Subscribe:

Parceiros

.


segunda-feira, 15 de junho de 2015

Ciclismo: veja como pedalar faz bem ao corpo e à alma

A prática do ciclismo voltou com tudo. Torna-se cada vez mais comum ver grupos de ciclistas andando pela cidade, organizando-se em passeios diários ou mesmo, e principalmente, aos fins de semana. Como em tempos de redes sociais é necessário registrar e expor que está fazendo, o crescimento do número de adeptos se deve muito a essa vitrine de saúde proporcionada pelos amantes do esporte. A impressão é que todo mundo pode fazer ciclismo.


E é verdade: há poucas contraindicações, apesar de ser um esporte que exige resistência e força. Mas há perigos sim, por exemplo, para aqueles que acreditam que basta comprar a bicicleta e sair por aí, pedalando. Cuidado! A prática irregular, sem autorização e sem acompanhamento de profissionais, pode trazer desde uma tendinite até infartos.

“O primeiro passo para quem pretender andar de bike é ir ao médico”, resume Adônis Santana, especialista em treinamento esportivo. “Só o médico pode fazer uma avaliação cuidadosa e criteriosa do estado de saúde de cada um, principalmente o clínico geral, o ortopedista e o cardiologista”. Dependendo do caso, um acompanhamento com fisioterapeuta e nutricionista se faz necessário.

​Após a liberação por parte do médico, o ciclista deve procurar acompanhamento de um profissional da área de treinamentos, assim como nas academias, onde temos os personais e os instrutores. “Não quer dizer que por ser uma prática fora de uma academia não precisa de acompanhamento”, explica Adônis.

Em Belém, há poucos locais que oferecem o serviço. “Quando o ciclista nos procura oferecemos a consultoria para que ele leve a bicicleta mais adequada ao que quer fazer, ao seu bolso e aos demais fatores determinantes”, explica Hugo Matos, proprietário da Center Bike. Os fatores seriam peso do equipamento, altura e condição física do ciclista.


“Não é raro encontrar pessoas que estão com a altura do guidão errada”, observa Adônis. Um detalhe de altura pode provocar, no lugar do bem estar, dores, desconfortos e cansaço excessivo. Além da bike, adequada, é necessário usar os equipamentos de segurança, como luva, capacete, óculos de sol, e roupas apropriadas.

Emagrecer e relaxar estão entre as maiores vantagens

São muitos os motivos pelos quais você deve praticar o ciclismo. “A prática da bike é procurada principalmente por aquelas pessoas que não tem tempo de ir à academia e que gostam de um contato com a natureza e o ar livre”, avalia Hugo Matos.

Entre as maiores vantagens está a perda de peso rápido e o trabalho muscular. O ciclismo permite um gasto energético considerado, de até 600 kcal/hora. “Mas é necessário uma frequência mínima de três vezes por semana, com cerca de 40 minutos cada dia”, explica Adônis. “O ciclismo também proporciona ganho de condicionamento físico, resultado visto logo nas primeiras semanas”.

Pernas, glúteo, abdome e os músculos da região lombar são os mais trabalhados durante o exercício.

DEZ MOTIVOS PARA ANDAR DE BIKE:

  • Combate estresse e depressão;
  • Melhora relações sexuais;
  • Emagrece;
  • Faz ser mais feliz e ter bom sono;
  • Reduz colesterol e triglicérides
  • Evita o infarto;
  • Diminui a pressão arterial;
  • Aumenta a imunidade;
  • Melhora a Respiração;
  • Garante boa forma e fôlego de atleta.

Fonte: mzportal.com.br/

Atitudes desportivas


Quando nos referimos a esporte via de regra o primeiro sentimento ou pensamento que nos ocorre está ligado ao físico, ao corpo, a força.

Na minha concepção o esporte antes de estar ligado ao físico está intimamente ligado ao lado emocional, psíquico.

Quantos atletas perderam uma importante competição por não terem conseguido manter o equilíbrio emocional?

Muitas vezes times inteiros se desmoronam emocionalmente e por mais fortes e treinados que são, acabam por perder a partida.

A prática do esporte além de todo o condicionamento físico também permite ao praticante o desenvolvimento de uma mente sadia.

O esporte demanda o desenvolvimento da atenção, do foco, da vontade, do acreditar, do equilíbrio emocional.

Esta semana uma pessoa ao observar minhas atitudes em uma situação adversa do trabalho disse-me que ficava impressionada com a minha frieza ao passar por tal situação.

Esta pessoa se equivocou com o termo, na realidade não percebeu que não se tratava de frieza, ou falta de sentimento e sim de muito foco, concentração e equilíbrio.

Pratico esporte desde os 7 anos de idade. Muitos dos esportes que pratiquei e pratico são esportes que em certo grau pode colocar a vida do praticante em risco, por isto são chamados de esportes radicais.

Já passei por situações de muita dificuldade. Praticando rafting o meu bote virou em um rio de corredeira muito agressiva, fui levada pela correnteza por alguns kilometros e a força da água me jogava contra as pedras. Nesta situação e em diversas outras que enfrentei só consegui sobreviver devido ao meu controle emocional.

O pânico e/ou o desespero só o levarão para um lugar: o fracasso.

Para ter sucesso é necessário em primeiro lugar focar a sua atenção naquilo que necessita ser feito. É necessário concentrar as suas energias naquilo que o levará ao seu objetivo “continuar vivo”.

Na minha vida pessoal, profissional, o que algumas pessoas podem traduzir como frieza, na realidade estou colocando em pratica as minhas atitudes e aprendizado comportamental que tive no esporte.

Através do esporte me sociabilizei, desenvolvi o meu espírito e fortaleci o meu caráter.

Através do esporte aprendi a perder com dignidade e a ganhar com humildade. Aprendi a colaborar, cooperar e ser solidária.

Através do esporte aprendi que terá mais chances de ganhar, sobreviver, ou seja, terá mais chances de sucesso aquele que mantiver a mente positiva, focada, e concentrar suas energias naquilo que precisa ser obtido ou realizado.

Fonte: ciclofemini.com.br por Claudia Franco

Andar de Fat Bike é divertido?

O GMBN fez esse vídeo testando uma Fat Bike e analisando os pontos fortes e fracos desse modelo de bike que surgiu a pouco tempo.


Dá para ver pelo vídeo que o cara ALUCINA da “gordinha”… Ou seja, se você tiver habilidade, vai andar do mesmo jeito.

De acordo com o ciclista que a testou a bike tem muita inércia, ou seja, demora para sair do lugar mas quando se atinge uma boa velocidade, ela vai que vai!!!!

Uma análise interessante é que você não sente muito “feedback”, ou seja, não sente muito as vibrações das trilhas causadas por pequenas pedras e raízes, por conta dos pneus gigantescos e macios.

O ciclista também destaca a incrível aderência. O que é bastante obvio, uma vez que esses pneus usam menos de 10 libras de calibragem e são gigantescos.

Isso também é uma ajuda nas subidas. A bike tem marchas muito leves e com a aderência abundante, fica bom de subir, principalmente em terrenos escorregadios.

Fonte: PraQeumPedala

Ciclo Vídeo: O Campo de treinamento da equipe Cannondale-Garmin.

A  equipe Cannondale-Garmin montou a sua estrutura de treinamento na Ilha de Mallorca, na Espanha, 
Onde geralmente os ciclistas fazem as pré-temporadas, testes e treinos em grupos durante o ano.
Vale a pena conferir

sábado, 13 de junho de 2015

Rio aprova projeto de lei que tipifica "roubo de bicicleta"

Até hoje, roubos de bicicletas eram registrados de forma genérica,
 como "roubo a transeunte"      
Foto: Divulgação
Fábio Grellet, do Estadão Conteúdo

Rio - O projeto de lei que inclui a tipificação "roubo ou furto de bicicletas" nos registros da Polícia Civil do Rio foi aprovado por unanimidade pela Assembleia Legislativa do Rio, em segunda e última votação, na tarde desta terça-feira, 2.

Agora o projeto vai à sanção do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB). A votação foi acelerada após a morte do médico Jaime Gold, assaltado e esfaqueado enquanto pedalava ao redor da Lagoa Rodrigo de Freitas, na zona sul, em 19 de maio.

Até hoje, roubos de bicicletas eram registrados de forma genérica, como "roubo a transeunte", o que impedia a criação de um banco de dados com os lugares onde esses crimes são mais frequentes.

O projeto, de autoria dos deputados André Ceciliano (PT) e Martha Rocha (PSD), baseou-se em sugestões do ciclista Raphael Pazos, de 40 anos, presidente da Comissão de Segurança no Ciclismo da Cidade do Rio de Janeiro.

