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segunda-feira, 12 de junho de 2017

Shimano incorpora tecnologia superior para estrada no novo Ultegra

Conheça todos os detalhes do novo Ultegra R8000, lançado pela marca japonesa nesta semana e com previsão de chegada ao mercado brasileiro em setembro deste ano.

Ultegra R8050 com freio a disco
Foto: Divulgação / Shimano
A Shimano apresenta o novo Ultegra R8000, que fornece poder de frenagem de alto desempenho com freios a disco hidráulicos, alavancas de mudança de formato ergonômico mecânicas e Di2, novos botões de troca de marcha eletrônica para uma personalização mais ampla, trocadores de contrarrelógio com Synchronized Shifting e câmbio traseiro Shadow de perfil baixo para melhor aerodinâmica.


O lançamento do novo Ultegra R8000 oferece muito mais do que produtos comprovados pelos PROs. O R8000 aproveita tecnologias utilizadas pelas equipes profissionais e aperfeiçoa-as para ciclistas do mundo real, oferecendo customização, controle de pilotagem com freios a disco avançados ou freios de pinça e a precisão do Di2 ou opções de mudança de marcha mecânica. Projetado igualmente para competição, treinamento, performance ou para curtir o ciclismo com amigos, o Ultegra permite que você amplie a paixão pelo pedal.

Sistema de transmissão do Ultegra R8000

O novo modelo possui um braço redesenhado e assimétrico do pedivela com influências do projeto do Dura-Ace 9100, de aparência mais robusta e Hollowtech II de quatro braços para mais potente transferência de energia, diminuindo seu peso em alguns gramas (674g, 50-34T) em comparação com o modelo anterior (676g).

A coroa externa do pedivela vem com tecnologia Hollowglide para ter uma estrutura altamente rígida, porém oca, o que diminui o peso e mantém a força, para mudanças de marcha mais precisas. As opções de pedivela incluem a relação padrão 53-39D, o médio compacto 52-36D, o compacto 50-34D e o específico para cyclocross 46-36D.

O cassete de 11 velocidades (CS-R8000) vem em seis tamanhos 'standard": 11-25D, 11-28D, 11-30D, 11-32D, 12-25D, 14-28D, além de um cassete de relação mais ampla 11-34D (CS-HG800) com o corpo do cubo projetado para se adequar tanto em bikes de estrada (com espaçador) quanto em mountain bikes.

Os novos pedais Ultegra de carbono com tecnologia SPD-SL incentivam um desempenho de nível profissional, reduzindo a altura do taquinho em 0,7 mm e com isso ampliando a alavanca do pedivela. Possui 12 gramas a menos que o modelo anterior, o PD-6800, agora com 248 gramas. As opções de pedal também estão disponíveis com eixos de 4 mm de comprimento.

Sistema de troca de marchas do Ultegra R8000

O Ultegra oferece aos ciclistas troca de marchas incrivelmente rápida e precisa com o Di2 ou sistema mecânico e, freio hidráulico ou de pinça, com alavancas STI quase idênticas, perfeitamente ergonômicas.

O novo Di2 funciona com a recém-lançada função Synchronized Shifting, total ou semi sincronizado, (com a bateria BT-BN110), dando aos ciclistas a opção de realizar a troca de marchas automática completa ou apenas do câmbio traseiro (semi). Isso significa que você pode definir, por exemplo, ambos os trocadores esquerdos para subir as marchas e ambos os trocadores do lado direito para descer as marchas. Além disso, os trocadores têm uma sensibilidade de clique mais definido, para oferecer mudanças rápidas e precisas com o uso de luvas.

Seguindo o projeto dos botões dos trocadores do Dura-Ace Di2, as alavancas de freio, seja a disco hidráulico Ultegra ST-R8070 ou freio de pinça ST-R8050 (ambos Di2), também incluem os botões top-of-the-hoods para fazer trocas remotamente, que podem ainda ser programados para mudança de marcha ou para controlar dispositivos adicionais, como computadores compatíveis ou luzes.

Todas as alavancas ou botões de mudança podem operar trocas múltiplas, que assim como botões na parte de cima da alavanca e o Synchronized Shifting, são customizáveis por meio do aplicativo E-TUBE para celulares, tablets e computadores.  O aplicativo não apenas permite que você customize as funções e operações como bem preferir, mas também permite que você mantenha todas as unidades atualizadas com o firmware mais recente e execute verificações de erro para identificar e resolver anormalidades.

As alavancas hidráulicas ST-R8070 em comparação ao modelo anterior R785, vêm com ajustes para maior alcance e curso livre. As novas alavancas hidráulicas (ST-R8070 and ST-R8020) com pesos de 360g e 550g, respectivamente, são apenas 65g e 112g mais pesados do que os freios de pinça (ST-R8050, com 295g, e ST-R8000, com 438g).

O câmbio dianteiro é projetado para lidar com mudanças rápidas e suaves sob alta carga de pedal. Combinando com o pedivela redesenhado, o câmbio dianteiro foi também redesenhado para acomodar pneus mais largos, bem como relação de engrenagem mais ampla sem sacrificar as trocas de marcha.

O câmbio traseiro Di2 (RD-8050) ou mecânico (RD-R8000) adotam o design de perfil baixo do câmbio traseiro Shimano Shadow RD do Dura-Ace, para se acomodar perfeitamente sob o cassete, protegendo-o de possíveis danos. O câmbio traseiro vem com haste curta (SS) projetado para atender opções 11-25T até 11-30T e haste longa (GS), para opções 11-28T até 11-34T. Ambos os câmbios, dianteiro e traseiro, comunicam-se entre eles para operar de forma total sincronizada ou semi sincronizada no modo Synchronized Shifting, permitindo ao ciclista manter-se concentrado na estrada ou na corrida a sua frente.

