3.355m acumulados de ascensão

3ª Etapa: 20 de outubro - 10h
34,5 km em Rio de Contas
Detalhe: Circuito de cross country com 5 voltas de 6,9 km

4ª Etapa: 21 de outubro - 8h
84,7 km em Rio de Contas
Detalhe: 2.156m acumulados de ascensão

5ª Etapa: 22 de outubro - 7h
94,7 km em Rio de Contas
Detalhe: 1.881m acumulados de ascensão

6ª Etapa: 23 de outubro - 6h
143,4 km entre Rio de Contas e Mucugê
Detalhe: 2.854m acumulados de ascensão

7ª Etapa: 24 de outubro - 9h
72,1 km em Mucugê
Detalhe: prova final definindo-se os campeões

A Brasil Ride 2015 é uma realização da SUDESB, Bahiatursa, Governo da Bahia e Ministério do Esporte
Patrocínio: Shimano, Trek e Caixa
Co-Patrocínio: Thule, Pearl Izumi e Oakley.
Apoios: Continental Pneus, Red Bull, GU, Muc-Off, Prefeitura de Rio de Contas
Supervisão e homologação: União Ciclística Internacional (UCI), Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC) e Federação Baiana de Ciclismo (FBC).
Organização: REC, Roma Comunicação e Prefeitura de Mucugê.

Brasil Ride: Mais que uma prova, uma etapa em sua vida.

Mais informações:
Site
http://www.BRASILRIDE.COM
Facebookwww.facebook.com/BRASILRIDE
Twitter: @brasil_ride
Instagram: @brasilride

Bicicleta, substantivo feminino

Podemos dizer, assim, que a bicicleta está para a mobilidade urbana como a mulher está para a sociedade.

Foto: shutterstock.com
A cena hoje comum de uma mulher pedalando, nem todo mundo sabe, só tornou-se possível porque houve mulheres que confrontaram os hábitos e as normas que as impediam de fazê-lo. Toda “mulher moderna” está em débito de reconhecimento e respeito com as mocinhas e damas que, no passado não tão longínquo, sofreram censura, repreensão e humilhação por sair às ruas guiando uma bicicleta.

A emancipação da mulher ainda não é plena nem aqui nem na maior parte do mundo, e os avanços foram conquistados com muuuita luta, doída luta, até letal luta, tanto organizada nas ruas, quanto individual nos lares. E ainda é preciso muito esforço para que a mulher consiga desvencilhar-se totalmente das crendices, sustentadas pelas instituições seculares, que já a mantiveram em situação de submissão e até sob violência, extremo este que, contudo, ainda persiste em muitas culturas contemporâneas.

Podemos dizer, assim, que a bicicleta está para a mobilidade urbana como a mulher está para a sociedade. Ainda vivemos situações em que a mulher é secundarizada e oprimida pelos cônjuges, pelos patrões e pelos gestores públicos; e a bicicleta ainda é desprezada e coagida pelos motoristas, pelos investidores e, do mesmo modo, pelos gestores políticos.

Hoje alcançamos a condição não somente dos homens poderem admirar as mulheres pedalando, mas das próprias mulheres poderem manifestar abertamente o mesmo sentimento pelos homens. Liberdade de movimento e liberdade sexual vieram juntas. Nesse tema, entretanto, nem tudo é charmoso: o olhar objetificante do machista ainda é comum e chega às raias do constrangimento e da violação. Não é nada incomum o assédio, as gracinhas, buzinadas e outras baixarias contra as mulheres, o que não apenas as ofendem, mas lhes causam riscos de acidentes.

A bicicleta permitiu à mulher ampliar seu horizonte ao lhe conferir autonomia de deslocamento. A bicicleta ajuda a ir mais longe e a chegar mais rápido, sem depender do favor ou da vontade de terceiros, sejam estes o marido, o pai, o irmão ou o filho. Ir ao trabalho ou à escola? Levar o filho na creche? Fazer compras? Tais funções sociais podem ser cumpridas com mais eficiência servindo-se de um veículo a pedal. Caminhar cansa? Estão pesadas as bolsas? O ônibus demora e é caro pra caramba? É para melhorar esse desconforto que existe a bicicleta!

