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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Dicas para quem está começando no mundo da bicicleta


Pedal em grupo

Antes de entrar em um grupo de pedal você deve aprender a trocar um pneu e a beber água com segurança enquanto pedala. Sempre chegue de 10 a 15 minutos mais cedo – a hora que eles definem para o pedal geralmente é a hora de saída. Se é o seu primeiro pedal com eles, diga isso ao líder e peça ajuda caso tenha um problema.

Saiba que a velocidade anunciada é a velocidade média, e você talvez tenha que ir mais rápido ou mais devagar para acompanhar. Durante o pedal tome cuidado com os outros ciclistas e com obstáculos. Sempre diga ao líder do grupo, ou ao menos para algum membro, que você está saindo. Se você estiver pedalando na frente do ciclista líder do grupo, ele não é mais responsável por você.

Se você está andando na fila para aproveitar o vácuo, mantenha-se estável e previsível: não freie, não acelere quando for sua vez de ficar na frente, cuidado ao se levantar para que a bike não dê um coice, não permaneça com os olhos fixos na roda da bicicleta à frente, e por favor, não bata nem encoste.

Não tente pedalar por distâncias maiores do que 50% além do que você já tinha pedalado antes. Se quiser cobrir grandes distâncias, você deve construir resistência antes em longos pedais durante pelo menos 6 semanas.

Algodão

Não use roupas feitas dele, a não ser que seja absolutamente necessário. Isso inclui roupa íntima. Shorts de bike são feitos para estarem em contato direto com a pele. O forro interno geralmente tem composição que combate micróbios. Algodão absorve a umidade e pode causar atrito e calos.

Pressão dos Pneus

Verifique a pressão dos pneus antes de cada pedalada. Pilotos muitas vezes ignoram as instruções de pressurização e pedalam com pneus em pressão insuficiente. Isso aumenta a chance de furar os pneus. Inflar na pressão máxima, por outro lado, também não presta. Durante o verão, tenha cuidado em deixar a bike no carro, as câmaras podem estourar ou furar.

Corrente

A corrente é uma parte crítica da performance e segurança da bike. Limpe e lubrifique-a constantemente. As correntes tem vida útil e precisam ser trocadas devido ao desgaste. Verifique constantemente o desgaste da sua corrente. Ao comprar uma corrente nova, lembre-se de verificar qual a quantidade de marchas do seu câmbio, já que existe um tamanho de corrente específico para cada velocidade. A não ser que sua corrente tenha um link mestre, você precisará de uma ferramenta específica para removê-la e colocar a nova. Se você não certeza de como fazer isso, leve sua bike até um mecânico especializado.

Altura do Selim

Ajuste seu selim de modo que ao colocar o pedal na posição que mais estica a perna, ela fique levemente flexionada. Você não precisa raspar no chão quando está pedalando. Se o selim estiver muito baixo, você sofrerá estresse nos tendões que conectam a rótula do joelho com a tíbia. Um selim alto demais força você a alcançar a posição baixa dos pedais, o que pode forçar os tendões da parte de trás do joelho. Então, se você sente dor atrás dos joelhos, abaixe seu selim. Mas faça isso de milímetros em milímetros. Se o joelho dói na frente, levante o selim, mas siga de novo a regra dos milímetros. Faça isso até atingir uma altura confortável.

Se puder, faça um bike fit. Isso é altissimamente recomendável.

Combustível

Beba antes de ficar com sede e coma antes de ficar com fome. Alguns acreditam que você deve beber a cada 15 minutos e comer a cada 15 quilômetros. Fome e sede são sinais de algo está faltando no seu corpo. Refeições rápidas que podem ser ingeridas a bordo da bike incluem: géis, barras de proteína, mel, bebidas energéticas e outros. Isso é especialmente importante quando você for pedalar mais de 80km.

Você precisa prestar atenção em comer alimentos nutritivos e permanecer bem hidratado nos dias antes da pedalada longa. Além disso, assegure-se de levar mais comida e água do que você julgar suficiente para a pedalada. Em pedais que durem mais que uma hora, bebidas de reposição devem ser consumidas em até uma hora depois que você descer da bike.

Marchas

Use suas marchas. Pedalar em uma marcha que está pesada exige muito dos seus músculos. Marchas mais leves utilizam seu sistema aeróbico. Você vai encontrar marchas apropriadas para cada situação.