As alavancas de mudança mecânicas estão disponíveis em versão hidráulica (ST-R8020) ou para freio de pinça (ST-R8000) com cabos revestidos de polímero para uma operação incrivelmente leve. Além disso, o design elimina o ajustador de tensão do cabo; em vez disso, oferece um ajuste com chave allen para ajuste da tensão do cabo simples, exata e precisa.

Componentes adicionais para troca de marcha

Para utilização em contrarrelógio e triathlon, um par de alavancas Ultegra ST-8060 de controle duplo para os clips de guidão oferecem frenagem e troca de marchas. O design abre uma nova dimensão para ciclistas de contrarrelógio e triathlon, simplificando as trocas de marcha quando o ciclista está no seu nível máximo de esforço. Foram removidos botão de mudança e a caixa de comutação da unidade ST-6871, diminuindo o design, tornando-o mais curto e aerodinâmico.

Eliminando um botão em cada trocador faz com que ciclistas de contrarrelógio e triathlon usem o modo de Synchronized Shifting completo nesta posição. Isso significa que há um botão em um trocador (por exemplo, do lado esquerdo do clip) para subir as marchas e um botão no outro  trocador (lado direito) para descer as marchas. As opções alternativas compatíveis incluem os trocadores de triathlon SW-R671 non-series, mais os botões para escalada ou sprint SW-R600 ou SW-R610.

Sistema de freios

As novas opções de frenagem hidráulica do Ultegra incluem potência de frenagem avançada das pinças BR-R8070 de montagem direta, oferecendo uma integração elegante para bicicletas de estrada. Os rotores apresentam aletas de disco fechadas distintas com área de superfície maior para a dissipação de calor. O par de calipers BR-R8070 pesa 280g mais 212g com os rotores SM-R800, comparado com os 360g do par do freio Ultegra BR-R8000 de pivô duplo de freio de aro.

Além do design de pivô duplo, as novas pinças de freio do Ultegra também vêm para montagem direta. Ambos os projetos são compatíveis com pneus até 28c e possuem designs elegantes com espaço mais estreito entre os braços. O design de pivô duplo possui um estabilizador entre os braços para reduzir deformação e melhorar a eficiência da frenagem. Enquanto isso, o design para montagem direta conecta diretamente a quadros compatíveis para reduzir o peso e aumentar o desempenho geral.

Rodas nível Ultegra

Complementando o line-up do Ultegra, duas novas rodas leves  - a tubeless de carbono laminado WH-RS700 para freios com pinça (que substituem as WH-6800) e as rodas tubeless WH-RS770 rodas para freio a disco com eixos road e e-trhu.

Novos cubos (HB / FH-RS700 / 770) das rodas incentivam rápida aceleração com uma economia de peso de quase 60 g em comparação com um par de cubos Ultegra 6800, enquanto os aros utilizam um novo e ainda mais leve procedimento de camada de carbono para criar um jogo de rodas de frenagem de aro 80g mais leve do que o antecessor.

Desenvolvimento do Ultegra R8000


Gerente de produto Shimano Europa, Tim Gerrits avalia: "O objetivo era trazer tecnologia de ponta a uma gama mais ampla de ciclistas. Queríamos oferecer alto desempenho para os muitos tipos de ciclistas de estrada, com uma grande variedade de produtos para atender esse sempre crescente mercado de bicicleta".

"O Ultegra é projetado para atender tudo entre contrarrelógio/triathlon, para quem quiser correr com freio a disco e Di2, ter uma performance de Gran Fondo, até inteligência digital e precisão de trocas eletrônicas do Di2 com a frenagem do freio de pinça. Além do desempenho de freio a disco, com a confiabilidade das trocas de marcha mecânicas, ou a simplicidade da frenagem no aro e mudanças de marcha mecânicas. Com cinco configurações "padrão" diferentes, as opções de escolha para o consumidor são realmente amplas", completa.

Tim Gerrits vai além: "Retomar o nível de qualidade do Ultegra em uma variedade tão ampla de produtos e para uma ampla gama de usos foi enorme desafio de desenvolvimento, especialmente quando se trata de integrar alguns dos novos recursos da série Dura-Ace R9100, de nível superior. Os freios a disco hidráulicos e o Synchronized Shifting, por exemplo, eram duas áreas completamente novas para a linha Ultegra e precisávamos encontrar o equilíbrio certo entre alto desempenho, alta qualidade e altos níveis de durabilidade e confiabilidade", diz Tim.

"Estamos incrivelmente orgulhosos do que criamos. Ultegra tem um apelo tão fiel e entusiasmante que está associado ao verdadeiro espírito do esporte. Demos um verdadeiro empurrão nesse grupo e espero que possamos atrair mais pessoas para o esporte ciclismo de estrada", finaliza o gerente de produto da Shimano Europa.

Disponibilidade no mercado

Os componentes de freio de pinça mecânico Ultegra R800 chegam à Europa em junho, enquanto os componentes do Di2 e do freio a disco hidráulico chegarão mais tarde, em agosto. Previsão para disponibilidade no Brasil será para setembro, sem preços ou valores definidos ainda.