"Roubos de bicicletas são comuns há pelo menos um ano, mas até hoje não há estatísticas. Essa mudança permitirá saber onde os roubos se concentram e orientar o policiamento", afirmou Pazos antes da aprovação da lei.

O projeto aprovado cria também o Cadastro Estadual de Bicicletas Recuperadas no Estado do Rio de Janeiro. Isso facilitará a ciência, às vítimas, sobre bicicletas que foram encontradas e apreendidas pela polícia.

Hoje, segundo Raphael Pazos, a maioria das bicicletas recuperadas é apreendida pela polícia em bairros distantes de onde ocorreu o roubo ou furto.

Elas são encaminhadas à delegacia da área e ficam lá, ocupando espaço, sem que o dono seja informado. A criação desse cadastro deve resolver esse problema, acredita o ciclista.

Fonte: Fábio Grellet, do Estadão Conteúdo

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Técnico destaca evolução do Brasil na Copa do Mundo de MTB

Cadu Polazzo, treinador da seleção brasileira de mountain bike, analisa desempenho dos atletas nas duas etapas da competição

Foto: Álvaro Perazzoli/Agência Laborazoli
Evolução. Para o técnico da seleção brasileira de mountain bike Cadu Polazzo, essa é a expressão que define a participação do Brasil nas etapas da Copa do Mundo de MTB XCO. Nas últimas semanas, os atletas disputaram duas provas seguidas na Europa: uma na República Tcheca e outra na Alemanha.

Segundo o treinador, a maratona europeia foi fundamental para os atletas marcarem presença no cenário internacional e somar pontos na busca pela vaga nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.

Elite Feminina – Isabella Lacerda e Raiza Goulão

“As brasileiras foram surpreendentes na primeira etapa, em Nové Mesto. Na Alemanha, como era uma pista mais complicada, elas obtiveram resultados dentro do esperado. Foram disputas muito importantes para elas e para nossa equipe. Mesmo com posições diferentes na largada, a disputa entre elas foi equilibrada, o que mostrou como as atletas estão evoluindo e que elas seguem firmes e concentradas na disputa pela vaga olímpica”, comenta Cadu Polazzo.

Elite Masculina – Henrique Avancini, Rubinho Donizete e Ricardo Pscheidt

“Mesmo com as dificuldades em se recuperar de uma prova para outra, todos conseguiram um bom desempenho nas duas etapas da Copa do Mundo. Na Alemanha, o Ricardo, o Rubinho e o Henrique estavam indo bem, mas como era uma prova de muitas subidas, descidas e single track que exigiu muito de todos, isso acabou dificultando e eles foram cortados nos 80%. Vamos trabalhar duro para conseguir chegar ainda mais forte à próxima disputa”.

Sub-23 Masculina – Luiz Henrique Cocuzzi

“O Luiz Henrique Cocuzzi foi bem na etapa da República Tcheca e muito bem na Alemanha. Como ele tem um circuito muito parecido, mais ou menos no mesmo estilo, nos fundos do Lar Nossa Senhora, ele estava se sentindo em casa. Em Albstadt, ele chegou a andar no TOP 10 com grandes nomes do MTB mundial antes de terminar em 15º. Para uma prova dura como essa, o Cocuzzi teve um resultado muito bom”, finaliza o treinador.

Cadu Polazzo é preparador físico e Mestre em Fisiologia do Exercício e Treinamento Esportivo. Atualmente, faz parte da comissão técnica da Seleção Brasileira de Mountain Bike e é o treinador de diversos atletas da Elite brasileira do MTB, como o atleta olímpico Rubens Donizete, Isabella Lacerda, Raiza Goulão, Sofia Subtil, Daniel Grossi e José Gabriel de Almeida.

Fonte:  Seppia Geração de Conteúdo

Paratleta representa Brasil na Copa do Mundo de Paraciclismo

Atleta Scott Silvana Chimionato disputará etapa da competição entre os dias 13 e 16 de junho, na Suíça

Foto: Murilo Rezende/Seppia
A paratleta Silvana Chimionato representará o Brasil em uma das competições mais importantes do calendário do paraciclismo mundial: a Copa do Mundo da modalidade, que acontecerá entre os dias 13 a 16 de junho, em Yverdon-les-Bains, na Suíça. Líder do ranking brasileiro, a atleta Scott viaja com o objetivo de somar pontos para seguir na busca por uma vaga nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.

“Essa é a primeira vez que disputo uma prova internacional. A sensação é muito boa mesmo. Estou ansiosa para começar a pedalar. Pode ter certeza que farei o melhor para trazer um bom resultado para o Brasil”, conta a ciclista de 44 anos que possui apenas 3% da visão no olho esquerdo e 0% no direito devido a uma doença degenerativa (coroidose miópica).

Ao lado de sua guia Maira Nogueira, Silvana viaja para a Suíça nesta quarta (10). Assim que desembarcar em terras suíças, ela deve se apresentar à delegação da seleção brasileira de paraciclismo junto com os melhores do Brasil na modalidade.

“Estar ao lado dos maiores nomes do paraciclismo brasileiro é uma grande emoção para mim”, revela a ciclista.

Única deficiente visual do grupo, Silvana encara duas provas de alto nível: uma de Estrada, que vai exigir a resistência dos competidores, com 78 km, a outra é contra-relógio, um pouco menor, com 28 km.

“Serão duas corridas muito duras, mas me sinto bem preparada. Essa etapa da Copa do Mundo vai exigir muito, por isso é preciso que eu me sinta muito bem. Não sei qual será o resultado no final, mas vou entrar para vencer”, destaca a paratleta Scott com um sorriso no rosto.

A Scott é considerada uma das principais marcas do ciclismo mundial. Com grande foco em engenharia, tecnologia e inovação, seus produtos são referência quando o assunto é bicicleta. No Brasil, a marca suíça é distribuída há mais de 20 anos pela IGP Sports, sempre trabalhando com marcas premium de prestígio mundial.

Fonte: Seppia Geração de Conteúdo

Ciclo Vídeo: Um rolê de BMX em um estádio abandonado

Faz um ano que a copa começava no Brasil.

Muitos estádios foram construídos gastando-se muita grana e um ano após a copa, alguns destes estádios temem um futuro sombrio.

Para não desanimar por completo, vemos a seguir um vídeo que mostra que nem tudo está perdido.

Tyler Fernengel, uma estrela ascendente do BMX, tornou um estádio abandonado em Silverdome em seu próprio parque de diversões. Aos 16 anos, ele se tornou um atleta profissional, depois de publicar na web vários vídeos mostrando suas habilidades notáveis em BMX Street Style.

Marcio Flores participa de nova prova da A.S.O na França

Explore by Le Tour de France vai levar ciclistas e empresários para uma nova experiência em Nice, na França.


A Amaury Sports Organisation, organizadores do Tour de France, desenvolveram uma nova prova para ciclistas amadores com um conceito inovador: ter em um único projeto a paixão pela descoberta de novos territórios, desconhecidos para a maioria dos ciclistas amadores, ter ex-ciclistas profissionais atuando como guias e um conselho nutricional e de condicionamento físico de especialistas que atuam no Tour de France.

Marcio Flores, CEO do Grupo Manga e responsável por trazer ao Brasil o L’Étape du Tour, estará presente na comitiva de empresários que viverão a nova experiência em Nice.

“Ainda temos uma enorme carência de eventos desse tipo no Brasil. O pano de fundo pra mim será o ciclismo e o desafio dos mais de 50 km a serem rodados em 6 dias aos redores da cidade de Nice na França. Estou indo aprender mais um pouco com as experiências do nosso parceiro europeu e de seus convidados, que virão do mundo todo. Além disso, os estrangeiros também estão muito interessados nesse fenômeno do forte crescimento do esporte no Brasil. Iremos trocar experiências e mais uma vez colocar o Brasil em evidência", comenta Flores.

O Explore by Le Tour de France – Nice Metropole acontece de 8 a 14 de Junho.

Fonte: Ana Mogadouro

Aracaju - Se, foi a primeira colocada no Ranking das Administrações Municipais Cicloamigas

.

Após alguns meses de coleta e sistematização de dados, a UCB apresenta à sociedade o resultado da primeira edição do RAMC – O Ranking das Administrações Municipais Cicloamigas!

O grande objetivo do RAMC é ter, anualmente, uma AVALIAÇÃO SOBRE AS GESTÕES MUNICIPAIS no Brasil, tendo como base indicadores ligados a ações voltadas para a promoção do uso da bicicleta e mais a frota e a população da cidade. Os indicadores possuem pesos distintos e foram divididos em cinco áreas [Infraestrutura, Recursos Humanos, Planejamento, Promoção e Informação].

Nessa primeira edição do RAMC, com dados referentes a 2013, a cidade de ARACAJU obteve os melhores resultados! Nos links abaixo você pode acessar detalhes do RAMC 2014!