Lembre-se de limpar seu conjunto de transmissão pelo menos uma vez por mês. Se a troca de marcha está fazendo barulho ou arranhando, pode ser que seu câmbio esteja desregulado. A não ser que você saiba exatamente o que fazer, leve sua bike até um mecânico especializado.

Fonte:  Revista Bicicleta por Sallie Urffer / Tradução por Pietro Petris

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Ciclo Mania: Dica Rápida

Qual a marcha ideal para se guardar a bike sem danificar a transmissão?


O ideal é deixar sua bike com a corrente na menor coroa (na frente) e no menor pinhão atrás, assim as molas do câmbio ficarão todas relaxadas em posição de repouso.

Colaboração: BikeMagazine

Prêmio Brasil Olímpico 2015 anuncia os melhores da temporada

Os eleitos: Flávia Oliveira, Henrique Avancini, Kacio Freitas e Renato Rezende
O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) anunciou nesta terça-feira (24 de novembro) os vencedores do Prêmio Brasil Olímpico 2015, considerado o “Oscar” do esporte nacional, apresentando os melhores atletas em 49 modalidades. O ciclismo também conheceu os campeões da temporada nas quatro disciplinas olímpicas. Henrique Avancini, atleta do MTB, e Renato Rezende, piloto de BMX, repetiram o bom desempenho de 2014 e faturaram mais uma vez em suas disciplinas. Flavia Oliveira foi a ganhadora pelo Ciclismo de Estrada enquanto Kacio Freitas levou o troféu do Ciclismo de Pista.

Este é o 3º ano de Henrique Avancini na premiação. O biker brasileiro teve um bom 2015, quando fez sua estreia na temporada como atleta da equipe profissional Cannondale Factory Racing. Entre as conquistas mais importantes estão os títulos de campeão brasileiro, Pan-americano e a 15ª colocação no ranking mundial.

Já Renato Rezende é atualmente o melhor brasileiro no ranking mundial de BMX, figurando na 10ª posição, e pode celebrar uma série de resultados expressivos nesta temporada, como o bronze no Desafio Internacional de BMX – Aquece Rio, a prata no Campeonato Continental no Chile e o sexto lugar na etapa de Papendal da Copa do Mundo. Leia mais sobre Henrique Rezende aqui

Na estrada, Flavia Oliveira Paparella foi a grande surpresa e destaque da temporada, alcançando ótimas posições em algumas da principais voltas da Europa e do continente americano, o que fez brasileira se classificar como a brasileira mais bem colocada no ranking mundial (60ª posição). A ciclista também ficou com o título da classificação de montanha no Giro D’Itália, levou o vice-campeonato na 2ª Vuelta Ciclista Femenina da Costa Rica, e também conquistou a 7ª colocação geral no Giro D’Italia e a 6ª posição no Tour da Califórnia. Na temporada 2016, vai correr com uma equipe belga.

Kacio Freitas ajudou a seleção brasileira de Ciclismo de Pista a quebrar o jejum de 30 anos e conquistou junto com Flávio Cipriano e Hugo Osteti a medalha de bronze na prova de velocidade por equipes nos Jogos Pan-Americanos de Toronto. Além disso, o atleta pode constatar sua evolução com triunfos como os títulos de campeão brasileiro no keirin e de velocidade individual, o bronze no keirin no Panamericano de Pista no Chile e a 5a colocação na prova de velocidade Giorni Delle Rose em Fiorenzuola 2015.

“Estamos muito felizes pois os atletas estão realmente se superando em todas as disciplinas, quebrando recordes e brigando de igual para igual com os melhores ciclistas do mundo. Isso mostra que todo planejamento está dando certo. Os intercâmbios realizados no exterior, viabilizados pelo patrocínio da Caixa Econômica Federal, contribuíram e muito para que os atletas estivessem mais competitivos e com isso certamente eles chegam muito bem preparados para buscar a tão sonhada vaga dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016. O Comitê Olímpico Brasileiro, por meio do Prêmio Brasil Olímpico, mais uma vez marca o encerramento da temporada com esse reconhecimento que é fundamental para o esporte brasileiro. É uma homenagem que serve de motivação e incentivo para os atletas que foram destaque na temporada”, disse o presidente José Luiz Vasconcellos.