Mas para melhorar as condições de uso da bicicleta pela mulher, são necessárias políticas públicas cicloinclusivas. Não que tratemos a mulher como sexo frágil, mas temos que reconhecer que a desigualdade de gênero ainda praticada na sociedade a coloca em desvantagem. Ainda prepondera para as mulheres a administração geral do lar, a responsabilidade com a prole, a dupla jornada de trabalho e a menor remuneração – portanto, é mais difícil para elas do que para os homens enfrentarem mais uma carga no trânsito. É dever da sociedade propiciar a inclusão feminina em todas as esferas da vida social. E protegê-las, sobretudo dos trogloditas que fazem do carro uma ferramenta de autoafirmação da sua masculinidade.

Mas há mulheres que não ficam paradas, esperando o mundo ao redor melhorar. Pelo contrário, vão às ruas, em número crescente, reforçando a demanda e até engrossando a pressão explícita, pelas estruturas de democratização do trânsito. Seja como transporte, nas pedaladas noturnas ou no esporte, cada vez é maior a participação feminina. E elas agregam não apenas quantidade, mas qualidade: quando não turvada pela cultura masculina, a feminilidade possui especificidades de cognição, sensibilidade e visão de mundo que harmonizam a cultura e tornam mais igualitárias as normas sociais.

A bicicleta foi, outrora, responsável pelo aumento da visibilidade social da mulher, ampliando sua presença no espaço público, de modo chamativo e até chocante. Agora a bicicleta reveste-se de outro significado, ao questionar padrões sociais de luxo, ostentação e desperdício cujos maiores ícones são as indústrias automotiva e petrolífera. Neste contexto, a bicicleta tem sido utilizada para desdenhar os padrões de beleza fabricados a cada estação e também para questionar a adesão das próprias mulheres ao estilo de vida que foi construído e ainda se desenvolve consoante aos valores machistas.

Não são todas as mulheres que incorporam a mentalidade difundida pelo mercado de que toda mulher independente quer ter seu próprio carro. Não é apenas uma questão de ponto de vista ou de liberdade de escolha. Trata-se de uma opção pela igualdade social: se é impossível técnica, econômica e ambientalmente que todo indivíduo possua um carro, sua posse pressupõe a disputa, a disputa que tem caracterizado historicamente a cultura patriarcal.

A igualdade social, assim com a igualdade de gênero, só é possível de ser alcançada com a vida simples, a comunidade frugal, a sociedade do baixo impacto, e a bicicleta é um símbolo nato deste projeto. Está na hora, amigos e amigas, de ouvirmos as mulheres que andam de bicicleta.

Fonte:  Revista Bicicleta por André Geraldo Soares

Britânico cria a bicicleta mais segura do mundo

Modelo possui banco semelhante ao de um carro, com cinto de segurança e estrutura de proteção

O alto número de acidentes envolvendo ciclistas motivou o desenvolvimento
de um modelo mais seguro de bicicleta. 
Foto: Divulgação
A Babel Bike é a bicicleta mais segura do mundo. Desenvolvida pelo britânico Crispin Sinclair, o modelo deve manter o ciclista a salvo mesmo em colisões envolvendo ônibus e caminhões.

A ideia de criar o projeto surgiu depois que Sinclair foi atropelado por uma van enquanto pedalava em Londres. Segundo levantamento, 65% dos acidentes fatais sofridos por ciclistas nas ruas da capital inglesa são causados por ônibus e caminhões.

Por este motivo, há a necessidade de desenvolver tecnologias que proporcionem mais segurança a quem decide ter a bicicleta como meio de transporte diário.

O protótipo criado por Sinclair já passou por testes e se mostrou altamente eficiente. Nele, o ciclista não senta em um selim comum, ele está acomodado em um banco semelhante ao de um carro, com cinto de segurança e envolto por uma estrutura de proteção.

O formato tem as dimensões necessárias para que a bicicleta não passe pelo vão entre o para-choque dos automóveis e o chão.  Por causa disso, a forma de pedalar também é diferente. A postura do ciclista é semelhante à de alguns tipos de motociclistas, o que garante conforto e tranquilidade.

Além disso, a Babel Bike possui um sistema que permite conexão com celulares e GPS e estará disponível também em versão elétrica, com um motor Shimano de 250 watts, autonomia de até 128 quilômetros e velocidade máxima de 32 km/h.

