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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

A bicicleta como impulso para a boa performance no ciclismo

Na Olimpíada, o ciclismo é uma modalidade que traz mais de dez medalhas (são 14 provas em disputa - sendo quatro na estrada e dez no velódromo), sem considerar que cada país competidor ainda pode brigar com mais de um ciclista. Essa gama de possibilidades é incrementada com o uso de tecnologia, considerando que as bicicletas são devidamente ajustadas ao biotipo do ciclista e à prova a ser disputada, seja no velódromo ou na estrada.

Nos Jogos de Londres 2012, apenas no ciclismo de pista, ou seja, no velódromo, serão 104 atletas para as provas masculinas e 84 para as provas femininas na briga pelo pódio. E, para que o sonho se torne real, o maior amigo do atleta é a bicicleta que reúne características diferentes de acordo com a prova. Nesse sentido, o sistema de marchas e peso são duas das principais diferenças entre a estrada e a pista.

Fernando Fermino, preparador do Centro Olímpico de Ciclismo de São Paulo, explica que as utilizadas no velódromo (conhecidas como pisteiras) não possuem sistema de troca de marchas nem freios; já as de estrada (estradeira) possuem 20 marchas e o peso reduzido, a fim de melhorar a performance nas subidas.

- Durante a competição, as bicicletas de pista não têm sistema de troca de marchas, ou seja, opta-se por uma transmissão prévia. Depois de começar a pedalar, não tem como mudar. A catraca é fixa, não tem como parar de pedalar - completa Fernando.

André Gustavo também conta particularidades do principal equipamento do ciclismo

Outro fator decisivo é o peso, já que, em algumas provas, os ciclistas percorrem mais de 200 quilômetros entre estradas planas e montanhosas. A ciclista Sumaia Ribeiro é um bom exemplo de atleta de velocidade que prioriza a leveza da bicicleta. Em entrevista ao AHE!, ela destaca que, como as competições são rápidas, quanto mais leve a bicicleta, melhor será a performance.

- A minha é toda de carbono com um freio bem mais leve. A roda é o que mais tira peso da bicicleta. Esse aro e essa roda aqui também são de carbono. A roda pesa um quilo - diz a ciclista.

Leveza é uma característica que impulsiona a velocidade, mas pouco adianta se a bicicleta não for rígida. Sumaia explica que ela precisa ser assim para que toda a força que for empregada sobre ela impulsione o atleta para uma boa corrida.

- A rigidez é importante porque, caso contrário, existirá perda de força aplicada nos pedais - ressalta Fernando.

Custo de bicicleta para velódromo chega em torno de R$ 20 milEscolher entre um estilo e outro é questão de gosto. Tem a ver com a personalidade e o perfil de cada atleta.

Diferentemente de Sumaia, Andre Gustavo pratica o ciclismo no velódromo. Ele até gosta de acompanhar as provas de rua, mas conserva a sua bike para a pista.

- Para começar a treinar, com apenas R$ 2 mil você já consegue. Mas não é o ideal. O melhor é ter uma bicicleta boa. Uma de alto nível para o velódromo custa em torno de R$ 20 mil - conta Andre, ressaltando que uma roda de cerâmica para uma bicicleta como essa custa em torno de R$ 6 mil. - O preço ainda é tão alto porque essas bicicletas ainda não são tão comuns no Brasil. O gasto é grande porque estamos engatinhando. Ainda temos que andar mais, para depois sair correndo - brinca.

AHE! BETA

Confederação Brasileira de Ciclismo divulga calendário do BMX para temporada 2012

O calendário do bicicross, ou BMX, divulgado nesta terça-feira pela Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC). As competições tem início em fevereiro, nos dias 11 e 12, pelo Campeonato Latino Americano, em Santiago, no Chile. As inscrições podem ser feitas até 01/02 e os interessados devem possuir licença internacional da UCI (União Ciclística Internacional), emitida pela CBC.

Na sequência do evento chileno, está marcada a Copa Internacional de BMX, que será realizada em 9 e 10 de março, em São Paulo. Também em março, nos dias 16 e 17, os atletas correm a primeira etapa da Copa do Brasil, em local ainda indefinido. Nos dias 27 e 28 de abril ocorre o Campeonato Pan-Americano, em Santa Cruz, na Bolívia. O Campeonato Brasileiro da modalidade será em 5 de maio, em Paulínia (SP).

A última competição antes dos Jogos Olímpicos de Londres será o Mundial de BMX, que também ocorre na Inglaterra, mas na cidade de Birmingham. Após a competição olímpica, os atletas terão a segunda e terceira etapas da Copa do Brasil, uma em 17 e 18 de agosto e outra nos dias 12 e 13 de outubro. Por fim, será disputado o Pré-Latino Americano, nos dias 27 e 28 de outubro.

Os calendários de Estrada, Moutain-bike e Pista já haviam sido divulgados anteriormente pela entidade e assim como o do bicicross, pode ser encontrado no site da CBC.

TJDF condena empresa de ônibus a indenizar filha de ciclista atropelado

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal condenou uma empresa de ônibus a pagar R$ 20 mil de indenização por danos morais à filha de um ciclista atropelado e morto por um veículo da empresa em 2008. O caso foi analisado em 1ª e 2ª instâncias e não cabe mais recurso.

De acordo com a filha do ciclista, o acidente aconteceu na DF-230, rodovia que liga Planaltina (GO) ao DF, às 7h10 da manhã. Ela diz que o pai pedalava no acostamento da via quando foi atropelado pelo ônibus e jogado a três metros de distância.

Para ela, o acidente ocorreu por negligência do motorista e a perda do familiar lhe causou dor e sofrimento passíveis de indenização por danos morais. A empresa contestou e afirmou que o acidente teve culpa exclusiva da vítima

Os juízes consideraram que a alegação da empresa não foi comprovada nem pela perícia policial nem pelas testemunhas ouvidas no processo e decidiram a favor da mulher.

Fonte: G1

Um sistema de marcha diferente de tudo que vocês já viram!

Essa bike é uma verdadeira façanha a engenharia ciclística. Ela tinha duas marchas que funcionavam da seguinte forma: Pedale para frente, marcha pesada. Pedale para trás e a marcha fica leve. 


Essa bike se chama Cycles Hirondelle Rétro-Direct. Foi criada na França em 1925 e pesava 18,7kg.
Com um sistema muito interessante que fazia uma espécie de torção na corrente da bicicleta. Ela conseguia fazer façanha, de fazer a bike andar para frente, pedalando para frente, ou para trás.


Ao pedalar no sentido contrário, o sistema transmitia a forma para uma catraca maior, ou seja, uma marcha mais leve. Apesar de ser bem estranho era uma alternativa para se pedalar nos terrenos montanhosos em uma época que marchas de bicicletas eram muito raras.


Fonte e Fotos: Livro CyclePedia

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Seu quadro na medida certa

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Ronaldo ‘Fenômeno’ de bicicleta

Na manhã desta segunda-feira, um dos assuntos mais comentados no Twitter entre quem usa a bicicleta como meio de transporte era sobre Ronaldo, o ‘Fenômeno’. E o tema era bicicleta, e não futebol!

Logo cedo, Ronaldo publicou na sua conta no Twitter que “agora a moda é chegar na reunião de bike”. E junto colocou uma foto dele usando capacete e segurando uma bicicleta.


Não sabemos se essa reunião é aqui em São Paulo ou em alguma cidade da Europa, mas o exemplo dado por Ronaldo, que tem mais de 2,5 milhões de seguidores no Twitter, é muito importante para popularizar a bicicleta como meio de transporte e mostrar que a bike pode (e deve) ser usada por pessoas de todas as classes sociais, inclusive milionários como o ex-jogador.

