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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Shimano confirma que vai lançar Dura-Ace mecânico de 11 velocidades

A Shimano deixou escapolir uma planilha de especificação de seu novo produto que será lançado em 2012. O Dura-Ace mecânico de 11 velocidades. Uma das concorrentes da empresa japonesa, a Campagnolo, já possui o grupo com 11 catracas, e inclusive lançou seu grupo eletrônico também com 11 velocidades.



É muito provável que a Shimano lance o Dura-Ace eletrônico com 11 velocidades no começo de 2012. Agora com esse vazamento de informação, confirma troca completa do grupo top da marca de 10 para 11 marchas. De acordo com a planilha o grupo deve sair em agosto de 2012.

O novo grupo vai se chamar Shimano Dura-Ace 9000. Vejam as especificações:
  • RD-9000: Câmbio Traseiro, short cage, máx 28 dentes (Agosto)
  • FD-9000: Câmbio Dianteiro, double (Agosto)
  • ST-9000: Dual control brake/shift levers, double (Agosto)
  • SL-BSR1: Bar end shifter, front double or triple (Agosto)
  • BR-9000: Dual pivot caliper brake, Super SLR (Agosto)
  • BR-9010: Direct mount type caliper brake, Super SLR (Agosto)*
  • SM-CB90: Inline type brake cable adjuster (Agosto)
  • FC-9000: Pedivela Hollowtech II, disponível com 53/39, 50/34, 52/36, 52/38, 54/42, 55/42. (Agosto-Janeiro, dependendo do modelo)
  • SM-BB9000: Partes do Bottom bracket
  • SM-BB92-41B: Press-fit type BB, rumored to be BB386 (August)
  • CS-9000: Cassete de 11 velocidades, Disponível de 11-25 e 11-28 (Agosto), 11-23 (Setembro), 12-25 e 12-28 (Novembro)
  • HB-9000: Cubo Dianteiro (Agosto)
  • FH-9000: Freehub Traseiro (Agosto)
  • CN-9000: Corrente Super fina HG (Agosto)
  • PD-9000: SPD-SL pedal (Agosto)
Ainda não existe nenhuma estimativa de preço para esse grupo.

* Essa especificação PODE significar um freio a disco para estrada, mas não ficou claro e nem temos confirmação

Como surgiram as ciclovias na Holanda?

Adivinhe qual é a cidade! Dicas: Engarrafamentos enormes, praças tomadas por estacionamentos, jardins destruídos para alargar pistas e prédios desapropriados para aumentar vias para os carros. Consegue adivinhar? Não é São Paulo, é Amsterdam em 1975.


Muita gente justifica a falta de estrutura e a não utilização da bicicleta nas cidades brasileira, por conta da “cultura”. A desculpa é sempre a mesma. “Ah, mas na Europa eles usam bicicleta a milhares de anos”. Não! Não foi assim que aconteceu. A 40 anos atrás, Amsterdam, que hoje é a cidade das bicicletas, era uma verdadeira São Paulo: Entupida de carros, mortes no trânsito, uma qualidade de vida péssima.


Foi quando os ciclistas e pedestres começaram a se revoltar e fazerem grandes protestos nas ruas, pedindo por mas segurança, estrutura para a utilização das bicicletas e menos carros. Ou seja, dá pra mudar! Basta querer e entender que do jeito que tá, NÃO DÁ!

O vídeo abaixo mostra essa transformação holandesa, que veio do caos até o se tornar o paraíso das bikes.

Cidade do interior de MS distribui carteira de ciclista para população

Em quatro dias, aproximadamente três mil documentos já foram entregues.
Departamento de Trânsito pretende registrar todas bicicletas de Caarapó.



Mulher recebe sua carteira de ciclista; cerca de 3 mil documentos já foram distribuídos na cidade
(Foto: André Nezzi/Caarapó News)
O Conselho Municipal de Segurança de Caarapó, a 273 quilômetros de Campo Grande, começou na última sexta-feira (14), a distribuição da carteira de ciclista no município. O documento, não é de porte obrigatório para a condução do veículo, mas terá informações sobre o condutor e a bicicleta.

Segundo o diretor do Departamento Municipal de Trânsito (Demtrat), Luiz Dáuria, a carteira de ciclista faz parte de um trabalho que está sendo executado pela prefeitura em parceria com o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e a Polícia Militar (PM) para conscientizar a população da importância da educação no trânsito.

De acordo com o diretor do Demtrat, essa distribuição está sendo feita pelos estabelecimentos que vendem bicicletas. “É uma espécie de carteira de cidadania no trânsito”, disse. As pessoas devem preencher o documento com o nome, tipagem sanguínea, endereço, data de nascimento e o número de identificação da bicicleta. Até esta terça-feira (18) já foram distribuídos cerca de três mil carteiras.

Além da distribuição da carteira, Dáuria explica que o órgão está realizando um trabalho de conscientização com a população. “Estamos indo nas instituições de ensino, dando esta orientação sobre a educação no trânsito”, explicou.

Ainda segundo Dáuria, há um planejamento de registro das bicicletas da cidade. “Futuramente nós pretendemos registrar todas as bicicletas de Caarapó”, concluiu.

Do G1 - MS

Ciclovias precisam ser adequadas para garantir segurança

José Waldson:"Existem outras etapas"
(Foto: Portal Infonet)
Até 2012, Aracaju terá 100km de ciclovias – em 2008, eram 40km. Segundo a Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), ao chegar nesse patamar a capital sergipana terá a melhor proporção de metro cicloviário por habitante do Brasil.

“Dentro do cenário nacional temos uma malha interessante e que contribuiu para a cidade ganhar o título de capital da qualidade de vida”, diz o diretor de meio ambiente da Sociedade Semear e membro da Organização Não-Governamental Ciclo Urbano, José Waldson de Andrade.

Segundo ele, entretanto, o foco nas ciclovias não resolve todos os problemas dos ciclistas – e seu planejamento inadequado pode até gerar algumas dificuldades. “Muita gente acha que pensar mobilidade por bicicleta é encher a cidade de ciclovia, mas não é bem assim. O poder público tem avançado nesse entendimento. Porém existem outras etapas”, afirma o diretor.

Problemas e soluções 

Ciclovias no meio de avenidas
podem dificultar plantio de árvores
De acordo com Andrade, quando a ciclovia é construída no meio de uma avenida fica mais difícil para o ciclista ter acesso à via exclusiva. Além disso, o perigo de acidentes é maior, já que as bicicletas trafegam ao lado das vias esquerdas – onde o trânsito flui mais rapidamente. “No meio das avenidas também não há espaço para árvores que deem conforto ao ciclista”, avisa José Waldson.

“A solução é o município pensar a ciclovia ao lado das calçadas”, informa o ativista. Outra solução apontada por ele é o investimento em educação no trânsito. “Hoje se aprende a dirigir e não a respeitar o trânsito. Um grande problema é a concepção da sociedade com a bicicleta ou o pedestre”, comenta. Ou seja: é preciso preparar os condutores para o trânsito compartilhado.

Destacando a falta de interligações seguras entre as ciclovias e ruas – o que dificulta a acessibilidade dos ciclistas e os coloca em risco de sofrer acidentes –, Andrade também ressalta como desafios para a estrutura de transporte urbano a falta de bicicletários – que pode desestimular os habitantes a saírem de bicicleta.

Década da segurança

Ciclovias no meio de avenidas
podem dificultar plantio de árvores
Segundo Rafael Barbosa, diretor de estatística do SMTT, além de ampliar da malha, o órgão vai realizar passeios ciclísticos para a população “tomar gosto” pela bicicleta como um meio de transporte e uma forma de manter a saúde. “Esse movimento em relação às ciclovias começou há pouco tempo. A gente está construindo junto”, esclarece.