Fonte: RevistaBicicleta

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Treine sua mente

Foto: Ramon Espelt Gorgozo / 123RF
Enfim, chegamos ao começo de temporada. Época dos famosos treinamentos de base. Nesse momento, a maioria dos ciclistas está a pedalar moderadamente, com distâncias longas, trabalhos específicos de força, cadência e técnicas de pilotagem. Passadas as festas de fim de ano, o atleta volta a entrar na dieta e ter os cuidados com a alimentação. Além disso, muitos rumam à academia para treinamento de força muscular. Outros começam a fazer um trabalho funcional, e até mesmo corridas a pé, ou algum outro tipo de treinamento que lhe convenha. Claro que tudo isso vai conforme o treinamento, a disposição e os objetivos de cada atleta, seja ele amador ou não.

Vários ciclistas buscam treinadores e se dispõem a seguir as famosas planilhas de treinamento. Sempre digo que ciclismo é circunstancial e variável, portanto, é preciso adaptar o seu treinamento aos seus objetivos. Porém, a maioria dos ciclistas que se dispõem a seguir um treinamento específico, deixa de lado um treinamento fundamental e que é capaz de decidir provas. Eu falo do treinamento mental.

Desde que ingressei no ciclismo de estrada, comecei a perceber a enorme influência que o psicológico faz sobre o atleta. Ciclismo é duro, e aguentar longas distâncias, nas tantas horas que ficamos em cima de uma bicicleta fazendo força e mantendo um ritmo, não é fácil. Não basta apenas um corpo forte e um bom condicionamento cardiovascular, é fundamental ter uma mente preparada. E, sendo o ciclismo um esporte particularmente extenuante, é extremamente adequado um bom treinamento mental. Esse treinamento pode levar o ciclista a melhorar o seu desempenho fazendo a diferença entre ganhar e perder.

Entretanto, a mente preparada não é fundamental apenas para a competição, mas também para o treinamento do dia a dia. O ciclista de estrada costuma rodar muitos quilômetros treino após treino. As peculiaridades do ciclismo são a resistência física e mental por pelo menos três a cinco horas, seja na corrida, seja nos treinos, uma capacidade de recuperação em provas por etapas, a gestão da fadiga física e mental e a excelente capacidade de ser capaz de andar sobre a dor.

Certa vez, li o que o grande nadador Alexander Popov referiu sobre a psicologia no esporte: “quem quer que esteja fisicamente bem preparado, pode fazer coisas incríveis com seu corpo. Mas quem junta a um corpo em forma uma cabeça bem cuidada, é capaz de feitos excepcionais”. Desde então, comecei a estudar e procurar meios de melhorar a minha capacidade mental. Obviamente, o ideal é procurar um psicólogo esportivo. Porém, você mesmo pode buscar formas de treinar sua mente.

Hoje, basicamente, eu utilizo cinco técnicas para melhorar minha preparação mental, e as treino diariamente:

A primeira é a concentração - busco manter o foco nos objetivos, no treino a ser efetuado ou durante a corrida. Sempre procuro pensar somente no treinamento e na pedalada. É fácil perder o foco durante as longas horas em cima da bicicleta, o pensamento viaja entre outras tantas coisas que passamos na vida e o ciclista que está concentrado consegue transpor esses pensamentos.

Outra técnica é a visualização - o ciclista precisa vislumbrar o que quer e o que vai passar. Bem se sabe que o ciclismo de estrada é muito estratégico, portanto, o atleta deve visualizar tudo o que vai acontecer em uma corrida e até mesmo em um treinamento. É preciso estar com tudo esquematizado na cabeça, até mesmo possíveis variáveis que venham a ocorrer durante a pedalada.

Também treino muito em cima da gestão de ansiedade. É normal, antes da largada, o atleta ficar tenso e ansioso e, mesmo os profissionais passam por isso antes de todas as largadas, posso garantir. Somos humanos, temos inúmeras emoções, mas aí está o diferencial da mente preparada. Gerir a ansiedade pode gerar ganhos incríveis, desde a diminuição do batimento cardíaco até acertar o momento exato de sprintar no final de uma prova.

O relaxamento mental também é outra técnica fundamental. O cérebro comanda o corpo. Relaxar não é somente colocar as pernas para o ar ou fazer massagens. Mentalmente o atleta precisa estar relaxado para poder cumprir a carga de treinamento do dia seguinte, para poder gerir a fadiga física nas provas por etapas, após um dia intenso. No ciclismo, as provas por etapas são comuns, e conseguir transpor a dor e o sofrimento dia após o outro e chegar forte para as próximas etapas é essencial.

Por fim, o atleta deve trabalhar a sua autoestima. Você treinou, batalhou para estar ali. Você já tem uma rodagem de quilômetros e mais quilômetros, as subidas já não são mais contabilizadas, portanto, acredite em você. Em meio ao pelotão, existem inúmeros ciclistas excelentes, e você está junto deles. Nenhuma derrota fará você desistir ou sentir-se inferior, pois com determinação você consegue. Trabalhe sua autoestima!

O treinamento mental é diário, deve-se buscar utilizar essas simples técnicas para evoluir a cada dia, e faz enorme diferença nos resultados. O ciclismo é inspirador e libertador, porém, quando tange para o lado competitivo ele fica sofrido. Mesmo assim, nós aprendemos a amar esse sofrimento que é impossível descrever em palavras. O ciclismo dá determinação, dá foco e muitas realizações. Portanto, vamos treinar nossas mentes para melhorarmos no esporte e na vida, sempre buscando ver o lado bom de qualquer situação. Treine, você consegue!

