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sexta-feira, 21 de março de 2014

Ciclo Vídeo: Vale a pena ver de novo

Vamos assistir a este comercial das Bicicletas Monark que foi gravado em 1978.

Menino de 8 anos apela para Vaquinha em busca de uma bicicleta adaptada

Léo tem 8 anos e depende de bicicleta para melhorar qualidade de vida
Foto: Vaquinha Social
Um menino risonho, de 8 anos, precisa de uma bicicleta terapêutica para ser mais feliz. Leonardo José Farias de Rezende teve paralisia cerebral e depende de estimulação para não ter a atrofia completa das pernas.

O problema é que a família é humilde e não tem como bancar o custo do equipamento, cerca de R$ 1 mil. Para tentar ajudar, entrou em ação a “Vaquinha Social”, grupo de financiamento coletivo que reúne doações para viabilizar a solução de casos como o de Leonardo.

Com o nome “Bicicleta adaptada para o pequeno Léo”, a proposta foi cadastrada na plataforma do site. Agora, quem quiser colaborar tem apenas que acessar a página do Vaquinha Social e doar qualquer valor.

A história do garoto foi selecionada após o grupo receber uma carta da mãe, Grazianny. Depois de uma consulta em São Paulo, na AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente), o médico recomendou o uso da bicicleta como forma de melhorar a qualidade de vida do menino.

Hoje, o pedido da mãe é compartilhado na página do projeto. “Venho aqui como mãe pedir ajuda ao meu filho Léo, que nos ajudem doando o que vocês puderem doar para podermos adquirir uma bicicleta adaptada para que ele possa se locomover fazendo terapias também”.
escreve Grazianny

Além do pedido do menino, hoje outros 11 projetos estão cadastrados no site aguardando recursos. Segundo o grupo, até hoje já foram arrecadados pela Vaquinha Social R$ 49.929,00 que atenderam 12 projetos.

Fonte: Campo Grande News

Red Bull lança portal brasileiro dedicado a bike!

Foto: Andalucia Bike Race /Red Bull
O ciclismo brasileiro ganha um forte aliado na divulgação do esporte nesta quinta-feira, dia 20 de março, quando será lançado o site REDBULL.COM.BR/BIKE.

Mais do que um portal de notícias, o REDBULL.com.br/BIKE visa amplificar o interesse no uso da bicicleta no país, por meio de uma plataforma multimídia de conteúdo dinâmico, informativo e encantador para os amantes da bike.

“O site REDBULL.com.br/BIKE chegou para atender a demanda por um canal de comunicação brasileiro focado em todos os aspectos que envolvem o uso da bicicleta, com assuntos de interesse, desde quem está começando a pedalar até o ciclista profissional. Um conteúdo sempre com imagens espetaculares”, comenta o editor Andre Piva.

“O diferencial do site REDBULL.com.br/BIKE é o foco no comportamento, atitude e percepção de quem pedala, seja por esporte, transporte, lazer, moda, ou mesmo aqueles que buscam informações sobre tecnologia e inovação”, acrescenta. “Todo conteúdo do site REDBULL.com.br/BIKE é de ciclista para ciclista”, explica Andre Piva.

O site REDBULL.com.br/BIKE receberá atualizações diárias, por meio de reportagens exclusivas e inéditas. Serão produzidos conteúdos nacionais e internacionais, assim como transmissões ao vivo de competições (Red Bull TV), como por exemplo, as etapas da Copa do Mundo de Mountain Bike; além de videos, muitas fotos e histórias!

Toda semana haverá colunas com participação de colaboradores, editores e atletas convidados, assim como intervenções do próprio leitor, através do envio de fotos, que poderão ser publicada no portal.

“O intuito é criar um fluxo de informação autêntico e participativo para os amantes da bike”, comenta Andre Piva. Para isso basta enviar sua imagem para o email: redbullbike@bikenamidia.com e torcer para que sua foto seja publicada!

