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quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

MENOS IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO PARA CÂMBIOS E PINHÕES

 Resolução da Câmara de Comércio Exterior do Ministério da Economia reduziu de 16% para 2% a alíquota do Imposto de Importação para:

– Pinhões de rodas livres;

– Câmbio de velocidades.

Esta informação já havia sido amplamente divulgada. A novidade é que a medida passará a valer a partir de 01 de abril de 2021, um ajuste na Tarifa Externa Comum – TEC do Mercosul.

O benefício concedido ao setor de bicicletas é consequência de uma medida proposta pelo governo argentino junto ao Mercosul e que contou com atuação e parecer favorável da Aliança Bike junto ao Ministério da Economia.

Leia a resolução: AQUI

Grupos de mountain bike: Tudo o que você precisa saber Shimano e SRAM - A hierarquia completa explicada


Uma dúvida comum para qualquer ciclista é saber qual a hierarquia de grupos. Para facilitar sua vida, nós fizemos um guia simples e prático para você não se confundir nunca mais. Confira:

Começando pela clássica e renomada Shimano.

Tourney

O intervalo começa com o Tourney, que geralmente é encontrado em bicicletas mais simples, como bikes de mercado.

Embora esteja incluído nos grupos de mountain bike, muitos não consideram que o Tourney seja apropriado para MTB.

O Tourney está disponível em 6, 7 e 8 velocidades combinados com um pedivela de 3 coroas

Altus

Altus é o grupo que você provavelmente encontrará nas MTB mais básicas.

A versão mais recente do Altus oferece um cassete de 9 marchas com um pedivela triplo com coroas de 40, 30, 22d.

O câmbio traseiro Altus usa o design Shadow, que se refere a um perfil mais baixo para reduzir a chance de danos causados ​​por obstáculos na trilha.

Acera

Este grupo começa a introduzir materiais resistentes à corrosão, como aço inoxidável, em certos componentes.

É um grupo de 9 velocidades que pode ser usado com um pedivela triplo ou duplo. Oferece maior amplitude de cassetes 11-36d.

Alivio

O Alivio fica logo acima da Acera. Como a Acera, este grupo de 9 velocidades está disponível com um pedivela triplo ou duplo.

Considerado o ponto de partida se você está procurando uma MTB digna de trilhas.

Deore

Deore é amplamente considerado o primeiro grupo de mountain bike pronto para desempenho da empresa japonesa.

É um grupo de 10 velocidades que compartilha muitas das tecnologias encontradas nos grupos de 11 velocidades mais avançados da Shimano.

O cassete de 10 velocidades é oferecido em uma versão ampla de 11-42d. O Deore é oferecido com opções de pedivela duplo e triplo.

É também o primeiro grupo a usar o câmbio traseiro Shimano Shadow Plus equipado com embreagem.

SLX

Este é o primeiro grupo a compartilhar o mesmo número de velocidades que o XT e o XTR e num valor mais acessível. Em geral, o SLX oferece os mesmos recursos e funções que os grupos superiores com um peso mais alto e e menos precisão na troca de marchas.

Os destaques incluem um cassete de 12 velocidades, oferecido nas opções 10-45 e 10-51d.

Deore XT

A Shimano Deore XT fica um degrau abaixo do grupo XTR de nível profissional.

Este grupo de 12 velocidades possui quase todos os recursos de design de ponta como o XTR e oferece todo o desempenho que a maioria dos pilotos precisará, mas um pouco mais pesado.

O Deore XT está disponível com uma ampla faixa de cassetes 10-45 e 10-51d

XTR 

O XTR é o auge da linha Shimano e é frequentemente usado para fins de corrida.

O XTR combina design de ponta com materiais leves, como ligas de alta qualidade, fibra de carbono e titânio. É comum que o XTR ofereça recursos que nenhum outro nível de grupo de grupos recebe, como a liberação em vários turnos ao reduzir a velocidade.

O último grupo M9100 tem quatro opções de transmissão diferentes para você escolher. Existe 1 × 12 de ampla faixa com um cassete de 10-51d, 1 × 12 mais amplo com um cassete de 10-45d, 2 × 12 com um cassete de 10-45d e uma opção 1 × 11 projetada para economizar peso com um cassete de 10 a 45d.

Deore XT and XTR Di2

A Shimano também oferece XT e XTR nas variantes Di2 operadas eletronicamente. Essas transmissões eliminam os cabos tradicionais em favor de um sistema que é acionado por câmbios acionados por motor alimentados por uma bateria, que pode ser montada na estrutura ou oculta no canote de selim, no tubo do assento ou no tubo da direção.

A vantagem do sistema eletrônico é a troca de marchas consistente e a manutenção muito baixa.

Outra vantagem do Di2 é a mudança seqüencial, o Synchro Shift, no qual os câmbios dianteiros e traseiros são operados com um único controle, e o sistema decide se deve mudar à frente ou atrás

Agora que você ja conhece os grupos de MTB da Shimano, vamos a sua maior concorrente quando se trata de grupos, a SRAM.