Fonte: Revista Bicicleta por Marcelo Bellinaso

quarta-feira, 7 de junho de 2017

O Ditado popular “Cachorro velho não aprende truque novo” É MITO!

A grande maioria das pessoas acreditam que um adulto tem maior dificuldade para aprender do que uma criança e, quanto mais velho mais dificuldade terá.

Depois de ensinar mais de 8mil pessoas, acreditamos que o aprendizado pode se dar em qualquer fase da vida. Ou seja, qualquer pessoa  adulta é capaz de aprender a pilotar uma bicicleta.

Sabemos que o aprendizado do adulto se dá de forma diferente ao aprendizado de uma criança, pois o adulto trás diferentes tipos de expectativas, necessidades, desafios, traumas e crenças.

Mas como é possível um adulto aprender a pedalar tão facilmente como uma criança?

Simplesmente porque os adultos aprendem conteúdos bem mais elaborados.

Os adultos no processo de aprendizado se envolvem com uma responsabilidade bem maior a de uma criança.

O cérebro adora aprender – na verdade, esse é o trabalho dele!

Desde os primeiros sinais sensoriais experimentados por criança até todas as mudanças, adaptações e crescimento que vivemos na vida adulta, nosso cérebro está mudando, reestruturando e aprendendo.

A cada dia você dormirá com um cérebro que mudou de acordo com os aprendizados deste dia e quando acordar no dia seguinte, com os novos aprendizados consolidados, estará pronto para aprender mais.

O adulto aprende muito mais facilmente e rapidamente se aquilo que está disposto a aprender vai lhe gerar algum valor, se tem um objetivo específico, se está motivado a aprender, se o seu instrutor ou alguma pessoa o inspirou a aprender.

Portanto, se você deseja aprender a pedalar, não importa a sua idade, deixe a vergonha de lado e faça como o Paulo Rogério Pereira, que já colocou a bicicleta em movimento na primeira hora aula.

Depoimento de Paulo após participar da primeira aula.


Fonte: Ciclo Femini / Claudia Franco

Ciclistas refugiados da Eritreia pedalam em busca de conquistas na Etiópia

Seis refugiados, que se separaram quando deixaram seu país de origem, encontraram no ciclismo a esperança de reconstruírem suas vidas em Adis Abeba. Confira nessa matéria da Agência da ONU para Refugiados, ACNUR.

Filimon e sua equipe sonham em competir em campeonatos internacionais
Foto: ACNUR / Diana Diaz
Entre carros e caminhões, seis rapazes pedalam a toda velocidade pelo caótico trânsito da capital da Etiópia. Eles fazem parte de uma equipe de ciclismo e são amigos de infância que se separaram quando foram forçados a deixar a Eritreia, há um ano. Quando chegaram a Adis Abeba, se reencontraram devido à paixão pelo ciclismo. Para eles, cada pedalada traz uma nova esperança.

“O ciclismo é uma parte essencial da minha vida. É o melhor exercício – me sinto feliz, relaxado e não penso em mais nada quando estou pedalando”, diz Filimon, de 24 anos. Ele conta como aprendeu a andar de bicicleta quando era adolescente na Eritreia. “Eu costumava competir com meus amigos da vizinhança todos os domingos. Meus pais me incentivavam bastante.”

Filimon chegou à Etiópia sozinho em 2015 e viveu no campo de refugiados Main Aini, ao norte da região Tigré. Algum tempo depois, se mudou para Mekelle, onde teve a oportunidade de voltar a pedalar.

“Me juntei a uma equipe de ciclismo por seis meses”, conta. Em seguida, ele se mudou para a capital Adis Abeba.

Filimon nunca imaginou que o ciclismo proporcionaria o reencontro dele com seus amigos de infância. “Aconteceu por acaso. Deixamos a Eritreia por motivos distintos, em épocas diferentes e acabamos nos reencontrando aqui em Adis Abeba graças ao nosso treinador”, conta Filimon com alegria.

Ainda que tenham histórias de vida bem diferentes, esses jovens e motivados refugiados se apoiam e inspiram uns aos outros. “Eu era ciclista profissional”, conta Daniel, de 24 anos, outro membro da equipe que compartilha suas experiências para aprimorar o treino dos amigos.

“Essa equipe se tornou a minha família. Nós compartilhamos tudo, inclusive dinheiro, quando algum de nós precisa resolver algum problema financeiro”, acrescenta.

Desde o ano 2000, a Etiópia tem recebido e abrigado cerca de 170 mil refugiados da Eritreia, sendo grande parte crianças desacompanhadas ou separadas de suas famílias. O governo etíope permite que refugiados vivam fora dos campos, em zonas urbanas, caso consigam se sustentar.

“A comunidade inteira nos apoia, principalmente a pessoa que nos vende os equipamentos pela metade do preço”, conta Filimon. “Ele faz isso pois já foi refugiado e compreende a nossa situação.”

Filimon, 24 anos, anda de bicicleta desde os 14 anos
Foto:
 ACNUR / Diana Diaz
Em setembro de 2016, a Etiópia estabeleceu nove compromissos significativos como parte da Declaração de Nova York sobre migrantes e refugiados para melhorar as condições de vida dos refugiados no país.

Isso inclui conceder permissões de trabalho para refugiados para que eles tenham as mesmas oportunidades de emprego que os estrangeiros. Isso será importante especialmente para refugiados como Filimon e Daniel que se esforçam bastante para conseguir pagar todas as contas no final do mês.