Cristian Pondella /Red Bull Content Pool 
A Red Bull é uma referência global na geração de conteúdo esportivo e cultural, por meio dos canais de skate, surfe, automobilismo, música e arte, assim como promotora de eventos únicos como por exemplo o Red Bull Rampage.

Sobre o Editor

Andre Tahan Piva tem o perfil do REDBULL.com.br/BIKE, com sua criatividade e profissionalismo. Aos 32 anos, o jornalista pedala há mais de 20 anos. Ao longo de sua carreira esportiva, marcou presença no cenário das competições, acompanhando o desenvolvimento do mountain bike no país. Como jornalista passou pela TV Bandeirantes, produtoras e já publicou mais de 300 reportagens, com destaque para as matérias desde a 1ª edição da Revista Bike Action (2000). Piva já colaborou também com outras emissoras (SporTV, Woohoo TV e Canal Off) e inseriu pautas sobre bicicleta no Jornal Metro, Revista UM, Revista IstoÉ, Revista Sexy, entre outras mídias. Desde 2010, ele é sócio do Bike na Mídia (www.bikenamidia.com), primeira agência de conteúdo especializada em bicicleta, prestando serviços para grandes marcas, eventos e desportistas, tais como: Sundown Bikes; Shimano Latin America; Specialized Brasil;  Cardoso Cycles; Triatleta  Alessandro Pimentel; Eventos  Brasil Ride; Eventos Short Track São Silvano, entre outros. Recentemente, integrou o time da BSB -Brunoro Sport and Business- na organização dos X Games Foz do Iguaçu 2013. E eventualmente, é comentarista dos canais ESPN.

Henrique Avancini conquista medalha de ouro em sua estreia nos Jogos Sul-Americanos


Os ares chilenos parecem fazer bem para Henrique Avancini.  No último sábado (15/03), pouco depois de vencer a Copa Chile Internacional de MTB, o atual líder do ranking brasileiro de mountain bike, levou o Brasil ao lugar mais alto do pódio, nos Jogos Sul-Americanos, que estão sendo disputados em Santiago, no Chile. Após uma prova emocionante, disputada roda a roda com seu companheiro de Seleção, Avancini ajudou o Brasil a conquistar um dos quatro ouros do ciclismo na competição.

A prova 

Mesmo em um circuito desgastante, o atleta carioca optou por uma estratégia diferente traçada pelo seu treinador Hélio de Souza. “Aplicamos um treinamento pré-prova fora do normal. Resolvemos sacrificar um pouco o desempenho na competição, mas mesmo assim fiz uma grande prova e o corpo rendeu”, explicou o mountain biker.

Após a primeira volta, Avancini era o quarto colocado em um pelotão que contava com fortes concorrentes, como o atual campeão Panamericano, o colombiano Fabio Castañeda e o argentino bronze no mundial de Sprint Elliminator, Catriel Soto, além de seu próprio companheiro de Seleção Rubens Donizete. A segunda volta marcou o início da recuperação do brasileiro, que foi concretizada com um ataque seco ao argentino na última subida durante terceira volta.

Após assumir a ponta, Henrique Avancini trabalhou para administrar a vantagem até o final da sexta volta e garantir a vitória com o tempo de 1h24min37. “Este foi meu primeiro Sul-Americano e estou muito feliz com a vitória. Estava embalado pelo circuito lotado e pelo público vibrante”.

Agora, o foco do campeão Sul-Americano é a Copa Internacional de MTB, em Araxá, Minas Gerais, entre os dias 21 e 23 de Março. “Considero meu último grande teste para o Panamericano de MTB, que será realizado entre 27 e 30 de Março, em Barbacena. Acredito que será uma prova espetacular pra quem for assistir”, finaliza Avancini.