SRAM

X3

O SRAM X3 não é um conjunto de grupos completo, mas marca a entrada dos componentes de MTB da SRAM.

O nível X3 de componentes é o nível mais básico da SRAM. Projetados para transmissões de 7 marchas, os trocadores e câmbio fazem uso pesado de plásticos.

Esses componentes são adequados para passeios recreativos leves, mas não para trilhas.

X4

Assim como a SRAM X3, o X4 também não é um verdadeiro conjunto de grupos.

Com apenas um conjunto de trocadores e câmbio traseiro, é normal ver outras marcas misturadas às peças SRAM X4.

O próximo da linha é X4. Como o X3, esses componentes geralmente são encontrados em bikes mais econômicas. Disponível nas versões de 7, 8 e 9 velocidades.

X5

O X5 é o primeiro conjunto completo de grupos da SRAM e é uma opção valiosa para quem busca engrenagens de 10 velocidades.

A SRAM apresenta grupo 2×10 neste nível. Este é o primeiro dos grupos da SRAM que você provavelmente encontrará em MTB de nível básico.

É um grupo digno de trilhas para passeios recreativos, embora não tenha uma embreagem no câmbio traseiro.

X7

O grupo X7 possui alguns recursos adicionais que o diferenciam do X5. O recurso de atualização mais importante deste grupo de 10 velocidades é a adição de uma embreagem no câmbio traseiro para melhorar a retenção da corrente.

O câmbio X7 tem uma ação mais precisa que o câmbio X5. O câmbio X7 está disponível com pedivela de 2 ou 3 coroas.

X9

O grupo X9 é um grupo durável e digno de trilha de 10 velocidades, disponível nas configurações 2 e 3 coroas.

Há mais uso de alumínio do que plástico no câmbio e trocadores, e o pedivela X9 apresenta braços ocos para economia de peso.

X0

Considerada há muito tempo como a melhor opção da SRAM para desempenho sem gastar muito, o X0 é um conjunto de grupos de 10 velocidades que introduz fibra de carbono para economia de peso e usinagem de precisão para precisão de turno.

Embora seja encontrado com mais frequência em uma versão 2x, a SRAM oferece um pedal de pedivela triplo para esse grupo.

XX

Até a criação dos grupos 1 × 11 da SRAM, o grupo XX era o carro chefe dos câmbios de MTB da empresa.

É um grupo 2 × 10 dedicado e faz amplo uso de fibra de carbono e hardware de titânio para maximizar a economia de peso.

NX

O SRAM NX é o mais acessível dos grupos 1 × 11 da SRAM.
Este grupo apresenta uma ampla faixa de 11-42t cassete

GX

Compartilhando muitos designs e recursos internos das ofertas de uma coroa de nível superior, os componentes SRAM GX são uma escolha popular em bicicletas de preço médio.

Diferentemente do NX, o GX está disponível nas versões 1 × 11 e 2 × 11, bem como em um grupo de descidas de 7 velocidades dedicado.

EX1

O grupo EX1 da SRAM foi desenvolvido especificamente para o crescente mercado de e-bikes. A assistência elétrica e seus turnos rápidos associados pressionam mais os componentes.

Para combater isso, o EX1 possui um cassete de 8 velocidades, com a grande roda dentada 7mm para dentro de onde estaria em uma configuração de 11 velocidades para reduzir o encadeamento cruzado. Isso oferece uma corrente extra forte que é sincronizada posicionalmente com dentes específicos para aliviar a tensão no drivetrain ao trocar de marcha.

X1

O grupo X1 é uma escolha sólida para os pilotos que desejam um drivetrain confiável 1 × 11.

Ele compartilha muitas das mesmas características dos principais grupos 1 × 11 com um leve aumento de peso.

X01

O grupo X01 fica um nível da parte superior da família 1 × 11 da SRAM.

É uma escolha sólida para quem desejam o desempenho do grupo principal, mas podem viver com um câmbio ligeiramente mais leve que o anterior.

XX1

Este é o principal grupo de velocidade 1 × 11 da SRAM. Foi o grupo que liderou a revolução 1 coroa quando foi introduzido em 2012.

SRAM Eagle XX1 and XO1

Lançados em 2016, as transmissões SRAM XX1 e X01 Eagle de 12 velocidades oferecem uma faixa de progressão de 500% através de enormes cassetes de 10-50 t. “Eagle” é o termo que a SRAM usa para denotar seus grupos de MTB 1 × 12.

XX1 Eagle está posicionado como o grupo de ponta para corredores de cross-country.

O grupo XO1 Eagle é frequentemente usado em bikes de trilha e enduro high-end.

As diferenças entre esses dois grupos são mínimas. O cassete e a corrente XX1 Eagle têm revestimentos de nitreto de titânio dourado, que alegam aumentar a durabilidade.

O câmbio XX1 Eagle usa uma placa externa de carbono na gaiola, enquanto o XO1 Eagle possui uma gaiola completa de alumínio. Os pedivelas também são um pouco diferentes, o braço do XX1 Eagle é oco, enquanto o modelo XO1 Eagle possui um núcleo de espuma.