Sinclair comenta que a bicicleta possui um sensor que libera um aviso sonoro sempre que outro veículo encosta na bike, para alertar os motoristas sobre a presença do ciclista. Agora o britânico está em busca de financiamento coletivo para produzir a Babel Bike em larga escala.






Fonte:www.pensamentoverde.com.br

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Porquê pedalar te faz feliz?


É o sentimento que te puxa para fora da cama para pedalar antes do qualquer outra pessoa está acordada. É o que te sinaliza para calçar os seus tênis e ir para um “rolê” quando o dia já está ganho. É aquele estado de espírito feliz e relaxado  que procuramos quando nós pedalamos para longe de nossos bairros e e vamos “acumular quilometragem” sem qualquer compromisso,  em qualquer oportunidade possível!

Corredores chamam de “barato do corredor.” Ciclistas sentem isso também. E agora, os pesquisadores estão a um passo de compreender o porquê. Como tantos outros de nossos impulsos biológicos, o desejo de pedalar é como uma função básica de nossos instintos de sobrevivência, ou seja: um sinal primitivo dentro de seu cérebro que visa manter sua existência!

Tudo se resume a duas substâncias químicas importantes do cérebro: a leptina, um hormônio metabólico, e a dopamina, um neurotransmissor. A leptina, a qual é derivada de células de gordura, informa ao seu cérebro quando o corpo tem energia suficiente. Quando os níveis de leptina são baixos –  como os pesquisadores demonstraram ocorrer freqüentemente com pessoas que fazem muitos exercícios de resistência, como ciclismo, você tem o desejo de realizar atividade física em busca de alimentos para repor esta energia.

Daí, quando descemos da bicicleta e fazemos o nosso famoso “lanchinho pós-pedal”, nosso cérebro dispara a substância química dopamina, para nos “recompensar”. E isto se transforma em um ciclo perpétuo de felicidade que nos mantém voltando a pedalar,  para ter sempre mais!

Os pesquisadores da Universidade de Montreal recentemente descobriram este mecanismo de “feedback neural” em um estudo realizado em ratos. De maneira simples, os ratinhos que possuiam a falta da proteína sensível à leptina correram em suas “esteiras” duas vezes mais que os ratos que não tinham. “Pensamos que uma queda nos níveis de leptina aumenta a motivação para a atividade física como um meio para aumentar a exploração do território em busca de comida”, diz o principal autor Dr. Stephanie Fulton.

Seja qual for a motivação, nós amamos o bem estar que pedalar nos traz, especialmente a recompensa de um bom café-da manhã, ou das deliciosas cervejas pós-passeio!

Fonte:www.euvoudebike.com

Brasil Ride une campeões do mountain bike às estrelas do automobilismo nacional

Competição contará com atletas de 18 países e três continentes - América, Europa e África - e terá a presença de representantes das famílias Fittipaldi e Piquet, tradicionais no automobilismo do país

Foto: Divulgação
Faltando dez dias para a realização da Brasil Ride, entre 17 e 24 de outubro, na Chapada Diamantina (Bahia), 18 países estão confirmados na sexta edição da principal ultramaratona de MTB das Américas. Entre os cerca de 500 inscritos na prova, com sedes nos municípios de Mucugê e Rio de Contas, estão confirmados nomes de destaque do MTB mundial, como Bart Brentjens (HOL), medalha de ouro em Atlanta 1996, o alemão Matthias Leisling, campeão de uma das mais difíceis ultramaratonas do mundo, a Salzkammergut Trophy, além de outros ciclistas estrangeiros já vencedores do evento, como Hans Becking (HOL), Jiri Novak (REP), Luís Leão Pinto (POR), Nina Baum (EUA) e Ivonne Kraft (ALE).

Entre os brasileiros, participam da competição campeões nacionais de MTB Cross Country Olímpico e Maratona, como Abraão Azevedo, Henrique Avancini, Ricardo Pscheidt, Frederico Mariano, Halysson Ferreira, dentre outros no masculino, e as mulheres Isabella Lacerda, Raiza Goulão e Viviane Favery. Eles brigarão de igual para igual com os estrangeiros pelos títulos das mais variadas categorias da Brasil Ride.