Sobre a Caloi

A Caloi é uma marca brasileira com mais de 110 anos, líder do mercado brasileiro de bicicletas, e atua em diversos segmentos, desde MTB até mobilidade urbana e bicicletas infantis. Recentemente, foi adquirida pelo grupo canadense Dorel e passou a fazer parte da Cannondale Sports Unlimited (CSU), uma divisão do grupo responsável pelas marcas de bicicleta, que, no Brasil, inclui também as marcas Cannondale e GT.

A Dorel Industries, Inc. (TSX: DII.B, DII.A), é uma empresa mundial de bicicletas e produtos juvenis que cria estilo e emoção da mesma forma que preza por segurança, qualidade e valor. A companhia tem vendas anuais de US$ 2,6 bilhões e emprega 6.300 pessoas, com fábricas localizadas em 24 países.

Fonte: www.caloi.com.br
Foto: Rodrigo Sáenz

MOUNTAIN BIKE GARANTE MAIS TRÊS MEDALHAS PARA O BRASIL NOS JOGOS SUL-AMERICANOS DO CHILE


Os ciclistas brasileiros de Mountain Bike brilharam neste sábado (15) nos Jogos Sul-Americanos, em Santiago (Chile), e conquistaram mais três medalhas para o Brasil. No feminino, a atleta Shimano da Soul Riders, Raiza Goulão, garantiu a prata após realizar as cinco voltas do circuito de 22 km em 1h29min05. A brasileira Isabella Lacerda, da LM/Shimano, terminou a prova em sexto lugar. Entre os homens, Henrique Avancini e Rubens Donizete Valeriano fizeram a dobradinha no percurso com seis voltas (26,4 km). Avancini foi ouro, com 1h24min37, e Rubinho prata, com 1h24min51. Catriel Soto (Argentina) completou o pódio.

"Foi a primeira vez que eu tive a oportunidade de participar de um evento de tamanha grandiosidade, com esse espírito olímpico. Estava ansiosa para a prova, porque sabia que contava com as principais atletas da América do Sul. O circuito era bem técnico, com subidas que exigiam potência e descidas técnicas com obstáculos como drops, rock garden, pedras e terra fofa. Por tudo isso, fico feliz com esse resultado", vibrou Raiza Goulão, atleta de Pirenópolis. O ouro ficou com Agustina Maria Azapa (Argentina) e o bronze com Angela Sierra (Colômbia).

A ciclista argentina liderou a prova em todo o percurso, e finalizou os 22 km em 1h26min22, mais de dois minutos à frente de Raiza Goulão. A brasileira manteve-se ao lado da colombiana Angela Sierra até o km 13, quando ambas estavam 2min10 atrás da líder. Alguns quilômetros à frente, Raiza conseguiu fazer a fuga e garantir o vice-campeonato sul-americano. Angela completou o pódio com 1h29min26. Isabella Lacerda, uma das favoritas , finalizou em sexto lugar, com 1h34min30.

Os quatro destaques brasileiros no mountain bike voltam ao Brasil no início da semana e já viajam para Araxá para participar da abertura da Copa Internacional Levorin, que será disputada de sexta a domingo (21 a 23). A competição é a mais importante da modalidade na América Latina e conta pontos para o ranking da UCI.

Neste domingo (16) os ciclistas de Estrada fazem a última prova da modalidade em Santiago. Os homens pedalarão 160 km, enquanto as mulheres 80. Murilo Ferraz e João Gaspar, ambos atletas Shimano da Ironage/Colner, buscarão medalhas para o Brasil ao lado de seus compatriotas William Chiarello e Magno Nazaret.

Fonte: bike.shimano.com.br

Contador é o campeão da Tirreno-Adriático; Malori vence crono final

Italiano marcou o tempo de 10min13s e superou Cancellara e Wiggins, que ficaram em 2º e 3º

Nairo, Contador e Roman Kreuziger no pódio final da Tirreno-Adriático
Malori foi o vencedor
do contrarrelógio final
O espanhol Alberto Contador (Tinkoff-Saxo) confirmou nesta terça-feira (18 de março) o título de campeão da Tirreno-Adriático 2014. Adriano Malori (Movistar) foi o vencedor da última etapa, uma prova de contrarrelógio individual de 9,2 quilômetros em San Benedetto del Tronto.