Até agora, eles só conseguiram competir em alguns campeonatos pelas estradas da Etiópia e conquistaram o primeiro e o terceiro lugar em duas competições. Enquanto pedalam suas antigas bicicletas, os amigos continuam sonhando com o dia em que poderão participar de eventos internacionais.

“Como refugiados, é difícil participar de competições internacionais já que não podemos representar nem a Etiópia e nem a Eritreia”, diz Filimon. “Nossa equipe não recebe apoio suficiente que necessita para que possamos ter a melhor performance possível.”

Apesar das restrições, a equipe continua motivada e esse sentimento tem inspirado a comunidade local. Durante a rotina de treinos, que acontece três vezes por semana, Filimon, Daniel e os outros membros da equipe também recebem o apoio dos etíopes.

“Nós compartilhamos nossas experiências com eles e esperamos que um dia sejamos tão bons no ciclismo como eles são no atletismo”, diz Daniel, fazendo referência aos maratonistas etíopes que se destacam em competições globais por suas excelentes performances em longas distâncias.

Os amigos enfrentam juntos as dificuldades. “Você fica sabendo de uma série de pessoas que se muda para outros países em busca de oportunidades. Outros membros da equipe também fizeram isso”, conta Daniel.

“Mas essa é a nossa paixão e o que queremos fazer da vida. É o ciclismo que nos mantêm aqui.” Ele espera que em dez anos a equipe se torne profissional. “Se treinarmos bastante, um dia alcançaremos nosso sonho. Mas precisamos de mais apoio.”

Fonte: ONUBR

Quem tá na chuva é pra (não) se molhar...


Você é daqueles que não pedala quando o dia nubla? Saiba que muitos ciclistas sobem no selim, faça chuva ou faça sol. Saiba o que ter em casa para os dias em que o céu desaba:

Capa de chuva: uma boa e resistente capa de chuva, tipo poncho, vai proteger sua cabeça, tronco e pernas, sem sufocar sua transpiração. De qualquer forma, pedale mais devagar para não suar muito.

Mochilas e/ou similares impermeáveis: mesmo com a capa de chuva, guarde tudo o que for importante, como documentos e dinheiro, em mochilas ou mesmo sacolas plásticas lacradas e impermeáveis.

Para-lamas: se o objetivo é usar a bicicleta como meio de transporte, instale para-lamas e chegue ao destino sem aqueles respingos de barro na calça.

Luvas: em dias de chuva, as luvas ajudam na aderência da mão com a manopla. Tenha uma para os dias frios e outra para os dias quentes.

Sacolinhas plásticas: no melhor estilo faça você mesmo, improvise sacolinhas plásticas para manter os pés secos, mas considere colocar em sua lista de compras uma sapatilha de neopreme impermeável como próxima aquisição.

Roupa extra: mesmo com todos os cuidados, alguma parte do seu vestuário pode molhar. Dependendo do destino e compromisso a que esteja se dirigindo, tenha uma roupa extra para uma troca emergencial.

Fonte: Revista Bicicleta

sábado, 3 de junho de 2017

Assista o vídeo, produzido pela Brasil Cycle Fair, explicando melhor a funcionalidade das peças, sua vida útil e a importância da revisão qualificada.

Há alguns anos, a bicicleta deixou de ser apenas um utensílio de entretenimento. Atualmente, são utilizadas tanto para meio de transporte quanto para a prática de esportes amador e profissional. Mas, junto com esta mudança de hábito também vieram novos pontos que precisam de atenção. Como um carro, a bicicleta também necessita de revisão e manutenção constantes, tanto para dar segurança ao usuário quanto para mantê-la funcionando em bom estado por muito mais tempo e também para aumentar sua performance.

As bicicletas, cada vez mais, ganham novas tecnologias e peças. E quanto maior o valor agregado e a utilização, maior também é a atenção que deve ser destinada à revisão. Caso ela seja usada todos os dias como meio de transporte, o ideal é realizar pelo menos uma revisão por mês, evitando dores de cabeça, quedas e até imprevistos no meio do caminho.

As peças que mais sofrem desgastes são freio, aro, suspensão, amortecedor e pneus. Geralmente, os fabricantes indicam a manutenção da suspensão e amortecedor a cada 100 horas de uso. O freio hidráulico precisa trocar o fluido após seis meses de uso e, em um ano, deve fazer a substituição de peças internas. Porém, esta manutenção deve ser realizada em locais confiáveis e com mecânicos especializados no produto. Por isto, as marcas de bicicletas e de peças estão oferecendo cursos profissionalizantes para qualificar a mão de obra.

Assista o Vídeo abaixo



A feira Brasil Cycle Fair acontece do dia 22 a 24 de setembro, no São Paulo Expo.


Fonte: RevistaBicicleta

Saiba quais são as tendências do mercado de bicicletas para 2017

Crescimento de atletas influenciadores, bikes mais confortáveis e serviços aos ciclistas são alguns dos destaques para este ano.


Atualmente, as bicicletas ocupam um espaço muito maior no cotidiano da população das grandes cidades, seja como principal meio de transporte ou como um dos mais queridos instrumentos de lazer. O fato é que esse simples veículo pode transformar o meio ambiente, as metrópoles e a vida de muitas pessoas. Segundo dados da pesquisa “Perfil do Ciclista Brasileiro”, realizada pelas organizações não-governamentais Observatório das Metrópoles e Transporte Ativo, 88,1% dos 5012 entrevistados de dez grandes metrópoles, como Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Brasília, utilizam a bicicleta para ir ao trabalho e 76% usam para o lazer.