Vale dizer que Ronaldo estava super antenado na tendência ‘Cycle Chic‘, pedalando com as mesmas roupas usadas na reunião. Ótimo exemplo do ‘Fenômeno’!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Campeonato Mundial de ciclismo de pista de 2014 será em Cali, na Colômbia

Evento foi disputado pela última vez na América do Sul em 1995, em Bogotá

O Campeonato Mundial de ciclismo de pista vai voltar a ser disputado na América do Sul. Nesta sexta-feira, a União Ciclística Internacional (UCI) anunciou que a cidade de Cali, na Colômbia, será a sede da competição em 2014. A também colombiana Bogotá, em 1995, havia sido a última cidade do continente a receber o evento.

Como a Colômbia é um país com tradicição no ciclismo, a UCI decidiu presentear o país com a organização do Mundial. Em dezembro do ano passado, Cali foi também sede de uma das etapas da atual Copa do Mundo da modalidade.

O irlandês Pat McQuaid, presidente da UCI, anunciou também que Minsk, na Bielorrúsia, receberá o Mundial de ciclismo de pista em 2013.

A competição, que é disputada desde 1993, teve sua última edição em Apeldoorn, na Holanda. Neste ano, o evento será realizado em Melbourne, na Austrália, no mês de abril.

França estimula empresas a adotarem bicicleta

Sistema de isenção fiscal vai beneficiar companhias que pagarem custos do transporte a seus funcionários

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França foi um dos primeiros países a
adotar o sistema de aluguel de
 bicicletas públicas
As empresas francesas que financiarem o transporte de seus funcionários por bicicleta vão pagar menos impostos. A medida foi anunciada nessa quinta-feira pelo governo Francês e comentada pelo ministro dos Transportes, Thierry Mariani.

“A ideia que tivemos é oferecer insenção de acordo com a quilometragem rodada em bicicleta pelos funcionários de uma empresa, em um sistema similar ao que já existe na Bélgica”, explicou Mariani, citando o modelo belga de compensação de 21 centavos de euro por quilômetro rodado. “A participação seria facultativa.”

Mariani indicou que outras medidas ainda serão estudadas, como modificar a norma de circulação para permitir que os ciclistas avancem o semáforo vermelho quando virarem à direita, marcar as bicicletas com código para combater os roubos e construir mais ciclovias.

A norma, apresentada em Paris, é resultado de um estudo encomendado pelo Executivo ao deputado e prefeito do 15º distrito de Paris, Philippe Goujon. Ao jornal “Le Figaro”, Goujon estimou em 20 milhões de euros o custo do projeto para o governo.

Band News

Conheça o Giro 1300, projeto que visa difundir o uso da bike no Brasil

Chrome Bags e Spokes apoiam o projeto Giro 1300, que visa difundir o uso da bike no Brasil


Seis bikers irão percorrer quatro estados e 1300 km com o objetivo de incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte acessível, saudável e uma alternativa para minimizar o impacto causado pela emissão de carbono dos automóveis

A Chrome Bags - marca norte-americana de mochilas e acessórios, que acaba de chegar ao Brasil - e a Spokes - loja voltada para o conceito do ciclismo urbano, com produtos diferenciados no mercado de bikes - vão apoiar um projeto inovador, que visa incentivar o uso da bicicleta em todo o país: o Giro 1300 (http://giro1300.com).


Idealizado por seis amigos (Jean Michel, Guilherme Schubert, Renato Corrêa, Diego Gutierrez Casallas, Douglas Coêlho de Lima e Diego Camacho), o projeto surgiu com o objetivo de fazer uma viagem documentada em vídeo partindo de São Paulo (SP), no dia 26 de janeiro, e seguindo até Porto Alegre (RS), no dia 4 de fevereiro. A inspiração teve origem na viagem que 11 ciclistas realizaram no Japão entre Tóquio e Osaka.

No Brasil, os bikers percorrerão quatro estados e 1300 km em 10 dias. A cada dia também será disputada uma etapa entre os seis ciclistas, seguindo o modelo Alley Cat: uma espécie de torneio informal criado e difundido pelos bike entregadores de todo o mundo, que consiste em uma corrida dentro da cidade, onde os competidores têm que cumprir um percurso passando por check-points.
Entre uma parada e outra, os bikers também vão aproveitar para promover eventos e oficinas nas principais cidades por onde passarem.


 
"No registro da viagem, os participantes também irão mostrar o crescimento do uso da bike no Brasil como um meio de transporte seguro, saudável, acessível, além é claro de não agredir o meio ambiente. A Chrome Bags e a Spokes não poderiam ficar de fora desta iniciativa. Os participantes vão usar mochilas, acessórios e tênis Chrome Bags, colocando também à prova os produtos, além de outros itens vendidos na Spokes, como o sistema de iluminação Bike Glow e os lubrificantes Boeshield T-9. Desejamos muita sorte e sucesso aos participantes durante o evento", comentou Guga Santos, representante da Chrome Bags no Brasil e sócio da Spokes.

Confira as etapas do Giro 1300:
1ª Etapa: São Paulo-SP x Miracatu-SP 140km
2ª Etapa: Miracatu-SP x Cajati-SP 102km
3ª Etapa: Cajati-SP x Curitiba-PR 169km
4ª Etapa: Curitiba-PR x Joinville-SC 139km
5ª Etapa: Joinville-SC x Blumenau-SC 117km
6ª Etapa: Blumenau-SC x Florianópolis-SC 151km
7ª Etapa: Florianópolis-SC x Laguna-SC 123km
8ª Etapa: Laguna-SC x Sombrio-SC 129km
9ª Etapa: Sombrio-SC x Osório-RS 126km
10ª Etapa: Osório-RS x Porto Alegre-RS 100km
Para saber mais sobre o projeto, acesse: http://giro1300.com

Informações sobre a Chrome Bags:

Spokes:
Rua Augusta, 1492, loja 12, São Paulo - SP
Telefones: (11) 3895-4384 / (11) 3895-4332

Imprensa:
FGCom
Fernanda Gonçalves/André Stepan
Tel: (11) 3042-8910
Cel. (11) 8245-4511 / (11) 7891-6244
fernanda@fgcom.com.br / andre@fgcom.com.br

Brasileiro supera Alberto Contador no Contra-relógio do Tour de San Luis

O ciclista Magno Prado, da equipe de Pindaminhangaba, superou o tempo de Alberto Contador na etapa de Contra-Relógio do Tour de San Luis.


Com o tempo de 23m17, Magno conseguiu a 5ª colocação na etapa de CRI. Ele ficou apenas 44 segundos atrás do vencedor Levi Leipheimer da Omega-QuickStep e 17 segundos na frente de Alberto Contador, que ficou em sexto lugar.

Agora, Magno Prado está em 9º lugar na classificação geral da competição. Muito legal tem um ciclista entre os 10 primeiros em uma competição com vários Titãs do ciclismo mundial.

Briga pela liderança.


Lá na ponta a briga continua feia. Alberto Contador tinha conseguido a liderança durante a subida do Mirador na etapa anterior. Porém a diferença para Leipheimer era de apenas 4 segundos.
Com a vitória no CRI Leipheimer abriu uma boa vantagem, vamos ver como vai ficar essa briga.

Resultados

Etapa:
1Levi Leipheimer (USA) Omega Pharma-QuickStep0:22:33
2Vincenzo Nibali (Ita) Liquigas-Cannondale0:00:23
3Stefan Schumacher (Ger) Christina Watches-Ofone0:00:38
4Sylvain Chavanel (Fra) Omega Pharma-QuickStep0:00:39
5Magno Prado Nazaret (Bra) Funvic-Pidamonhangab0:00:44


Classificação geral.
1Levi Leipheimer (USA) Omega Pharma-QuickStep13:07:52
2Stefan Schumacher (Ger) Christina Watches-Ofone0:00:53
3Vincenzo Nibali (Ita) Liquigas-Cannondale0:00:55
4Alberto Contador Velasco (Spa) Team Saxo Bank0:00:57
5Sylvain Chavanel (Fra) Omega Pharma-QuickStep0:01:20
6Daniel Diaz (Arg) San Luis Somos Todos0:01:36
7Luis Mansilla (Chi) Chile0:01:43
8Jose Rodolfo Serpa Perez (Col) Androni Giocattoli0:01:49
9Magno Prado Nazaret (Bra) Funvic-Pidamonhangab
10Andrey Amador Bakkazakova (CRc) Movistar0:02:51


Qual capacete e par de luvas são ideais para o ciclista?