O ciclista italiano, que marcou o tempo recorde de 10:13, enfrentou e superou adversários considerados os mais rápidos do momento. O quatro vezes campeão mundial de contrarrelógio Fabian Cancellara (Trek Factory Racing) ficou em segundo lugar, a 6 segundos, e Bradley Wiggins, campeão olímpico de contrarrelógio em Londres, completou o pódio, a 11 segundos. O campeão mundial Tony Martin (OmegaPharma-QuickStep) foi o 4º colocado, a 15 segundos.

Contador, que começou o último dia com uma folgada vantagem de 02:08 sobre o colombiano Nairo Quintana (Movistar), marcou o tempo de 10:54 e ficou na 29ª colocação.

Contador no contrarrelógio que encerrou a competição
Na classificação geral, não houve mudanças; Contador venceu com 2min05s de vantagem sobre Quintana e o tcheco Roman Kreuziger, companheiro da Tinkoff-Saxo, ficou com o 3º lugar, a 2min14s.

Veja o final da disputa da crono:


OS CINCO PRIMEIROS DA ETAPA
1 – Adriano Malori (Ita) Movistar 00:10:13
2 – Fabian Cancellara (Sui) Trek Factory Racing 00:00:06
3 – Bradley Wiggins (GBR) Team Sky 00:00:11
4 – Tony Martin (Ale) OmegaPharma-QuickStep 00:00:15
5 – Tom Dumoulin (Hol) Giant- Shimano 00:00:19

OS DEZ PRIMEIROS DA CLASSIFICAÇÃO GERAL
1 – Alberto Contador Velasco (Esp) Tinkoff-Saxo 25:28:45
2 – Nairo Quintana Alexander Rojas (Col) Movistar 00:02:05
3 – Roman Kreuziger (Tche) Tinkoff-Saxo 00:02:14
4 – Jean-Christophe Peraud (Fra) AG2R La Mondiale 0:02:39
5 – Julian David Arredondo Moreno (Col) Trek Factory Racing 00:02:54
6 – Domenico Pozzovivo (Ita) AG2R La Mondiale 0:03:04
7 – Robert Kiserlovski (Cro) Trek Factory Racing 00:03:09
8 – Daniel Moreno Fernandez (Esp) Katusha 00:03:16
9 – Michele Scarponi (Ita) Astana Pro Team
10 – Mikel Nieve Ituralde (Esp) Team Sky 00:03:19

Fonte: BikeMagazine

Na Cape Epic, Sauser estreia dupla com Rabon, tcheco que veio do ciclismo

Ultramaratona na África do Sul começa neste domingo (23 de março)

O suíço Christoph Sauser, bicampeão mundial e ícone do mountain bike
O suíço Christoph Sauser, quatro vezes campeão da Cape Epic, vai disputar a ultramaratona de 2014 pela primeira vez com o tcheco Frantisek Rabon.

Sauser venceu em 2006, 2011, 2012 e 2013 e foi um dos grandes companheiros do saudoso Burry Stander, o biker sul-africano que morreu atropelado aos 25 anos enquanto treinava, em janeiro de 2013.

O tcheco Frantisek Rabon
Em sua 10ª Cape Epic, Sauser espera com certa expectativa a estreia do novo parceiro. “Estou muito feliz porque eu encontrei um forte parceiro, com grande caráter e personalidade”, declarou.  Do seu lado, Rabon é só elogios: “Sauser é uma lenda no mountain bike e nos tornamos bons companheiros de equipe. Nossas chances são excelentes.”