Entre os 49 atletas vencedores do Prêmio Brasil Olímpico, sete esportistas concorrem ao troféu de Melhor Atleta do Ano: Ágatha e Bárbara (vôlei de praia), Ana Marcela Cunha (maratona aquática) e Fabiana Murer (atletismo), no feminino; e Alison e Bruno (vôlei de praia), Isaquias Queiroz (canoagem) e Marcelo Melo (tênis), no masculino.

Os ganhadores serão anunciados durante a cerimônia do Prêmio Brasil Olímpico, no Teatro Bradesco, no Rio de Janeiro, no dia 15 de dezembro.

Fonte: BikeMagazine

Já se imaginou em uma aula de mountain bike com Nino Schurter?

Dívidas ameaçam futuro do Giro D’Itália e outras provas italianas

Contador na 15ª etapa do Giro D’Itália Foto: RCS Sports
O futuro da RCS Mediagroup, empresa organizadora do Giro D’Itália e de mais 9 competições de ciclismo, está ameaçado pelas dívidas. Segundo reportagem do jornal econômico Milano Finanza, a empresa deve quase 500 milhões de euros aos bancos. Nesta quinta-feira (19 de outubro) uma reunião entre empresários, patrocinadores e acionistas vai buscar uma solução.

Na imprensa especializada já há apostas de que a RCS será comprada pela francesa ASO, organizadora do Tour de France e de mais 18 importantes corridas do calendário do ciclismo. As empresas são as duas maiores organizadoras de competições do ciclismo na Europa. A RCS também organiza eventos de outros esportes, como maratona e baquete.

Uma das áreas de negócios da RCS é a Unidad Editorial, grupo espanhol que publica o jornal Marca. Na Itália, a RCS é dona também do jornal La Gazzetta dello Sport, que começou a ser publicado em 1909, quando o Giro D’Itália estreou, além do Corriere della Sera.

A reportagem afirma que o grupo italiano amortizou sua dívida com um pagamento de 564 milhões de euros, mas ainda faltam 472 milhões para zerar o saldo negativo. A empresa busca o refinanciamento junto aos bancos, mas a crise econômica na Europa e, mais especificamente, a crise dos jornais impressos podem complicar a negociação. O diretor da área de esportes da RCS, Paolo Bellino, nega que a empresa está à venda. “É só olhar o noticiário para entender que este é um período difícil. Todas as empresas atravessam dias difíceis.”

A RSC é organizadora, além do Giro D’Itália, das provas Milão-San Remo, Il Lombardia, Tirreno-Adriático, Strade Bianche, Roma Maxima, Milão-Torino, Giro de Piemonte, Abu Dhabi Tour e Tour de Dubai.

Confira a reportagem do Milano Finanza aqui

Fonte: Bikemagazine

Intestino saudável ajuda a render mais

Um intestino saudável contribui para a imunidade e o rendimento em esportes de endurance

