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domingo, 26 de janeiro de 2014

Europa: gentileza faz a diferença no trânsito

Um balanço da experiência de pedalar por nove países europeus, durante sete meses


Após 7 meses de pedal e quase 9 mil quilômetros rodados por 9 países europeus, agora de volta ao Brasil é chegada a hora de fazer aquele “resumão” da viagem e tentar compartilhar as impressões gerais que tive nesse período, principalmente no que tange a mobilidade humana.

O simples fato de poder atravessar boa parte da Europa ocidental utilizando apenas a bicicleta já diz muita coisa, mas ficar só nisso seria manter uma discussão muito superficial. Não poderia seguir com este texto sem tentar entender o que realmente possibilita que uma pequena formiga como eu consiga se deslocar sozinho tão facilmente por tamanha distância, em um ambiente estranho e cultura extremamente diversa da nossa, com diferenças linguísticas, no relevo e no clima, com uma moeda supervalorizada em relação ao real, entre tantas outras novidades.

Já nos primeiros quilômetros, pedalados em território holandês, comecei a acreditar que a infraestrutura cicloviária era o principal fator que levava aquela região a ter uma cultura ciclística tão forte. Em algumas partes do país, novos loteamentos estão sendo construídos onde antes era o mar, uma prática comum na Holanda há muitas décadas, e o que se vê muitas vezes é a implementação de ciclovias e calçadas antes mesmo da pavimentação das ruas. Claro que não é assim em toda parte, mas esse exemplo só poderia existir em uma sociedade que entende a importância do pedestre e do ciclista em sua dinâmica.

Com o tempo e as distâncias percorridas, comecei a notar a forte presença dos trens, dos VLTs, de uma infinidade de canais navegáveis e de uma rede de ciclorrotas capaz de me conduzir por muitos quilômetros de bicicleta, sem me fazer gastar nenhum centavo para isso.

Aos poucos minha euforia com relação à estrutura cicloviária do país foi passando e eu já podia enxergar o óbvio: a bicicleta era apenas um dos modais, que assim como os outros, dotada de ótima infraestrutura e grande demanda por parte dos cidadãos. Então comecei a entender que o buraco era mais embaixo, ou seja, não é apenas a bicicleta que é levada a sério, mas o transporte como um todo, seja ele coletivo ou individual, público ou privado.

Em poucos dias de pedal já entrava na Alemanha e mesmo após cruzar a fronteira, o impacto não foi muito grande. Claro que a língua mudou, assim como mudou a arquitetura, os produtos nas prateleiras do supermercado entre tantas outras coisas, mas o conforto e a segurança ao pedalar, continuaram em alto nível. Entrei no novo país pela região chamada Renânia do Norte-Vestfália (Nordrhein-Westfalen), passando pela Baixa-Saxônia (Niedersachsen), Bremen (Bremen), Hamburgo (Hamburg), Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental (Mecklenburg-Vorpommern), Brandenburgo (Brandenburg), Berlin (Berlin) e Saxônia (Sachsen), antes de entrar na República Tcheca.

Fiz boa parte dos deslocamentos neste país por pequenas estradas cortando fazendas, compartilhadas entre tratores e bicicletas, sempre muito bem sinalizadas. Algumas vezes cheguei a pegar estradas de rodagem, junto com carros de passeio, traillers, ônibus e caminhões com limite de velocidade de 60, 70 ou 80 km/h, permitidas para ciclistas, de vez em quando sem acostamento. Assim mesmo a viagem era tranquila, os motoristas respeitam demais os ciclistas e em nenhum momento me senti ameaçado. Assim foi também na República Tcheca e antes mesmo de entrar na Áustria estava tudo mais claro: nos países por onde pedalara, os motoristas não são apenas condutores que respeitam os ciclistas e outros condutores, mas pessoas que respeitam pessoas. Ouvi da boca de moradores das cidades pelas quais passei até ali que no trânsito eles jamais tomam atitudes que possam colocar outros indivíduos em risco.