A diferença de peso entre esses dois grupos é mínima, com um aumento de 46g no grupo XO1 Eagle.

SRAM GX Eagle

A próxima adição à linha 1 × 12 da SRAM foi o grupo GX Eagle. Ficou claro que a SRAM pretendia martelar o prego final no caixão do câmbio dianteiro com a introdução desse grupo 1×12 mais acessível.

Como você pode imaginar, esse grupo acessível de 12 velocidades vem com um aumento de peso

SRAM SX Eagle

Este é o conjunto de grupos Eagle mais recente e mais acessível da SRAM.

O cassete de 12 velocidades fica em um freehub comum estilo Shimano, limitando a menor coroa dentada a 11t, em vez de 10t na GX Eagle e acima. Isso, no entanto, ajuda a manter o custo mais baixo.

XX1 and X01 Eagle AXS

Já com uma opção sem fio na estrada por alguns anos, a SRAM lançou versões sem fio de seus dois principais grupos de MTB em 2019, XX1 Eagle AXS e X01 Eagle AXS.

Juntamente com as vantagens óbvias de não ter que mexer nos cabos, o AXS traz um novo design inteligente de câmbio equipado com uma segunda embreagem, o que permite que ele se mova em caso de impacto repentino, limitando os danos. 

Fonte: BikeRadar

terça-feira, 11 de agosto de 2020

Dicas Ciclo Mania: Uso da roupa de ciclismo feminina


 Pedalar é democrático para homens e mulheres, mas, cada um deles precisa de um acessório e roupas específicas. E, a roupa de ciclismo feminina faz toda a diferença, tanto para a saúde quanto para o rendimento no pedal. Além de, claro, dar mais conforto e ainda garantir muito estilo.

O corpo da mulher tem suas particularidades. Entre elas, quadril mais largo, pernas mais grossas e torso menor, e cada uma exige sua especificidade na hora de escolher a roupa para pedalar.

Então, se você é a diva do pedal ou vai comprar a roupa para a sua mulher/namorada pedalar, confira este artigo com dicas essenciais para ótimas escolhas de vestuário!

A ROUPA DE CICLISMO FEMININA BÁSICA É O TOP 

O primeiro item com que você deve se preocupar em comprar é um top. Essa peça define o conforto do pedal, além de garantir a saúde da região do corpo.

Um top de material bastante respirável, e que sustente os seios da forma certa, evita que as fibras de colágeno desses órgãos se rompam. O que reduz o risco de aumentar a sensibilidade da área e a flacidez.

Optar por modelos sem costura, com alças largas, sem aro, além de elásticos nas costas, é uma ótima escolha para mulheres com seios grandes. Já para seios pequenos, os tops de compressão, com tecido elástico, dão o conforto certo para pedalar.

AS BERMUDAS DE CICLISMO FEMININAS SÃO ESSENCIAIS

A bermuda de ciclismo é definitivamente, junto ao top, a roupa de ciclismo feminina que garante o céu ou o inferno no pedal. Não pense que a bermudinha de fazer academia ou caminhada é suficiente para pedalar, pois, elas são modeladas para outras atividades.

A bermuda de ciclismo feminina tem material igual a uma masculina, porém, seu forro segue a anatomia da região íntima da mulher, sem ficar folgada ou justa demais. Ou seja, dá um ajuste perfeito.

Também, a cintura e o quadril de uma bermuda feminina de ciclismo, seguem os padrões, respectivamente, mais fino e mais largo. Tudo para seguir a anatomia da maior parte das mulheres.

OS BRETELLES SÃO ÓTIMAS PEÇAS

Se você quer resolver a sua vida no pedal de uma vez, então o bretelle feminino é a opção certa. Isso porque ele é uma roupa de ciclismo feminina que traz as peças superiores e inferiores, em um vestuário só.

O modelo tem a vantagem se ajustar de maneira mais fina ao corpo da mulher, porque, de forma parecida a um maiô, ele se sustenta com grandes alças nos ombros.

Mas, pode ser que você não se adapte ao modelo, por causa da limitação que ele tem. Então, veja se tanto a parte superior quanto a inferior ficarão justas e confortáveis antes de levar a peça.

O CAPACETE DEVE SER PRÁTICO

Capacetes femininos também seguem a anatomia e as necessidades da mulher. Mas, não são todos os modelos que trazem esses benefícios. Geralmente, os exemplares top de linha trazem esses diferenciais.

Ou seja, você deve se atentar para qualquer modelo na hora da compra. Primeiro, veja se o capacete serve sem folgas em sua cabeça. Assim como roupas de ciclismo femininas — P, M e G —, há tamanhos de capacetes, então escolha o adequado.

O segundo ponto importante é checar se o ajuste do capacete, que fica na parte traseira dele, não impede você de ajeitar o seu cabelo. Se você tem cabelos longos, deve passá-los pelo ajuste e amarrá-los fora do capacete.

Uma dica essencial aqui é trancá-los, para deixar essa hora de se arrumar para pedalar, mais prática, sem o volume todo de cabelo para ajeitar no capacete, na hora.