Trazemos agora algumas dicas de segurança para os ciclistas e até falamos sobre alguns itens que não devem ser esquecidos na hora de andar de bike pelas ruas. Vamos dar dicas de como escolher o melhor capacete e as melhores luvas para garantir a sua segurança.

Capacetes

O capacete deve ser pensado como um item essencial para a segurança do ciclista. Na hora de escolhê-lo, não se deve levar em consideração somente a estética, mas muitos outros detalhes que muitas vezes passam despercebidos. O capacete ideal para o ciclista é aquele que se ajusta bem à cabeça do ciclista. Capacetes apertados incomodam muito e podem causar dores de cabeça, enquanto aqueles frouxos demais podem não ser tão seguros. O sistema de ventilação e de respiração, assim como a leveza do material também deve influenciar na escolha desse item, pois em dias de calor você precisará de um acessório que não o deixe literalmente de cabeça quente.

Quanto ao preço, muitas vezes economizar na compra é sinônimo de adquirir um produto de qualidade duvidosa. Os capacetes que aliam essa quantidade de requisitos nem sempre são muito baratos. Não se deixe influenciar também pelas marcas usadas por ciclistas famosos, pois nem sempre o que é bom para eles será também para você. Prefira os de cor mais clara e chamativa, que são excelentes para fazer com que você seja visto pelos motoristas, pedestres e motociclistas. E a dica mais essencial: SOMENTE compre capacetes que tenham o selo de qualidade do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Isso só vai garantir que o seu acessório foi testado e aprovado em situações de risco.

Luvas

Como medida instintiva, em caso de queda sempre nos apoiamos com as mãos no chão para proteger o rosto e tronco dos efeitos mais graves do tombo. Com o ciclista isso não é diferente, mas a luva também em alguns casos o protege de insetos, galhos, espinhos e de machucados nas mãos e tensões no punho. Por isso, ao comprar um par de luvas, deve-se levar em consideração o tipo de atividade que você faz com a sua bike. Em caso de cross-country, as luvas mais adequadas são aquelas que protegem toda a mão e metade dos dedos. Já para os que fazem downhill, as luvas totalmente fechadas são as mais indicadas.

Quando for comprar suas luvas, verifique se o material delas protege suas mãos de impactos e se ele permite a transpiração e secagem rápida para os dias quentes. Materiais leves e resistentes permitem mobilidade e proteção em caso de acidentes. Por isso, nunca se esqueça de levar também um par de luvas quando for andar de bike, seja no calor ou no frio e não se esqueça que o conforto também deve ser considerado na compra desse acessório.

França reduz impostos de empresas que incentivarem funcionários a usarem bicicleta

A bike continua ganhando espaço pelo mundo. Afinal, os diversos benefícios da bicicleta são mais do que evidentes para as cidades e para as pessoas.

Foto: James Startt
O governo francês anunciou que vai reduzir impostos de empresas que estimularem a utilização da bicicleta por parte de seus funcionários. O Ministro dos Transportes Thierry Mariani, que anunciou a medida, explicou que a redução do imposto será proporcional a quantidade de quilômetros percorridos pelos funcionários da empresa.

Além dessas medidas, o governo está mudando algumas regras de trânsito para facilitar a vida dos ciclistas.

Primeiras lojas SSC são inauguradas no Brasil

As primeiras lojas SSC do Brasil acabaram de ser inauguradas. Por enquanto cinco lojas já estão prontas para receber seus clientes com um atendimento exclusivo: Bike Time, Demarchi Biciclette, Sport Bike, Twins Bike Shop e Special Adventure.

Para quem ainda não sabe, o SHIMANO Service Center - SSC é um centro de referência técnica SHIMANO já bastante consolidado em países da Europa, Ásia e América do Norte, agora sendo implantado no Brasil, que tem o objetivo de certificar lojas e formar profissionais altamente capacitados para atender quaisquer dúvidas sobre produtos e tecnologias SHIMANO.

Para se tornarem SSC, as lojas passam por um criterioso processo de seleção. As que forem selecionadas enviam seus mecânicos para um treinamento intensivo oferecido pela SHIMANO. Todas as lojas passam por uma repaginação para conter oficina com padronização visual SHIMANO, contendo mobiliário exclusivo, além de ampla linha de produtos, peças de reposição e ferramental completo da SHIMANO.

Ouutras lojas serão inauguradas em breve e estão previstas novas inscrições. Fique conectado no site da SHIMANO para mais informações. As lojas interessadas podem tirar suas dúvidas através do e-mail ssc@shimano.com.br ou do telefone (11) 3884-5671.

Confira as lojas que estão já estão certificadas:

Foto: (de cima para baixo) José Maria,
da loja Bike Time, e irmãos Demarchi,
da Demarchi Biciclette.

Bike Time
Rua Luís Góis, 1343 - Saúde, SP
Tel: (11) 5072-3608 / bike.time@hotmail.com

Demarchi Biciclette
Rodovia Osvaldo Reis, 3612 - Praia Brava, Itajaí - SC,
Tel: (47) 3349-1511/ 3349-1527

Sport Bike
Loja 1: Rua 9, 712 – Centro / Rio Claro (SP) - CEP: 13500145
Loja 2: Av. Maria Thereza Silveira Barros, 441
Jd. Aquarius, Limeira
Tel: (19) 3444-3962 /(19) 3523-6630 / adao@sportbike.com.br

Twins Bike Shop
Rua Visconde de Mauá, 23 - Itoupava Seca - Blumenau - SC - CEP: 89030-020
Tel:(47) 3037 1020 / twinsbike@twinsbike.com.br

Special Adventure
Rua General Polidor, 174, Botafogo
Tel: (21) 2266-3002 / contato@specialadventure.com.br

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

World Bike Tour 2012 faz sucesso pelas ruas no aniversário de São Paulo

Mais de oito mil ciclistas participaram do evento World Bike Tour 2012 na capital paulista


O World Bike Tour São Paulo levou 8 mil pessoas para pedalar no 458º aniversário da capital paulista. O passeio ciclístico, que pelo terceiro ano consecutivo contou com o patrocínio máster do Grupo Bradesco Seguros, teve 9km de percurso, com a largada na Ponte Otávio Frias (Ponte Estaiada) e a chegada na Universidade de São Paulo (USP).

“O World Bike Tour já se tornou tradição no aniversário de São Paulo. O Grupo Bradesco Seguros patrocina este evento pelo terceiro ano consecutivo, por estar alinhado às ações nas quais o Grupo investe, como a prática do exercício físico, o incentivo à qualidade de vida, o bem-estar e à adoção de hábitos mais saudáveis, além da convivência harmoniosa entre ciclistas, motoristas e pedestres”, explica Alexandre Nogueira, Diretor de Marketing do Grupo Bradesco Seguros.

Todos os participantes inscritos no World Bike Tour São Paulo 2012 levaram para casa o equipamento necessário para o passeio, que incluiu bicicleta, capacete, mochila e camiseta.

Dez mecânicos do serviço SOS Bike estiveram espalhados no percurso do Bike Tour, ajudando os ciclistas que tiveram contratempos com suas bicicletas.

Após o evento, quinze “Bikes Anjos” guiaram os participantes pedalando em comboios a pontos estratégicos de retorno, como a Ponte Estaiada, estações de Metrô e de Trem, e para vários bairros de São Paulo. Os “Bike Anjos” são ciclistas experientes que trabalham por uma cidade mais humana, onde todos possam pedalar nas ruas.