Os investimentos para a ampliação das ciclovias de Aracaju, que vão contar com apoio do Governo federal, ultrapassam os R$ 4,5 milhões. O foco do projeto é nas ruas e avenidas mais movimentas, e vias como Tancredo Neves e Heráclito Rollemberg estarão equipadas com passagens de acesso entre as rotas para ciclistas. De acordo com a SMTT, também serão construídas intersecções para São Cristóvão e Nossa Senhora do Socorro.

Barbosa também informa que o município criou um comitê para tentar conter os abusos no trânsito – recentemente, a Organizações das Nações Unidas decretou o decênio 2011-2020 como a Década de Ações para a Segurança no Trânsito. “Aracaju foi uma das primeiras cidades a fazer um comitê”, informa o diretor de estatística.

Negócio próspero
Em 2009, o mineiro Lourenço Freitas viu no aumento do interesse da população aracajuana pela bicicleta como uma oportunidade de negócio. “A ideia veio de uma percepção minha de que o mercado tinha uma demanda e não tinha uma loja especializada em peças importadas”, conta.

Entre 2010 e 2011, Freitas diz ter percebido um aumento de 30% nas vendas da loja. Boa parte do rendimento vem dos equipamentos de segurança, como capacetes, luvas e sinalizadores.

Na opinião do comerciante, para tornar o trânsito mais seguro é necessário conscientizar tanto ciclista como motoristas. “Tem muito ciclista que não tem noção: anda na contramão, na faixa da esquerda, atrapalha quem está dirigindo. Por outro lado, tem motorista que não respeita. Tem que haver educação dos dois lados”, afirma.

InfoNet

Desafio Ciclístico de Salvador - Premiação para todas categorias

A organização do evento IV Desafio Ciclístico de Salvador comunica que o valor da inscrição para o Desafio será de R$ 80,00 e não R$ 120,00 como foi informado anteriormente!

Quem ainda não se inscreveu, faça já a sua inscrição! Descontão no valor da inscrição! Preço único para todos os atletas (filiados/não federados e de outros Estados)!!!!!

Premiação de R$ 25 mil reais!!!! Dias 03 e 04 de dezembro! Atletas de todo canto do Brasil já confirmaram a sua presença!
Premiação

Desafio Ciclístico Máster – Sábado

Máster A (30 a 39 anos)

1º - R$ 700,00
2º - R$ 600,00
3º - R$ 500,00
4º - R$ 400,00
5º - R$ 300,00
Máster B (40 a 49 anos)

1º - R$ 600,00
2º - R$ 500,00
3º - R$ 400,00
4º - R$ 300,00
5º - R$ 200,00
Máster C (50 a 59 anos)

1º - R$ 500,00
2º - R$ 400,00
3º - R$ 300,00
4º - R$ 200,00
5º - R$ 100,00
Desafio Ciclístico elite – Domingo

1º - R$ 5.000,00
2º - R$ 3.000,00
3º - R$ 2.000,00
4º - R$ 1.000,00
5º - R$ 800,00
6º - R$ 700,00
7º - R$ 600,00
8º - R$ 500,00
9º - R$ 400,00
10º - R$ 300,00
Prêmio de Montanha: R$ 1.000,00

Premiação para os 05 (cinco) primeiros baianos (só atletas filiados BA):1º - R$ 1.300,00
2º - R$ 900,00
3º - R$ 700,00
4º - R$ 500,00
5º - R$ 300,00

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Bike Expo Brasil 2011 - Mercado nacional e seus produtos

A Bike Expo Brasil de 2008 foi um sucesso, mesmo com à crise mundial do segundo semestre daquele mesmo ano. Já nesta edição, o protecionismo nacional aterroriza os importadores e tornou-se o assunto mais comentado: imposto de importação das bicicletas que passou de 20% para 35% e o de pneus importados, que também foram taxados em 35%.

O que falar deste protecionismo ? Será que temos produtos à altura para substituir ou suprir as necessidades dos exigentes consumidores brasileiros ? Os nossos produtos nacionais estão prontos para competir – pelo menos – em nossos campeonatos nacionais ? Veja o que vem por ai.

VZAN
A VZAN é a maior prova do sucesso do nosso mercado. Defendendo as cores da bandeira nacional, a fábrica de aros e rodas surpreende a cada temporada com as suas novidades. Não tem no mercado uma roda com melhor custo x benefício. E quer mais ? A empresa foi buscar o selo de qualidade da UCI, passando pelos principais testes e exigências da maior entidade do ciclismo mundial. Parabéns!

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Para 2012, a empresa de Londrina apresentou muitas surpresas. Muitas rodas receberam adesivos refletivos. As rodas de BMX surgem com os modelos RC e FRS; bicicross race e street / dirt; respectivamente. Puxando para o lado extremo, a Vmaxx DH Pro - uma roda para galera do downhill e freeride, com opções nos cubos dianteiro: 9mm, 15mm e 20mm; e o traseiro com 10x135mm ou 12x150mm.

Mas sem dúvida, as grandes novidades ficaram na linha mountain bike. E não foram poucas! A série Everest recebeu o novo modelo MGC, com 1500 gramas. Trata-se da roda com o cubo traseiro MGC (Multi Gears Cassette), que tem um sistema mecânico de engate superior aos cubos tradicionais. São 33 dentes de engates: 3 x 11.

A outra roda que chamou atenção foi a Everest AM, que recebeu nova cor (branca) e o cubo dianteiro com adaptadores inclusos para três eixos universais: 9mm, 15mm e 20mm.

E por fim, uma das mais esperadas da feira, a Everest 29. A roda surge com o mesmo perfil do aro da linha, deixando-a mais leve (1750 gramas). Os cubos e raios são os mesmos da Everest tradicional.

Na linha de ciclismo, saíram as Concept Tubular e nasceram as Carbon Concept 80 Clincher. No segmento de pista, os atletas terão opções com as Concept 88 e Futura.

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ProShock
Destacando no cenário nacional e brigando com as tradicionais marcas importadas de suspensões, a ProShock também é outro produto nacional que merece destaque e respeito no nosso segmento. A empresa de São José dos Campos bate de frente e amortece todas as barreiras que enfrenta perante a falta de matéria prima e altas tecnologias no país para agradar ao público brasileiro.

Sempre apoiando o cenário nacional através de eventos e equipes de mountain bike, a ProShock é aquela empresa que deixou de ser pequena e cresceu pelo atendimento e pós-venda para atender as necessidades, com as suspensões com baixo peso e alto rendimento.

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A maior prova disto são as inúmeras tecnologias apresentadas ao longo dos seus anos. Com destaque para a sua grande novidade na feira, a Syrus. Uma suspensão com o sistema EB, que possibilita regular a força necessária para que a suspensão comece a amortecer os impactos. Dessa forma, o biker regula a suspensão para permanecer estável com o seu peso e somente funcionar quando passar por obstáculos.

De todos os modelos, um que mais chamou atenção foi a suspensão One 29er. O primeiro modelo para bicicletas 29 da fábrica era a novidade para o público, que ficou sabendo de todas as tecnologias que incorporam o modelo.

Passando despercebidos, algumas peças estavam no estande como atores coadjuvantes. Mesas, bar ends, abraçadeiras de selim e espaçadores de caixa de direção. A ProShock já vem desenvolvendo estas peças para ampliar seu catálogo e suprir mais uma fatia do mercado.

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MOB - Masters of Bikes
Tendo Roberta Stopa como atleta profissional, piloto de teste de novos produtos, a MOB já se consolidou no mercado nacional com os seus produtos intermediários e de alta performance, com destaque para as rodas Rival e blocagens de carbono e titânio. Com produção em Taiwan, a MOB apresentou novos raios coloridos para rodas 26 e 29, mesas e guidões para MTB, bar ends super leves e outros produtos diferenciados.