Concomitante ao comportamento mais gentil no trânsito, notei uma presença muito grande de crianças, idosos e cadeirantes nas ruas, calçadas, no comércio e praças, ora sozinhos, ora acompanhados, mas sempre em condições de acessar equipamentos públicos sem depender de ninguém. Então ficou claro que a gentileza no trânsito e a infraestrutura que estes países construíram só foram possíveis com o respeito ao indivíduo e suas necessidades, e não apenas iniciativas voltadas a um pequeno grupo, mas para o maior número possível de pessoas. Assim eu consegui entender que a Educação no Trânsito que estava vendo agora não era resultado de uma cartilha bem elaborada, campanhas de conscientização ou um sistema de avaliação absurdo para conseguir uma habilitação, e sim do comportamento dos indivíduos com relação aos outros e ao espaço que estão inseridos, neste caso as ruas.

Poderia me alongar muito na discussão da valorização da vida, do respeito ao próximo e da fundamental importância que estes fatores têm na dinâmica de qualquer cidade, mas certamente este é um assunto que merece muito mais reflexão. Agora sei que estas são as premissas básicas para a construção de um ambiente coletivo, sem as quais não existe infraestrutura capaz de suprir sua deficiência, e lamento que muitos aqui no Brasil ainda não tenham percebido isso. Nesse sentido é quase impossível fazer uma comparação de cidades europeias com os centros urbanos brasileiros, já que não partimos das mesmas premissas; e banana se compara com banana, laranja com laranja. Mas se não podemos comparar as cidades brasileiras com as europeias, que tal colocarmos em foco o nosso comportamento, principalmente quando dividimos com outros o espaço, seja ele público ou privado?

É a partir desse conceito que entendi a ocupação do espaço público e a mobilidade humana nestes meses de viagem. Em maior ou menor escala o compartilhamento das vias, o respeito aos pedestres e outros pontos fundamentais na construção de uma sociedade inclusiva se repetiam também na Áustria, Suíça, França. Espanha, Itália e Portugal, embora um pouco menos nestes dois últimos países. A idéia de um espaço construído para atender às necessidades das pessoas e o entendimento da coisa pública como algo de todos explica, pelo menos em parte, o sucesso de cada um dos modelos de transporte público, que não deve ser medido exclusivamente pela redução do tempo de deslocamento, como vemos muitas vezes por aqui.

Atravessei a Áustria e entrei pelo sul da Alemanha, seguindo o rio Danúbio, passando por Munique e chegando ao Bodensee, onde cheguei na Suíça. O nível de organização suíço, considerando a infraestrutura e a sinalização, não tinham precedentes nesta viagem até o momento. Engraçado viajar por um país tão pequeno com um território super fragmentado, onde em uma parte se fala alemão, na outra o italiano, além do francês e uma pequena faixa onde se fala o romanche. Assim mesmo o país tem uma unidade muito forte, especialmente no que respeita ao transporte e à qualidade de vida. Depois disso entrei na Itália e logo me sentia como se estivesse muito próximo do Brasil, sensação que se repetiria em Portugal. Tanto os italianos quanto os portugueses são extremamente apressados e salvo alguma exceção, são tão imprudentes no trânsito como nós, brasileiros.

Poderia dizer que este é um comportamento típico dos povos de origem latina, mas seria uma injsutiça com a França e a Espanha, que não oferecem as mesmas condições para pedalar do que a Holanda, Suíça e Alemanha, por exemplo, mas ainda assim estão anos luz à frente de Portugal e Itália. A França não chega a ser completamente ciclável, mas o povo francês é respeitoso, principalmente no que se refere às liberdades individuais e aos direitos humanos. O respeito ao próximo é onipresente, ou se existe algum tipo de preconceito ele é bem disfarçado. Fato é que passei pelas regiões do Vale do Jura, Borgonha, Ile de France, Central, Pays de la Loire,Poitou Charentes, Aquitânia, Midi-Pirineus e Languedoc Roussilon e além de pedalar bons trechos por ciclovias ou rotas ao longo de rios e canais, quando tive que pegar estradas não encontrei nenhum problema. Em menor escala, isso aconteceu também na Espanha, onde passei pela Catalunha, Aragón, La Rioja, Castilla y Leon e finalmente a Galícia, antes de chegar em Portugal.