O World Bike Tour já passou pelas cidades de Lisboa e Porto, em Portugal, e Madri, na Espanha.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Pousada Azul Maria, de São Sebastião (SP) implanta serviço de bicicletas para hóspedes

Área de guardas-sóis e espreguiçadeiras daPousada Azul Maria,
à beira da praia da Baleia (foto: azulmaria.com.br)
 "A praia da Baleia é ótima para andar de bike. Era comum nossos hóspedes nos verem de bicicleta, ou até mesmo vê-las estacionadas no hotel, e pedí-las emprestadas". É esta a justificativa de Bibiana Kumpera, proprietária da Pousada Azul Maria, de São Sebastião (SP), para o novo serviço que vem sendo oferecido desde o final de 2011, no qual os hóspedes podem dar umas pedaladas com equipamentos disponibilizados pelo próprio empreendimento.

Segundo a executiva, não há custo algum para o cliente fazer uso dos veículos. Para usar as bicicletas, é preciso apenas fazer a solicitação com algumas horas de antecedência na recepção da pousada, para que se verifique a disponibilidade. Há, inclusive, cadeirinhas para que os pais possam transportar crianças de até cinco anos.
"Todos que usam as bicicletas adoram", garante a proprietária, que não divulgou os valores investidos no projeto.
A Pousada Azul Maria está localizada a 50 metros da areia da praia da Baleia. São apenas 17 apartamentos, equipados com roupas de cama Trussardi e amenities L?Occitane, além de banheira de hidromassagem, ofurô ou jacuzzis em cada suite.

(Dênis Matos)

As influências climáticas na pedalada

Bicicleta na Chuva

Costumamos dizer que um dos maiores inimigos do ciclista é o clima, desde que este nos pegue despreparados!

O sol pode castigar o ciclista e a chuva pode esconder buracos no asfalto e ainda atrapalhar na hora de usar o freio. Portanto, esteja preparado para as mudanças climáticas e saiba como evitar acidentes nas mais variadas condições.

Quando pedalamos em dias ensolarados, é comum que o nível de raios ultra-violeta aumente, por isso é muito recomendado usar óculos com proteção aos raios UV. Além disso, o óculos também protege contra pequenos detritos do asfalto, levantados pelos carros que passam, até pequenas folhas, galhos e poeira, como já comentamos no post sobre equipamentos recomendados para uma pedalada mais segura.

Em dias de sol, o ciclista também deve dar atenção especial à hidratação do corpo, que acaba perdendo muito mais líquidos em dias quentes. A pele deve ser sempre protegida com creme ou gel bloqueador solar. Não se esqueça da nuca, que fica muito exposta na bicicleta, e também dos braços e mãos, caso não esteja usando luvas. Usar roupas claras também ajuda a dissipar o calor.

Pedalar na chuva é possível, mas você deve tomar cuidado redobrado. Com o chão molhado, reduza sempre a velocidade. Além de diminuir a visibilidade e a audição tanto do ciclista quanto do motorista, a pista molhada reduz a aderência dos pneus ao solo, fazendo com que a distância de frenagem da bicicleta aumente ou se torne irregular. Por isto, nesta situação, utilize o freio delicadamente.

Se houver muita água acumulada na pista, tome cuidado e desvie das poças, que podem esconder algum buraco no asfalto. Quando chove, o ciclista também deve ter cautela ao passar sobre paralelepípedos, tampas de bueiros e sinalização pintada no solo, que se tornam um “sabão” quando molhados. Ao pedalar durante a noite ou sob chuva, utilize sempre um farolete de iluminação para aumentar sua segurança. E capacete sempre, né?!

Com essas dicas, você vai ver como é possível pedalar sob as mais adversas condições. Mesmo que você não planeje pedalar na chuva, nunca se sabe quando o tempo vai virar e às vezes pode ser impossível fugir do temporal.

 EuVou de Bike

Desafio Impacto BIke de MTB


Informações:
Jailson Torres
Impactobike / Impacto Moto Bike
(81) 9968-1127 / (81) 3268-5311
Skype: jailson.torres
E-mail: jailson_torres@hotmail.com

Houston desenvolve bicicleta para Cerapió 2012

A Houston é patrocinadora da 25ª edição do Cerapió, maior rally de regularidade da América Latina. Parceiros de longa data, a empresa não poderia ficar de fora da festa do Jubileu de Prata do evento.

A exemplo do ano passado, a Houston irá premiar os vencedores de todas as modalidades com uma bicicleta Houston Cerapió, desenvolvida exclusivamente para o evento, com a logo dos 25 anos do rally. A bicicleta foi produzida com as cores preta e prata, celebrando a edição comemorativa em grande estilo.

“Para nós da Houston é muito gratificante podermos participar do aniversário de 25 anos do Cerapió.

Temos uma parceria antiga e não poderíamos ficar de fora em uma ocasião tão importante”, afirma Paulo Rubens, gerente de marketing da Houston.

A 25ª edição do Rally Cerapió começou neste domingo, 22 de janeiro, e vai até a próxima semana. O rally, que tem provas de bicicleta, carros, motos e quadriciclos, está sendo disputado entre Fortaleza e Teresina.

Quanto dempo dura uma bicicleta?


Quanto tempo dura uma bicicleta estacionada em uma rua movimentada? Em Nova York, mais ou menos sete meses.

Para descobrir o que acontece com uma bicicleta na rua, a Red Peak Branding largou uma bike toda equipada em um paraciclo de uma rua movimentada do Soho, em Nova York. Para documentar o que acontecia com a bicicleta, uma foto era tirada diariamente, e o resultado você vê no vídeo abaixo:



Como foi possível observar, a cestinha de vime durou 210 dias, cerca de sete meses! O selim foi embora um pouco depois, por volta do 230º dia. No dia 250, no início do oitavo mês, a roda da frente foi roubada. E não demora muito mais do que isso para que o quadro seja levado.

Quanto tempo será que esse experimento duraria em São Paulo? Alguém quer tentar?

- Vimos o vídeo no Bluebus

EuVoudeBike

O charme das bicicletas antigas

Reportagem mostra o mundo dos colecionadores e restauradores de antigas

Wanderer 1929
 A primeira versão da bicicleta com pedais, muito parecida com as atuais, foi inventada na França em 1860 por Pierre Michaux, que, em 1865, montou a primeira fábrica de bicicletas do mundo, a Biciclos Michaux. A invenção impulsionou a indústria da bicicleta pela sua eficácia e versatilidade e encantou os ricos da época.

No Brasil, as primeiras bicicletas chegaram entre 1850 e 1870 na capital do Império, Rio de Janeiro. Imigrantes de origem alemã, italiana e suíça, que começaram a chegar no Sul do Brasil a partir de 1850, também podem ter trazido na bagagem algumas magrelas. Em 1896, São Paulo ganhou o primeiro velódromo da América do Sul.

Restaurar, colecionar ou apenas possuir uma bicicleta antiga para rolês de finais de semana é o passatempo e o ganha-pão de muita gente séria e comprometida em preservar a memória e os costumes de uma época.

ESTILO E HISTÓRIA

Gazelle 1953
No rastro dos programas de TV a cabo norte-americana como o Overhaulin’ do Discovery Channel, o programa Lata Velha, apresentado aos sábados na Rede Globo por Luciano Huck, é um reality show que acompanha a restauração completa do carro de algum telespectador.

Os programas do gênero ajudam a disseminar entre os mais jovens o amor pelas antigüidades, seja carro, moto ou bicicleta.

“Muita gente que gosta de carros antigos acaba migrando para as bicicletas, pois é mais fácil e não tem motor”, garante Marcelo Afornali, curitibano de 35 anos pós-graduado em História, apaixonado por tudo o que é antigo e com mais de 50 restaurações no currículo. “Sou um verdadeiro ímã de ferro-velho”, diverte-se.