A CALÇA DE CICLISMO FEMININA É PERFEITA PARA O INVERNO

Para dias frios, a calça segue a mesma lógica da bermuda para mulher, para pedalar, então vai ser fácil escolher essa roupa de ciclismo feminina.

Ou seja, deve ser específica para mulheres e ter um tamanho ajustado para o seu biotipo. Portanto, experimente cada peça e, se estiver em uma loja física, suba em uma bike para testar como fica.

UMA JAQUETA CORTA VENTO FAZ A DIFERENÇA NO FRIO

Outra peça importante para pedalar no frio é usar uma jaqueta corta vento. Essa roupa de ciclismo feminina faz milagres nessas condições e há modelos próprios para mulheres, como as unissex — vá sempre pela primeira opção, e na falta, na segunda.

Para fechar, nunca se esqueça de experimentar cada peça de roupa para pedalar, antes de passar o cartão.

Além de garantir a escolha certa, isso evita que, por exemplo, você não consiga trocar uma bermuda ou bretelle depois de usar. Já que essas peças são semelhantes a roupas íntimas e as lojas não são obrigadas a realizar a troca, se a peça não tiver defeito.

Para muito além disso, é só fazer as suas escolhas baseadas nestas dicas essenciais, e, claro, escolher a roupa de ciclismo feminina com um bom look. Afinal, não é porque você vai suar a camisa que pode se vestir de qualquer jeito. E, se for dar de presente, pense no estilo da mulher e compre a peça que mais combina com ela.

Por: Bike Registrada

quinta-feira, 23 de abril de 2020

O que é TPI no pneu da sua BMX?



Você já deve ter encontrado na lateral do seu pneu varias informações que descrevem o tipo do seu pneu e melhor forma de uso. Setas mostrando a melhor posição do pneu, PSI indicando a pressão máxima de libras que ele aguenta, entre varias outras informações ainda mais técnicas como por exemple o TPI.

Mas o que realmente isto significa?

A sigla TPI vem de “threads per inch” que nada mais é que a quantidade de fios de nylon por polegada quadrada que a estrutura do seu pneu.

Um bom exemplo que pode ser dado são os lenções da sua casa, existem tecidos com 100, 180 e até 200 fios por centímetro quadrado, quanto mais fios, mais forte e rígido é o tecido.

Da mesma forma funciona o pneu, dentro dele existe uma malha de fio de nylon responsável por trazer mais resistência e limites à flexibilidade o pneu. Esta malha de fios recebem um revestimento de borracha que também tem suas variações de propriedades para cada tipo de terreno.

Na construção de um tipo de pneu levasse em conta varias características que são responsáveis pela escolha de mais ou menos fios e borracha.

Um pneu de alta performance para BMX PARK por exemplo, precisa ser rígido para desenvolver velocidade, e para isso, um numero maior de TPI são usados na estrutura do pneu. Isso permite também que a quantidade de borracha seja menor, trazendo o beneficio de um pneu ainda mais leve, porem mais frágil a furos e rasgos. Em alguns casos, esta malha de fios se apresenta em varias camadas, dependendo da finalidade do pneu.

 O numero maior de TPI influencia também no valor do pneu, acaba sendo mais caro.

Além do TPI você tem outro detalhe técnico muito interessante que é o “Kevlar”, tecnologia incrível.

 Fonte: BMX 20

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Andar de Bicicleta: Alguns de Seus Benefícios

Andar de bicicleta "fortalece o corpo e a alma". Este é o resultado final de um relatório elaborado pela Universidade Alemã do Desporto.


Os benefícios deste desporto não deixam margem para dúvidas. "As pessoas que andam de bicicleta regularmente poupam muitas visitas ao médico", refere o documento.

"Muitas pessoas com problemas como dores de costas, excesso de peso ou doenças cardiovasculares, podiam desfrutar de muitos anos de boa saúde se usassem a bicicleta mais vezes", acrescenta ainda a investigação.

Prepare-se para pedalar
Antes de qualquer exercício físico, convém lembrar-se que não se pode começar de repente. Para pedalar, existem várias recomendações. É necessário fazer alongamentos prévios, trabalhando sobretudo os músculos das pernas, os glúteos, a zona lombar e o pescoço durante alguns minutos, como se estivesse a espreguiçar-se.

A cada dia que passa deve aumentar a duração dos alongamentos, tanto para a bicicleta estática como para a bicicleta normal. Se preferir pedalar ao ar livre, não se esqueça que o creme protetor (para proteger do sol e do vento), o capacete e o colete refletor são imprescindíveis.

Mente mais sã: As pessoas que andam de bicicleta regularmente são mais resistentes a patologias do foro emocional, como as depressões. Pedalar é um dos melhores antidepressivos.

Diretamente ao coração: Pedalar reduz o mau colesterol e o risco de enfarte em cerca de 50%.

Melhora as suas costas: O ciclismo estimula os pequenos músculos das vértebras dorsais, fazendo com que se estendam e comprimam constantemente.