Além desses atletas de alta performance, a prova contará com estrelas do esporte brasileiro, como Christian Fittipaldi e Geraldo Piquet, ambos pilotos do automobilismo. Enquanto Fittipaldi competirá na máster com o ciclista Odair Pereira, pela equipe Scott Fittipaldi, Piquet estará na open, junto de Guilherme Tom Faria, na Piquet Sports. "Os Piquet gostam de esportes a motor, sendo carro ou moto. Por enquanto, sou o único que pegou firme no ciclismo. Mas, nessa vida sempre serei um amador no esporte. É um hobby e não profissão, ao contrário do automobilismo na família", destaca Geraldo Piquet.

Esta será a terceira participação de Piquet, após disputar a prova nos dois últimos anos. "Em 2013 fiz uma loucura. Comecei a treinar em janeiro para competir em outubro e documentei tudo. Quem quiser, pode assistir no youtube, o 'De Zero a 600'. Minha dupla foi o Henrique Andrade, do Pra Quem Pedala. Na segunda vez, sabia o tamanho da encrenca e estava um pouco melhor fisicamente. Porém, a temperatura da segunda etapa pegou todos de surpresa, foi o pior dia como atleta da minha vida. Só consegui completar por causa do meu parceiro, Marcelo Maminha. Para este ano vou mais preparado fisicamente e com uma dupla nova. Acho que andarei bem, comparado aos dois primeiros anos", avalia Geraldo.

Único piloto brasileiro a disputar provas da Formula 1, Champ Car e NASCAR Winston Cup, três das principais categorias do automobilismo mundial, além da Fórmula Indy, Fittipaldi conta sua expectativa para a Brasil Ride. "Esse ano vai ser a nossa terceira vez juntos, Odair e eu, mas a primeira na categoria máster. Acho que o fato de pedalarmos juntos é um ponto a nosso favor. A gente já se conhece e sabemos os pontos mais difíceis, onde dá para ousar um pouco mais, dosar a força ou acelerar. Até para lidar com situações como o calor forte é melhor. Estamos confiantes para fazer um bom resultado".

Países confirmados - O desafio de encarar cerca de 600 km pedalados e 13.000 metros de ascensão nos sete dias seguidos da Brasil Ride, será enfrentado neste ano por atletas de 18 países e três continentes - América, Europa e África. Os países são: África do Sul, Alemanha, Argentina, Áustria, Bélgica, Brasil, Costa Rica, Eslovênia, Espanha, Estados Unidos, França, Itália, Holanda, Portugal, República Tcheca, Suécia, Suíça e Uruguai. Entre os voluntários para trabalhar na ultramaratona, mais quatro países, além do Brasil, estarão representados: Costa Rica, Estados Unidos, Holanda e Paraguai.

Disputada sempre em duplas, a Brasil Ride terá sete categorias: open, feminino, mista, máster (nenhum atleta com menos de 40 anos), grand máster (nenhum atleta com menos de 50 anos), nelore (acima de 90 kg) e corporativa (categoria com três integrantes). Contará ainda com as camisas especiais para melhor equipe de homens e mulheres do continente Americano.

Vídeos da Brasil Ride - Durante todo o evento, uma produtora especializada irá disponibilizar imagens diariamente para upload. Do dia 18 de outubro ao dia 25, sempre a partir das 9h, estarão disponíveis os Up Link's para serem baixados em alta resolução. Para receber as informações, basta entrar em contato com a assessoria pelo e-mail redacao@zdl.com.br. Confira abaixo os dois vídeos que contam a história da edição de 2014 da principal ultramaratona de MTB das Américas.