Foi somente quando cheguei à Galícia, onde a língua e os costumes do povo local são muito mais parecidos com os de Portugal do que da Espanha, é que passei a sentir uma certa agressividade no trânsito, o que na minha opinião é mais desgastante do que subir uma montanha dos Alpes ou dos Pirineus. Pedalar em um ambiente onde você se sente ameaçado o tempo todo cansa, gera uma tensão enorme nos braços, nos ombros e nas costas, além da pressão psicológica e do medo. Falo por experiência própria, é mais fácil subir uma grande inclinação quando você está tranquilo e seguro do que pedalar por pequenas elevações sentindo que a qualquer momento alguém vai jogar toneladas de metal em cima de você!

Chegando em Portugal, a sensação é que eu estava mesmo me preparando para voltar ao Brasil. Ainda é mais fácil pegar a estrada de bicicleta em terras lusitanas do que no nosso país tropical, mas assim mesmo não é seguro. Até aquele momento não me lembrava de ouvir buzinas e xingamentos de motoristas que não queriam dividir seu espaço com ciclistas, mas em Portugal eu ouvi. De certa forma me senti um pouco em casa, e sabia que não só por uma questão linguística ou geográfica, mas lá no fundo eu estava mais próximo do Brasil. Seria leviano dizer que nosso comportamento nas ruas é uma herança da colonização, mas qualquer semelhança também não pode ser considerada coincidência. Após todos estes meses viajando sozinho, em contato direto com o ambiente e com as pessoas, tive muito tempo para refletir, e cheguei à conclusão de que se não temos recursos, tecnologia ou infraestrutura capaz de suprir nossas necessidades, podemos pelo menos começar com o mais importante: o respeito ao próximo e o compartilhamento saudável das vias.

Fonte: Mobilize

Sete dicas bem simples para tornar a pedalada mais leve e confortável


Muita gente tem se animado a usar a bicicleta como meio de transporte regularmente. Entretanto, uma das maiores vantagens da bicicleta – a simplicidade – acaba gerando alguns obstáculos que podem desestimular os iniciantes.

Para andar de bicicleta é só subir em cima de uma e sair pedalando, certo? Certo ! Mas alguns pequenos detalhes podem reduzir seu esforço pela metade ou menos. Só para ilustrar o que estou tentando dizer, conheci pessoas que não conheciam esses detalhes e queixavam-se de pedaladas curtas de aproximadamente 5km. Algumas tinham dores nas costas, dores nos pulsos, ficavam cansadas, sem fôlego ou até mesmo com as coxas “queimando”. Bastava corrigir um desses problemas e lá saíam elas para um passeio de 40km sem reclamar de nada. Mágica? Nada disso! Dicas simples para um meio de transporte simples.

Calibrando os pneus

Mantenha seus pneus cheios. Você pode até procurar uma tabela para saber a pressão ideal mas isso não é essencial. Basta encher até sentir que ele não vai deformar com você andando. A diferença é muito grande, com os pneus murchos a superfície de contato com o solo aumenta e deixa a bicicleta bem mais pesada.

Se você pedala diariamente vai precisar regular menos, mas fique sempre atento. De preferência tenha uma bomba própria, não vai levar nem dois minutos para encher os pneus e você não vai precisar ficar procurando um posto.

Altura do selim

Já falamos sobre isso em outros artigos mas não custa nada reforçar. Se na parte mais alta da pedalada seu joelho fica mais alto que  sua coxa então o selim está baixo demais. Se você precisa esticar totalmente sua perna na parte mais baixa da pedalada o selim está alto demais.

Para encontrar a altura adequada, sente-se no selim e apoie o calcanhar no pedal na posição mais baixa. A sua perna deverá estar quase 100% estendida. Esse procedimento não leva nem um minuto.

Manutenção da corrente

Esse é um dos itens que podem dar um pouquinho mais de trabalho, mas é extremamente importante se você encara muitas chuvas ou ruas não asfaltadas.

Você pode usar uma escova de dentes usada para tirar o excesso de sujeira da corrente e depois passar um paninho para uma limpeza um pouco mais rigorosa. Mas o ideal mesmo é retirar a corrente e lavá-la com querosene. Se você roda bastante (400km/mês ou mais) considere revisões pelo menos a cada seis meses.