Um regalo para os joelhos: Com a bicicleta os seus joelhos ficam protegidos, já que mais de 70% do corpo gravita sobre o selim. Para além disso, as coxas e os glúteos endurecem.

Afasta as infecções: O exercício físico estimula o sistema imunitário e aumenta o número de glóbulos brancos, ajudando o organismo a defender-se de vírus e bactérias.

Poupa tempo e dinheiro: Já pensou em utilizar a bicicleta para as suas deslocações urbanas (à semelhança do que já acontece em muitas cidades européias). Para além de ser um exercício saudável, permite uma poupança significativa, já que é o meio de transporte mais econômico, sobretudo em comparação com o automóvel.


Entre as suas vantagens, destacam-se:
- O custo de uma boa bicicleta é 30 vezes inferior ao de um carro médio.
- A bicicleta minimiza a parte do orçamento familiar dedicado ao carro.
- A utilização deste meio de transporte permite fugir aos engarrafamentos e reduz o tempo das deslocações.
- Promove um bom estado de saúde e, por conseguinte, diminui a necessidade de recorrer a medicamentos.

Plano para andar de bicicleta
- O ideal seria arranjar, no mínimo, três horas por semana para andar de bicicleta. Os benefícios deste desporto começam a ser visíveis depois dos primeiros 20 minutos a pedalar.

Os resultados que consegue, se pedalar durante:
10 minutos – Melhoria articular
20 minutos – Reforço do sistema imunitário
30 minutos – Melhorias a nível cardiovascular
40 minutos – Aumento da capacidade respiratória
50 minutos – Aceleração do metabolismo
60 minutos – Controlo de peso e ação anti-stress

Quanto mais tempo dedicar à bicicleta, mais vantagens acumula!

PENSE NISSO!

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Carta de um Ciclista Apaixonado... Por quem??

Robert Marchand Ciclista que pedalou até os 106 anos
Meu amor, eu vou pedalar novamente e vejo nos teus olhos a censura calada de te deixar sozinha....
Não me julgue, não é que eu não queira estar com você, gostaria que você viesse também, mas sei que você não gosta e te respeito, mas sei que por mais que insista em tentar compreender a ânsia que me embarga ao ir pedalar, você nunca ira entender...

É que eu sinto na alma esse amor pelo espaços abertos, pelo vento no rosto, a fadiga e a aventura.

Preciso de um lugar distante, com água e vento, quero sujar-me, descuidar do meu aspecto, sentir o cansaço, que o sol queime o meu rosto, ou passe frio.

Eu quero ver um rio, o mar, plantas, animais, flores silvestres, gelo, lama, pedras...

Quero sentar e rir com meu parceiro de pedal, quero sentir saudades e te imaginar esperando carinhosa o meu retorno.

Eu me sinto e digo que esta será a melhor pedalada que eu vá realizar na minha vida...

Embora saiba que na próxima eu voltarei a me dizer o mesmo...

E já no caminho...estou feliz...e hipnotizado...é uma paz única.

As vezes sinto que nasci em época errada, onde o triunfo do homem é medido em plástico de cartões de crédito, onde o frio se regula com um termostato e o calor do verão não existe ao ligar o ar condicionado.

Eu nasci em épocas de traições e lutas por uma conta de banco, onde tudo se compra e vende-se.

Mas quando eu subo na minha bicicleta, meu amor, eu me afasto desse mundo de buzinas, de escapes venenosos, me afasto do conforto, do luxo e da televisão que idiotiza.

Eu posso aceitar as regras do jogo, eu sou civilizado o suficiente pra conviver neste espaço de loucos, mas deixa eu escapar um pouco.

Eu amo as bicicletas e suas rodas porque são o brinquedo que me transportam para esse grande jogo que é sair pedalar, eu peço que não a veja como um artefato que possa me tirar a vida, como um instrumento de morte, porque o são de vida...

Nunca me sinto mais vivo do que quando eu subo na minha bicicleta.

É verdade que quando eu não puder mais fazê-lo, estarei por ai sentado ao sol, onde me coloquem as carinhosas mãos de nossos filhos ou as suas, e um sorriso distante ira se desenhar nos meus lábios secos, estarei lembrando de alguma rota, pois a velhice é inevitável.

E se você me ver doente, abatido e sozinho, entediado na minha cadeira, coloque em minhas mãos esse capacete, velho e gasto, ao tocá-lo e sentir suas formas eu e esse velho parceiro, tentaremos recuperar na memória, os momentos já idos...

🚴‍♂(Autor desconhecido)

Foto meramente ilustrativa

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Pedal quente: Cuidados com os pedais no verão

Pedalar no calor é ao mesmo tempo uma delícia e um transtorno, pois as altas temperaturas podem deixar seu rolê desconfortável e menos prazeroso.


Além dos cuidados básicos como hidratação, protetor solar e óculos escuros, reunimos outras dicas que podem te ajudar a pedalar no calor com mais conforto e eficiência:

UMA DAS MELHORES DICAS PARA PEDALAR NO CALOR SEM SOFRER É BEBER MUITA ÁGUA NO DIA ANTERIOR AO PEDAL.