Acesse o Relatório Executivo: https://goo.gl/J5ILYH.
Acesse os dados abertos das 10 cidades participantes: https://goo.gl/8LFcGK.
Fonte: www.uniaodeciclistas.org.br

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Quer pedalar como um profissional?

A equipe Lotto Jumbo analisou os dados levantados pelo potencímetro da Pioneers, que analisa 12 pontos de força durante a pedalada.


Eles confirmaram: a técnica da Pedalada Redonda é a mais efetiva, mas não pelo motivo de a perna que está subindo fazer força na "puxada", e sim, porque esta técnica ajuda a diminuir o efeito da gravidade da perna que está subindo, melhorando o desempenho da perna que está descendo. Em uma cadência mais alta, seu cérebro não consegue computar o ato de fazer força com as duas pernas em sentidos opostos, então, a força deve estar sempre com a perna que desce, e a outra sobe apenas para se recolocar em posição, sem fazer força.

No vídeo, você pode ver o gráfico que a equipe construiu com os próprios dados.


Fonte: Revista bicicleta/ Youtube

BiCHICletando na chuva: lave a alma


Sinal amarelo! A chuva veio fresca e deliciosa. Caiu o dia todo e ainda, na cidade de São Paulo, há previsão que ela nos molhe mais até amanhã. Para uns, os que precisam ou optam por se locomover de veículos motorizados, a chuva pode ser motivo de estresse, com o trânsito mais lento. Para outros, ciclistas urbanos, por exemplo, pode ser um trabalhinho a mais na ida para o trabalho e, ao mesmo tempo, motivo de pura alegria. 
É aquela coisa. O mesmo copo pela metade você pode ver meio cheio ou meio vazio. Eu prefiro olhar mais cheio. E encaro a água dos céus de duas formas: “terei que ter mais cuidado” e “vou lavar a alma!”. 

Dos cuidados

  • Encapoto-meescolhi uma capa de cor bem chamativa e essa que eu estou vestindo é ótima. Comprei em uma loja na Alemanha. Ela tem a lateral aberta, me dá liberdade nos braços e a vizeirinha faz toda a diferença, pois protege os olhos. Você pode encontrar, também, no Aro 27 Bike Café
  • Sempre vou preferir ciclovias às ruas: em dias sem chuva eu encaro as ruas de Sampa, sem problemas. Mesmo com as filas de carros parados, o nível de estresse das pessoas fica tão alto, que prefiro a energia e segurança das ciclovias. 
  • Alforjo-me: o alforge é item obrigatório da ciclista ou ciclista urbano que vai ao trabalho de bike. Em dias de chuva ele é essencial. Eu uso o da Ortlieb que é impermeável. Faça o seu kit chuva e guarde nele. Chega impecável. 
  • Kit chuva meninas: uma mulher prevenida vale por duas! Além daquela maravilhosa nécessaire com pó, iluminador, corretivo, blush, lápis, rímel, sombra e batom (ai, gizuzzz! Quanto mais velha fico, mais a nécessaire cresce), um par de sapatos e um secador tamanho viagem (é pequeno e além do cabelo, vai te ajudar a secar o corpo e a roupa, se necessário, no banheiro do trampo). Quem geralmente precisa que os cabelos fiquem sempre sequinhos, aquelas touquinhas descartáveis que a gente compra em grandes quantidades por um precinho de banana no Ikesaki, vale aplicar embaixo do capacete. 
  • Roupas escuras: na chuva as roupas escuras ficam sempre com uma boa aparência, mesmo se ganharem alguns pingos. Evite branco (a não ser que você queira concorrer a musa ciclista da camiseta molhada. rsrs), bege e cores fortes. Os pingos aparecem bastante nessas cores. 
  • Disciplina: aproveite a maravilhosa Internet para ver a previsão do tempo. Ajuda muito! Por vezes, a chuva é momentânea e não vai requerer grandes organizações. Quanto mais disciplina e organização, mais proveito da agilidade da bicicleta em dias de chuva você terá. 
  • Ilumine-se: na chuva eu prefiro ficar que nem uma discoteca ambulante do que aplicar sinalização de menos. Confira as baterias antes de sair. Eu curto os sinalizadores com entrada USB. Abuse da luz!
  • Redobre a atenção: na dúvida, não vá! Ligue a visão 360 graus, quem precisar de óculos, coloque. E privilegie as opções mais seguras de acesso e rotas. 

Lavando a alma

  • Sinta a chuva e agradeça: em tempos de estiagem em São Paulo, que Deus abençoe a chuva!
  • Faça da sua ciclovia a Fonte de Trevi: eu adoro imaginar que sou Anita Ekberg das ciclovias. Hahahaha. Julguem-me!
  • A via nunca para para você: com chuva ou sem chuva o caminho sempre está livre para o ciclista. Mas com chuva rola um prazer imenso de continuar em movimento, quando o trânsito está parado. É de lavar a alma! =D
Qual é a sua dica?
Fonte: www.bichicleta.com.br, por Renata Santiago

Menino com deficiência visual pedala bicicleta pela primeira vez em Joinville

Projeto Rodaguia existe há mais de um ano e conta com 11 bicicletas

Foto: Salmo Duarte / Agencia RBS
Esportes e deficientes visuais combinam? Se você tem dúvida, o pequeno Dudu te mostra em vídeo como é divertido andar de bicicleta mesmo sem enxergar.

Nas imagens o guia voluntário, Francisco Moraes, de 69 anos, guia a bicicleta com dois lugares que possibilita que a criança vá na frente. Francisco brinca com o menino Dudu para ir mais devagar.

— Por que devagar?, pergunta o menino.

O guia alerta que ele está quase caindo da bike. Mas o menino ainda orienta: “segura forte aí!” Seguido por risadas.

Dudu é um menino que gosta de praticar esportes e é apaixonado por velocidade. Eduardo Fermiano Luccas, de seis anos, conhecido pelo grupo Rodaguia como Dudu, andou pela primeira vez de bicicleta no último mês no pátio da Associação Joinvilense para a Integração do Deficiente Visual (Ajidevi). A atividade é desenvolvida em parceria pelo Movimento Pedala Joinville e Ajidevi. Os passeios de bicicletas ocorrem nas terças, quartas e quintas-feiras.

Francisco é guia voluntário desde o início do projeto, que começou em maio de 2014, e conta que a experiência é gratificante. Os aprendizados são constantes e a independência dos deficientes visuais, mesmo tendo a limitação da visão, faz com que ele seja mais grato a vida. O voluntário se apegou ao menino e diz que frequenta a associação pelo menos uma vez por semana.

- Dudu é um menino competitivo e alegre, gosta de pedalar mais rápido do que todo mundo -  comenta.

A mãe do menino, Marcia Espindola Fermiano, de 42 anos, conta que o pequeno Dudu nasceu com apenas 3% de visão no olho esquerdo. Ela ainda conta que teve eclâmpsia, convulsões durante a gravidez e teve que antecipar o parto. Dudu nasceu com apenas sete meses e pesando um quilo e duzentos gramas. Mas apesar da limitação visual, o menino não para quieto, gosta de correr, dançar, andar de bicicleta e nadar.

- Percebo que o fato de praticar esportes desenvolveu a imaginação dele, agora ele brinca mais com bonecos e gosta de inventar histórias - conta a mãe.

Dudu confidencia que espera ainda andar de bicicleta todos os dias, durante várias horas por dia.

- Eu amo andar de bike e quanto mais rápido melhor - diz.

Entenda o Projeto Rodaguia

O projeto Rodaguia promove passeios de bicicletas para deficientes visuais. Ele existe há mais de um ano e surgiu da parceria entre a Ajidevi e o  Movimento Pedala Joinville. Desde o mês passado conta com 11 bicicletas, nove tandem (bicicletas com mais de um lugar) e duas tandem terapêuticas (para crianças). Esse modelo de bicicleta é adequado para uma pessoa cega pedalar, com total segurança, acompanhada de um ciclista guia. As bicicletas veem de São Paulo e custam aproximadamente R$2 mil reais.

Presidente da Ajidevi, Paulo Sérgio Suldóvski, conta que comprou nove bicicletas tandem por meio de doações ao Fundo Municipal para a Infância e Adolescência (FIA) da Casa dos Conselhos da Secretaria de Assistência Social de Joinville.

Atualmente são 15 guias voluntários do Rodaguia. Para ser um deles é fácil, basta ligar para a associação no telefone: 3436-3126 ou ir até o local. A Ajidevi fica na rua Jornalista Hilário Muller, 276, no bairro Floresta, na zona Sul.