Nascido em Praga, Rabon se tornou profissional em 2006, depois de ter sido campeão europeu de estrada Sub-23 da temporada anterior. O atleta, que começou no ciclismo e chegou a integrar a OmegaPharma-QuickStep, se bandeou para o mundo do MTB e hoje integra a equipe Specialized Racing Factory Mountain Bike Team.

Antes da África do Sul, Sauser treinou com o novo parceiro, que compete na ultramaratona pela 1ª vez. O suíço já declarou que “Rabon vai comer muito mais poeira do que na estrada, mas não muito, porque nós queremos ganhar. Ele vai descobrir que oito dias de corrida pelas montanhas da África do Sul é muito mais difícil do que oito dias de ciclismo de estrada”.

A corrida, entre 23 a 30 março, vai reunir 1.200 bikers e começa com o já tradicional prólogo em Meerendal Wine Estate.

A escolha do parceiro inspirou uma produção em vídeo. Confira:


Fonte: BikeMagazine

quinta-feira, 20 de março de 2014

Ciclo Vídeo: MTB agressivo!!! Técnica, velocidade e sangue nos ZÓIO!

Esse é o piloto de Downhill Bas van Steenbergen sendo filmado em uma sessão de Enduro muito louca! O cara arrepia na bike. Enduro é a modalidade do MTB que mais cresce atualmente e dá para ver porquê!


Fonte: PraQuemPedala

Ciclista Clemilda Fernandes renasce após acidente e busca ouro nos Jogos


Dia 14 de março de 2013: Clemilda Fernandes é atropelada por um caminhão durante um treinamento em Goiânia, fratura duas vértebras, tem perfuração no pulmão e escoriações no corpo.

Neste domingo, 16 de março de 2014: a atleta vai competir na prova de estrada nos Jogos Sul-Americanos do Chile, dias após conquistar uma medalha de bronze na disputa contrarrelógio nessa mesma competição.

Um ano após o grave acidente, Clemilda está recuperada. O susto e a difícil recuperação ficaram para trás. Se até o ano passado ela ainda sofria com dores de cabeça e algumas outras pelo corpo, em 2014 ela se diz totalmente recuperada hoje.

– Não sinto mais nada. Não tenho dores ou qualquer outra queixa. Nem a cabeça tem doído mais. Às vezes, as dores vinham com força. O que ainda tenho são cicatrizes nas costas. Faço uma recuperação para tentar diminuí-las – afirmou ao LANCE!Net.

Sem lugares específicos para os treinamentos no Brasil, a ciclista não teve outra alternativa a não ser voltar a treinar nas ruas. As mudanças na rotina foi mesmo no dia a dia, com trabalhos específicos de fisioterapia e fortalecimento muscular.

Mesmo com a gravidade do acidente, Clemilda voltou a treinar um mês logo após o ocorrido. Durante sua recuperação, contou com o auxílio do fisioterapeuta Robson Porto, que trabalha no Atlético-GO.

O resultado veio com o título nacional na disputa contrarrelógio, em junho. Mas momentos antes do mundial, em setembro, em Florença, ela voltou a ter alguns problemas.

– Fui campeã brasileira 50 dias após o acidente. Disputei o Pan-Americano e embarquei para a Europa. Estava me sentindo bem. Mas peguei uma virose. Me preciptei, acredito que treinei demais. Participei do Mundial, mas não tive um grande resultado – disse a ciclista.

Após um 2013 para esquecer mesmo com o título nacional, Clemilda vê o ano atual como um renascimento. No começo da temporada, ficou com a terceira colocação na Volta de San Luís, na Argentina. Após os Jogos Sul-Americanos, o foco é a Copa do Mundo.

Uma medalha ela já garantiu nos Jogos. E neste domingo pode ter outra.

Frustração sem o Prêmio Brasil Olímpico

Se não bastasse o grave acidente e a virose antes do Mundial, Clemilda Fernandes teve outra frustração no ano passado: perdeu o Prêmio Brasil Olímpico, do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), no ciclismo de rua para Rafael Andriato.