Com esses números, podemos observar um crescimento do interesse na bicicleta e, assim, o aumento na busca por modelos que oferecem eficiência, rendimento e custo-benefício. Segundo pesquisas realizadas recentemente, a expectativa para 2017 é positiva para este segmento, já que houve elevação de 18% na produção, totalizando 797.000 unidades produzidas para este ano.

Enquanto os investimentos em mobilidade urbana avançam lentamente e agregam novas pessoas a este estilo de vida mais sustentável, as cidades ainda necessitam de mais estrutura, ciclofaixas e segurança para os ciclistas. Se comparado a alguns países europeus, o número de brasileiros adeptos a este meio de transporte ainda é bem pequeno. Na Holanda, por exemplo, a bicicleta é utilizada como principal forma de deslocamento por 40% de toda população do país, muito distante da nossa realidade.

Mesmo com todas as dificuldades estruturais e déficit de investimento, o segmento de bicicletas não para de crescer no Brasil, ressaltando a força do mercado e o potencial de expansão. Entretanto, ao longo dos anos e com o desenvolvimento da internet, o setor também precisou se atualizar.


Mudanças do setor na era digital

Os antigos admiradores de bicicleta, novos adeptos e esportistas aguardam ansiosamente pelos lançamentos de 2017. Mas, na hora de adquirir o novo utensílio, é importante realizar pesquisas e buscar por atendimento especializado. E, atualmente, não faltam fontes de informação sobre o segmento. Exemplo disto são os influencers, que acumulam milhares de seguidores em redes sociais e auxiliam em distintas modalidades.

“Hoje em dia, existe muita informação, troca de experiências e de ideias na internet. Eu sempre busco me aproximar dos meus seguidores, compartilhando dicas, treinos e novidades. Como nós vivemos este estilo de vida e conhecemos muitos produtos, os internautas sentem confiança e pedem nossa opinião na hora da escolha de uma peça ou um modelo de bicicleta”, comenta Ramon Costa, publicitário e praticante de triátlon, seguido por mais de 80 mil pessoas no Instagram. O atleta destaca os freios a disco como forte tendência para este ano. A tecnologia já é considerada item de fábrica em novos modelos, como Gravel, Cyclocross e Endurance.


Quem também está animado com a onda de influencers é o atleta de BMX freestyle, Douglas Oliveira, mais conhecido como Doguette. “Muitas empresas estão apostando em atletas influenciadores para incentivar o uso da bicicleta no dia a dia das pessoas, com conteúdo e informação. Isso mostra aos novos praticantes que, além de pedalarem, eles podem obter um novo estilo de vida em que irão quebrar suas próprias barreiras e limites”, diz o profissional.

A ideia de usar influenciadores, segundo os profissionais, é positiva porque não apenas vende um produto, mas aproxima os consumidores das marcas e valoriza os atletas, criando uma identidade com a prática do esporte e seus benefícios. “As marcas brasileiras começaram a reconhecer mais os atletas e influenciadores. No BMX, recebo muitas mensagens questionando qual bike eu uso, quais produtos, pois eles desejam ter algo de igual qualidade e durabilidade”, comemora Doguette.

Novas tecnologias e produtos

A Scott, uma das maiores marcas de bicicleta do mundo, aponta duas fortes tendências para este ano. “Temos dois modelos que, provavelmente, serão muito procurados ao longo deste ano: as bikes Full-Suspension e as com relação de uma coroa (X1). Isso porquê nossas opções de suspensão integrada mudaram e estão renovadas, com design mais leve e rígido, que já foram aprovadas em diversas corridas e são usadas pelo Campeão Olímpico e Campeão Mundial, Nino Schurter”, explica Rodrigo Pin, analista de marketing da Scott.

Rodrigo também pontua que a decisão de mudar o design só foi realizada após pesquisas com ciclistas, pilotos de cross-country e maratona e até mesmo entusiastas. “Hoje é nítido o crescimento das bikes de suspensão integrada nas pistas de competições por todo o Brasil, tanto por proporcionar maior conforto do que uma hardtail (que só possui suspensão na frente), assim como pelo desempenho, principalmente, em relação as bikes com relação X1 (dedicadas para o cenário de competição)”, comenta. Essas novidades já estão disponíveis no mercado e possuem muito potencial de venda.

Para quem deseja investir no segmento de bicicleta, os nichos são os mais variados. Novas soluções aparecem a cada dia para atender as necessidades dos atletas e amadores, como capacetes mais leves, relógios com altimetria e medição de passos, e utensílios que auxiliam na pratica das mais diversas modalidades. Com esta diversidade de produtos e ofertas no mercado, as novas tecnologias ficam mais acessíveis aos interessados. Outra novidade que só tende a crescer são os seguros para bicicleta, com coberturas para os modelos a partir de R$3.000,00, que variam de 5% a 10% do valor da bicicleta. Algumas empresas também oferecem adesivos para reconhecimento da bike com alta fixação e que evitam furtos.


O Brasil possui um mercado de bicicletas que só tende a crescer, apesar de algumas dificuldades tributárias. O público de bicicletas é muito grande e diversificado. “Antigamente as pessoas não compartilhavam seu amor pelo esporte, não mostravam que pedalavam ou viviam disso, mas hoje a bicicleta se tornou algo de respeito, bacana. Espero que os amantes do esporte se unam cada vez mais para trocar ideias e discutir como podemos desenvolver o mercado”, conclui Douglas.