A associação atende pessoas com deficiência visual (cegos e baixa visão), crianças, adolescentes e adultos do município de Joinville e região, atuando no campo da educação, habilitação, reabilitação e integração social. Possui 900 associadoscadastrados, atendendo a todas as faixas etárias.

Doações

Paulo diz que o próximo objetivo do projeto é comprar uma carretinha para transportar as bicicletas para outros lugares da cidade. Para isso, a Ajidevi criou a campanha"Além dos sentidos - um sonho aos ciclistas com deficiência visual" no Facebook para receber doações. A meta é conseguir um montante de R$ 2.400,00, perfazendo o total de R$ 4.000,00, para complementação da compra da carreta (R$ 1.400,00) e R$ 1.000,00 para as despesas de adaptação das canaletas de sustentação das bicicletas tandem, montagem e mão-de-obra na preparação da carreta. Você pode ajudar doando e divulgando a campanha pelo Facebook.




Fonte: anoticia.clicrbs.com.br

Bradley Wiggins bate recorde da hora


O ciclista Bradley Wiggins, quatro vezes campeão olímpico e o primeiro britânico a vencer a Volta a França (2012), estabeleceu este domingo um novo recorde da hora, no velódromo olímpico de Londres, com 54,526 quilómetros.

Wiggins, de 35 anos, campeão mundial de contrarrelógio em 2014, bateu a anterior melhor marca mundial, que tinha sido obtida a 02 de maio pelo seu compatriota Alex Dowset, com os 52,937 quilómetros, no velódromo se Manchester.

Este domingo, no Lee Valley VeloPark, Bradley Wiggins cumpriu ao longo da hora 219 voltas à pista para acrescentar à marca de Dowset mais um quilómetro e 589 metros.

No seu palmarés o ciclista britânico, da Team Wiggins, tem quatro medalhas de ouro olímpicas, três em pista (perseguição individual em Atenas2004 e Pequim2008, e perseguição por equipas em Pequim2008) e uma de estrada (contrarrelógio em Londres2012).

Além destas tem medalha de prata olímpica em perseguição por equipas em Atenas2004 e duas medalhas de bronze, Madison em Atenas'2004 e perseguição por equipas em Sydney2000.

Fonte: www.record.xl.pt

Estilo de vida consciente: Encarando o seu estresse

Não quero abrir uma vasta discussão a respeito do estresse, exceto ressaltar dois pontos limitantes.




  • Estresse não é bom para você.
  • A grande maioria das pessoas não sabe lidar eficazmente com o estresse.

Se confrontar com essas duas coisas é importante para quem quer criar um estilo de vida consciente. Ser consciente é ser aberto, alerta, pronto para enfrentar os desafios do desconhecido e capaz de respostas frescas. Quando você está sob estresse, essas qualidades são comprometidas. No alto nível de estressa a mente se fecha como um ato de autodefesa. Nesse estado é muito difícil de se manter aberto e alerta.

Mas basicamente  o estresse é ruim. Os hormônios que são liberados em resposta ao estresse do corpo, como o cortisol e adrenalina, destinam-se a ser temporário. Seu efeito é estimular a resposta de luta ou fuga, que é acionada em uma área primitiva do cérebro, porque a luta ou fuga é uma herança do nosso passado pré-humanos. A resposta deestresse, uma via privilegiada é aberta para lidar com situações de emergência, enquanto que ao mesmo tempo, as altas demandas do cérebro são temporariamente suprimidas.

Ninguém saudável pode sustentar o elevado estado de alerta, a rápida explosão de energia, aumento da freqüência cardíaca, pressão arterial elevada e outras marcas da resposta de luta ou fuga. Fisicamente, a descarga de hormônio deve chegar ao fim, levando para o estado oposto – você ficar sonolento, perde energia e terá dificuldade para  manter-se alerta e concentrado. Viciados em adrenalina deliberadamente induzem-se a um estado excitado porque apreciam altamente o estado desperto, e presumivelmente valorizam a coragem, euforia e instinto assassino que traz a resposta de estresse.

O que eles ignoram é o lado oposto. Eles também podem ser inconscientes do dano físico feito para várias partes do corpo, uma vez que vários processos (por exemplo, crescimento, digestão, oxigenação dos músculos) são temporariamente desligados durante a luta ou fuga, que deve ser considerada um estado anormal, desequilibrado – ninguém deliberadamente iria ficar lá.  Especialistas em estresse têm afirmado ao longo de décadas que o baixo nível estresse da vida moderna engana o corpo a desencadear uma condição limítrofe de luta ou fuga que não é bom. “Estresse Normal” como por exemplo ficar preso no trânsito contribuem para a doença de hipertensão e a artéria coronária, juntamente com a suscetibilidade a infecções, insônia e muito mais.

Assim esses tipos altamente competitivos que se gabam de prosperarem em estresse estão vivendo em um mundo de fantasia quando se considera o potencial de danos ao seu corpo. Os estudos mais recentes sobre os efeitos genéticos de exercício, dieta, meditação e redução de estresse realizados pelo Dr. Dean Ornish, um perito nacional em inverter a doença cardíaca, sugere que um estilo de vida positivo produz forma benéfica de saída como de 400-500 genes. Isto implica que os mesmos genes são negativamente afectados por um estilo de vida negativo que ignora o gerenciamento de estresse.

Só agora começamos a entender que os estados subjetivos como dor e felicidade não são padronizados. Na verdade, como podemos remodelar constantemente o cérebro e o sistema nervoso através da experiência cotidiana, cada um de nós está estruturando uma resposta única para o mundo, incluindo a nossa resposta ao estresse. Isto implica que há pessoas com altas tolerâncias para estresse e pessoas com baixa tolerância, tal como existe para a dor. Mas se você colocar os soldados sob o estresse alto da batalha, eventualmente todos eles passarão a ter estado de choque a menos que eles permaneçam um grande tempo  tempo longe das linhas de frente.

Portanto, não tente fazer do estresse o seu aliado salientando-o ou  virando as costas para o problema. A escolha consciente é reconhecer que a vida moderna é um campo de batalha de estresse de baixo nível, às vezes chegando em alta tensão, que vai ter um efeito prejudicial ao longo do tempo, a menos que você lide com estressores do cotidianos de forma consistente e eficaz.

Fonte: ciclofemini.com.br

Vídeo: Melhores Momentos do Giro da Itália 2015

Foi ao ar um vídeo com a compilação do que de melhor aconteceu no Giro d'Italia 2015.

Seja educado ao estacionar sua bicicleta

A ONG Transporte Ativo tem um banco de dados bem interessante de pesquisas, estudos, vídeos etc. Entre estes, há produções de materiais educativos que mostram benefícios da bicicleta, iniciativas em prol da mobilidade ciclística e dicas para os próprios ciclistas.


Veja, por exemplo, este material sobre dicas para o momento em que você vai estacionar a sua bicicleta.


Fonte: http://www.ta.org.br/

quinta-feira, 4 de junho de 2015

II ENCONTRO BREJO-BIKE ECOLÓGICO

"II ENCONTRO BREJO-BIKE ECOLÓGICO" será realizado em Brejo da Madre de Deus no dia 21/06/2015, e o nosso amigo Laércio convida a todos os amigos do pedal para se fazerem presentes e participar desta aventura que vai atravessar a a mata atlântica em direção ao mirante que está localizado a uma altitude aproximada de mais de 1000m a cima do nível do mar.

Imagem do Mirante
Este evento é sem fins lucrativos, pois será um passeio onde os amigos ficarão a vontade sem se preocupar com tempo ou distância.

Valendo lembrar que é um trecho de muitas subidas, mas que no final vale a pena, por se tratar de uma região privilegiada e com lugares lindos.

Percurso a ser percorrido
A intenção principal deste pedal é passar na Mata do Biturí que à tempos atrás sofreu um incêndio, e realizar o plantio de mudas nativas (os participantes podem trazer também suas sementes).

Imagem do Incêndio
Abaixo vemos imagens de alguns trechos que serão percorridos

Trechos do percurso
Banhos de bica
Turma unida
Belas imagens

Banho de piscina e muita alegria ao lado dos muitos amigos que se farão presentes.

A seguir imagens do nosso pedal realizado em 26/03/2012 que você pode conferir a cobertura completa do pedal AQUI.

Animação
Descontração


 

Lembramos que, quem quiser ir no sábado terá alojamentos para os ciclistas.