O esforço extremo nos esportes de endurance (ciclismo, triathlon e maratonas) aliado a uma dieta mal planejada estressam o organismo como um todo e afetam também o sistema gastrointestinal. Além de ter o desempenho esportivo reduzido, o atleta de endurance que não tem um intestino saudável, também fica mais suscetível ao aparecimento de lesões e doenças inflamatórias e alérgicas.
O corpo durante o exercício
Muitos estudos têm relacionado o intestino saudável com melhor desempenho esportivo, perda de peso e prevenção de alergias, inflamações e depressão. Quando praticamos qualquer atividade física, o corpo gasta energia para manter os músculos em ação e metabolizar os nutrientes. Durante esse processo, gasta o glicogênio muscular, produz radicais livres e libera hormônios de estresse e de bem-estar, como as endorfinas, dopamina, cortisol, etc.
Em atividades físicas de longa duração, as barreiras de proteção ficam enfraquecidas por muito tempo e as bactérias que deveriam ficar ali no intestino, isoladas e em equilíbrio, acabam sendo absorvidas na circulação sanguínea, aumentando a liberação dos hormônios de estresse – é como se o corpo estivesse em “perigo”. Diarreia, cólicas intestinais, inflamações musculares e articulares têm relação com esse desgaste das paredes do intestino, conhecido como disbiose.
Tudo isso desencadeia uma série de reações químicas que causam um estresse oxidativo, diminuindo o desempenho dos músculos durante a prática esportiva e favorecendo o aparecimento de inflamações, alergias e até doenças. Um intestino saudável e forte aumenta a imunidade do organismo, absorve e utiliza melhor todos os nutrientes e retarda todo esse processo, melhorando o rendimento esportivo.
Mulheres em período menstrual, jovens com menos vivência de treinamento intensivo, dieta com alta ingestão de suco de laranja, comidas gordurosas, proteína, vitamina C, bebidas hipertônicas de carboidratos, alimentos ricos em fibras e grandes refeições antes de competição predispõem à manifestação de sintomas gastrointestinais.
Intestino saudável para render melhor
Para ter um intestino saudável e manter a imunidade e o equilíbrio metabólico do organismo, tenha uma alimentação mais natural, orgânica, rica em alimentos antioxidantes e anti-inflamatórios. Aumente o consumo de fibras, como aveia, biomassa de banana verde, frutas e verduras em geral, mas também procure um nutricionista esportivo para saber se é necessário suplementar com probióticos e glutamina.
Outras dicas
1. Aumentar o volume e a intensidade do treinamento com acompanhamento profissional;
2. Planejar o regime de hidratação durante as sessões de treinamento e a competição;
3. Evitar o consumo de soluções hipertônicas de carboidratos;
4. Evitar o consumo de dieta rica em fibras antes da competição;
5. Ingerir gorduras e proteínas com moderação antes da competição;
6. Evitar altas doses de vitamina C e bicarbonato;
7. Defecar e urinar antes do exercício;
8. Evitar o uso de drogas que atuem sobre o sistema gastrintestinal, tais como os antiinflamatórios não esteroidais;
9. Realizar exame gastroenterológico, caso haja queixa frequente de sintomas gastrointestinais em repouso e durante o exercício.
(Fontes: Dra. Marina Gorga, endocrinologista;  Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte (SBME);  Andréia Naves, nutricionista, diretora da VP Consultoria Nutricional; Denise Entrudo, nutricionista;  EUFIC (European Food Information Council) e revista Nature).
Por camilabrogliato

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Mulher no Pedal: Chega de assédios nas ruas - Mais respeito, por favor!

Quem nunca se sentiu invadida ou intimidada com uma cantada barata enquanto caminhava ou pedalava pela rua? Quem nunca sentiu o estômago embrulhar ao ouvir um “ô delícia” ou “ah, se eu te pego”? Apesar dessa última ser letra de música, isso passa longe de cantada: é assédio, meu amigo!

Foto: Diógenes
Você sabia que há pessoas que têm receio de andar ou pedalar pelas ruas por medo de serem assediadas? Pessoas que trocam a roupa que tinham escolhido para sair de casa (eu me incluo nisso, infelizmente) por medo de chamar a atenção para assédios? E isso vale para homens e mulheres.

Apesar dos assédios serem frequentes em qualquer lugar e de que ninguém está livre disso, o fato de estar em cima de uma bicicleta agrava esta situação. Levante a mão quem nunca ouviu a clássica: “como eu queria ser o banquinho da sua bicicleta”…  Argh! Nojo!

Infelizmente, essa situação é um dos grandes fatores que desestimulam o público feminino a pedalar. A rua é de todos, e todos temos direito de usufruir dos espaços públicos sem sermos importunados.

E não importa a roupa que eu esteja usando, se é calça colada, saia ou short, independente do comprimento, ninguém tem o direito de me intimidar com palavras de teor sexual, gestos ou olhares, de jeito nenhum. Meu corpo não está a serviço ou ao bel prazer de ninguém!

Portanto, gostaria de dizer aos tarados de calçada (porque homem que se preza tem educação e sabe dar valor a uma mulher), que não estou em cima de uma bicicleta para exibir meu corpo e receber assobios e buzinadas. Eu estou em cima de uma bicicleta pelo simples fato desse ser o meio de transporte que eu escolhi, que me faz bem, que funciona para minha vida, e nada lhe dá o direito de me assediar. Desculpa, mas dispenso seu “elogio”.

Este é um assunto delicado, e entramos na questão do que pode ser considerado assédio e o que é paquera. Acreditamos que o que diferencia é a abertura que se dá para tal ação acontecer, assim como o tom que se usa. E elogio de admiração pela atitude de estar na bicicleta é algo bastante comum, mas sabemos quando se trata disso. O limite é imposto de acordo com cada um, e pode ser bem variável de acordo com a cultura e fatores sociais também. O importante é saber que o limite de um termina quando começa o do outro.