Todas estas tendências de esporte e mercado de bicicletas podem ser encontradas na Brasil Cycle Fair, que acontece entre os dias 22 e 24 de setembro, no São Paulo Expo. Credencie-se para o evento e tenha acesso a conteúdos exclusivos e de relevância para o setor.

www.brasilcyclefair.com.br

Fonte: Brasil Cycle Fair

Você sabe o que é o movimento Cycle Chic?

Foto: Divulgação
Cycle Chic é um movimento que defende ser possível pedalar com estilo, sem precisar ser um atleta ou encarar a atividade como uma prática esportiva. A ideia é aposentar as roupas fitness e adotar o uso de roupas comuns, usadas nos seus compromissos diários.

A facilidade do Cycle Chic acaba agradando muita gente: tanto quem antes deixava de pedalar porque não gostava das roupas esportivas, quanto quem não podia chegar ao trabalho vestindo roupas de ginástica ou achava complicado ter que levar uma roupa para trocar ao chegar no compromisso. Com isso, a ideia foi se espalhando pelo mundo, inclusive no Brasil.

O objetivo por trás desse movimento que começou há alguns anos na Europa é fazer com que o ciclismo seja visto como um meio de transporte comum nas cidades, e não apenas como um hobby ou um esporte. Quem adota esse estilo de se locomover pela cidade, mesmo nos grandes centros urbanos, acaba sendo mais comprometido com outros ideais, como qualidade de vida e sustentabilidade.

Uma das características do movimento Cycle Chic é exatamente a busca dessa relação mais próxima com a cidade. É uma forma pacífica de reivindicar a presença de mais bicicletas nas ruas, por isso é considerado uma forma de cicloativismo.

Para manter a segurança com capacetes urbanos que combinam com seu estilo, uma boa dica são os capacetes Nutcase: www.nutcase.com.br

Estilo até no meio de transporte

Quem gosta desse conceito e usa a bicicleta para se locomover também costuma gostar de customizar sua bike. Muitos escolhem modelos mais antigos e há até espaço para acessórios específicos, como cestas, bolsas e luvas para incrementar a magrela. Existem, inclusive, lojas voltadas para suprir esse mercado e profissionais especializados na customização de bicicletas. É uma forma de mostrar a sua personalidade através do seu meio de locomoção e também de adaptá-lo às suas necessidades.

Além disso, essas bicicletas personalizadas acabam trazendo mais segurança para o seu dono, já que o fato de serem muito diferentes acaba inibindo possíveis roubos. Isso acontece pois é bastante fácil identificar bicicletas tão diferentes e pessoais.

Como surgiu

O movimento Cycle Chic surgiu em 2006, em Copenhagen, na Dinamarca, quando o fotógrafo, cicloativista e cineasta Mikael Colville-Andersen criou um blog chamado Copenhagen Cycle Chic para publicar fotos de ciclistas cheios de estilo da cidade. No ano seguinte, a ideia começou a se espalhar e ficou conhecida mundialmente.

De acordo com o fotógrafo, o Cycle Chic não é uma ideia nova, o movimento busca apenas resgatar o hábito de usar roupas normais para pedalar, como acontecia desde o surgimento da bicicleta.

A Dinamarca é conhecida pela incorporação dos ciclistas no seu cotidiano - mais da metade da população do país usa a bicicleta como meio de transporte. Segundo Mikael, a ideia é que tudo o que você precisa para pedalar é ter uma bicicleta, é perfeitamente possível pedalar usando suas roupas comuns do dia a dia. Para ele, quem usa a bicicleta para corridas e outros fins esportivos vai precisar de acessórios e roupas adequados, mas para quem quer usá-la como meio de transporte para os seus compromissos diários, basta abrir o armário.

Fonte: Dino

Suplementação de vitamina D e cálcio pode prevenir as fraturas de estresse, diz estudo

Problema atinge mais os atletas de endurance (longas distâncias) e resultam em esgotamento muscular, transferindo sobrecarga para o osso. Ortopedista explica as causas e os tratamentos

Estudo diz que suplementação de vitamina D
pode ajudar a evitar as fraturas de estresse
Foto: Getty Images
As fraturas de estresse, que antes era quase exclusividade de atletas de alta “performance”, têm se tornado cada vez mais comuns entre esportistas. Modalidades como o triatlo, corrida de montanha, maratona, ultramaratona e demais esportes de endurece, fazem com que o atleta ultrapasse a resistência fisio-histológica do osso e também resultam em esgotamento muscular (esforço excessivo) com a falta de absorção de impactos acumulativos.

Invariavelmente, os músculos fadigados transferem a sobrecarga para o osso, ocorrendo a fratura por estresse. Um estudo australiano recente mostrou que 21% dos fundistas de elite sofrem uma fratura de estresse ao menos uma vez na vida, com a maioria ocorrendo na tíbia. As mulheres são duas a três vezes mais probabilidades de sofrer uma fratura de estresse tibial.

O quadro clínico clássico envolve dor de início lenta e gradual no osso acometido que piora durante o treino e melhora no repouso, geralmente precedido por incremento súbito de volume e intensidade, de quatro a cinco semanas prévias, em média. Ao insistir no treino, o atleta experimenta agravo dos sintomas com invariável queda de rendimento.

O diagnóstico é feito pelo exame clínico e exames de imagem, como as radiografias, cintilografia, tomografia e ressonância magnética. O período de reabilitação e repouso relativo - afastamento do esporte, mantendo-se atividades aeróbicas paralelas como a natação, ciclismo, spinning e hidroginástica - varia de seis a oito semanas.