O perfil dos aficionados por bicicletas antigas é bem diversificado. Até uns cinco anos atrás, pessoas da faixa dos 40 anos começaram a se interessar pelas marcas brasileiras – antes, o interesse era só pelas importadas e as nacionais chegaram a ser desprezadas por causa da baixa qualidade.

Schwinn Phanton

Muita gente que procura uma peça antiga busca uma bicicleta que marcou determinada época de sua vida. Outros procuram a antigüidade por influência de parentes próximos.

A moda das antigas já gerou o surgimento de grupos e eventos. Em Curitiba, o próprio Afornali organizou duas edições de um rali para bikes antigas, em 2004 e 2005, que reuniu cerca de 30 participantes.

Em São Paulo, todo primeiro domingo do mês proprietários de antigas se reúnem na Estação da Luz para conversar e pedalar. “A bike restaurada deve ser curtida, afinal deu tanto trabalho ao colecionador”, afirma.

ESPECIALISTAS NO PASSADO

Bianchi Topázio
O paulistano Marcos José Perassollo, de 52 anos e desde 1984 envolvido com restaurações de bikes antigas, é considerado o maior especialista do Brasil no assunto e já restaurou mais de 150 bicicletas.

Perassollo é um artista que divide seu tempo entre “mock-up” (réplicas fiéis de objetos usadas em propagandas) e restaurações.

No seu galpão no bairro do Butantã tem mais de 300 bicicletas. Dessas, 80 estão perfeitas e 30 têm “nível internacional de qualidade”. A jóia de sua coleção é uma Bone Shaker, aquelas bikes com rodas dianteiras gigantes do final do século XIX.

Outro destaque de seu acervo é uma italiana Fratelli Vianzone, todinha de madeira.

Afornali também tem um acervo considerável com 25 bikes. A mais antiga é uma bike alemã Wanderer, de 1929, em perfeitíssimo estado. Mas o curitibano se recusa a ser chamado de restaurador. “Sou apenas um especialista em marcas de bicicletas antigas”.

Ambos põem a mão na massa e só mandam fazer fora a pintura, cromação e, eventualmente, algumas peças. Tanto Perassollo quanto Afornali têm oficinas próprias e com ferramentas de época, em polegadas.

Eles recebem a bicicleta, a desmontam e avaliam as necessidades. A partir daí, correm atrás do necessário.

Vianzoni
Ambos são unânimes ao afirmar que a restauração, mais que um ofício, é uma paixão. “O dinheiro que ganho é para sustentar esse vício. Não é pela grana”, garante Perassollo.

Além das bicicletas, colecionadores têm também roupas, acessórios, componentes (muitas vezes na caixa), ferramentas, cartões postais, revistas, catálogos, capacetes e sapatilhas.

O sonho de ambos é o mesmo: abrir um museu. “Precisamos principalmente de apoio financeiro. Precisamos também de um prédio seguro”, diz Afornali.

Um colecionador de verdade gosta de pedalar sua antiga. “É um pecado deixar uma jóia dessa na garagem”, concordam.

O prazo para a restauração varia de modelo para modelo e de bike para bike. Perassollo restaura uma Phillips em 45 dias, já uma Bianchi demora mais – no mínimo uns 60 dias.


PEÇAS NOVAS E RARAS

Não existem escolas para se aprender a restaurar. Amantes das antigas aprendem com muita pesquisa e com outros colecionadores-restauradores.

Muitos donos de antigas põem a mão na massa e aprendem com os próprios erros e, na maioria das vezes, recuperam a bicicleta.

“Eu aprendi estragando bicicletas. Depois que abri o site, aprendi muito”, confessa Afornali, criador do http://www.bicicletasantigas.com.br/ em 2002 e hoje uma referência no mercado de antigas. Atualmente Afornali vive do site.

Conseguir peças é apenas um dos desafios de se restaurar uma relíquia. No Brasil, quase não se encontram peças e os colecionadores costumam criar uma rede de amigos aficionados que trocam informações entre si.

“Isso não envolve dinheiro e sim amizade”, conta Afornali, que rotineiramente usa os amigos colecionadores – espalhados pelo mundo todo – para conseguir o que precisa. Alguns sites estrangeiros, e também o site do próprio Afornali, têm seções de classificados de componentes antigos.

Hermes Sport
Alguns componentes ainda são fabricados. É o caso dos pneus aro 28”, que entram na de produção da Pirelli brasileira uma vez por ano. Os clássicos selins ingleses da marca Brooks ainda são feitos normalmente, agora pela italiana Selle Royal.

Os câmbios embutidos no cubo traseiro da marca inglesa Sturmey Archer foram produzidos até meados da década de 90 e são encontrados com certa facilidade.

Às vezes a sorte bate na porta. Em 2005, um amigo procurou Afornali com uma Hermes 1951 0 KM. A bike estava esquecida em uma antiga bicicletaria de Santa Catarina. “Ela estava na caixa e embalada no papel original de fábrica”, lembra, orgulhoso. Hoje, a Hermes vale em torno dos US$ 4,5 mil.

Na busca por bikes e peças antigas, sempre vale uma garimpada nas pequenas bicicletarias de bairros e das pequenas cidades do interior. Muitas vezes, um componente ou uma bike inteira ficaram esquecidos num estoque à procura de um dono.

Dawes 1938

Na cidade de Bauru (SP), por exemplo, havia uma loja que tinha muito estoque antigo. No ano 2000 o proprietário faleceu e Afornali arrematou mais de 50 faróis, todos na caixa. Mas a ignorância falou mais alto: comenta-se que seis toneladas de bicicletas antigas, algumas novas e sem uso, foram vendidas para serem derretidas. Um crime.

Algumas marcas ainda mantêm em produção modelos clássicos, como a Schwinn Black Phantom, lançada em 1955 e ainda no catálogo, e a Schwinn Stingray, em produção desde 1973.

VALOR HISTÓRICO
Monark BMX Tanquinho

Bicicletas antigas não seguem regras de preços como outras antigüidades, que se norteiam pelos catálogos internacionais. O valor de uma restauração segue o seguinte princípio: quanto mais inteira e bem conservada uma bike, menos se gasta. E quanto mais antiga e rara uma bicicleta – ou uma peça -, mais cara ela será.

Perassollo cobra pelo menos R$ 3 mil por uma restauração. Tudo depende da marca, modelo e principalmente do estado de conservação.
 Afornali restaurou uma inglesa Rudge Whitworth 1949 verde que saiu por R$ 3.300 e levou um ano para ficar como nova. “Tem cara que manda importar um farol de R$ 1 mil. Mas há pessoas com limitação de verba que pedem para eu recuperar tudo. Depende de cada um”.

Depois de todinha restaurada a bike ganha outro valor. Uma francesa Gazelle 1953, de competição, é cotada em cerca de US$ 5 mil. Já uma rara norte-americana Bowden Spacelander chega a custar US$ 10 mil no mercado internacional de colecionadores (Veja quadro abaixo).

OS PROCESSOS

O principal objetivo de um restaurador é deixar a bicicleta como se tivesse saído da fábrica dias atrás. Tudo nela deve permanecer original e idêntico à bike da época, com os mesmos defeitos de fábrica, inclusive. Sim, o restaurador não tem o direito de corrigir falhas do projeto original da bicicleta. Alguns donos de bikes antigas, por mera falta de recursos financeiros, negligenciam esse objetivo e substituem peças por outras novas apenas para manter a bike rodando. É o que se chama de “reforma”.

Entenda a diferença dos processos:

Reforma: Processo pelo qual a bicicleta voltará a rodar. Adaptações e utilização de peças modernas são válidas e aceitas. A repintura pode ser feita com qualquer tipo de tinta em qualquer cor sem restrições.