Etapas da Brasil Ride 2015

1ª Etapa: 18 de outubro - 13h
  • 20 km de prólogo com largada e chegada em Mucugê 
  • Detalhe: formato de contrarrelógio
2ª Etapa: 19 de outubro - 6h
  • 147 km entre Mucugê e Rio de Contas 
  • Detalhe: 3.355m acumulados de ascensão
3ª Etapa: 20 de outubro - 10h
  • 34,5 km em Rio de Contas
  • Detalhe: Circuito de cross country com 5 voltas de 6,9 km
4ª Etapa: 21 de outubro - 8h
  • 84,7 km em Rio de Contas
  • Detalhe: 2.156m acumulados de ascensão
5ª Etapa: 22 de outubro - 7h
  • 94,7 km em Rio de Contas
  • Detalhe: 1.881m acumulados de ascensão
6ª Etapa: 23 de outubro - 6h
  • 143,4 km entre Rio de Contas e Mucugê
  • Detalhe: 2.854m acumulados de ascensão
7ª Etapa: 24 de outubro - 9h
  • 72,1 km em Mucugê
  • Detalhe: prova final definindo-se os campeões
A Brasil Ride 2015 é uma realização da SUDESB, Bahiatursa, Governo da Bahia e Ministério do Esporte
  • Patrocínio: Shimano, Trek e Caixa
  • Co-Patrocínio: Thule, Pearl Izumi e Oakley.
  • Apoios: Continental Pneus, Red Bull, GU, Muc-Off, Prefeitura de Rio de Contas
  • Supervisão e homologação: União Ciclística Internacional (UCI), Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC) e Federação Baiana de Ciclismo (FBC).
  • Organização: REC, Roma Comunicação e Prefeitura de Mucugê.


Mais informações:


Por Gustavo Coelho / Doro Jr.

Ciclo Vídeo: Singletrack na Escócia

O atleta da Red Bull Curtis Keene explora singletracks na Escócia, enquanto é sugado pela extrema beleza do lugar.

 

Fonte: Youtube

Estamos nós fadados a sofrer?

Foto: José Manuel Gelpi Díaz / Depositphotos
e Franck Camhi / Depositphotos
Andando despretensiosamente pelo shopping onde fica a minha academia, dei de cara com uma cena que me trouxe a seguinte reflexão: estamos nós fadados a sofrer? A sentir dor? Este nós é um nós de “todos os seres humanos”.

A cena foi a seguinte, uma mulher de cerca de 50 anos caminhando com muita dificuldade e com semblante sôfrego, apoiada por um homem e uma mulher, ambos escorando-a enquanto ela caminhava. A mulher estava bem acima do peso, eu diria uns 20 a 30 kg.

O que fiquei pensando depois desta cena foi que espero não passar por esta situação e, caso venha a acontecer, que eu esteja física e mentalmente o mais bem preparada possível para encarar o rojão.

Pensei se o tipo de sofrimento não seria a escolha que temos, ou seja, de forma simplificada poderíamos escolher o “sofrimento” de:

1 - treinar e lidar com todas as questões que isso envolve, bem como lidar com o “sofrimento” de manter uma alimentação mais controlada, ou;

2 - lidar com todas as mazelas que uma vida sedentária e de orgias alimentares pode acarretar.

Será que uma vida de preguiça e de concessões, mantendo-se sedentário e com a alimentação caótica não seria apenas a postergação do sofrimento, desperdiçando a oportunidade de escolher sofrer pela saúde ao invés de sofrer pela doença?

Claro que existem as exceções para os dois lados, os que nunca se cuidaram e duram “pra sempre” e os que se cuidam e tem uma vida bem conturbada. Não há garantias, mas certamente aqueles que praticam esporte e cuidam da alimentação têm mais chances de explorar melhor a sua máquina.

Aquele seu amigo gordinho e sedentário adora dizer que o tio avô dele viveu até os 135 anos fumando e bebendo. Talvez, um dia, ele se interesse em se cuidar. Já aconteceu comigo inúmeras vezes, de sedentários convictos pedirem ajuda. Seja paciente.

Com esporte e alimentação como parte do nosso cuidado diário, podemos até não assegurar saúde eterna, mas certamente estamos “minimizando” sofrimentos futuros. Sofrendo pela saúde.

Que possamos influenciar o meio onde vivemos e fazer com que mais e mais pessoas cuidem delas mesmas, por uma vida sem sofrimento pela doença.

Será que é essa a mensagem do Brou Bruto Drews com “sofrimento é para os vivos e estamos mais vivos do que nunca”?

Fonte: Revista Bicicleta por Aline Carvalho

Alongar afeta o resultado do treino?

Fazer o alongamento em momentos distintos de outras atividades é mais seguro e eficiente

Foto: Divulgação
Fazer alongamento antes ou depois da musculação influencia nos resultados? – Davi Barros, Belo Horizonte, MG

O alongamento é um excelente trabalho para o corpo: evita dores e lesões, melhora a postura, a elasticidade e a consciência corporal. Ele não precisa estar associado a outros exercícios. Pelo contrário. Fazer o alongamento em momentos distintos de outras atividades é mais seguro e eficiente. Antes do exercício, é melhor aquecer o corpo, tirá-lo da inércia de forma gradativa e segura. Nesse momento, o alongamento não oferece benefício. Como aquecimento para musculação, recomendo girar os braços, movimentar o tronco, fazer uma caminhada vigorosa até a academia ou na esteira, pedalar por dez minutos.