Concentração às 06:00 Saída as 07:00

Realização: Laércio.
Maiores informações você tem com o mesmo através dos fones: Tim (81)96424976 Claro (81)94974606, ou comigo mesmo no (81) 9159-8682. Também dispomos dos e-mails para contato: laercio.brejo@hotmail.com e melkleao@msn.com.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Ciclismo ajuda a brecar avanço do colesterol

Exercícios aeróbicos, como ciclismo, com frequência adia em até 15 anos o aumento de gordura ruim no sangue


Que pedalar faz bem para a saúde, a maioria das pessoas já sabe. O que ainda não se tem a medida exata é o quão benéfico pode ser para o corpo utilizar a bicicleta com frequência. Assim, cada vez mais estudos surgem com o objetivo de mesurar as benesses do ciclismo. Um dos mais recentes, publicado no Jornal da Associação Americana de Cardiologia, verificou que realizar exercícios aeróbios (como correr e pedalar) com frequência pode adiar em até 15 anos o aumento natural dos níveis de colesterol que ocorre por conta do envelhecimento.

Tendo como base dados de 11,5 mil norte-americanos saudáveis coletados ao longo de 35 anos, a pesquisa analisou índices como colesterol total, colesterol ruim (LDL, que entope as artérias), colesterol bom (HDL, que impede o depósito de gordura nas artérias) e triglicérides. As informações foram divididas por idade e por capacidade respiratória (baixa, média e alta).


Os participantes que mantinham exercícios aeróbios (pedalar e correr) com frequência registraram altos níveis de colesterol e baixos níveis de colesterol ruim até os 45 anos. Por outro lado, aqueles que não praticavam exercícios aeróbios em sua rotina registraram colesterol ruim a partir dos 30 anos e níveis anormais de colesterol bom já aos 20 anos.

A meia idade é considerada uma fase crítica no que diz respeito ao nível de colesterol. Isso porque é nessa época que são registrados os índices mais altos de colesterol no sangue. No organismo, o colesterol tem funções essenciais, como produção de hormônio e vitamina D. O excesso, no entanto, é prejudicial, porque aumenta o risco de doenças cardiovasculares.

Fonte: prologo, por felipe queiroz

Namore uma mulher que pedala

Dedicado este texto para todas as mulheres e todos os homens que têm o privilégio de ter uma mulher que pedala ao seu lado. 
Feliz é o homem que tem uma grande mulher ao seu lado todos os dias!


Ela jamais achará estranho se você não está nem aí para um automóvel ou se a sua bike vale mais que um veículo motorizado.

Ela jamais irá estranhar se vocês irem juntos em um hotel de bicicleta. Na verdade, vai adorar causar com você para com as pessoas que acham isso estranho.

Ela não vai te chamar de louco se você chegar na casa dela após 150 km de pedal, mas sim morrer de desejo, pois ela provavelmente relacionará isso ao seu desempenho físico.

Ela dificilmente irá ter gosto de cigarro na boca, pois sabe tão bem quanto você a importância do fôlego na bike.

Ela sabe que você a acha linda, seja com as maquiagens mais caras ou com a lama da trilha na cara.

Ela não vai se importar se você chegar sujo de barro ou suado em casa, pois provavelmente ela vai estar igual a você.

Ela não vai ter nojinho de te beijar suado e sujo de terra, se ela também estiver assim, certamente este será um dos beijos mais apaixonantes que você terá.

Ela nunca vai ter ciúmes da bicicleta, pois ela também terá uma e esse será um dos elos do amor de vocês.

Ela dificilmente irá frequentar uma academia, mas ainda assim terá um corpo incrível e mais tempo para você do que uma mulher comum.

Ela raramente irá fazer com que você fique horas esperando a escolha de roupas e sapatos em um Shopping, mas certamente irá babar pelas mesmas coisas que você em uma Bike Shop.

Ela jamais vai te proibir de deixar entrar com a bike dentro de casa, pois sua bicicleta fará companhia para a dela em um cantinho do quarto ou da varanda.

Ela não vai encarar a cerveja como uma simples socialização com pessoas, mas sim como um troféu após um longo dia de pedal duro com você.

Ela não vai se importar com suas cicatrizes no primeiro encontro, pelo contrário, vai provavelmente também mostrar as delas para você.

Ela não vai te xingar ou mandar você vender a bike após um tombo; ela vai rir com você, se orgulhar do seu feito e saberá como ninguém cuidar dos seus ferimentos.

Ela é a pessoa perfeita para ser mãe dos seus filhos, pois ao invés dela criticá-lo por levar seu pequeno para pedalar, vai incentivá-lo a pedalar junto com vocês.

Ela é a pessoa que sabe que só você a entende.

Fonte:  Revista Bicicleta por Álvaro Perazzoli

Dicas para ciclistas iniciantes

Como pedalar em segurança nas ruas? Um ciclista iniciante, muitas vezes, não conhece os pontos principais da Lei e, por isso, também desconhece seus deveres e direitos.

Foto: Upslon
Queremos que você ocupe a sua cidade de maneira segura para si próprio, outros ciclistas, pedestres e carros. Já começamos, então, puxando a orelha de quem faz errado. O Código de Trânsito Brasileiro tem algumas regras valiosas para os motoristas que também valem para os ciclistas.

O ideal, ao pedalar, é ficar à direita – e, em caso de trânsito intenso, pode sim ultrapassar (Art. 211). Jamais pedale sobre a faixa de pedestres; não vá na contramão das ruas – o Art. 58 define que a bike deve ir no mesmo sentido dos carros. “Muitos acham que duas coisas são melhores: pedalar na contramão e ficar muito próximo à guia. Na contramão, você vai no contrafluxo de trânsito, e o motorista não espera um objeto na contramão”, explica JP, idealizador do Bike Anjo.

JP, criador do Bike Anjo, Andrea e Renata Falzoni. Os Bike Anjos auxiliam e dão dicas para quem quer começar a pedalar na cidade. Foto: Andrea Onishi

E vale insistir na lembrança sobre o posicionamento na faixa: “Pedimos para cobrir metade da faixa para o motorista não pressionar ultrapassagem”, diz.

Vale lembrar também pequenos detalhes essenciais aos iniciantes. “O caminho do ciclista não é igual ao do carro ou ônibus, na maioria dos casos. Aí quem está começando nos pergunta como descer a Av. Rebouças, e explicamos que há caminhos alternativos, muito mais agradáveis e com tráfego de carro menos intenso”, explica JP.

Outro ponto ressaltado pelo experiente ciclista é a comunicação e visibilidade no trânsito. “É você insinuar o que vai fazer no trânsito. Eu, por exemplo, tenho menos problemas com motoristas e mais com buracos. Se tenho que desviar, preciso sinalizar com as mãos que estou desviando para direita ou esquerda. Isso é muito importante para o ciclista não correr nenhum risco”, alerta JP.

E você, que pensa ou está começando a pedalar nas cidades, saiba que é mesmo traumático começar a ser ciclista sozinho. “Não temos cultura de pedalar sozinhos. A melhor coisa é não começar diretamente na rua. Pedale na CicloFaixa ou participe de grupos de pedal, como a Bicicletada”, sugere JP. “É um ótimo exercício, você conhece pessoas e torna o começo muito mais agradável do que ir direto para a rua no trânsito”. Além disso, para quem é da cidade de São Paulo, nós indicamos a Oficina Aprendendo a Pedalar, que é um projeto realizado pelo próprio Bike Anjo e pode ajudar muito quem quer começar e ainda não sabe andar de bike.


Foto: divulgação/Bike Anjo
Oficina Aprendendo a Pedalar, para aqueles que ainda não sabem ou são inseguros na hora de pedalar. 

Fonte: movimentoconviva.com.br

Eu sou ciclista - Uma carta aos motoristas

Zarela Díaz mora em Recife e utiliza a bicicleta como meio de transporte na capital pernambucana. Ela escreveu esta carta como um desabafo por uma situação de desrespeito que sofreu no trânsito.