Fazer um pedal no verão é animador, já que fica mais fácil sair da cama logo quando o sol começa a nascer. Porém, o clima quente também traz seus riscos e maltrata qualquer ciclista que não se protege para treinar durante essa estação do ano. Por isso você deve conhecer boas dicas para pedalar no calor sem sofrer, antes que vire “churrasco” em cima da bicicleta!

Se o frio reserva suas dificuldades para os ciclistas treinarem, o calor faz o mesmo. As altas temperaturas no Brasil parecem aumentar a cada ano, tornando desgastante praticar qualquer atividade física debaixo de sol.

Para aliviar a sensação de estar dentro de um forno a 200 Cº e ainda ter um ótimo desempenho no pedal, há ações muito simples. Confira o que você deve colocar em prática para pedalar no calor do verão sem sofrer.

Escolha bem o horário: Há ciclistas que preferem aproveitar o sol do meio dia para pedalar e se bronzear. Só que esse horário também é ideal para fritar um ovo no asfalto durante o verão brasileiro.

Partir para um pedal quando o sol nasce ou quando ele começa a se pôr são maneiras de preservar a saúde.

O ciclismo é uma atividade de alta intensidade e esforçar-se debaixo de temperaturas altas é perigoso. Ficar exposto ao sol por muito tempo pode provocar tonturas, dores de cabeça, desidratação e até desmaios.

Sempre que possível, evite sair entre as 10h e as 15h, quando o sol está mais alto e o calor é mais intenso.

Vista-se de acordo: Camisetas com FPS são suas melhores amigas nesta hora, de preferência as de manga longa. Bonés e caps são bons aliados para barrar o sol. Para as mãos, luvas sem dedos  podem ajudar a absorver o suor das palmas das mãos.

Alimente-se: Apesar de sentirmos menos fome no calor, é fundamental garantir a nutrição adequada. Em pedais com menos de uma hora de duração, não é preciso comer durante o exercício. Em sessões mais longas, lembre-se de levar consigo um petisco que não sofra com o calor, como oleaginosas (como amêndoas ou castanhas) ou barras de cereal sem chocolate. Ao terminar o exercício, alimente-se normalmente para repôr as energias.

Água em abundância: Beber muita água um dia antes de pedalar é um modo simples para “carregar o corpo” com o líquido que será bem desperdiçado no suor, no dia seguinte. Nosso corpo é quase inteiramente formado pela fórmula H2O, e na falta dela o organismo começa a “entrar em pane”.

Inclua sucos também na empreitada um dia antes do pedal, para complementar a preparação para enfrentar o calor nos treinos.

Garrafas térmicas: A garrafa do tipo térmica preserva por mais tempo a temperatura da bebida, e isso ajuda muito para pedalar no verão. Mas não basta só ter uma ou duas dessas e colocar água gelada; encha a garrafinha de gelo e só então coloque água bem gelada!

Você também pode colocar a garrafa no congelador — não encha até a boca senão ela estoura — na noite anterior ao pedal. Esses dois métodos garantem água gelada por longos pedais debaixo de sol.

Costas livres: Se puder, evite carregar mochilas durante o pedal – elas abafam as costas e retém o suor. Alforjes e bolsas transversais estilo messenger são opções melhores para dias de muito sol (seu corpo vai agradecer).

Use sempre óculos de ciclismo: Não pense que improvisar essa dica. Pedalar no calor com um óculos de sol comum não vai funcionar. Essa opção não é feita em design próprio para a prática do ciclismo, e não conta com os recursos de um óculos para pedalar.

Bons modelos de óculos de ciclismo possuem lentes intercambiáveis com um par de lentes escuras próprias para usar em dias de sol. Além disso, a proteção contra raios ultravioletas, a narigueira e furinhos nas lentes são outros recursos que ajudam a pedalar no verão, além de proteger os olhos contra sujeira!

Protetor solar: A incidência de raios solares no verão é alta e traz riscos de queimaduras de 1º e 2º graus, além do câncer de pele.

Usar o protetor em todas as partes do corpo que ficarão expostas durante o pedal é o básico para pedalar no calor sem sofrer literalmente na pele! Para peles claras o fator de proteção deve ser bem alto, já para peles escuras os fatores de nível médio são aquedados.

Também vale a pena levar o protetor e repassá-lo durante o pedal, já que o efeito de proteção acaba em algumas horas.

Ficará mais fácil não sofrer tanto em treinos intensos debaixo de sol e ainda manter a performance, seguindo essas dicas para pedalar em dias quentes.

Em época de calor, com muitos ciclistas saindo para pedalar nas ruas, estradas e trilhas, o índice de roubo de bicicleta também aumenta. Isso pede atenção para evitar o roubo de bike, além de um seguro contra roubo de bicicleta, fechando a última das nossas dicas para pedalar no calor sem sofrer!


Falamos que beber muita água é uma das principais ações para enfrentar o calor no pedal, então não dê mole

sábado, 27 de julho de 2019

Não sei pedalar, que vergonha!