Recuperação: Há um compromisso com a originalidade. A substituição de peças por tecnologias diferentes não é aceita. Se for necessária a substituição de um componente, o novo deve ser de preferência idêntico em tecnologia, forma e acabamento em relação ao original. A repintura deve, sempre que possível, conservar a cor original.

Restauração: É um processo difícil e demorado, pois só são aceitos componentes de época. Um simples cubo fabricado posteriormente, mesmo que idêntico em tecnologia, forma e acabamento, descaracteriza a restauração. A repintura deve obrigatoriamente utilizar a mesma cor original e o mesmo tipo de tinta que se usava no modelo original.

Passeio de bikes antigas, com Marcelo Afornali ao centro
MÃOS À OBRA
Para quem gosta da idéia de possuir uma antiga, mas anda meio sem grana para pagar um restaurador, a dica é conseguir uma antigüidade e dar um trato nela. Bikes antigas podem ser adquiridas por pouco dinheiro, depende da sorte. “Paguei R$ 100 nas minhas”, garante o paulistano Paulo de Tarso, dono de seis antigas: uma Bianchi, uma Norman, duas suecas, uma Caloi Sprint 10 e uma Caloi Eddy Merckx.

“Estava em Passa Quatro (MG) e vi um tiozinho com uma bicicleta. Ofereci R$ 100 pela bike e ele aceitou”. Outra forma de obter uma antiga é sondar amigos e parentes antigos e distantes (tio, avô, bisavô) ou freqüentar feiras, exposição e passeios de bikes antigas e pequenas lojas do interior.

O primeiro passo é identificar e datar a bicicleta, antes da desmontagem. Depois, tira-se muitas fotos para auxiliar na identificação da bike. Faça fotos bem próximas sempre que possível.

Muitas vezes, a marca está visível. Quando o fabricante ainda existe pode-se eventualmente contar com a ajuda do respectivo serviço de atendimento ao consumidor. As dificuldades começam, porém, quando não existem marcas ou ainda a marca identificada pertence a um fabricante que deixou de existir.

Outro componente importante que pode auxiliar na identificação, é o suporte de farol, uma chapa em “L” que muitos fabricantes moldavam com padrões específicos.

Procure anotar toda e qualquer inscrição que possa encontrar em qualquer parte da bicicleta. As mais comuns são:

1 – Número de série: A maioria dos fabricantes grava o número do quadro na parte inferior da caixa de centro (a parte do quadro onde é montado o eixo central dos pedais). A numeração é feita com punções de letras e números que, ao serem martelados contra a superfície metálica, marcam-na em baixo relevo.

Se sua bicicleta tiver um número desse tipo, cole sobre ele uma etiqueta auto-adesiva branca e esfregue grafite de lápis para ler o número. Daqui pra frente, toda a documentação que puder ser obtida, bem como as fotografias, devem ser guardados em uma pasta.

2 – Marcas em peças: Observe atentamente os cubos, pedais, pedivelas, coroas, alavancas de freios, guidão, âncoras de freios, aros etc.

Cubos Sturmey costumam ter inscrições em baixo-relevo, decalque-as e anote o número de série.

3 – Brasões: Muitos fabricantes no passado, além do letreiro com o marca pintado ou adesivado, utilizavam ainda um brasão rebitado na parte frontal da caixa de direção. Alguns brasões eram pintados sobre a chapa, outros eram em relevo. Se forem do segundo tipo, também podem e devem ser decalcados.

Com toda a documentação em mãos, pode-se iniciar o processo de identificação e datação. O primeiro passo é procurar dados do fabricante no Google. Outra fonte importante de informações sobre bicicletas antigas ainda é a memória popular. Não tenha receio de perguntar para pessoas mais velhas e não confie na sua memória. Tudo que ouvir, anote e coloque na pasta.

Na primeira etapa, todas as informações são importantes. Visite bicicletarias antigas e tradicionais. Torne-se amigo dos proprietários e diga a eles qual é a marca da bicicleta que você está restaurando. Mostre as fotos, pois muitas vezes a foto vai trazer memórias à tona e você só tem a lucrar com as informações obtidas.

Deixe seu nome e telefone nessas bicicletarias, pois, muitas vezes, após algum tempo você é surpreendido com um telefonema de algum bicicleteiro que ao fazer uma faxina na bicicletaria encontrou peças que você pode precisar.

ÚLTIMA DICA: Se comprar uma bicicleta de alguém desconhecido, dê preferência a uma bicicleta bem conservada, que tem como inconveniente o preço.

Controle a emoção se você encontrar uma bicicleta que procurava há muito tempo e “não dê bandeira”. Um vendedor mal intencionado, ao perceber sua emoção, pode resolver aumentar o preço.

A partir daí é começar a restauração propriamente dita, com a desmontagem. O ideal é trabalhar num lugar amplo e bem iluminado e de preferência com um piso de cor clara. Comece a desmontagem pelas rodas, pedais, selim, guidão, caixarias (direção e movimento central), depois freios e por último as rodas.

O ideal é ter o ferramental completo, inclusive com chaves em polegadas.

Colaborou Eduardo L. P. Jr

AS CLÁSSICAS
Algumas marcas e modelos de bicicletas se tornaram verdadeiros clássicos de época. Muitas vezes o sucesso é resultado de uma campanha de lançamento bem-sucedido, outras vezes é puramente o design que cultiva legiões de fãs. É o caso da norte-americana Bowden Spacelander, de design totalmente inovador. Essa jóia rara da década de 60 chega a valer US$ 10 mil.

MARCAS MAIS APRECIADAS POR COLECIONADORES
Inglaterra: Hercules, Raleigh, Humber, Rudge e Phillips
Suécia: Husqvarna, Svalan, Kroon, além das Hermes, Prosdócimo e Veja, que eram fabricadas pela Nyman
Alemãs: Wanderer, NSU, Adler, Dürkopp, Mielle e Göreck, essa última mais popular
Italianas: Legnano e Bianchi (quando não está quebrada está na oficina)
Francesas: Peugeot (lazer e competição), Automoto, Gazelle
Norte-Americanas: Schwinn e Columbia

BIKES QUE MARCARAM ÉPOCA NO BRASIL
A Caloi e a Monark disputaram por décadas o mercado brasileiro palmo a palmo. Alguns modelos que marcaram época:

CALOI
  • Caloi Berlineta – Final da década de 60 até meados de 80
  • Caloi Fiorentina – Década de 50
  • Caloi 10 – Lançada no Brasil em 1972 e inspirada na Bianchi San Remo, foi a primeira bicicleta com marchas que conquistou o mercado nacional. A versão Concorde é um upgrade fruto do sucesso de vendas. Teve também as versões Sprint e Sportissima.
MONARK
  • Crescent – de 5 e 10 marchas – Década de 70
  • Monareta – concorrente da Berlineta – Final de década de 60 até final da de 80
  • Monark Tigrão – lançada em 1971 – Teve criança que teve que fazer terapia por causa dela, inspirada na Schwinn Stingray
  • Monark Tanquinho – De 1978 a 1983 teve variações de modelo durante o período, nas versões Super (sem suspensão) e Turbo, com suspensão
  • BMX Pantera – Saiu em 1982, freio a tambor
PEUGEOT
A marca francesa chegou a ter bicicletas made in Brazil num passado não muito distante. Os quadros eram feitos sob licença em Minas Gerais e a bike era montada em Manaus. O modelo Prestige 10 fez sucesso. Deixou de ser fabricada em 1981.