Motorista, eu sou ciclista. 
Quando passo ao seu lado no trânsito conturbado e nervoso, frágil e vulnerável sobre duas rodas, lembre-se de que eu represento um carro a menos rodando naquela via, sou uma pessoa a menos ocupando nossos ônibus superlotados, sou uma criatura a menos a poluir o planeta onde seu filho vai crescer.
Tenha paciência comigo, não posso ser tão veloz como o seu veículo, meu motor são minhas pernas. 
Você alguma vez já experimentou ir para o trabalho de bicicleta num dia útil? Não há vias exclusivas para mim – pelo menos, não nos dias úteis -, e, acredite, a grande maioria de vocês, condutores, não nos respeita, passa raspando, tira fino, faz gracinha. Eu tento me proteger - quando percebo que alguém vem numa velocidade muito alta, simplesmente paro um pouco ao lado do acostamento e espero que esse alguém passe para continuar meu caminho em segurança. 
Preste atenção, motorista, eu não sou invisível. Abra os olhos e seu coração, me enxergue. Eu sou de carne e osso, tenho família como você, tenho gente que me espera em casa. Optei pela bicicleta porque gosto de liberdade e de vida saudável, além de que cansei de ficar horas presa dentro de um carro, perdendo tempo, perdendo vida.
Todos os dias, quando saio de casa, sinto a apreensão do meu marido, que pede para eu ter cuidado. Ele sabe que não adianta insistir – sou como um passarinho que não aceita limites.
Posso pedir uma coisa? Sinalize toda vez que você for entrar numa rua qualquer. Eu também dirijo automóvel e sei que não custa nada ligar a seta. É um gesto simples que faz toda a diferença para o ciclista e para o pedestre na hora de atravessar uma rua - ocasionalmente você também é pedestre, não? 
Há alguns dias, uma camionete preta ia me atropelando na Rua da Lama. O homem ao volante cruzou na minha frente para entrar à esquerda, como se eu pudesse me desintegrar por alguns segundos para que ele, senhor absoluto da rua, pudesse passar. Atrás dele, gritei um xingamento, indignada. Sabe o que ele tinha adesivado em letras grandes no seu vidro traseiro? “Tem coisas que só Jesus faz”. 
Zarela Díaz
Fonte:  Revista Bicicleta por Zarela Díaz

Dilma anda de bicicleta nos arredores do Palácio da Alvorada, em Brasília


Fontes próximas a presidenta disseram que ela costuma andar de bicicleta todos os dias e, neste sábado, resolveu sair dos limites de sua residência oficial. Em todo o percurso, Dilma estava acompanhada por dois seguranças, cada um de bicicleta, e um automóvel que os seguia de longe.

Pedalando uma bicicleta preta, a presidenta passou por hotéis próximos ao Palácio da Alvorada, na orla do Lago Paranoá, e voltou a entrar na residência oficial pela porta lateral. Ela conseguiu passar despercebida por turistas que visitavam o local.

Fonte: ultimosegundo.ig.com.br

Aplicativo transforma celular em ciclocomputador portátil


Desenvolvido pela Topeak, PanoBike calcula tempo, batimentos cardíacos, RPM e velocidade, além de funcionar como GPS e tocar música durante o pedal

A Topeak desenvolveu um aplicativo que vai mudar a vida do ciclista: o PanoBike, especialmente desenvolvido para transformar o smartphone em um ciclocomputador. Gratuito, ele está disponível para diferentes tipos de smartphones. Para fazer download, basta acessar as lojas AppStore, para sistema iOS, e Google Play, para Android.

Veja algumas características do PanoBike:

Durante o treino

A ideia é oferecer ao ciclista amador ou profissional um ciclocomputador portátil com o máximo de informações possíveis. Entre as funções, o PanoBike calcula a velocidade do ciclista, distância, tempo, grau, altitude, calorias queimadas, cadência, frequência cardíaca, além de predefinir alarmes ao atingir a frequência cardíaca e a cadência máxima do pedal. Tudo resumido e disponível na tela do celular.

Localização

Além de habilitar a visão satélite do GPS na tela do smartphone, o PanoBike vai utilizá-lo de uma maneira ainda mais efetiva. O aplicativo armazena a rota que o ciclista realizou para que no dia seguinte ele possa fazer o mesmo trajeto. Um rastreamento da rota em tempo real na mão de quem está pedalando.

Música

Música faz parte do pedal, seja treino ou diversão. Por isso, o PanoBike disponibiliza uma ferramenta que reproduz as músicas do smartphone pelo próprio aplicativo. Sem precisar pegar o celular, ele tem uma ferramenta que para a reprodução quando o biker recebe uma ligação e volta automaticamente quando desliga.

Pós-treino

O ciclista poderá conferir todo o histórico do pedal por meio de dados como distância, velocidade média e máxima, cadência, tempo total e calorias queimadas. Com os acessórios certos, ele ainda verá sua frequência cardíaca, altitude e gráficos de velocidade do pedal. Como o PanoBike é vinculado à câmera do celular, o biker terá as fotos que tirou durante o passeio e ainda poderá compartilhá-las nas redes sociais.

Acessórios

Além do aplicativo, a Topeak conta com uma linha de produtos PanoBike que vão garantir o máximo da capacidade. Itens como o monitor cardíaco PanoBike Heart Rate Monitor, para acompanhar os batimentos, e o sensor PanoBike Speed & Cadence Sensor, que vai próximo à roda da bicicleta para medir a cadência e RPM durante o pedal.

Além desses itens, o suporte para celular da Topeak, acoplado no guidão, vai facilitar a vida do ciclista ao manusear o celular. Uma linha completa que combina tecnologia e esporte que vai oferecer um ciclocomputador completo e portátil a todos que pedalam.

Fonte: Seppia Geração de Conteúdo

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Mulher e Bicicleta - Nem sempre foi assim...

“Então as mulheres serão emancipadas pelo ciclismo?” - perguntou Pierre. “Bem, porque não? Parece uma ideia tola, mas veja o progresso que já tem sido feito. Pelo uso racional mulheres libertam seus membros da prisão; então as facilidades as quais o ciclismo possibilita para que pessoas estejam juntas tendem a aumentar a relação e igualdade entre os sexos; a esposa e as crianças podem seguir o marido onde for, e gostam de como podem se sentir livres e vaguear sem incomodar ninguém. Nesse sentido, há grande vantagem para todos: uma toma banho de ar e da luz do sol, outra busca a natureza, a terra, nossa mãe em comum, de onde deriva a força e a alegria do coração. E como a brisa infla nossos pulmões! Sim, isso tudo purifica, acalma e encoraja!” - respondeu a jovem Marie. (Émile Zola, em Les Trois Villes (As Três Cidades), romance escrito entre 1893 e 1898).

Foto: Facebook da Turma do Batom
Em 28 de outubro de 1886, foi inaugurada a Estátua da Liberdade, em Liberty Island (Ilha da Liberdade), na entrada do porto de Nova York. Patrimônio Mundial da Unesco e um dos pontos turísticos mais visitados dos Estados Unidos, a estátua representa a liberdade do povo.

Dez anos depois, Susan Brownell Anthony declarou, em entrevista à repórter Nellie Bly, do jornal New York World's: “Isso tem feito mais para emancipar as mulheres do que qualquer outra coisa no mundo. Ela dá às mulheres um sentimento de liberdade e autoconfiança.” Susan não se referia à estátua, mas a uma outra imagem de liberdade: as mulheres andando de bicicleta.


Susan foi professora, ativista e lutou pelos direitos feministas junto com Elizabeth Cady. Ela nasceu em Massachusetts, em 1820; foi a segunda de sete filhos de uma família Quaker, que por tradição, era abolicionista e defendia a igualdade entre homens e mulheres. Mais do que um ponto turístico, mais do que um objeto imóvel e sem vida, a bicicleta levou a mulher para grandes conquistas sociais e desemaranhados históricos.

É o caso da educação superior, onde há um aumento global do número de mulheres frequentando universidades, ultrapassando inclusive o número de homens. Mas nem sempre foi assim... No Brasil, apenas em 1827 surgiu a primeira lei permitindo a frequência de mulheres no ensino básico, e o ensino superior ainda lhes era proibido. Em 1879, quando enfim puderam ingressar nas instituições de nível superior, as mulheres brasileiras que se “atreveram” a tal avanço enfrentaram críticas e opressão. “Não é necessário que minha filha aprenda aritmética para encontrar um marido”, pensavam os pais da época. Entretanto, venceram.

Depois de formadas, as mulheres de hoje buscam afirmação no mercado de trabalho. As condições ainda não são totalmente justas e ideais, mas com certeza são melhores do que em 1887, quando Rita Lobato Velho, a primeira mulher a se formar médica no Brasil e outras pioneiras em várias áreas de atuação, por vezes foram ridicularizadas.

Na política, o mundo assistiu a ascensão de grandes mulheres assumindo cargos públicos importantíssimos e tornando-se internacionalmente influentes. Nosso exemplo maior remete à eleição da primeira presidenta mulher do Brasil, Dilma Rousseff. Mas nem sempre foi assim... Apenas em 1932 as mulheres brasileiras tiveram direito ao voto. Um pouco antes, em 1927, 15 mulheres haviam votado nas eleições do Rio Grande do Norte, graças a uma alteração pleiteada pelo então governador Juvenal Lamartine. Foi a primeira vez que as mulheres votaram no Brasil e na América Latina, mas no ano seguinte esses votos foram anulados.

De qualquer forma, neste mesmo ano era eleita a primeira prefeita da história da América Latina: Alzira Soriano de Souza, também no Rio Grande do Norte, no município de Lajes. Em seu discurso de posse, comparou o município a uma grande família e demonstrou maturidade na questão feminina. “Determinaram os acontecimentos sociais do nosso querido Rio Grande do Norte na constante evolução da democracia, que a mulher, esta doce colaboradora do lar, se voltasse também para colaborar com outra feição na sua obra político- administrativa. As conquistas atuais, a evolução que ora se opera, abrem uma clareira no convencionalismo, fazendo ressurgir a nova faceta dos sagrados direitos da mulher. Inovação estética não pode ser, o que se observa é a consciência elegante de uma conquista.”