A marca também tem como referência produtos únicos e com cores temáticas. Como se não bastasse, a linha de BMX ganhou mais membros, que a cada dia enche as vitrines das lojas brasileiras.

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Kalf
A Kalf é outra empresa nacional que vem se destacando e abastece o lojista mais básico ao mais top com a sua vasta variação de produtos como os selins e quadros. Para 2012, a companhia aposta no segmento infantil com selins e kits de adesivos sortidos que fazem uma combinação perfeita, proporcionando um plus nas bikes de linha de montagem. Cadeirinhas frontal e na garupa também foram apresentadas como surpresas.

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A linha de quadros também foi ampliada com novos modelos de passeios e tunada pelo lado do extremo, com destaque ao quadro Mythum, que recebeu reforço no chainstay. Já o Bull e Xtreme ganharam novas cores.
RC Bikes
Com um dos estandes mais bonitos de toda feira, a marca RC Bikes chegou com tudo no Brasil. Produzida em Taiwan e nacionalizada pelo empresário e ciclista, Mário Roma, a RC Bikes introduziu o que há de melhor para alta performance: ciclismo, mountain bike e triathlon e as famosas tandem (bike dupla).

Outra coisa legal no estande foi a presença de todos os atletas da marca que faziam uma primeira abordagem aos visitantes, com destaque para Adalto Belli, competidor cego que veste a camisa da companhia.

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Hupi Bikes
Debutante no Bike Expo Brasil em 2010, a Hupi chegou nesta edição bem mais madura com o seu estande dobrado. Com uma linha colorida e design diferenciado de quadros, os modelos Whistler e Naja chamaram atenção dos clientes, que foram bem atendidos pelo seu principal piloto, Nataniel Giacomozzi.

A marca que, também idealiza seus produtos no Brasil e produz em Taiwan, apresentou seus novos equipamentos de proteção: joelheiras e luvas; que vão atender os bikers na próxima temporada. No lado do mountain bike tradicional, o grupo anunciou os quadros de aro 26 e 29, que estará em breve nas lojas.

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Levorin
Aproveitando o aumento das taxas dos pneus importados, a fábrica de pneus Levorin mostrou que vem para brigar com os importados no mercado nacional na próxima temporada. A empresa decorou o seu estande com as suas linhas básicas que já produz e as grandes novidades da linha de pneus Prime, material de kevlar.

Pelo barro, os modelos Conquest e Conquest XC são os carros chefes para o mountain bike. No asfalto, o ciclismo olímpico, o modelo que originou a série, Prime. A Levorin também apresentou o primeiro pneu fabricado no país para cadeiras de rodas, além de modelos coloridos. Pelo menos estes lançamentos já são bons sinais do que podem vir daqui para frente.

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Vestuários nacionais
O Brasil está muito bem servido de roupas para todas as modalidades do ciclismo. Seja no tradicional aos mais extremos. O público também presenciou algumas empresas que visam a galera do triathlon.

A própria indústria téxtil já disponibiliza materiais específicos para as fábricas, que vão desde antibacterianos, protetores de raios ultravioletas, suaves e aquecidos. Da Matta Design, Curtlo, Barbedo Sports, Free Force, Bikeismylife, Mauro Ribeiro, Mynd, OTL, ASW e Fox; foram algumas das confecções que apresentaram novidades.

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Duque
Com uma produção de mais de 3 milhões de peças por mês para os segmentos de duas rodas, automotivos e linha branca, a Metalúrgica Duque enche os olhos daqueles ciclistas mais antigos com a sua novidade apresentada nesta edição da Bike Expo Brasil: movimento central selado.

A empresa que é 100% brasileira atua no mercado há mais de 50 anos e, debutando nesta edição na Bike Expo Brasil, apresentou o primeiro movimento de central selado 100% produzido no Brasil.

A peça segue os padrões internacionais de medidas e tradicionais aos moldes dos quadros de bicicleta com sistema de rosca (inglês). O movimento central BSA selado com rolamento da Duque nasce com uma única medida: 68 X 122.5; com eixos quadrados (square). Já é um bom começo.

Este produto pode parecer simples para muitos, mas trata-se de algo específico para bicicleta e de grande valia a nossa indústria, que aos poucos vão vencendo a invasão dos importados e suprindo o mercado nacional. Você que pedala, comemore por mais um produto de qualidade nacional. Pois com certeza as suas primeiras pedaladas foram em cima de um pedivela monobloco da marca Duque.

O nosso destaque é para esta metalúrgica de Joinville, que desde o início da década de 90 erradicou todos os processos à base de cianeto, não mais utilizando solventes organo clorados e sendo reconhecida como a primeira empresa da América Latina a implantar o processo de cromo trivalente. Mantendo o foco da sua produção ecologicamente correta. Parabéns!

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Pedal.com

Toyota cria uma bicicleta que "lê a mente"


A Toyota criou uma bicicleta que consegue "ler mentes". A Prius X Parlee, a versão duas rodas do carro híbrido Toyota Prius, nasceu de uma parceria com a empresa de bicicletas Parlee e a empresa de design Deeplocal. Veja o Vídeo.

A marca Toyota criou a Prius X Parlee (PXP), uma bicicleta que lê a mente do utilizador e muda as velocidades automaticamente. O velocípede assenta nos avanços tecnológicos experimentados com o carro Prius AVOS (Sistema Automático de Operação do Veículo), um híbrido inovador e fácil de utilizar, graças à sua concepção intuitiva e sensorial.


Concebida pelo famoso designer de bicicletas Bob Parlee, em conjunto com a empresa de engenheiros Deeplocal, a mais recente criação futurista da Toyota, a bicicleta PXP, foi concebida para ser um modelo aerodinâmico e é totalmente feita de carbono.

Além de combinar a tecnologia agressiva de uma bicicleta de corrida, a PXP tem também a acessibilidade de uma bicicleta de estrada. É desenhada não só para ter um bom desempenho mas também, para percorrer grandes distâncias.

O que torna esta bicicleta especial é o capacete criado pela Deeplocal, que permite ao utilizador controlar o velocípede apenas com o pensamento.

O capacete electrónico, sem fios, consegue captar ondas cerebrais do condutor e alterar a marcha automaticamente. Ao pensar em "Shift up" ou "Shift down", a bicicleta muda as velocidades sem necessidade de mexer nos comandos manuais.

A tecnologia envolvida, ao contrário do que pode parecer, é relativamente simples. O software utilizado, que pode ser instalado num iPhone, monitoriza, além da velocidade e do ritmo, o batimento cardíaco, as ondas cerebrais e até mesmo os hábitos do ciclista.

Segundo a Toyota, o resultado desta experiência é positivo e a PXP prova que há sempre espaço para melhorias. "Como o carro em que foi inspirada, a bicicleta é capaz de ir mais longe e demonstrar que é possível olhar para o futuro e melhorar o que foi feito até agora", pode ler-se sobre o projecto no site da Toyota.

A ideia, apesar de arrojada, ainda não está completamente aprovada.

Segundo Patrick Miller, um designer digital da Deeplocal, este é apenas um protótipo que precisa de ser desenvolvido mas que vai, no futuro, tornar-se algo comum no mundo tecnológico.

Bob Parlee, o fabricante da bicicleta, disse que vai utilizar os conhecimentos da criação deste protótipo para criar uma bicicleta de estrada, que estará disponível o mais tardar em 2013.

Primeira prova de ciclismo por etapas do Brasil, Tour de Santa Catarina é cancelado

O Tour de Santa Catarina 2011, que teria início nesta quarta-feira, foi cancelado. A Federação Catarinense de Ciclismo, através de seu presidente, João Carlos de Andrade, emitiu nota oficial explicando que não foi possível captar recursos para viabilizar o evento.