Apesar do retorno ao esporte muitas vezes ser feito de maneira gradual e progressiva, acompanhada por equipe multidisciplinar, a taxa de recidiva acaba sendo grande, principalmente entre mulheres, causando frustração em toda a equipe de saúde e, obviamente, no atleta. Por anos, acreditava-se que as fraturas de estresse ocorriam apenas por causas mecânicas, ou seja: por erros e exageros de treinamento, tipo de solo, calçado e falta de preparo físico.

Inúmeros estudos foram feitos focando parâmetros, como tipo do tênis, tipo de pisada, testes de equilíbrio muscular, simetria de membros inferiores, diâmetros de coxa e panturrilha, todos eles objetivando a prevenção destas lesões. O resultado da maioria deles foi inconclusiva. Alguns até com resultados muito questionáveis, visando talvez a promoção de vendas de tênis, palmilha e órteses, já que o mercado dos esportes de endurece tem crescido e trazido generosas cifras à indústria ligada ao esporte.

Na última década, com a chegada de medicamentos que impedem a absorção óssea, classe conhecida como Bifosfonados, o aumento das pesquisas dos efeitos fisiológicos da vitamina D e o atual lançamento das chamadas drogas osteoanabólicas (formadores de matriz óssea) indicados para a população idosa portadora de fragilidade óssea como a osteopenia, osteomalácia e osteoporose, chamou a atenção de alguns pesquisadores na aplicação nas fraturas de estresse, tanto na prevenção, quanto no tratamento.


Ao contrário do que se imagina, o tecido ósseo é metabolicamente muito ativo e responde a estímulos de pressão, com formação de mais matriz óssea e à tensão com processo de reabsorção e perda de massa. A este processo, chamamos de remodelação. Além de fornecer suporte para o movimento, os ossos são também um grande reservatório de cálcio, eletrólito fundamental em diversas funções fisiológicos, dentre elas, a contração muscular.

Um estudo que particularmente considero um marco na prevenção da fratura de estresse estudou o problema em recrutas da marinha americana do sexo feminino. As recrutas receberam suplementos vitamínicos com 200% da necessidade diária de vitamina D e cálcio e foram submetidas a oito semanas de treinamento. Ao final do estudo 8,6% das recrutas que receberam placebo desenvolveram fratura de estresse contra os 6,8% das que receberam o suplemento vitamínico. A diferença entre os grupos foi de 21%.


Os resultados deste estudo vão de encontro com a teoria sustentada por diversos autores de que os valores considerados normais da concentração da vitamina D em nosso organismo são “ultrapassadas”, pois levam em conta indivíduos sedentários dosados no século passado. Segundo estes autores, os valores deveriam ser maiores em uma população ativa e que, 50% da população mundial teria deficiência crônica desta vitamina. A suplementação com a vitamina D preveniria a fratura de estresse em esportes de endurence?

Apesar de nunca terem sido utilizados no estudo de fraturas de estresse, uma nova classe de medicação análoga do paratormônio, denominada Teriparatide, tem chamado as atenções do meio científico esportivo pela excelência na formação óssea e redução do tempo de consolidação de fraturas traumáticas agudas.

Estas drogas e anticorpos inibidores de sinalizadores celulares que induzem a reabsorção óssea compõem a nova classe denominada osteoanabólica. Alvo de pesquisas, esta nova classe de drogas tem uso restrito a pacientes com graus avançados de perda de massa ósseo e seu uso deve ser monitorado, pois estaria ligada ao desenvolvimento de tumores ósseos. A suplementação da vitamina D e esta nova classe medicamentosa entrarão no rol do tratamento das fraturas de estresse em um futuro próximo? Pesquisas dos próximos anos nos trarão a resposta.

Fonte: Eu Atleta

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Luxemburgo inaugura ciclovia sobre a Ponte Vermelha

Na Europa, ponte que liga o centro da cidade de Luxemburgo a Kirchberg passa por obras de recuperação. Ciclovia aberta neste final de semana é parte dos trabalhos


Min. dos Transportes François Bausch e vereadora Sam Tanson
Foto: Frank Weyric
Inaugurada em 1965, a ponte Grande-Duchesse Charlott, ligando o centro da cidade do Luxemburgo ao bairro Kirchberg, passa por obras de recuperação de suas estruturas. Embora os trabalhos da "ponte vermelha", como é conhecida, ainda não tenham terminado, os ciclistas já podem usar a ciclovia sobre a ponte. A inauguração oficial ocorreu no último final de semana, com a presença de autoridades.

Também os pedestres já estão podendo usar a travessia, dos dois lados da ponte. O mesmo não foi possível no caso dos ciclistas, que só terão acesso à estrutura pelo lado sul.

Do lado norte da ponte, apenas pedestres e o VLT terão passagem, explica a vereadora de mobilidade da cidade do Luxemburgo, Sam Tanson. A justificativa, segundo ela, é que a ponte foi "alargada ao máximo" e não há mais espaço do lado norte para a ciclovia.

Um milhão de ciclistas 

Durante a inauguração da ciclovia, a vereadora informou que foram contabilizadas, só no último ano, mais de um milhão de passagens de bicicletas nas ciclovias da capital Luxemburgo. A boa novidade, diz ela, é que a rede de ciclovias vai ser aumentada ainda mais, para 160 km, em futuro próximo.

Vista geral da ponte vermelha, em Luxemburgo. Foto: Wikiwand
Fonte: Revista Bicicleta