É uma maneira de fazer o sangue circular mais e deixar os músculos prontos para fazer força. Melhor ainda é executar o exercício que será feito no treino com pouca carga, apenas para que o corpo fique pronto e alerta. Após o treino, os músculos estão bastante presos, cansados, como se estivessem encurtados. As fibras musculares apresentam microlesões. Alongar nesse momento pode ser perigoso. Há risco de estiramento muscular, entorses e outras lesões.

Em um treino com um personal trainer, fiz um circuito de 20 minutos: 40 segundos de exercícios intercalados com descansos de dez segundos. Eram exercícios variados, como polichinelo, abdominal, minicorrida. O personal disse que o ideal é fazê-lo duas vezes por semana. Esse tipo de aula é recomendável ou fica aquém da quantidade de exercícios de que precisamos? – Monica de Oliveira, São Caetano do Sul, SP

Fazer 20 minutos de atividade física diariamente é o suficiente para colher benefícios. Vale qualquer tipo de movimento que possa ser incorporado à rotina, como trocar escadas rolantes e elevadores por escadas convencionais. Existia uma teoria de que a gordura só seria queimada após o 20o minuto de atividade aeróbica, mas ela está ultrapassada.

Hoje, sabemos que isso pode acontecer no primeiro minuto, dependendo de fatores como o tipo de atividade e o condicionamento. Se você está apta e gosta de fazer o circuito, continue. Nos outros dias, encaixe atividades diversas para manter uma rotina de exercícios físicos no mínimo cinco vezes por semana.

Fonte: epoca.globo.com

Pneu sólido Tannus Musai agora disponível

A empresa Tannus desenvolveu um pneu maciço de poliéster com o objetivo de acabar com os problemas de furos nos pneus. O Tannus Musai era apenas um protótipo quando divulgamos pela primeira vez, agora, o pneu já está disponível no mercado para vendas.


A empresa sul-coreana desenvolveu a tecnologia chamada Aither I, que é o composto utilizado no pneu. Segundo a empresa a autonomia do pneu é de aproximadamente 9.000km, sendo ainda exclusivo para bicicletas urbanas e de estrada. O pneu ainda está não disponível no Brasil.

Fonte: Pedal.com

Ciclo Vídeo: Circuito do Ciclismo Mountain Bike Rio 2016

Há alguns meses, o video abaixo surgiu com as primeiras imagens da pista montada para os Jogos Olímpicos Rio 2016. Embora muitos tenham gostado do resultado, um grande número de pessoas criticou duramente o trajeto de 5,4km criado pelo sul-africano Nick Floros. Alguns alegavam que ele era muito artificial e pouco técnico se comparada às pistas utilizadas em provas de Mundiais e Copas do Mundo de XCO. Porém, com a realização do Evento Teste de MTB XCO neste domingo (11), os atletas tiveram a oportunidade de testar o traçado e o resultado foi bastante positivo.


Fonte: youtube

Google: Uso no Brasil de rotas para bicicletas no Maps aumenta 80%

Ferramenta para navegação cria rotas dando prioridade às ciclovias e ciclofaixas, respeitando inclusive seu horário de funcionamento


O aplicativo de navegação mais utilizado no mundo, o Google Maps, registrou um aumento de 80% na utilização de sua ferramenta de buscas por rotas de bicicletas desde que foi implementado no Brasil há três meses. A informação é do Google Brasil.

Segundo a empresa, este índice é similar ao de países que já utilizam o recurso há mais tempo, como o caso da França.

Disponibilizado no Brasil desde junho de 2015, o recurso de criação de rotas específicas para bicicletas já existia nos Estados Unidos e Europa desde julho do ano passado. Diferentemente do roteamento para automóveis, a ferramenta para navegação com bicicleta prioriza a existência de ciclovias e ciclofaixas, respeitando inclusive seu horário de funcionamento.