Observa-se que a transição dos séculos XIX e XX, marcada pela emancipação das mulheres, não seria a mesma sem um veículo que permitiu rumar ao progresso e ao nivelamento entre direitos e deveres de homens e mulheres. A bicicleta, símbolo de liberdade, saúde e bem-estar, articulou de forma ímpar a contemplação feminina dessas características. Através do seu próprio esforço, elas utilizaram a bicicleta para uma longa viagem de conquistas, ainda em curso. Ao comparar o período atual com as condições dos anos 1.800, a evolução é gritante, embora algumas culturas e sociedades ainda privem as mulheres da igualdade dos sexos, como no Irã, por exemplo, onde ainda hoje as mulheres não podem andar de bicicleta.

A Hora de Mudar

O século XIX é marcado pelas novidades e invenções, resultantes principalmente da Revolução Industrial. Vários artigos foram aperfeiçoados e outros surgiram em decorrência dos avanços científicos, tecnológicos e das novas necessidades da sociedade em geral.

Com a industrialização veio também a urbanização, já que houve uma migração do campo para a cidade. Mas a massa de camponeses candidatos a operários encontraram um lugar pouco receptível, que precisou ser reestruturado e revitalizado para a vida moderna. A valorização do espaço público culminou na configuração da cidade como um ponto de encontro e vivência social. Cinemas, bares, apresentações musicais e áreas livres para o lazer e o esporte passaram a integrar os centros urbanos, graças à novidade da energia elétrica e outras descobertas impulsionadas pelo século XIX.

Neste cenário histórico, a bicicleta era a moda. Os ciclistas da época introduziam novas roupas e acessórios, faziam barulho nas estradas com suas buzinas e aproveitavam melhor a velocidade e o tempo. A mulher também começava a se fazer mais presente no espaço público da cidade, fato que despertava o fascínio e a alegria de alguns, mas preocupação de outros que viam na crescente participação e exposição feminina, uma ameaça ao pudor e ao domínio masculino nas relações sociais.

A união deste invento maravilhoso - a bicicleta - com a incrível força e determinação das mulheres em mudar a sua situação culminou em um dos movimentos mais bonitos e libertários da história humana. Longe ainda das injustiças atuais, a mulher daquela época lutava pelo direito de, aos poucos, poder sair de casa.

A fragilidade feminina

Uma figura pálida, doente e dependente. Era basicamente assim que se descrevia uma mulher no século XIX. Haviam claras vantagens em manter a mulher em uma condição de fraqueza física e emocional. Aos olhos sociais da época, mulher sensata era aquela que, totalmente dependente do seu marido, não tinha forças para votar, trabalhar e estudar.

Atrás dos vidros de suas casas e entre desmaios, injustiças e agressões, as damas quase não praticavam atividade física. Andar de bicicleta era considerado esforço demais para uma mulher. Quando as ideias e reivindicações de liberdade e igualdade começaram a ganhar força, e a presença da mulher se intensificou no espaço público, a bicicleta foi grande aliada, pois representou uma nova possibilidade de se exercitar nas cidades, justamente no momento histórico em que começava a se valorizar as atividades públicas de lazer.

Em 1894, dois clubes masculinos de Boston lançaram o desafio e Annie Kopchovsky aceitou: ela daria a volta ao mundo de bicicleta. Algo inimaginável e intolerante; uma mulher estava abandonando o lar e lançando-se ao desafio de provar que as mulheres não eram frágeis e poderiam realizar os mesmos feitos dos homens. Quinze meses depois, o New York Times noticiava a mais incrível viagem realizada por uma mulher. Annie retornava para casa e trazia consigo uma bagagem cheia de coragem e esperança que seria distribuída, indiretamente, a todas as mulheres.

Roupa de baixo

Christopher Connolly, em seu artigo para a Mental Floss, A Liberdade da Mulher Chegou de Bicicleta, destacou que as roupas femininas contribuíam para a fragilidade da mulher. “Suas vestes eram tipicamente pesadas, exagerando a silhueta feminina enquanto escondia o corpo. As curvas eram destacadas com espartilhos firmemente atados que, junto com as longas e pesadas roupas de baixo, limitavam a capacidade das mulheres de se mover e até mesmo respirar; daí a maior parte dos desmaios. Isso restringia as mulheres não apenas fisicamente, mas moralmente também. Em uma sociedade onde expor acidentalmente um tornozelo assumia ares pornográficos de uma dança, era necessário que a vestimenta protegesse a virtude de uma senhora”.


Em 1881 foi fundada a Rational Dress Society, organização de mulheres de Londres que queriam uma vestimenta feminina mais digna e confortável. “O Rational Dress Society protesta contra qualquer forma no vestido que deforme a figura, impeça os movimentos ou prejudique de qualquer outra forma a saúde da mulher. É nosso dever exigir vestimentas saudáveis, confortáveis e bonitas, que conduzam ao conforto e à beleza”, era sua autodefinição.

Em 1888, uma carta publicada pela Rational estabelecia que “o peso máximo da roupa de baixo (sem os sapatos) não poderia ser superior a 7 kg.”  Sete quilos de roupas de baixo foi um motivo de comemoração!

Apesar da retaliação, as mulheres ativistas da época, aproveitando-se do momento, se envolveram rapidamente com a bicicleta. O hábito de usar a bicicleta como meio de locomoção, lazer e, para as mais ousadas, até como esporte, foi um dos responsáveis pela eliminação do uso do espartilho, pois com ele era praticamente impossível pedalar.

Conforme se tornava mais usual ver mulheres pedalando, as vestimentas passaram a ser mais curtas, justas e leves. Era a bicicleta influenciando a moda e o estilo de vida. As saias e vestidos foram perdendo espaço para roupas que permitiam sentar, caminhar e pedalar sem enroscar na corrente. Os calções femininos que eram presos ao tornozelo começaram a ganhar as ruas.

Essas mudanças, é claro, não foram facilmente aceitas. A nova presença social das mulheres, vestidas com roupas parecidas com as dos homens, desencadearam uma série de apreensões e debates. Mas pedalar tornava-se cada vez mais comum e, em 1896, o New York Journal of Commerce estimou que os cinemas, restaurantes e outros lazeres perderam cerca de 100 milhões de dólares por ano com o novo hábito de as pessoas pedalarem. Apesar das críticas e ridicularizações, elas seguiram em frente.

Connolly ainda mencionou em seu artigo que “antes das bicicletas, o cavalo era o melhor meio de transporte. Mas o acesso das mulheres ao cavalo era muito limitado. Cavalos eram perigosos e de controle difícil. As mulheres deveriam montar de lado, com as duas pernas juntas, o que as impedia de percorrer grandes distâncias, realimentando a ideia de que não deveriam montar. Em comparação, as bicicletas eram de manipulação fácil. Não havia motivos que impedissem uma mulher de subir numa bicicleta e dignamente pedalar para onde quisesse, tão longe quanto quisesse. Nenhum motivo a não ser sua vestimenta e o dilema de sua fragilidade, que a faria perder a virtude ou até a vida, tamanha sua exaustão.”

Apesar das pedras, tijolos e da insistência para que retornassem à casa e se comportassem como mulheres, as primeiras ciclistas continuaram rodando e trazendo conquistas à tona. As mulheres espelharam na bicicleta, a saúde, vivacidade e sensação de liberdade com que tanto sonhavam.

Anatomia da mulher pedalando

As mulheres ainda tinham uma batalha para vencer e assegurar de vez a prática do ciclismo. A questão girava em torno de constatações médicas que diagnosticaram a bicicleta como causadora de infertilidade, aborto e outros problemas físicos às mulheres. Se a bicicleta prejudicasse a maternidade, estava prejudicando a função social da mulher, que era casar e procriar. “Era um período estranho, insatisfatório, cheio de aspirações ingratas. Eu sonhava em ser útil ao mundo, mas éramos garotas pobres, nascidas em uma posição social específica. Não se pensava como necessário fazer algo diferente que nos entretermos até que o momento e a oportunidade do casamento surgisse. As mulheres das classes superiores também tinham que entender que a única porta aberta para uma vida fácil e respeitável era a do casamento. Melhor qualquer casamento do que nenhum, uma velha e tola tia costumava dizer”, registrou Charlotte Despard, escritora que viveu entre 1844 e 1939, demonstrando o ideário da época.