Entenda porque não saber pedalar é um paradigma cercado por um sistema de crenças sobre as capacidades e habilidades individuais, diferente de não saber jogar tênis, praticar parkour ou windsurfe, por exemplo.

Foto: ©Michaeljung / ©Depositphotos
“É uma vergonha, meu filho não sabe andar de bicicleta sem rodinhas”. Essa é a frase mais comum que ouço de diversas mães e pais de crianças entre três e 11 anos, desde que fundei a Escola de Bicicleta Ciclofemini, há quatro anos. Se o filho for adolescente a vergonha é ainda maior, e se for adulto, nem se fala!

Em torno da bicicleta há um sistema de crenças muito forte que acabam por definir e se fundir com as crenças sobre as capacidades e habilidades da própria pessoa que não sabe pedalar. O sistema reúne crenças e valores compartilhados por uma determinada cultura, que definem sistematicamente um modo de perceber o mundo social, cultural, físico e psicológico. As crenças nada mais são do que opiniões adotadas com fé e convicção a respeito de algo, e os valores são as normas, princípios ou padrões sociais aceitos ou mantidos por indivíduo, classe, sociedade etc.

Crer que exista uma idade específica para aprender a pedalar, e que este aprendizado deva se dar na mais tenra idade é uma crença limitante. As crenças limitantes são resultados de interpretações negativas das experiências que vivemos. No momento em que nos identificamos com uma situação ou modelo, nossas decisões sofrem influências daquele padrão, impedindo a mudança de paradigmas. Por mais que achemos que presenciamos a realidade, ela é constituída através do nosso sistema de crenças e valores. A realidade em si é percebida através das informações que obtivemos durante nossa trajetória de vida.

Por motivos culturais e tradição, formou-se a crença de que o aprendizado da pilotagem da bicicleta deva se dar na infância e o mais cedo possível. Esta “verdade” nada mais é do que um paradigma.

Crianças, adolescentes e adultos que não sabem pedalar, vivem com a crença de que deveriam em algum momento ter aprendido a pedalar, e o pior, como não sabem, sentem-se totalmente inadequados, incapazes, inábeis. Estas pessoas creem fortemente que não têm a capacidade necessária para aprender a pedalar, que não têm equilíbrio. Alguns escondem a vergonha de não saber pedalar, dizendo simplesmente que não gostam de andar de bicicleta, que não têm interesse.

A criação dos pais insere crenças e valores aos filhos. Sofremos condicionamentos desde a infância por parte dos pais, com o método de educação ensinada com base nas suas próprias experiências de vida.  Isso é natural e inevitável, pois eles querem transmitir o que julgam correto na visão de suas crenças. Muitas vezes os pais criam seus filhos baseados no medo, ameaça, e com crenças limitantes em relação a vários fatores na vida. A distorção é criada a partir da identificação com essas informações vivenciadas.

Quando os pais dizem que é uma vergonha que o filho não saiba andar de bicicleta sem rodinhas, isto também é um paradigma criado por alguém, em algum momento da vida após a criação da bicicleta.

É comum ouvir dos pais que o(a) filho(a) não tem capacidade, que tem muita dificuldade, que não tem habilidade, equilíbrio, entre outras características, simplesmente porque o filho ainda não aprendeu a pedalar sem rodinhas. A criança, ao ouvir que não tem tais capacidades, acaba por aceitar, e é criado o que chamamos de profecia autorrealizável, expressão cunhada pelo sociólogo Robert K. Merton, que elaborou o conceito. A profecia autorrealizável é um prognóstico que, ao se tornar uma crença, provoca a sua própria concretização. Quando as pessoas esperam ou acreditam que algo acontecerá, agem como se a profecia ou previsão já fosse real, e assim a previsão acaba por se realizar efetivamente. Ou seja, ao ser assumida como verdadeira, – embora seja falsa – uma previsão pode influenciar o comportamento das pessoas, seja por medo ou por confusão lógica, de modo que a reação delas acaba por tornar a profecia real.

Se você diz que seu filho não tem vontade ou capacidade, ele certamente passará a operar dentro desta crença. A profecia autorrealizável é, no início, uma definição falsa da situação, que suscita um novo comportamento e assim faz com que a concepção originalmente falsa se torne verdadeira.

Muitos pais obrigam seus filhos a aprenderem a andar de bicicleta sem rodinhas, crendo que estes estão na idade ou já passaram da idade de fazê-lo. Alguns pais não têm a cultura de pedalar, não têm bicicleta, mas exigem do filho que aprenda a pedalar. O filho fica confuso, sente-se obrigado a aprender algo com o qual até então não se identificava, e muitos têm certeza de que não irão aprender, porque de antemão ouviram dos pais que já são muito velhos para aprender, passaram da idade ou que não têm as habilidades necessárias.

Pergunto: o mesmo sentimento se daria se trocássemos o aprendizado de pedalar uma bicicleta por jogar tênis, andar de skate, andar de patins, praticar parkour, esgrima, windsurfe, entre outros? Provavelmente não! Mas porque com a bicicleta é diferente? Simplesmente porque o pedalar está inserido em um sistema de crenças.