Segundo o blog oficial do Google no Brasil, o número de buscas por rotas de bicicletas realizado no terceiro mês desde seu lançamento superou em 80% seu mês de estreia. O blog destaca que este valor é comparável ao que aparece como uso deste tipo de rota na França, país onde bicicletas convivem com maior facilidade no trânsito local que no Brasil.

Além de traçar a rota pelo mapa, o Maps conta com outra ferramenta, o Map Maker, que permite criar uma rota em casa, como um passeio já programado e segui-lo pelo smartphone ou tablet.

O aplicativo Google Maps está disponível para download gratuito para as plataformas Android e iOS. 

Para baixá-lo, clique em um dos ícones abaixo:



Fonte: Google

Os 9 pecados capitais de quem utiliza freios a disco na bicicleta

Aumente a eficiência e a durabilidade dos freios evitando estes erros comuns

Os freios a disco são uma espécie de divisor de águas na história do Mountain Bike. Com o seu surgimento, surgiram novos parâmetros de segurança, dirigibilidade, conforto e baixa manutenção que dificilmente seriam superados pelos freios de aro.

Existem entretanto, cinco erros comuns que podem simplesmente arruinar a experiência de se pedalar uma bicicleta equipada com freios a disco. Confira:

Não conferir o desgaste das pastilhas

Em condições normais, freios a disco hidráulicos estão entre os componentes da bicicleta que menos requerem manutenção. Entretanto, suas pastilhas devem ser trocadas sempre que atingirem 60% de sua espessura original total (incluindo sua base metálica).

Como esta espessura total varia de fabricante para fabricante, peça para seu mecânico de confiança medir, com auxílio de um paquímetro, a espessura original da pastilha no momento de sua troca e anote o valor para conferência posterior.

Não trocar rotores gastos

Assim como as pastilhas, os rotores dos freios também sofrem desgaste, tornando-se mais finos com o passar do tempo.

Um rotor mais fino que o especificado torna-se mais frágil e inseguro, além de comprometer a eficiência da frenagem. Grande parte dos fabricantes de freios recomendam a substituição dos discos quando sua espessura torna-se menor que 1.5mm (A Hayes recomenda a troca aos 1,52mm).

Tocar a superfície do rotor com os dedos ou outra parte do corpo

Existem dois problemas aqui. O primeiro é a temperatura: após frenagens mais fortes, o rotor (disco) do freio pode ficar quente o suficiente para causar graves queimadoras na pele do ciclista desavisado.

Além disso, a oleosidade natural da pele poderá contaminar a superfície do rotor e por contato indireto, as pastilhas, causando a diminuição do poder de frenagem e aumentando o ruído durante o acionamento dos freios. isto vale para as luvas também, já que as mesmas provavelmente estarão ainda mais sujas que as mãos do ciclista.

Sempre que possível, limpe a superfície dos rotores com um pano que não solte fiapos ou papel toalha, embebido em álcool isopropílico, que pode ser encontrado em lojas de componentes eletrônicos ou farmácias de manipulação, ao preço médio de 20 reais. Este procedimento, se realizado após das pedalada, irá aumentar a vida útil dos discos e pastilhas dos freios.

Tentar desempenar rotores sem o ferramental necessário
Rotores de freio necessitam ser desempenados em uma
 desempenadeira profissional
Tentar desempenar um rotor de freio a mão durante uma pedalada pode até quebrar um galho, mas não é em absoluto a solução definitiva.

Rotores de disco são componentes de precisão que, uma vez empenados devem ser realinhados com o auxílio de ferramentas apropriadas. Tentar fazer isto ‘no olho’ poderá danificar de forma permanente o disco, que terá que ser substituído. Rotores severamente comprometidos terão o mesmo destino, infelizmente.

Não realizar o burn-in das pastilhas novas
O procedimento de burn-in deve ser utilizado sempre
 que as pastilhas ou rotor sejam novos ou forem substitídos
Toda pastilha de freio nova precisa ser submetida a um processo denominado queima ou burn-in, que garante a máxima eficiência de frenagem, ao ‘moldar’ corretamente sua superfície à dos rotores.

Partir diretamente para as trilhas sem realizar o procedimento de queima poderá contaminar de forma irreversível as pastilhas de freios, aumentando seu desgaste prematuro e diminuindo sensivelmente sua eficiência.