O dirigente encerra a nota dizendo que vai trabalhar para que o Tour seja realizado no ano que vem, entre os dias 18 e 22 de abril.

Realizado desde 1987, o Tour de Santa Catarina foi durante 17 anos a única prova de ciclismo por etapas do Brasil. A primeira edição, que começou em Criciúma e terminou em Joinville, teve 653km de extensão, cinco etapas, 11 equipes e 49 ciclistas. A prova teve até um trecho de terra, entre Pomerode e Timbó, única ocasião em que uma etapa foi disputada fora do asfalto.

A competição revelou grandes nomes do ciclista nacional, como o tetracampeão Márcio May, o bicampeão Daniel Rogelin, o bicampeão mundial paraolímpico Soelito Gohr, o atual bicampeão brasileiro, Murilo Fischer, e jovens talentos como Jean Morowski e Douglas Moi.

Flores e depoimento contundente no dia da primeira audiência do caso Márcia Prado

Aconteceu ontem, dia 28, no Fórum Criminal da Barra Funda, a primeira audiência do motorista de ônibus Márcio José de Oliveira, que no dia 14 de janeiro de 2009 atropelou e matou a ciclista Márcia Prado na Avenida Paulista.


Antes da audiência, o coletivoCRU, conforme havia anunciado, preparou uma homenagem para Márcia fazendo a manutenção de sua ghost bike, instalada em um canteiro da Paulista, próximo ao prédio da Gazeta, onde ela faleceu. Ao meio-dia em ponto, ciclistas e não-ciclistas iniciaram o trabalho de manutenção. Primeiro, limparam o canteiro; em seguida, repintaram com spray branco a ghost bike, cuja tinta estava deteriorada. Na sequência, revolveram a terra do canteiro e plantaram as flores levadas pelos participantes da ação.



Fernanda, tia de Márcia, e Cris, sua prima, estiveram presentes no local. Levaram flores, conversaram com os ciclistas, ajudaram a refazer o jardim e a fazer da ghost, naquele dia decisivo, um memorial ainda mais significativo. Ana Maria, do movimento Viva Vitão, também foi à Paulista demonstrar seu apoio à causa, que muito antes de ser uma causa exclusiva dos ciclistas, é de todas as pessoas que estão interessadas em promover a coexistência pacífica no trânsito da cidade.

Ao verem a movimentação no local e as bicicletas estacionadas ao lado do canteiro, pedestres e passageiros de carros e ônibus parados no farol olhavam com curiosidade para a ghost bike. Muitos se aproximavam para perguntar o que estava acontecendo. Ao serem informados sobre o caso de Márcia, a maioria demonstrava já conhecer a história. Willian Cruz, do blog Vá de Bike, para melhorar a informação sobre a ghost e sobre o direito que os ciclistas têm de estar nas ruas, fixou na bike branca um texto impresso e plastificado contando a história de Márcia Prado e as circunstâncias de seu atropelamento.

Por volta de uma e meia da tarde, a manutenção da ghost estava terminada, o canteiro estava bem cuidado e o grupo de ciclistas se dirigiu em massa ao Fórum Criminal da Barra Funda para acompanhar a audiência, prevista para começar às duas e meia da tarde. No caminho, pararam para comprar rosas brancas e levá-las ao fórum, a pedido da prima de Márcia, que além do dinheiro para as flores, ofereceu também três camisetas com a emblemática silhueta da ciclista, em que ela aparece em sua bike pedalando de braços abertos.



Não puderam entrar

À porta do local onde aconteceria a audiência no Fórum, o grupo de nove ciclistas foi informado de que não poderia entrar para assisti-la, embora fosse uma audiência pública. O argumento é que se tratava de uma determinação da Justiça para processos criminais que não tinham júri popular – como é o caso do processo contra o motorista – e que só poderiam participar dela pessoas que estivessem apontadas no processo para falar, como as testemunhas, ou interessados diretos no caso, como os familiares das partes e seus advogados. Enquanto conversavam com a segurança do Fórum sobre a possibilidade de assistirem a audiência, os ciclistas encontraram brevemente a testemunha de acusação que é peça-chave do processo. O rapaz, que trabalha como motoboy, estava, segundos antes da morte de Márcia, caminhando na calçada de frente para ela, a apenas cinco metros de distância do ponto exato do atropelamento. Nas folhas 14 e 15 do processo, o motoboy afirma que “o motorista manobrou o coletivo bruscamente para a direita, atingindo o guidão da bicicleta, fazendo com que (Márcia) caísse”. Em outra página, o escrivão fala sobre a testemunha: “o depoente achou a atitude do motorista tão covarde que fez questão de prestar depoimento”. Nesse breve encontro com os ciclistas à porta do corredor das salas de audiência, o motoboy se apresentou como testemunha do caso e repetiu, outra vez com veemência, que contaria tudo o que viu.

A audiência

Segundo relato de um dos participantes da audiência, o motorista Márcio José de Oliveira optou por ficar calado durante todo o tempo. Já o motoboy que presenciou de perto o que aconteceu no dia 14 de janeiro de 2009, disse ao juiz que fazia questão de prestar depoimento em pé, olhando para o motorista e “que não tinha medo de contar nada”. E foi assim que aconteceu. Com riqueza de detalhes – alguns até bastante trágicos –, a testemunha repetiu a mesma versão que apresentara à polícia no dia da morte de Márcia, acrescentando que a vítima poderia ter sido ele e que alguns motoristas “não respeitam ninguém”.

O cobrador que trabalhava na linha naquele dia disse que não viu nada do que aconteceu porque estava de costas para Márcia – também repetindo o depoimento que dera na delegacia há quase três anos. Já o policial que se encontrava do outro lado da rua na hora do atropelamento, afirmou que ouviu o estrondo da batida mas que, ao chegar ao local, já não havia mais nada o que fazer, e que o motorista parecia bastante tranquilo na ocasião – o motorista, aliás, continua trabalhando como tal na mesma empresa, a Oak Tree. A fonte não soube informar se permanece na mesma linha 874 C (Vila Mariana – Parque Continental) que operava quando atropelou a ciclista. A ausência de uma das testemunhas arroladas no processo obrigou o juiz a adiar a continuação da audiência para o dia 10 de abril de 2012.

Ontem, ao circularem pelo Fórum com rosas brancas nas mãos e alguns vestindo a camiseta da Márcia, o grupo de nove ciclistas que tentou assistir a audiência chamou a atenção dos passantes. Pelo menos três policiais que os abordaram com perguntas sobre o porquê das rosas e das camisetas disseram conhecer o caso, e se mostraram simpatizantes da causa – uma policial, inclusive, é ciclista, e vai de bike para o trabalho todos os dias.

Antes de saírem do Fórum, o grupo entregou dois maços de rosas brancas e duas camiseta com a silhueta de Márcia a uma policial para que ela os repassasse ao juiz e ao promotor. O gesto foi uma forma de dizerem que estavam presentes, se não na sala da audiência, certamente no acompanhamento de todo o processo e seu desfecho.



Saiba mais sobre o caso Márcia Prado.

Prefeitura de SP incentiva transporte para a escola de bicicleta

A Prefeitura de São Paulo vai lançar nos próximos dias o maior projeto de deslocamento escolar urbano por bicicleta do Brasil. A administração promete colocar 4,6 mil bicicletas à disposição para que os alunos dos 45 Centros Educacionais Unificados (CEUs) da cidade vão e voltem pedalando de casa à escola. Para aumentar a segurança, monitores serão contratados para acompanhar os alunos no trajeto em sistema de 'bike-bus', isto é, em comboio.