Outro problema apontado pelos médicos girava em torno da moralidade. Além da posição de sentar na bicicleta, vista por muitos como vergonhosa e imoral para uma dama, os médicos insistiam que as jovens que andassem de bicicleta sentiriam prazer pela fricção do selim em suas partes íntimas, o que incentivaria as mulheres a se tornarem depravadas e imorais. Um dos médicos defensores das bicicletas, Ludovic O'Followell, escreveu em seu livro Bicicleta e os Órgãos Genitais, que “se, por azar, um passeio de bicicleta revela à ciclista uma nova satisfação genital, não é necessário concluir que a bicicleta cria depravadas. Em investigação conduzida por nós com o propósito deste trabalho, foram negativas todas as respostas à pergunta: sentem algum prazer de ordem íntima quando pedalam?”

Mas essas novas mulheres estavam se identificando tanto com a expansão da bicicleta e com a sua oportunidade histórica, que resolveram enfrentar todas essas contrariedades. Atos de verdadeira libertação sobre duas rodas não cessavam em todo o mundo, principalmente Estados Unidos e Europa, e já era impossível separar a bicicleta do movimento reivindicatório das mulheres.

Presente e futuro

“Vejo cada vez mais mulheres fazendo uso da bicicleta, seja para lazer, transporte ou como atividade física. Esta tendência deve evoluir com o crescimento das ciclofaixas e ciclovias que estão aumentando a cada dia. A cultura da bicicleta existe da mesma forma para mulheres e homens, e essa evolução é contínua. O futuro promete muitas vendas e lojas lotadas de novidades para as mulheres que pedalam ou que desejam começar a pedalar”, relatou Nildo Guedes, ciclista com 20 anos de experiência que atua na equipe da Shimano Latin América.

Nildo revela também que as mulheres trazem as suas peculiaridades, como o cuidado com a estética e saúde, para o ciclismo. “Homem compra somente o que precisa e quando precisa, já a mulher é diferente, ela compra uma bermuda, aproveita e leva uma camisa e uma meia para combinar. Por isso, os produtos femininos são sempre voltados às combinações perfeitas. A cada produto masculino lançado, uma versão feminina também é preparada”.

O mercado comemora e vê com bons olhos esse nicho, que ainda promete crescer muito nos próximos anos. A busca das mulheres ainda é mais voltada para o lazer e exercício físico e, portanto, linhas para atletas e acessórios para o uso da bicicleta como meio de transporte ainda são menos explorados. As mulheres procuram ser mais cautelosas e procuram agir com mais segurança. Essa precaução limita o uso da bicicleta a situações que não envolvam muitos riscos.

Mas percebe-se, também nessa questão, uma mudança de postura das mulheres. Ainda que timidamente, elas estão buscando correr mais riscos e essa mudança se reflete na configuração familiar, no trabalho e nas competições. “Mesmo com todo o preconceito e com todo o assédio que as mulheres sofrem diariamente nas ruas, acredito que a força feminina tende a se impor cada vez mais. Em competições, temos nomes fortes como Liz Hatch e Rochelle Gilmore. Vários pontos pesaram para que as mulheres escolhessem outro veículo que não fosse a bike: ‘medo’ de adentrar espaços tidos como ‘masculinos’, receio do assédio nas ruas que, independentemente do meio de transporte, acontece sempre, falta de segurança no trânsito, falta de roupas confortáveis para o pedal, o medo de quedas e a impaciência por parte dos motoristas - buzinadas, xingamentos, arrancadas, etc. Percebo que as mulheres estão cansadas de terem um lugarzinho determinado pela sociedade e estão, enfim, colocando a cara na rua e lutando por tudo que acham importante e relevante para o mundo”, constatou Andréia Pires de Carvalho, 23 anos, professora e que usa a bicicleta como meio de transporte, demonstrando que a luta pela liberdade ainda continua.

“Comecei a pedalar em 2005 e lembro que havia muito mais homens no pedal do que mulheres. Não porque elas eram frágeis, mas por acharem que isso é coisa de homem e de moleque. As pessoas têm uma visão muito errada do ciclismo e, claro, isso vem também das mulheres; acho até que mais delas do que deles. A mulher, mesmo no século XXI, foi feita para casar e ter família. Fazer tudo isso e ainda pedalar parece coisa anormal, tanto que a maioria das mulheres que vejo no pedal é solteira ou separada, e uma pequena parte pedala para fazer companhia ao marido ou parceiro. Trabalhar fora, ter uma carreira, filhos, marido e ainda conciliar o ciclismo não é nada fácil, ainda mais sabendo que nesse meio tem mais homens que mulheres pedalando”, declarou Tânia Cristina Carmonario, 37 anos, professora que utiliza a bicicleta como meio de transporte e para exercícios físicos.

Nildo também vê como promissor o mercado de alta performance para o público feminino. “Muitas mulheres que iniciam sua busca por saúde optam inicialmente por aquela pedalada casual com o namorado ou sozinhas, porém é nítido o aumento do público feminino em provas de ciclismo, triathlon e MTB. As mulheres são muito competitivas”, completa.

A presença de mulheres em grupos de pedal - alguns exclusivamente femininos - tem aumentado nos últimos anos, apesar dos obstáculos que ainda enfrentam nas machistas ruas de nossas cidades. Aos poucos, elas se aventuram nas competições e provas que exigem muito preparo físico e inteligência emocional. Aos poucos, também, os organizadores das provas tomam medidas para fortalecer a presença feminina. Um exemplo é o Desafio Santana - Arapiraca, que este ano, em sua 7ª edição, terá uma competição exclusivamente feminina. A disputa será em 06 de novembro, em um percurso de 100 km. Uma das maiores ciclistas da atualidade, Renata Rodrigues já confirmou presença no desafio. Em 2010, a atleta conquistou o Rally Piocerá, o Moda Cup e o solo do Super 12 horas do Nordeste. Incentivada pelo esposo, também ciclista, Ivanildo, Renata fala sobre a importância de atitudes como esta para alavancar a participação das mulheres. “Meu marido já participou do desafio e elogiou demais a organização. Desde então, tive certeza que chegaria a minha oportunidade e essa é uma boa hora. É legal o desafio ter uma competição só para mulher. As mulheres estão conseguindo seu espaço na sociedade de um modo geral. O que ainda falta são pessoas para nos dar oportunidade de mostrar nossos valores. O desafio é um exemplo disso, quando nos presenteia com essa competição, que quebra barreiras”.

Foto: Mural do Leno
Liberdade é palavra fácil de associar com a bicicleta e por isso ela continua até hoje fazendo parte de movimentos revolucionários. Há quem lute pela sustentabilidade, pela simplicidade, por cidades mais humanas, por economias mais justas. Não são motivos supérfluos ou condições passageiras... São causas libertatórias no sentido mais profundo da palavra. É fácil entender, portanto, porque as mulheres que lutaram pelo feminismo logo se envolveram com a bicicleta, e que este envolvimento ainda provoca constantemente mudanças de costumes por parte da sociedade, e de valores em relação à fragilidade, elegância e delicadeza das mulheres.

Aline Cavalcante, 25 anos, jornalista que utiliza a bike como meio de transporte, define como a bicicleta é instrumento de independência, cidadania e saúde. “A bicicleta é um poderoso instrumento de transformação e inserção social, pois com ela é possível retomar o espaço público, conhecer melhor o lugar onde vive, entender os problemas e participar das soluções. Pedalar, seja por esporte, lazer ou transporte, é um exercício físico que libera endorfina e deixa a pessoa mais ligada, disposta, criativa e antenada com o mundo. Isso eu chamaria de liberdade mental: a capacidade de retomar a cidadania e a consciência de sociedade! Para as mulheres, em especial, a bicicleta traz a força e a autonomia que lutamos durante tanto tempo para conquistar. Percorrer distâncias usando suas próprias pernas é bonito, poético e libertador, capaz de aumentar a autoestima, melhorar o relacionamento inter-pessoal e a saúde das mulheres. Hoje, sou mais independente e me sinto cidadã, participante ativa e protagonista da minha história.”

Erasmo Carlos cantaria: “Dizem que a mulher é o sexo frágil. Mas que mentira absurda! Eu que faço parte da rotina de uma delas, sei que a força está com elas... Vejam como é forte a que eu conheço. Sua sapiência não tem preço, satisfaz meu ego se fingindo submissa, mas no fundo me enfeitiça. Quando eu chego em casa à noitinha, quero uma mulher só minha, mas pra quem deu luz, não tem mais jeito, porque um filho quer seu peito, o outro já reclama a sua mão, e o outro quer o amor que ela tiver. Quatro homens dependentes e carentes da força da mulher!” E elas responderiam: “Por que não um quinto elemento: a bicicleta?”

Fonte: Revista Bicicleta por Anderson Ricardo Schörner