CONTATOS
  • Pintura – Josué dos Santos – (41) 364.0292
  • Torneiro e têmperas – José Catarina – (41) 3367.5419
  • Restauração de selins – Ernesto Friesen – (41) 3369.1397
  • Cromagem – Irineu – (41) 3354.2853
  • Funileiro – Tadeu Rutickevicz (41) 3297.4162
  • Restaurador- Marcos Perassollo – (11) 3721.4220
  • Restaurador – Marcelo Afornali – (41) 3364.8703
PARA SABER MAIS

http://www.bicicletasantigas.com.br/ – O site do curitibano Marcelo Afornali é referência nacional no tema e dá um show de conteúdo e de navegação. Tem galeria de fotos com componentes novos e usados. A loja virtual tem de tudo um pouco e já vendeu até para o Acre. Tem internautas cadastrados no mundo todo que recebem notícias semanais.

http://www.museudabicicleta.com.br/ – O museu que funciona na antiga estação ferroviária de Joinville tem um acervo de 16 mil peças e vale a pena uma visita, mas o site carece de fotos e de informações e deixa a desejar.

http://www.oldroads.com/ – Site norte-americano com muita informação. Tem centenas de diagramas de montagem de componentes, galeria de fotos e fóruns de discussões. Em inglês.

http://www.classicrendezvous.com/ – Bem organizado, o site norte-americano traz informações separadas por nacionalidade e marcas e oferece fotos que ajudam os colecionadores na identificação e datação. Tem também uma lista de bike shops no exterior que comercializam bikes e componentes antigos. Em inglês.

http://www.bikecult.com/ – Site nova-iorquino com belas fotos de antigas e muita informação sobre bicicletas e componentes antigos, alguns estão à venda. O site oferece uma seção de classificados e no link das coroas (“chainrings”) tem imagens valiosíssimas que podem auxiliar bastante na identificação de bicicletas antigas. Em inglês.

http://www.sheldonbrown.com/ – Considerado uma bíblia da bicicleta, o site é um dos mais populares sobre ciclismo na net. Não é específico sobre bicicletas antigas, mas o mago Sheldon Brown dá dicas valiosas sobre restauração, principalmente dos cubos de marchas Sturmey-Archer. Vale a pena conhecer. Em inglês.

http://www.starerowery.prv.pl/ – Site polonês sobre as marcas polonesas do tempo da guerra. Uma seção é inteiramente a bicicletas usados no exército no tempo da II Guerra Mundial. Em polonês e inglês.

http://www.cykelhistoriska.se/ – Site do clube sueco de bicicletas históricas, fundado em 1997 e com 300 membros. Tem muitas fotos de componentes e uma seção de classificados. Em inglês, alemão e sueco.

www.rijwiel.net/index_2e.htm – Traz a história das bicicletas holandesas por marcas e dá dicas de restauro (em alemão). Vale a pena uma visita na galeria de fotos, que traz imagens antigas de pessoas comuns com suas bicicletas no início do século XX. Em holandês, alemão e inglês.

www.schwinnbike.com/heritage – A Schwinn fabrica bicicletas nos EUA desde 1895. O site da marca tem seções especialmente dedicadas aos colecionadores e amantes das antigas com fóruns e seção de classificados só das clássicas. Em inglês.

Texto de Marcos Adami – Colaboração de Marcelo Afornali

Dicas para uma boa largada no Cross Country

Profissionais da elite do mountain bike ensinam os macetes para largar bem numa competição de cross country


Concentração, posicionamento e treinamento específico são fundamentais
Largar bem em uma corrida de mountain bike pode definir seu destino no final da prova. Os craques da elite do esporte revelam para a Bikemagazine quais são suas manhas.

Para Adriana Nascimento, nove vezes campeã brasileira, o atleta tem de largar bem porque, como geralmente a prova começa com prova começa com um single track, fica difícil recuperar posições.

“Se não largar bem e perder posições, adeus. Por isso é preciso analisar bem antes o primeiro quilômetro da corrida para saber qual relação usar para ter uma arrancada rápida que permita que o atleta consiga adquirir e manter uma boa velocidade”, ensina.

Adriana: "Nos meus treinos faço várias largadinhas no começo e no fim"
Na hora da largada, a atleta conta que mantém o pé direito encaixado e o esquerdo apoiado no chão. “Fico balançando a bike, quase saindo. Encaixar o pé é um exercício que o atleta tem de treinar. Eu, no começo, tinha dificuldade para encaixar o pé com rapidez. Nos meus treinos faço várias largadinhas no começo e no fim”, continua. Para a biker, conhecer o circuito é fundamental e largar próximo do principal adversário deve ser uma preocupação constante. “Não se pode correr o risco de vir outro e entrar na sua frente”, completa.

Abraão Azevedo

Para Abraão Azevedo, o atleta deve também se preocupar em escolher a marcha certa para a largada.
“Uma dica é observar o terreno e ver se o solo permite tração ou não porque, geralmente, a largada exige muita tração da bicicleta”, explica. Para ele, alongamento e aquecimento, além de concentração, são essenciais para o atleta se preparar.

Albert Morgen, da Amazonas/Fuji/S.Sebastião, afirma que concentração é a base de uma boa largada. “Essa história de ter de ficar próximo do principal adversário só vem depois que a prova começa e a gente vê quem realmente está ou não em condições de briga”, diz.

Para Marcio Ravelli, a largada é um dos momentos mais importantes da prova. “O atleta precisa saber se compensa largar forte. Precisa ver o terreno. Saio sempre com o pé direito encaixado, a alavanca do pedivela acima do ponto-morto superior e com uma mão no bar-end e outra na manopla. A mão direita sempre na manopla para poder fazer mudanças rápidas de marcha. Uso sempre o lado direito para mudar de marcha e o esquerdo no bar-end. Já largo na coroa grande”, ensina.

Por Daniela Prandi e Marcos Adami

Andar de Bicicleta: sinal de pobreza?


Neste início de 2012, acabamos dando um pouco de férias para as postagens do nosso blog, uma vez que desejávamos iniciar o ano falando de bicicleta um pouco além das matérias e acontecimentos rotineiros. Mas mesmo neste período de férias, em nenhum momento deixamos de lado a nossa paixão pelo ciclismo e pela bicicleta e então, aproveitamos para organizar uma agenda de postagens, que aos poucos, será colocada em prática ao longo das próximas semanas.

E como tema de abertura para as postagens deste ano, escolhemos justamente o tema exposto no título da nossa postagem, um assunto um tanto polêmico, que teve como base o texto publicado na Revista Bicicleta, uma publicação nova no mercado, pertencente à Editora ECCO, que já na sua segunda publicação (dez/2010), mostra o grande comprometimento dos seus criadores para com o ciclismo sob a ótica esportiva e com o uso da bicicleta, seja recreativo ou como meio de transporte, através de uma série de matérias sobre o tema.


E tendo como base as referidas matérias, resolvemos explorar um pouco mais dos motivos que levam as pessoas a optarem pelo uso do carro, embora cada vez mais as condições de tráfego nas grandes cidades venham mostrando que este não é o melhor caminho a seguir, com o trânsito cada vez mais stressante e congestionado e os níveis de poluição mais elevados. Cada vez mais se prega a necessidade da prática de uma atividade física, devido ao estilo de vida sedentário adotado pela maioria da nossa população (que também gera um custo social), cenário ideal para a bicicleta, que embora traga muitos os benefícios pessoais e coletivos pelo seu uso, que une lazer, esporte e meio de trabalho também como uma forma de socialização, acaba ficando esquecida em um canto a garagem. Então, por que ela é tão discriminada?

Analisando as causas desse problema, veremos que a questão é um pouco mais profunda do que parece, mergulhando assim na raiz do problema, que está arraigada ao forte preconceito que existe na nossa sociedade quanto ao uso da bicicleta e na desigualdade social, que como sabemos, é grande no nosso país. E nesse cenário, a bicicleta é fortemente discriminada, principalmente quando vista como meio de locomoção e assim, relegada a ser um objeto de uso para quem não pode comprar um carro.


Embora as alegações sejam muitas para não usar a bicicleta, como falta de preparo físico ou mesmo falta de condições das nossas vias, perigo do trânsito, falta de locais apropriados para o seu uso, condições climáticas adversas (quem usa o carro ou outros meios de transporte também tem seus obstáculos), no fundo, o que mais pesa é o preconceito, uma vez que é muito mais privilégio ostentar um carro (um bem de muito mais valor e prestígio social), do que uma bicicleta. Esse preconceito é um fato social.