Cabe aos pais quebrarem o paradigma. Ao desejar que o filho aprenda a andar de bicicleta, trate do assunto de maneira positiva, motivadora. Fale a respeito dos benefícios de aprender a pedalar, do seu desejo de pedalar junto com o filho, dos passeios que farão juntos, das bicicletas novas que comprarão. Não coloque o aprendizado de pedalar como algo negativo, imperativo, uma obrigação pela vergonha que sente, atrelando algo tão prazeroso que é pedalar a um ato negativo de imposição. Seja um agente de mudança, faça do aprendizado de bicicleta um marco, uma verdadeira dádiva devido aos benefícios que terão juntos.

Dicas
1 – Não existe idade certa para aprender a andar de bicicleta. Em qualquer idade se aprende a pedalar.

2 – Crianças não aprendem mais fácil que adultos. Ambos aprendem da mesma forma e no mesmo tempo.

3 – Cultive a cultura familiar de participar de atividades esportivas juntos. Ande de bicicleta com frequência para incentivar seu filho, de modo que ele queira estar junto com você. Dê o exemplo.

4 – Não coloque o aprendizado de bicicleta de forma impositiva porque o filho “já passou da idade”, porque precisa emagrecer, porque os amigos sabem e ele não.

5 – Mostre que pedalar é tão divertido ou mais que outras atividades físicas. Saia para pedalar com seu filho, leve-o na cadeirinha, no trailer, na bicicleta de engate, no triciclo, da forma como for conveniente e mais fácil para que o deslocamento de ambos seja harmonioso e prazeroso.

Fonte: Ciclofemini
Por Claudia Franco

sexta-feira, 26 de julho de 2019

Tá Frio?? O que fazer para pedalar?


Em algumas regiões do país, o frio pode ser bem intenso nessa época do ano. Além disso, nosso inverno pode ser chuvoso e úmido. Com um clima desses, pode ser um desafio sair com a bicicleta. Mas não desanime; você só precisa ser forte para dar o primeiro passo. Sair da cama cedo provavelmente é o mais difícil para a maioria. Depois disso, aos poucos, pedalar vai te esquentar, e, ao voltar para casa, você vai se sentir muito, muito melhor do que se tivesse ficado dormindo mais um pouquinho. Confira abaixo algumas dicas que amenizam o desconforto que o frio pode causar ao pedalar.

– Antes de pedalar, aqueça-se. O aquecimento te ajuda a terminar de acordar e diminui o risco de lesões. Faça quinze minutinhos de aquecimento e corra para fora, para o corpo não esfriar novamente.

– É bem raro lidar com temperaturas abaixo de zero aqui no Brasil. Então, por mais frio que esteja, você não precisa se encher de casacos para pedalar. Porque, se fizer isso, logo vai começar a transpirar, e o suor vai te deixar desconfortável. Então, continue usando roupas de ciclismo, só aumente o número de camadas. Elas são mais leves e finas, o que também vai facilitar a vida quando você resolver começar a tirar algumas peças. Se você sente bastante frio nas pernas, use pernitos.

– Cuidado na hora da retirada de camadas. Se você não domina a arte de fazer duas coisas ao mesmo tempo, pare a bicicleta em um lugar seguro para tirar uma blusa. Mas, se você consegue fazer isso pedalando ao mesmo tempo, sem problemas.

– Em dias com muito vento, use um corta-vento, em dias de chuva, use uma jaqueta impermeável.

– O rosto sofre bastante com o frio. Óculos de proteção protegem os olhos do vento. E mantenha sua cabeça quentinha com touca ou gorro. No pescoço, use uma bandana, que é algo mais leve, mas que esquenta também.

– Luvas são muito importantes, porque mãos congeladas limitam seus movimentos.

– No frio, o corpo gasta para pedalar e para se manter aquecido. Mantenha-se igualmente bem hidratado. Na verdade, a hidratação é essencial (mesmo!) em qualquer época do ano. Também, alimente-se bem com frutas e cereais, por exemplo, para manter o organismo equilibrado durante a atividade.

– Temperaturas muito baixas ou muito altas podem afetar alguns ajustes e engrenagens da bicicleta. Dê uma olhadinha nos freios, na corrente e nos cabos, tentando identificar algum barulho estranho que indique alguma desregulagem. Outra dica é diminuir um pouquinho a pressão dos pneus, para ter um pedal mais confortável.

– Se você optar por parar no caminho, para tomar um café, por exemplo, não exagere no tempo. É bom não demorar demais nas pausas, senão pode vir aquela vontade incontrolável de chamar um táxi para voltar para casa.


É um pouco mais difícil? É. Exige mais preparo? Sim. Mas vai ser tão bom quanto. Ao final de uma pedalada no frio, compartilhe sua conquista com alguém. Mande uma foto, ou conte para a esposa, o marido, um amigo (a), sobre o desafio que você conseguiu vencer. Sua motivação vai subir lá em cima, e daqui a pouco, você nem vai mais se importar com o frio.