Elogio é bom e todo mundo gosta, agora, um cuidado precisa ser tomado na hora da abordagem para saber se a pessoa a ser elogiada está aberta a isso, se não vai ocorrer uma invasão de espaço. Afinal, tem quem passe pela frente de uma obra e se não ouvir um fiu fiu já fica deprimida e corre pro salão de beleza. Vai entender...

Foto: Diógenes
Bom, voltando ao assunto bicicleta, assédios podem resultar em acidente. Quando estamos nos equilibrando sobre duas rodas, uma distração pode ser fatal. Sendo assim, uma simples frase gritada no seu ouvido pode gerar um desequilíbrio e consequentemente um tombo, que pode ter leves ou graves consequências. Assim como uma aproximação repentina, ou um contato físico (sim, conheço mulheres que já passaram por isso, e é lamentável) pode também levar a ciclista para o chão e ser atropelada pelo próprio carro que se aproximou dela. Acredite, isso é muito fácil de acontecer. Também já li relato de quem retrucou e em seguida o indivíduo a atropelou propositalmente por isso.

Fica aqui então o nosso pedido por respeito e um recado para os meninos: antes de mexer com alguma mulher na rua, lembre-se de que ela não vai gostar, nem vai dar o telefone dela para você e muito menos cria a chance de uma aproximação entre vocês. E outra coisa, quando sentir vontade de gritar obscenidades a uma mulher, imagine que essa tal mulher poderia ser sua mãe, sua irmã, namorada ou filha. Fica a dica.

Fonte: Revista Bicicleta por Aline M. Mafra e Michele M. Mafra / Bela na Bike

Quando a rua é nossa

Desde 1974, a ciclovia de Bogotá expulsa os carros de parte de suas ruas e avenidas

Rua de Bogotá durante a Ciclovia, que todo domingo impede o trânsito de carros
Foto: David Snyder (Zumapress)
Bloqueio na avenida 7. Sentido Norte. É domingo, e Bogotá amanhece com bloqueios. “É por causa da Ciclovia”, diz o taxista, sem nenhum traço de recriminação na voz. Devido a esse evento, todos os domingos do ano é proibido o trânsito em 121 quilômetros de ruas de Bogotá, cedidas às pessoas. Todo mundo gosta. Até os taxistas. A ideia surgiu em 14 de dezembro de 1974, quando, de forma espontânea, um grupo de pessoas tirar os veículos motorizados duas ruas —a avenida 7 e a 13— e usá-las para lazer. Essa iniciativa, que durante todo este ano comemora seus 40 anos de existência, não somente foi um sucesso como inspirou outras cidades, como Nova York, Buenos Aires e, mais recentemente, Madri e São Paulo.

“Surgiu como uma proposta de recuperação do espaço público em relação aos veículos”, resume Bibiana Sarmiento, coordenadora geral da Ciclovia. Agora, a cada domingo 1,4 milhão de pessoas —ciclistas, pedestres, famílias, patinadores, gente com seus mascotes, skatistas — se apossam de parte da cidade. No lugar há atividades como apresentações musicais, atividades para as crianças e aulas de segurança viária.

“O trânsito em Bogotá é muito complicado”, continua o taxista, “e com medidas como essa se tenta promover uma mobilidade alternativa”. O motorista se refere ao transporte público, à caminhada e às bicicletas. Na capital, com quase 8 milhões de habitantes, há 1,5 milhão de veículos, segundo os dados da Secretaria Regional de Meio Ambiente de Bogotá. “Aplicamos o rodízio [restrição aos carros nos horários de pico; placas pares num dia, ímpares no outro], e mesmo assim os congestionamentos são um pesadelo”, afirma Nelson Carreño, coordenador do programa Pedale por Bogotá, organizado pelo Instituto Distrital de Lazer e Esporte (IDRD, na sigla em espanhol). A velocidade média de um carro na área metropolitana é de 19,3 quilômetros por hora, segundo o Departamento Nacional de Planejamento. “Para as bicicletas é de mais de 15 km/h”, assegura Carreño, acrescentando, com orgulho, que a cidade tem mais de 400 quilômetros de ciclovias.