A idade-alvo do projeto é de alunos entre 10 e 14 anos, que estudam entre o 6.º e o 9.º ano do ensino fundamental. 'Queremos que seja não um projeto apenas de transporte, mas também de educação', afirma o secretário municipal de Educação, Alexandre Schneider. Ele conta que, para isso, o projeto será dividido em quatro fases. 'A ideia é termos uma mistura de aprendizagem sobre trânsito, meio ambiente e trabalho em grupo', diz.

Na primeira etapa, que já está sendo executada, ocorre a instalação de mais de mil paraciclos - estruturas para amarrar a bicicleta - nas escolas municipais. Depois de todos os CEUs receberem o equipamento, começará a segunda fase - planejada para o início do ano letivo de 2012. As crianças terão de recolher garrafas, sacolas plásticas e outros objetos recicláveis, que serão utilizados para a fabricação dos quadros das 4,6 mil bicicletas.

Depois, começa a terceira etapa, que engloba educação de trânsito e aulas de equilíbrio. Cada criança ganhará um certificado ao concluir a aula. 'Isso é algo que já acontece em países como a Dinamarca desde a década de 1940, mas que no Brasil é inovador', explica Daniel Guth, coordenador-geral do programa. A última fase é o início do deslocamento por bicicletas, até meados do ano que vem.

Segurança. O uso da bicicleta pelos alunos será opcional, e todos os pais terão de concordar por escrito antes de o filho pegar a bicicleta emprestada. 'Tudo isso vai ser feito com muito cuidado e zelo, coordenado com os órgãos de trânsito. Os meninos terão aulas de como pedalar nas ruas e serão acompanhados pelos monitores. Como são alunos de CEU, normalmente já moram mais próximos da escola', diz o secretário. Schneider afirma também que se inspirou em experiências internacionais e na sua convivência com cicloativistas para desenhar o projeto.

Ele conta que, pelo menos duas vezes por semana, pedala os 10 km que separam sua casa em Perdizes do trabalho, próximo do Parque do Ibirapuera. 'Quem anda de bike em São Paulo percebe que, se você está em grupo, como no bike-bus que planejamos, o respeito no trânsito é muito maior que sozinho.'

Tanto os monitores quanto a montagem das bicicletas a partir do material reciclado deverão ser contratados por meio de convênio com entidades de ciclistas. A cidade será dividida em áreas, que serão atendidas por grupos diferentes. O valor total do projeto, incluindo mão de obra e materiais, deverá ser de cerca de R$ 2 milhões ao ano. 'Vamos deixar tudo formatado para que, se a gestão seguinte quiser, o projeto possa até ser ampliado', afirma Schneider.

Bike Expo Brasil 2011 - Feminino, Mobilidade Urbana e Bike Fixa

A Bike Expo Brasil contou com várias novidades entre as 400 marcas que estavam presentes na feira. Várias peças, acessórios, vestuários, alimentos, nutrição e revistas especializadas aqueciam com os lançamentos, saindo do tradicional e dando atenção ao novo mercado que hoje é realidade em várias capitais do país, o uso da bicicleta como meio de transporte.

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Diversas marcas apresentaram novidades neste setor. A Shimano mostrou em uma das suas palestras, um novo conceito de troca de marchas dentro do próprio cubo traseiro. O Nexus projetado para "citybikes" e bikes de conforto, tem no cubo traseiro o seu grande segredo, com 7 ou 8 marchas internas, fazendo assim uma transmissão mais livre de manutenção e dando um visual mais limpo a bike. Antes, só tínhamos no mercado nacional o modelo com 3 marchas.

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A Caloi mostrou que está dentro desta tendência e lançou dois modelos de bicicleta urbana. Destaque para a Urbe, uma dobrável que garante a empresa ser uma ótima opção para quem gosta de levar sua bike para todos os lugares.

Muitas marcas se dedicaram às rodas 29, que foi destaque total. As bikes aro 29 já são a tendência para 2012. Em quase todos os estandes tinha uma, mas a Specialized foi quem se preocupou em garantir para o mercado que mais cresce no setor, o feminino, uma bicicleta desenhada com características componentes para este público. Com manetes de freios mais curtas, selim específico para anatomia feminina e grupo SRAM, a Fate é a bicicleta aro 29 para as mulheres.

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Na linha de vestuário, novos designs nas camisas, tanto masculinas como femininas, alguns inspirados na moda retro, foi a inspiração das empresas Free Force e da Damatta Design, que também apresentou novos modelos de luvas para garantir conforto e boa pegada no guidão, além diversos modelos bem legais de óculos.

A maioria das bicicletas apresentadas na feira foram novos, destaque para as elétricas que são as tendências futuras da indústria ciclística quanto à tecnologia e design. Sem falar da sustentabilidade.

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A marca portuguesa Órbita apresentou o sistema de aluguel de bicicletas através de cartão, da mesma maneira usada em muitos países da Europa. Versátil, o grupo português veio com foco de atingir as prefeituras e grandes empresas.

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No meio de tudo isto, as bikes fixas estavam lá, meio que acanhadas. Coloridas, magrelas e singelas, o mundo Fixed Gear já uma realidade e contagia os brasileiros, pelo menos no eixo sul e sudeste, mais precisamente nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba. Esta última, por exemplo, a cena está mais forte do que muitos imaginam. Algumas importadoras saíram na frente e trouxeram novidades.

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Gates

A Gates Corporation é uma empresa que merece respeito na indústria mundial com os seus cem anos de vida. Conhecida pelo seu vasto catálogo de produtos, em destaque as suas correias de transmissão para produtos automotivos, como as motocicletas Harley Davidson, o grupo americano apresentou na feira o seu mais novo "mimo" - pelo menos para muitos brasileiros presentes.

O Carbon Drive é transmissão que faltava na família Gates. Introduzindo no mercado ciclístico, as correias já estão sendo uma realidade em várias partes do mundo para bicicletas. Não só em bicicletas de uso urbano, muitos bikers já estão aderindo no próprio mountain bike extremo e single speed; extremamente duráveis, oferecem maior vida útil quando corretamente usadas.

O sistema é mais leve e durável do que as correntes tradicionais. Isso deve-se ao sistema de transmissão, que tem sua característica principal na construção a mistura do sucesso: cordonéis de fibra de carbono, composto avançado de poliuretano com a cobertura de nylon e fibra de vidro.

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Pedal.com
Texto: Márcia Menêses / Participação de Guiné

MTB 12 Horas - Competição foi um sucesso

Nem a chuva estragou a festa

Depois de uma breve pausa, o MTB 12 Horas voltou em grande estilo - e de casa nova. A aprazível cidade de Piedade, localizada a 100 km da capital, acolheu a corrida de braços abertos e foi além: administração municipal e o comércio da cidade se uniram para patrocinar a prova.

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O próprio diretor de turismo da prefeitura de Piedade correu as 12 horas como atleta solo, e o prefeito em pessoa deu a largada da corrida, numa demonstração de apoio e ressaltando a importância do ciclismo para o poder público da região.

Com as crescentes dificuldades impostas pelo crescimento imobiliário e comercial da região de Itupeva, 72km da capital, o Sampabikers foi obrigado a buscar uma nova locação para a mais festejada prova do mountain bike nacional.

O lançamento de um outlet no Serrazul e o nascimento de um condomínio residencial na fazenda onde era feito o antigo circuito inviabilizaram a realização do evento. Assim como aconteceu em 2000, quando foi obrigado a deixar o CEMUCAM em Cotia, o MTB 12 Horas encarou uma nova mudança de ares.

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E mais uma vez, a mudança foi pra melhor. Apesar de mais curto, o circuito criado pelo diretor de prova Eduardo Ramires dentro do Parque Ecológico Piedade mostrou-se muito mais técnico do que o das últimas edições. E a estrutura de apoio e entretenimento para participantes e público também foi inigualável.