– Tinha como um dos objetivos conquistar o Prêmio Brasil Olímpico. Mas não deu. Agora, quero conquistar em 2014 – disse a atleta.

Atualmente, Clemilda é a princila ciclista brasileira e da América do Sul. Na última atualização do ranking mundial, em fevereiro, ela aparecia na 26ª colocação.

O ACIDENTE:

No dia 14 de março, Clemilda Fernandes treinava em uma rodovia em Goiânia quando foi atropelada por um caminhão. O motorista não prestou socorro. Com escoriações e um corte profundo na cabeça, ela foi internada na UTI de um hospital da cidade. Após ficar em observação por 24 horas, a atleta foi para o quarto. Depois, foi constatada a fratura de duas vértebras e a perfuração do pulmão. Com dificuldade de respirar e com líquido no local, os médicos quiseram operar a ciclista, mas ela não aceitou. Após oito dias de internação, pediu liberação para se tratar em casa. Ainda fez um trabalho de fisioterapia para voltar a competir o mais rapidamente possível.

CONFIRA UM BATE-BOLA COM CLEMILDA FERNANDES:

LANCE!Net: Qual expectativa para a segunda prova nos Jogos Sul-Americanos?
Clemilda Fernandes: A expectativa é grande. Treinei muito para essa disputa, fiz um treinamento específico. Estou muito bem. Vou tentar buscar a medalha de ouro, se for possível.

L!Net: Está totalmente recuperada do acidente sofrido ano passado?
CF: Graças a Deus, consegui me recuperar bem. O fisioterapeuta Robson Porto trabalhou comigo nesse tempo. Hoje, ainda faço fisioterapia uma ou duas vezes por mês.

L!Net: O que mudou na sua rotina?
CF: Ano passado, tive de mudar muita coisa no treinamento, o trabalho na academia. A fisioterapia me ajuda muito, me sinto mais forte. Agora, a rotina tem sido igual. Os grandes objetivos são a Olimpíada e o Pan-Americano de 2015.

L!Net: O que houve antes do Mundial?
CF: Fui competir na França e estava muito frio, com muita chuva. Meu corpo ainda não estava forte. Então, competi doente algumas etapas. Eu não me senti bem.

Fonte: Esportes/O povo

Por que empresários querem difundir a cultura da bicicleta nos Estados Unidos?

As cidades estão comandando a recuperação econômica dos Estados Unidos e, na medida em que isso acontece, os americanos estão montando em suas bicicletas. O índice de moradores que vão ao trabalho de bicicleta aumentou em 85 das 100 maiores áreas urbanas daquele país. Tudo parte de um processo profundamente saudável – e lucrativo – de reforma das economias urbanas.

“As cidades que investem em infraestrutura para bicicletas vão vencer”, prevê Jeff Judge, empresário de marketing digital de Chicago. A presença de ciclovias protegidas é o fator número 1 que o leva a escolher uma cidade para se estabelecer: “É melhor para os negócios, para o planejamento, para a infraestrutura. É melhor para tudo”.

Depois de anos lutando contra a “comunidade dos negócios” por cada centímetro de espaço nas ruas, muitos defensores da bicicleta parecem desorientados com a ideia de que agora eles podem estar do mesmo lado. Mas a verdade é que, de Denver a Memphis, algumas das vozes mais altas clamando por um movimento pró estilo dinamarquês de infraestrutura cicloviária são daqueles que assinam os contracheques. No último relatório da ONG People For Bikes, estão delineados quatro fatores que explicam esse movimento.


Ciclovias protegidas aumentam a visibilidade e as vendas do comércio

Quando as pessoas usam a bicicleta para se locomover, elas são o cliente perfeito: o tipo que volta outra e outra vez. Elas gastam tanto por mês quanto as pessoas que usam carros, com a diferença de que despendem menos em estacionamento e têm mais facilidade de interromper o trajeto para uma comprinha de última de hora.