Embora no início a Ciclovia fosse uma atividade lúdico-festiva espontânea, desde 2006 ela foi reorganizada e transformada em ferramenta de urbanismo: “Este dia muda a visão das pessoas sobre a capital”, diz a coordenadora do evento, Bibiana Sarmiento. “Não apenas fomentamos o interesse pela mobilidade como convidamos a viver a rua e favorecemos a mistura de pessoas de diferentes estratos sociais. Na Ciclovia todos somos cidadãos desfrutando de sua cidade.”

Sob o comando de Sarmiento há 220 pessoas, que cuidam para que nada dê errado nas atividades promovidas nesse dia nas ruas. Algumas coordenam a oficina de pintura do rosto para crianças, outras ensinam a andar de bicicleta, e muitas outras ficam nas áreas para levar bichos de estimação e no local em que vários vendedores apregoam seus produtos, tentando atrair as pessoas com o cheiro que sai de suas churrasqueiras e panelas. “O melhor a fazer é sair do carro e aproveitar a Ciclovia”, recomenda o motorista do táxi. “É o programa perfeito para um domingo em Bogotá.”

Fonte: brasil.elpais.com

Ciclo Vídeo: Duas ferinhas arrepiando em suas bikes

Vejam que maneiro!

Mountain bike: Scott indica bike ideal para cada tipo de trilha

Hardtail ou full suspension? Saiba qual é o modelo de bicicleta perfeita para cada desafio dentro do MTB


Scott Spark 700 RC 2016
Quem pedala sabe: existe um modelo de bicicleta para cada tipo de pedal ou terreno. No mountain bike há segmentos como cross country, maratona, ultramaratona e etc. Para cada uma dessas particularidades existe um modelo de bicicleta específico que vai oferecer mais conforto e garantir maior desempenho ao ciclista.

Então qual bike escolher? Depende do que pretende encarar. É preciso ter em mente qual é o objetivo para encontrar o equipamento que combine melhor com a meta do atleta amador ou profissional. Para ter uma base e não ficar perdido, a Scott separou alguns exemplos de combinação perfeita. Veja abaixo:

XCO e maratonas: a Scale é a mais indicada. Considerada objeto de desejo dos ciclistas, a linha desenvolvida em carbono é famosa pelo seu baixo peso e por contar com todos os níveis de tecnologia da Scott. Por ser a hardtail mais leve da marca, ela é perfeita para provas de XCO e maratonas curtas de 1 dia.

Os modelos disponíveis no Brasil são 900 Premium, 900 RC, 910, 920, 930, 935, 950, 960 e 970 com valores a partir de R$ 6.990,90.

Curiosidade: seu público é totalmente dividido. Segundo estudos da Scott internacional, 50% dos ciclistas que buscam a Scale são entusiastas ou amadores pela sua fama e qualidade reconhecida. Já os outros 50% são atletas experientes ou profissionais com mais conhecimento que visam ao alto rendimento.

Ultramaratona: vai encarar pedais mais longos? A Spark é a mais indicada por ser full suspension e ter uma leitura mais detalhada do terreno. Com ela, o ciclista possui maior conforto que uma hardtail.

“Esse ano foi meu primeiro Brasil Ride com uma Spark. É incrível como fez diferença. Para mim ela encaixou muito bem em todas as etapas. Maior controle e conforto me fizeram terminar a prova bem mais descansado. É a bicicleta perfeita para mim”, analisa Abraão Azevedo, atleta Scott tricampeão do Cape Epic e hexacampeão do Brasil Ride.

Outros pontos fortes das bicicletas Spark são estabilidade, controle e tração devido à suspensão traseira. As disponíveis no Brasil são 900 Premium, 900 RC, 910, 920, 930 e 950 com valores a partir de R$ 18 mil.

Curiosidade: o modelo 700 RC foi o adotado pelo atual campeão mundial e da copa do mundo, o suíço Nino Schurter, na maioria das etapas desta temporada.

Passeios e cicloturismo: A linha Aspect é ideal para quem procura lazer, uso urbano, pedaladas em grupo ou viagens de bike. Os modelos são desenvolvidos em alumínio com componentes de entrada e geometria que proporciona conforto para esse tipo de pedal – mas com diversos aspectos tecnológicos migrados das bicicletas top de linha da Scott. Essa bike é perfeita para quem está começando. A Aspect está disponível no Brasil nos modelos 920, 930, 940, 950 e 960 com valores a partir de R$ 3.000.

Fonte: Release de imprensa Scott