Com "apenas" 5km de extensão - a maior parte em single track, faixa estreita de trilha para apenas uma bicicleta -, cada volta contava com diversas subidas. Curtas, porém exigentes e em sequência. Assim, a técnica foi altamente exigida, mas também a resistência e o preparo atlético dos participantes foram literalmente postos à prova. Em muitos aspectos, lembrou o antigo circuito do CEMUCAM, fato que foi destacado por alguns veteranos do MTB 12 Horas que participaram este ano.

Foi dada ao som de Helder "Helvis" Moreira e sua banda, interpretando os sucessos de Elvis Presley e botando pra ferver os ciclistas e o público.

Ao meio-dia de sábado os corredores saíram a pé para uma corrida ao redor do pequeno lago, pegaram suas bicicletas e entraram no circuito para encarar as 12 horas de pedal.

Confirmando seu favoritismo, o vencedor foi o atleta Cleiton Ferreira Santos da equipe Lar Nossa Senhora Aparecida, bicampeão consecutivo do prêmio especial de corredor do MTB 12 Horas.

Sol forte e muito calor exigiram bastante dos competidores que largaram. Divididos em atletas solo, equipes – mistas e masculinas – de quatro e duplas, o pelotão seguiu o já tradicional script do MTB 12 Horas: quem largou foi obrigado a permanecer no circuito até o final da primeira hora de prova, quando então foram liberadas as trocas entre atletas das equipes e duplas.

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A chuva que caiu no final da tarde aliviou o calor, mas se mostrou o teste final e decisivo para os atletas - e também para as bicicletas. A terra virou barro, e passou a exigir muito mais da técnica dos participantes e da resistência dos componentes. Ao retornar do circuito, todos chegavam cobertos de lama dos pés à cabeça. Mesmo assim, muitos se revelaram empolgados e determinados em prosseguir no desafio até o final, incentivando seus colegas e gritando o nome de suas equipes na área de transição.

A competição prosseguiu sem acidentes nem incidentes, e assim que escureceu os ciclistas acenderam seus faróis para encarar a trilha com segurança. A chuva aliviou em alguns momentos, mas não deu trégua. Com o avanço das horas as condições extremas do circuito cobravam seu preço, e alguns ciclistas chegavam empurrando suas bicicletas avariadas pelo barro. Correntes quebradas e freios sem funcionamento eram os problemas mais comuns.

Enquanto os bikers se revezavam na luta contra seus oponentes - e contra os elementos -, na praça principal do evento diversas bandas de Piedade e região se revezavam no palco da concha acústica para entreter os participantes e animar o público. Foram horas de muita música e um cover da rainha do rock brasileiro, Rita Lee, repetiu o sucesso da edição de 2009, botando quem estava ali pra dançar até debaixo da chuva.

Nas proximidades, uma praça de alimentação ofereceu diversas opções para quem compareceu ao Parque Ecológico, e também para quem preferiu não trazer provisões ou se esqueceu dos preparativos da prova. A chuva não colaborou, mas ainda assim a população de Piedade veio conferir de perto a garra dos atletas na prova – para eles inédita - mais divertida, original e animada do mountain bike nacional. Muitos se declararam surpresos com o fato dos atletas solo encararem 12 horas de pedal sozinhos naquelas condições!

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Próximo das 11 horas de prova, as equipes começaram a se organizar para as últimas voltas, e quem estava disputando posições teve que apertar o passo para não ser alcançado (ou alcançar) os primeiros, acirrando a luta por um lugar no pódio que premiou até o quinto colocado de cada categoria.Devido às dificuldades do circuito, poucos se arriscaram em abrir uma nova volta após as 23:30 horas, uma vez que quem cruzasse a linha de chegada após a meia-noite teria esta última volta anulada. Nos últimos minutos, enquanto a banda de Piedade tocava o Hino da Vitória no palco, já pronto para receber os atletas, quem ainda estava no circuito apertou o passo para garantir a vantagem e passar pela barraca da cronometragem dentro do tempo.

Pontualmente à meia-noite, a cronometragem encerrou a prova e todos se reuniram na praça principal para acompanhar a chegada emocionada dos competidores, que recebiam a bandeirada da organização e o aplauso dos colegas de equipe e do público. Todos ganharam uma medalha de participação, enquanto a direção de prova fechava o circuito e apurava o resultado, preparando a premiação no pódio.

O vencedor da geral na Categoria Solo, Bruno Bizinoto Franco de Belo Horizonte que completou 26 voltas, a mesma quantidade do segundo colocado Antônio Fabio Ayres e também o terceiro Ernesto Chanes Filho ambos nativos de Piedade.

Ficou tão exausto que ao terminar a prova, nem voltou para sua barraca. Sem descer da bike, foi pedalando direto para seu hotel. Segundo ele mesmo revelou no dia seguinte, para não ter que colocar a bike enlameada (e ele próprio) dentro do carro!

No feminino, vitória pela segunda vez no 12 hs (Venceu a prova em 2008) de Manuela Vilaseca, do Rio de Janeiro, com 21 voltas completadas no circuito em 12 horas de prova.

Na geral da prova a equipe do Lar Nossa Senhora Aparecida de São Paulo, formada por Cleiton Ferreira dos Santos,Luiz Henrique Cocuzzi,Juliano Cocuzzi e Wendler Andrade foi a grande vencedora com 34 voltas

Nas demais categorias, o cansaço não foi suficiente para desanimar a comemoração dos vencedores e de seus amigos e parentes. Mais uma vez, o MTB 12 Horas foi uma prova de desafio e superação, mas também uma festa, com muita diversão, amizade e celebração do verdadeiro espírito esportivo amador. E que venha 2012!!!

Resultados oficiais disponíveis no site.

O MTB 12 horas do Brasil 2011 teve o patrocínio da Prefeitura de Piedade e Centauro. Co Patrocínio de Café Moka e apoio da ASW, Vzan, Kenda, Levorin, Spec, Gu, Curtlo, Maxxis, Circuit, Limar, Alpina e Neptunia Corretora de Seguros.

Para 2012 a organização da prova anuncia uma nova data, Julho.
(Texto Alexandre Torres - Fotos divulgação Sampa Bikers)

Desafio Marcio May - Um centímetro define campeão

00:00:00.01, ou no caso do foto finish, cerca de 1 cm, esta foi a diferença entre Everson Assis Camilo e Ricardo Pscheidt vencedor e segundo colocado na categoria Ciclismo Elite do 5º Desafio Márcio May de Ciclismo.

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A competição aconteceu no domingo, 27 de novembro, em Rio do Sul. Participaram da prova 560 atletas de diferentes faixas etárias, divididas em 30 divisões. Nas categorias gerais os ciclistas percorreram o percurso de Rio do Sul a Presidente Nereu com 84 Km, na mountain bike foram 60 Km e na Ligth foram 46 Km.

O organizador da prova, Márcio May, conta que este ano a prova contou com a tecnologia de chip para marcar o tempo dos atletas. “Isso nos possibilitou saber na hora o tempo de todos os atletas. Em outros anos, demorávamos dois dias para ter o resultado exato, neste ano, todos os inscritos já receberam uma mensagem de texto com o tempo e a colocação”, explica Márcio.

A tecnologia utilizada e as fotografias da passagem fez com que Ricardo Pscheidt aparecesse por apenas um décimo de diferença do primeiro colocado, Everson Assis Camilo. “Olhamos bem antes de divulgar. A diferença de um centímetro pode dar diferença no chip, mas o que conta é a foto, já que a diferença é no pneu”, relata.