Em países como Holanda, pessoas de todas as classes fazem o uso da bicicleta. Executivos e senhoras com roupas da moda pedalam suas bicicletas tranquilamente, assim como operários. Já no Brasil, as pressões dos grupos sociais onde indivíduos de diferentes classes estão inseridos pregam que um executivos não são iguais a operários e por isso, não podem usar o mesmo meio de transporte.

A origem dessas diferenças, remete à nossa origem como sociedade escravagista, uma vez que todo o esforço físico é desprezado e relegado a classes inferiores, estando o "status" do conforto associado ao uso do carro, além de ser uma forma de ostentar um bem de maior valor social e monetário. Pedalar é visto como NECESSIDADE e não como OPORTUNIDADE de praticar um exercício físico, deslocando-se de uma forma simples, prática e barata.

A introdução do carro na nossa sociedade também veio como uma forma de se contrapor à burguesia rural e o estilo de vida português, que veio igualmente das origens da colonização, representando um sinal de evolução e modernidade. Com esse conceito em mente e fortemente vinculado a interesses de determinados grupos, é muito fácil adquirir um carro, uma vez que o próprio governo incentiva o consumo de veículos, hoje facilmente financiados em prestações de até 72 meses, o que incentiva o consumismo e movimenta um amplo mercado consumidor de produtos e serviços, que torna o cidadão cada vez mais refém de prestações a perder de vista... As financeiras agradecem!


Esses interesses movimentam uma verdadeira máquina, que em nome do "progresso", vira as costas para uma questão social muito mais ampla, que engloba a mobilidade, meio ambiente e a própria saúde do indivíduo, hoje cada vez mais dependente do uso do carro e cada vez mais doente em função do stress e sedentarismo.

O preço do carro, comparado a uma bicicleta, a torna também um veículo mais "pobre". Um carro é um sonho a ser idealizado, já uma bicicleta é bem mais acessível e palpável a muitos, que vêem no carro a realização de um sonho de consumo, mesmo estando fora da sua necessidade de uso e mesmo condições de aquisição e manutenção. E neste ponto, cabe salientar que a bicicleta é um meio de transporte simples, funcional, barato e mesmo rápido, considerando pequenos deslocamentos, onde o motorista urbano acaba perdendo horas e desembolsando um valor diário significativo, enquanto fica preso dentro do "conforto" do seu carro em vias cada vez mais cheias. E nesse ponto, muitos irão convir que não é nada confortável estar preso em um congestionamento...


Estudos comprovam que o uso da bicicleta em deslocamentos de até 8 km é muito eficiente, chegando a ser, no mesmo nível de tempo, superior tanto para para quem usa o carro ou mesmo o transporte coletivo. Esse deslocamento é muito comum em nossas cidades, e seria muito mais tranquilo, barato e eficiente se fosse feito usando a bicicleta como meio de transporte. Para tanto, também precisamos que nossos governantes invistam de forma SÉRIA em uma estrutura viária compatível com a demanda de usuários, para que a grande massa da nossa população em todas as classes, seja inserida nesse contexto e se sinta estimulada a pedalar.

Mas acima das barreiras estruturais, é preciso vencer o preconceito, que faz com que quem ande de bicicleta seja "diferente". E nós, que usamos a bicicleta no nosso dia a dia sentimos isso na pele. "Nossa, tu vens de bicicleta todos os dias?..." (essa frase é comum para mim que venho de bicicleta para meu trabalho, situado à apenas 13 km da minha casa) e chego cerca de 20 minutos mais rápido que se usasse outros meios de transporte coletivo e com apenas 10 minutos de desvantagem do carro. E além de fazer um exercício, não pago nada por isso!

Vantagens?... Tenho um custo baixo, ocupo menos espaço, não produzo nenhum tipo de poluição (fumaça, barulho), não causo o mesmo dano à via que um carro, chego mais rápido e ainda pratico um esporte enquanto vou para o trabalho.

O preconceito também nos bitola, nos impede de experimentar algo novo, mudar nossos conceitos. Temos aquele "certo" estabelecido como uma regra que não pode ser quebrada em hipótese alguma em uma sociedade que trabalha para que todos sejam iguais. Da mesma forma, uma classe que seja considerada inferior, se agarra aos valores da classe tida como superior para evitar a segregação. De um lado, executivos não pedalam porque "não ficaria bem" e do outro, o sonho de prosperidade financeira e status do indivíduo com menos posses não tem espaço para a bicicleta.


Também o nosso imediatismo social, que prega que o "certo" é trabalhar muito, comprar muito, acumular dinheiro e ostentar aquisições, que muitas vezes nos custam a saúde e o tempo de uma vida. E no final dela, gastamos muito dos nossos bens na manutenção da nossa saúde, já precária devido aos anos e o estilo de vida que adotamos. Não tem mais volta! E o que atribui o valor de um bem é o quão raro ele é para nós. Pense no tempo da sua vida. Quantas vidas mesmo você tem?...


E além do mais, pessoas "bem sucedidas" não andam de bicicleta e nem se submetem ao esforço físico. Por outro lado, assim como a falta de cultura atrofia nosso pensamento, a falta da prática esportiva atrofia nossos corpos. O excesso de conforto nos torna egoístas e dependentes. E como todo extremo, é profundamente prejudicial ao indivíduo. Estar vivo é estar em movimento!

Desta forma, podemos desmistificar a figura da bicicleta, um meio de transporte simples, barato, comprovadamente funcional, que está acessível à maioria dos indivíduos da nossa população, deixando de lado a rotulação sócio-econômica que recebe, sendo também um meio de socialização e permitindo que o indivíduo deixe seu "carrão" na garagem e faça uma atividade física prazerosa enquanto se desloca, contribuindo assim com o meio ambiente e com a mobilidade, principalmente se considerarmos o trânsito conturbado das grandes cidades. Os benefícios são muitos, seja individualmente ou para com a coletividade.


Cabe a cada um de nós abrir nossas mentes para o novo, desenvolver uma postura crítica, contestar os valores que sempre nos foram mostrados como "certos". O mundo mudou, assim como a necessidade de nos reciclarmos. Não adianta buscarmos saúde na medicina se não a praticamos na nossa vida cotidiana, em hábitos simples. Neste ponto, a maioria das doenças modernas, como depressão, ansiedade e stress, causadores de muitas outras doenças, incluindo também a dependência de muitas drogas lícitas, como o álcool e o cigarro, cujo impacto negativo na saúde individual e o custo social também é elevado, podem ser preventivamente tratados com a prática esportiva, diretamente ligada à adoção de hábitos saudáveis.


E para quem acha que a vida moderna movimenta positivamente a economia e gera empregos, está esquecendo do custo social e mesmo para os cofres públicos, considerando as doenças por ela causada, sem contar a estrutura que cada vez mais é necessária para manter esse sistema e sanar os prejuízos por ele causados. Mexer nessa estrutura certamente mudaria muitas coisas na nossa forma atual de viver de uma forma talvez inimaginável, mas pequenos gestos em nome da coletividade estão ao alcance de todos.

Com isso, não queremos ser radicais, mas apenas pregar o uso consciente dos recursos e da nossa estrutura atual, que tira o espaço do cidadão para dar lugar aos carros e que nos segrega cada vez mais a ser meros consumidores (ou consumistas) de produtos e idéias, de hábitos que no fundo, paliativos, apenas tornam nossa realidade mais conturbada, embora nos preguem uma falsa imagem de conforto e modernidade. Sejamos mais que tudo, sensatos, pois "aos sensatos, basta o necessário" e o "essencial é invisível aos olhos"!


Baseado na matéria "Andar de Bicicleta: sinal de pobreza?", publicada na Revista Bicicleta Dez/2010

Equipe Rodociclo