Para saber como proceder a realização do burn-in, leia o artigo A importância do burn-in em freios a disco para bicicletas.

Contaminar as pastilhas e/ou o rotor
Limpe a superfície das pastilhas e do rotor com um pano limpo embebido
 em álcool isopropílico ou algum produto específico para limpeza de freios
Caso algum tipo de contaminante químico como óleo, fluido de freio ou até mesmo isotônico entre em contato com o disco ou as pastilhas, retire imediatamente a roda e limpe vigorosamente a superfície das pastilhas e do rotor com um pano limpo embebido em álcool isopropílico ou algum produto específico para limpeza de freios.

Pastilhas contaminadas submetidas ao calor via de regra ficam irrecuperáveis, embora soluções paliativas possam ser tentadas em caso de emergência. O ideal, sempre que possível, é a sua substituição.

Não realizar a sangria do sistema hidráulico
Diferença no aspecto do fluido DOT novo (a esquerda)
 e o velho, contaminado, a direita)
Embora totalmente selado, o sistema hidráulico dos freios a disco requer a troca periódica de seu fluido de acionamento.

Fatores como a temperatura de trabalho, contaminantes externos que penetram por suas vedações e a própria qualidade do fluido fazem com que o mesmo perca sua principal e mais desejada característica, a incompressibilidade, que garante que a energia utilizada nas manetes não seja perdida em seu caminho em direção às pinças dos freios.

É recomendável que em sistemas hidráulico do freio tenha seu fluido de freio trocado pelo menos uma vez por ano ou sempre que os freios tenham seu comportamento normal de utilização alterado. Isto vale especialmente para freios que utilizem fluidos do tipo DOT, que são higroscópicos, ou seja, absorvem a umidade com o tempo de uso.

A japonesa Shimano, que utiliza óleo mineral no lugar do fluido DOT, não determina um período de tempo específico, mas recomenda que o mesmo deve ser trocado sempre que sua cor rosada original seja alterada.

Utilizar fluido errado no sistema hidráulico
Fluidos hidráulicos
Sistemas de freios hidráulicos utilizam basicamente dois tipos de fluido: DOT ou óleo mineral, totalmente incompatíveis entre si. Utilizar um fluido DOT em um sistema de freios desenhado para utilização com óleo mineral ou vice versa é a receita da catástrofe, resultando quase sempre, na perda irremediável dos freios.

Embora freios desenvolvidos para utilização com fluidos DOT 3, 4 e 5.1 sejam compatíveis o ideal é utilizar um número DOT igual ou superior ao que foi originalmente desenvolvido. Esta regra não vale para freios desenhados para o fluido DOT 5, totalmente incompatível com os demais fluidos DOT.

Já no caso dos óleos minerais não existe uma regulamentação que padronize suas características físico-químicas, como ocorre com a norma DOT. Devido a isto, existe o risco de que um freio da marca X possa não funcionar bem e até mesmo danificar-se caso seja utilizado com um óleo mineral da marca Y, já que sua performance e ponto de ebulição pode variar de marca para marca.

Para evitar este tipo de problema, utilize óleos minerais da mesma marca que o fabricante do freio de sua bicicleta.

Pressionar as manetes dos freios sem as rodas instaladas na bicicleta
A utilização de espaçadores plásticos inseridos nas pinças
de freios evita que os pitões empurrem as pastilhas uma contra as
outras em caso de acionamento da manete
Quando, por algum motivo, seja de armazenagem ou reparo, precisamos retirar as rodas da bicicleta, é muito importante que se evite o pressionamento das manetes de freio, caso contrário as mesmas acionarão os pistões das pinças, que forçarão as pastilhas a encostarem uma na outra, impedindo a reinstalação das rodas.

Felizmente, este é um problema de fácil solução. Com o auxílio de um espátula plástica para retirar pneus, afaste cuidadosamente as pastilhas. Caso não seja possível, retire-as e empurre os pistões para dentro da pinça com a mesma espátula (jamais utilize objetos ou ferramentas metálicas e pontiagudas nesta operação, pois poderá danificar os pistões.

Uma boa maneira de evitar este tipo de acidente é utilizar os espaçadores plásticos fornecidos com os freios, encaixando-os entre as pastilha para evitar seu fechamento.

Fonte: MTB Brasília, por André Ramos