Márcio May ainda conta que a prova deste ano foi a mais disputada de todas. “Depois da serra de Nereu o Pscheidt se destacou. Em Lontras, o pessoal alcançou ele. Isso mostra que foi acirrada, inclusive pelo atleta Alan de Rio do Sul”, conta Márcio.

Para Márcio May a diversidade de atletas é o sucesso da prova. “Quando tive a ideia de fazer a prova queria fazer uma competição que todos pudessem participar. Queria que fosse uma disputa que o pessoal não tenha só o objetivo de ganhar a prova. Ás vezes quer ganhar só do amigo que trabalha no dia a dia”.

Márcio lembrou a história de um amigo que foi campeão brasileiro, porém não pedalava há 20 anos. “Chamei pro Desafio, ele comprou a bicicleta, treinou dois meses, perdeu quase 15 quilos. Na categoria Ligth chegou em um honroso 12º lugar.

Sobre a categoria para deficientes físicos, Márcio comemorou a participação de Stives Tambosi que tem uma síndrome rara e que participou pela segunda vez de uma competição em Santa Catarina. “É emocionante, ele desenvolve a coordenação motora sobre a bike. Isto motiva outros atletas com limitações a participarem do nosso Desafio”, convida.

Além disso, a categoria tandem oferece oportunidade aos atletas cegos de participarem de uma competição. “Foram cinco ciclistas de uma associação de Florianópolis que vem para prestigiar a prova e agradecem a única prova que oferece esta mistura”, fala Márcio.

O ex-campeão ainda comenta que a mistura de atletas que gera a diversidade da prova. “O atleta de Elite está aqui para ser uma referência. Às vezes eles pensam que alguns atletas demoram duas horas para fazer a prova que outro demora cinco. Assim é possível ter uma noção da velocidade. Mas quem faz em cinco é uma superação, ele sofre mais tempo”, incentiva.

Com a divisão das categorias, foram entregues 150 troféus, para os 5 primeiros colocados das trinta modalidades que concorreram.

No Mountain Bike tivemos dois tri-campeões, Diego Gabrislowski da Clube Campolarguense e Tânia Clair Picker de Indaial que levaram o título mais uma vez.

No ciclismo feminino o nível vem aumentando a cada ano. Desta vez quem levou o título foi a Gaúcha Luisa Helena Silva Saft com 2:44:57, deixando a Paulista Luiza Bello em segundo.

O 5º Desafio Márcio May de Ciclismo de Estrada e Mountain Bike têm o patrocínio de Royal Ciclo, Royal Pro, Fizik, Continental, Crankbrothers, Spiuk, CALOI, Posto Seola, e Auto Elite, apoio de Vzan, Diklatex, Barbedo Sports, ORBEA, Dynamic Lab, PZ Racing, Bike Plus, SUUM, Fundação Municipal de Desportos de Rio do Sul, Prefeituras Municipais de Rio do Sul, Lontras e Presidente Nereu, Polícia Rodoviária Estadual, Guarda Municipal de Rio do Sul e supervisão da Federação Catarinense de Ciclismo.

Estudo: Ciclismo pode economizar $ bilhões por ano em gastos públicos

Bom, todos nós já sabemos que bike é bom demais, faz bem para a saúde, para o meio ambiente, para as cidades, enfim… Faz bem para tudo! E cada vez mais, pesquisas científicas confirmam esses benefícios.

A universidade de Wisconsin nos Estados Unidos realizou uma pesquisa que chegou a resultados bem interessantes. O estudo foi realizado focando a região Upper Midwest, que abrange 10 estados americanos.


De acordo com Maggie Grabow, Ph.D chefe da área de pesquisas ambientais, se as pessoas dessa região utilizassem a bicicleta em 50% de seus descolamentos curtos todos os dias, a economia com um menor número de acidentes, mortes, doenças respiratórias, melhorias na saúde das pessoas e outros fatores chegaria a mais de 7 bilhões de dólares por ano.

Agora imagine, 7 bilhões por ano considerando apenas 10 estados americanos, agora imagine um país inteiro!

A pesquisa foi publicada no Environmental Health Perspectives.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Seleção brasileira de BMX volta a se reunir domingo para camping de treinamento

Após conquistar quatro pódios no UCI Latin American Series de BMX, disputado no fim de semana em Bogotá, na Colômbia, a seleção brasileira de bicicross volta a se reunir no próximo domingo. Os ciclistas vão participar de um camping de treinamento proporcionado pela Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC), em parceria com o Ministério do Esporte (ME).

- Estamos desenvolvendo um projeto fantástico, apostando nas categorias de base do bicicross brasileiro. Esta parceria da CBC com o ME está servindo para consolidar nosso trabalho, disponibilizando recursos que serão imprescindíveis para continuarmos com este crescimento - destacou Guilherme Pussieldi, técnico da seleção brasileira de BMX.

Durante o camping, serão realizadas avaliações físicas, antropométricas e bioquímicas. Após esta bateria de testes e avaliações, os atletas vão permanecer treinando concentrados na cidade de Paulinia, em São Paulo.

Pontos importantes no ranking

Em Bogotá, Renato Rezende e Bianca Quinalha terminaram em terceiro na prova de sábado e repetiram o resultado no domingo. Os quatro pódios garantiram ao Brasil 144 pontos no ranking olímpico da União Ciclística Internacional (UCI).

- A nossa seleção está evoluindo muito a cada dia. Estamos sempre conquistando bons resultados em competições importantes, demonstrando o fruto deste trabalho excepcional que vem sendo realizado pela Confederação Brasileira de Ciclismo – ressaltou Renato Rezende.

Antigamente o trânsito era um problema comum das grandes cidades, mas hoje em dia é complicado andar de carro até mesmo em cidades pequenas. Alguma alternativa? Moto? Muito perigoso. Transporte público? Eu até optaria, mas prefiro algo mais saudável. Então escolho sair de bike, o que por incrível que pareça para muitos pode ser vergonhoso, mas pra mim é perfeito, isto é, a não ser que me depare com uma enome subida em forma de “everest” pelo caminho, e isto é real na maioria das cidades. Ok ok, então o que fazer? Uma designer criou uma alternativa interessante, uma moto elétrica chamada Scoobike. Veja mais imagens e informações a seguir.




A Scoobike combina pedal e energia elétrica de forma harmoniosa. É uma opção perfeita de transporte para pequenos ou grandes centros urbanos. Mais do que uma simples opção ecologicamente correta, ela é leve, é discreta e com ela você pode tanto pedalar como utilizar seu motor elétrico quando necessário. Enquanto pedalamos nela produzimos energia necessária para alimentar as baterias que movem seu motor. Os aros da roda se iluminam através de LEDs quando necessário de forma a prover segurança para o “scoociclista”, característica esta que a deixa com um aspecto bem legal no estilo TRON.




O legal é que ela ainda possui uma pequena prancha que a transforma em um verdadeiro patinete elétrico. Cool! Simples, minimalista, perfeita! Uma ideia bacana criada pela designer Ardhyaska Amy. Infelizmente a Scoobike por enquanto é apenas um conceito, ou seja, vai demorar um certo tempo até começarmos a ver uma Scoobike nas ruas por aí. O jeito por enquanto é continuarmos descendo da bicicleta em subidas “everestes”…

Via Yanko

Knob é vice-campeão do Estadual de Downhill do RJ

Disputada desde a primeira prova, a categoria Elite do Campeonato Estadual de Downhill de 2011 deixou mesmo para ser decidida na sexta e última etapa, neste fim de semana, em um pesque pague da cidade de Macaé. O piloto petropolitano Diego Neumann, o Knob, da equipe Knob Racing, chegou com chances de ser campeão, mas dependia do resultado de outros atletas. Com uma boa descida, ficou com a segunda posição na etapa, mas acabou levando a vice-liderança do campeonato no somatório de pontos. Os outros atletas da equipe também se destacaram no evento.