“Se você está dirigindo a 56 km/h, você não vai parar”, diz Wade Lange, vice presidente de gestão de propriedade da Langely Investment Properties. Ao lado da American Assets Trust, a empresa de Lange é uma das advogadas de defesa da conversão de duas pistas de automóveis, localizadas em frente a um projeto comercial milionário em Portland, em ciclovias protegidas. “Uma vez que você diminui o tráfego, você beneficia o paisagismo, faz as pessoas caminharem mais, e de repente o comércio enriquece”, completa.

Ciclovias protegidas tornam os bens imobiliários mais desejáveis

Ao expandir a distribuição geográfica do espaço livre de carros, as ciclovias ajudam as vizinhanças urbanas a se desenvolver sem ter de esperar anos por serviços de transporte. Diminuindo o tráfego e criando uma alternativa ao uso do carro, as ciclovias ajudam a construir o tipo de lugar onde as pessoas gostam de estar e caminhar.

A H Street em Washington é uma via de seis pistas localizada em um bairro antigo da cidade, no qual a gerente Kathy Card fez uma grande aposta em 2005, ao convencer seu empregador, a Brookfield Office Properties, a comprar um prédio no local. Agora, com a área despontando e arrecadando dinheiro, o principal desejo de Kathy para a H Street são ciclovias – para evitar que seus funcionários precisem de “nervos de aço” para chegar ao trabalho.

Ciclovias protegidas ajudam as empresas a atrair funcionários talentosos

Pessoas de todas as idades, mas especialmente aquelas que atingiram a maioridade depois da onda de criminalidade urbana dos anos 1990, cada vez mais preferem trabalhar e morar em áreas centrais. As ciclovias ajudam os empregadores a se estabelecer no centro sem gastar fortunas em estacionamento e permitem que os funcionários cheguem ao trabalho da maneira de que muitos gostam: dependendo apenas de si mesmo.

“A possibilidade de sair caminhando e almoçar significa muito”, diz Ed Ireson, da empresa de tecnologia Mutual Mobile, que vê na infraestrutura cicloviária uma razão para permanecer na área central de Austin, Texas. “Nós preferimos nos abarrotar em um escritório no centro da cidade a ter muitas salas amplas e espaçosas no meio do nada”, acrescenta.


Ciclovias fazem os funcionários mais saudáveis e produtivos

Constituindo barreiras claras e seguras que separam o tráfego de bicicletas do tráfego de automóveis, as ciclovias protegidas levam mais pessoas a utilizar a bicicleta para se locomover, queimando mais calorias e levando uma vida consideravelmente mais saudável.

Nos anos 1990, grandes empresas tentaram manter seus funcionários em forma e saudáveis instalando academias nos escritórios. Agora, alguns estão se dando conta de que o caminho pode ser outro. Becky Bond, vice presidente da Credo Mobile, de São Francisco, atestou: “Assim como o acesso a uma academia e a um plano de saúde de qualidade,  nós acreditamos que pedalar pode ser um grande benefício. Nós pagamos o preço de estar no centro porque, dessa forma, nossos funcionários podem usufruir os benefícios de utilizar o transporte coletivo ou vir de bicicleta para o trabalho”.


A cultura da bicicleta ainda tem um logo caminho a percorrer para se tornar tão difundida quanto no norte da Europa – em todo o território dos Estados Unidos ainda há menos de 322 km de ciclovias protegidas. Mas histórias como as reproduzidas aqui são a esperança de que o panorama está mudando.

O futuro da bicicleta é algo que os defensores dessa causa na Europa já entenderam há anos: a questão está em compreender que infraestrutura cicloviária não é um luxo em que se decide gastar se nossas economias podem pagar. A verdade é justamente o oposto: infraestrutura cicloviária é algo em que nós investimos para gerar riqueza para a cidade. É algo que nos ajuda a fazer todas as outras coisas de que a sociedade  precisa.

Fonte: TheCityFixBrasil