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A etapa contou com a presença de cerca de 100 atletas, incluindo o português Marco Fidalgo, que está entre os 50 melhores pilotos do mundo. O estrangeiro foi o grande campeão da prova. Logo em seguida, quem subiu ao pódio foi Knob, com uma diferença de apenas um segundo. Com o resultado, o petropolitano ficou a um ponto se consagrar líder do campeonato. - Ele fez a parte dele, conseguiu vencer todos os seus adversários, mas o resultado que ele dependia não aconteceu. Há alguns anos não víamos um Estadual tão acirrado – explicou o manager da equipe, Rafael Buys.

Para Diego, o resultado foi “ótimo” para sua carreira. Este é o primeiro ano do piloto na categoria Elite – a mais disputada do esporte, com concorrentes que estão há anos no Downhill, a maioria correndo profissionalmente. - Lógico que queria mais, porém em meu primeiro ano na elite, já poder disputar de igual pra igual com pilotos que sempre foram referencia pra mim, isso é inexplicável. Estou muito feliz – informou ele, lembrando que, agora, vai focar ainda mais nos treinos para fazer melhor ainda em 2012. - A temporada esta quase acabando, mas ainda temos algumas provas avulsas o que vai me ajudar a manter o ritmo - completou.

O atleta agradeceu o apoio dos patrocinadores; Manbras Lagos, Pedal.com.br, Avid, Rock Shox, Truvativ, Sram, Optic Nerve, Mob e Ashima, e disse que sem eles não conseguiria chegar ao lugar que está.

Além do principal piloto da Knob Racing, Diego Neumann, o Knob, os outros atletas da equipe também comemoram a boa participação no Campeonato Estadual de Downhill de 2011. O jovem Christian Ferreira ficou em primeiro nesta etapa de Macaé na categoria juvenil, mas, antes disso, já havia conquistado a liderança do campeonato com duas etapas de antecedência. Ele é uma das revelações deste ano e, para o próximo, promete continuar com o mesmo ritmo de prova e conseguir trazer ainda mais títulos para a cidade.

Já João Pedro, o Sorriso, como é conhecido, ficou com o segundo lugar na sexta etapa, conquistando assim, a vice-liderança do campeonato, na categoria junior. Ainda da Knob Racing, o atleta Gabriel Moraes, da Expert, conseguiu a quarta colocação nesta prova e também o quarto lugar no campeonato.

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Knob Racing comemora bons resultados no Estadual
A Knob Racing foi criada este ano e já vem colhendo bons frutos no esporte, hoje já contam com o apoio da DaBomb e se destacaram nos resultados em 2011. Para 2012, a equipe estará ainda mais empenhada em conquistar os melhores resultados e ainda procurar novos talentos do Downhill.

Pedal.com

Filme: O garoto da bicicleta

Uma história emocionante que vai encantar você.

O garoto da bicicletaLe Gamin au Vélo, no original -, em cartaz hoje nos cinemas de várias cidades brasileiras, conta a história de Cyril, um garoto de 12 anos abandonado em um orfanato pelo pai, que quer começar uma nova vida sem o filho.

O menino se divide entre a vontade de encontrar seu progenitor e a possibilidade de viver sozinho. Em sua busca por respostas para a rejeição do pai, ele foge da instituição e procura por sua antiga bicicleta.
Vendida por seu pai ao deixá-lo, a bicicleta é então recuperada pela nova amiga de Cyril, a cabeleireira Samantha, que o conhece antes de ele ser novamente levado ao orfanato e se sente tocada pelo drama do garoto.


Vencedor do Grande Prêmio do Júri do Festival de Cannes deste ano, com belas imagens e roteiro bem amarrado, O garoto da bicicleta é uma produção conjunta de Bélgica, Itália e França com direção dos irmãos Jean-Pierre e Luc Dardenne.

Confira o site oficial do filme e veja o trailer:

A relação entre pedal e distúrbios urogenitais

Pedalar faz bem à saúde. É um maravilhoso exercício aeróbico que pode ser praticado por qualquer pessoa, seja no campo ou na estrada, além de ser um meio de transporte prático e ecologicamente correto. Todavia, alguns cuidados devem ser tomados na hora de pedalar, principalmente no tocante à escolha do selim.
Isso porque, cada vez mais surgem estudos que comprovam que existe uma relação entre pedal e distúrbios urogenitais, com sintomas que variam consideravelmente, podendo ir de uma simples dormência a lesões crônicas irreversíveis que afetam a saúde sexual do ciclista.
Tudo isso porque, durante o pedal, o impacto do períneo sobre o selim causa uma compressão do nervo pudendo (lesão chamada de encarceramento do nervo pudendo) e uma diminuição do fluxo sanguíneo dessa área. Isso pode acarretar dormência, formigamento, incontinência urinária, além de questões ligadas ao fluxo sanguíneo que podem levar a impotência ou dificuldade de alcançar o orgasmo.
Várias pesquisas desenvolvidas nos Estados Unidos nas últimas décadas constatam que a posição do ciclista e o formato do selim são importantes na hora de pedalar.
Se o ciclista pedala de forma mais reclinada, sem provocar compressão no períneo, há redução de danos à área. Por outro lado, uma posição mais ereta agrava essa compressão, levando à diminuição do fluxo sanguíneo em até 70%, o que pode contribuir para os fatores acima citados.
Com relação ao selim, o modelo ergonômico mais largo e sem nariz oferece a maior proteção possível contra essa redução do fluxo de sangue no pênis, representando 20.3% em relação aos 82.4% de comprometimento desse fluxo no caso de se usar um selim estreito mais comum.
Outro estudo realizado em 2002 estabeleceu como o formato do selim da bicicleta afeta o fluxo de sangue no pênis, concluindo que os selins estreitos e sem enchimento provocam uma redução significativa desse fluxo.
Isso não quer dizer que todos que os homens que pedalam vão passar por esses sintomas. Muitas vezes, a maior reclamação ouvida é a de um mero desconforto ou dormência, geralmente decorrentes de longas horas de pedal.
Por outro lado, toda e qualquer disfunção erétil passa pelo estágio inicial da dormência. Portanto, se ela virar um problema rotineiro, um médico deve ser consultado para que seja feita uma avaliação precisa do caso.
Mulheres também são afetadas na parte urinária e sexual pela compressão que ocorre em decorrência do pedal. A frequência e a severidade dos sintomas estão relacionadas à duração da prática do ciclismo. Muitas mulheres reclamam da dificuldade de atingir o orgasmo, dificuldade para urinar, dormência ou dor crônica no períneo.
E o que pode ser feito para alterar esse quadro?
A melhor estratégia alia mudança da posição adotada para pedalar, bem como mudança do selim e de seu posicionamento. Com isso, diminui-se o esforço que sobrecarrega as estruturas neurovasculares, aliviando-se os sintomas já mencionados.
Atualmente, já existem mais opções de selins ergonômicos, desenhados para retirar o peso da área do períneo e distribuí-lo para as nádegas e ísquios (ossos de sentar).
É fundamental destacar que atletas ou ciclistas recreacionais não devem sacrificar seu conforto ou qualidade de vida em função de melhores resultados nos treinos.
Afinal de contas, o esporte e a tecnologia esportiva estão em constante evolução e há no mercado produtos inovadores que fazem parte desse desenvolvimento.
De qualquer forma, o mais importante é continuar pedalando, pois os benefícios que esse esporte traz para a saúde física e mental são extremamente relevantes.
Pedale com segurança!
Maria Augusta Castanho é ciclista e sócia da empresa Labici.
Matéria do ciclofemini.