Campainha

Pode parece algo insignificante mas no ambiente urbano você compartilha o trânsito com uma infinidade de pessoas, veículos, animais e sabe lá o que mais. Um “trim-trim” ao alcance do dedo pode ser de grande ajuda.

Bagageiro

Carregar mochila nas costas e bolsas no ombro ou no guidão é extremamente desconfortável. Mesmo no inverno você tem boa chance de ficar suado. Sem contar o peso extra nas costas e a possibilidade de atrapalhar o equilíbrio.

Para quem não quer ir com a tradicional cestinha dá para pesquisar alguns modelos de bagageiros, suportes ou alforges.

Marcha/Câmbio

Pode parecer preciosismo mas depois de alguns meses usando a bicicleta regularmente você vai agradecer se estiver usando um bom grupo de marchas. O desgaste é muito menor deixando o movimento mais suave e reduzindo as chances de cair a corrente.

Quadro

Essa dica é importante principalmente para quem é muito alto ou muito baixo. No mercado, os modelos são quase todos voltados para alturas medianas.

Poucos centímetros podem significar dores fortes no pescoço e costas e insegurança durante as pedaladas.

Fonte: TransporteUrbano

Isso é amor de verdade! Casal unido pela bike e a utilizando para superar o Alzheimer

Uma história de amor de verdade! DE MUITO AMOR! Bill e Glad tem 50 anos de casados e ela tem a doença terrível que se chama Alzheimer.

Eles se conheceram com 8 anos de idade e Glad ficava observando Bill enquanto ele jogava bola e andava em sua bicicleta. A bike era a forma que eles tinham de se encontrar e passear um pouco juntos e sempre esteve presente na vida dos dois.

Agora, com essa condição de Glad ser totalmente dependente de Bill. O amoroso marido arrumou uma forma de eles continuarem a aproveitar os seus passeios de bicicleta. Através de uma bicicleta adaptada eles conseguem curtir um vento no rosto juntos, como faziam antes.

É de emocionar!!!




Fonte: PraQuemPedala

Ciclista de 102 anos quer bater seu próprio record mundial e percorrer mais de 24km em uma hora

Atualmente Marchand já possui dois records. Em fevereiro de 2012 ele percorreu 24,25km em uma hora pedalando no velódromo. E também fez 100km em 4h17 (23km/h de média) em setembro de 2012. Por não ter ninguém no mundo com mais de 100 anos que já fez algo parecido, ele é o detentor do record mundial da categoria Over 100.

O nome do intrépido vovô ciclista francês é Robert Marchand, 
que já fez algumas proezas após completar 100 anos de idade.
Agora, no dia 31 de janeiro ele tentará quebrar o seu próprio record da hora! Vamos torcer

Fonte: PraQuemPedala

Vai viajar e quer levar sua bicicleta? Veja dicas de como transportá-la

Dicas de manutenção

Para pedalar bem e com segurança é importante garantir o bom estado da sua bike e conhecer alguns detalhes do funcionamento dela. Assim, você fica preparado para prevenir problemas e solucionar situações de emergência.


A primeira recomendação do mecânico de bicicletas Itamar Sawiuk é comprar sua bicicleta em uma loja que possua um profissional especializado para indicar a bike certa para o seu tipo físico e o uso que você vai fazer dela.

Depois de encontrar sua companheira, não se esqueça de fazer revisões regularmente para garantir o bom funcionamento dela. Itamar explica que o ideal é fazer revisões a cada três meses, para checar itens básicos como freios e câmbio, e uma revisão completa pelo menos uma vez por ano.

Em casa, fique atento a alguns detalhes. Muita gente tem o hábito de usar sprays de óleo com o intuito de lubrificar a corrente. Mas esses produtos têm o feito contrário: eles repelem a graxa e prejudicam o desempenho, portanto não devem ser utilizados. Além disso, o excesso de óleo facilita o acúmulo de poeira, terra e outros detritos, que causa mais desgaste das peças.

Outro cuidado é evitar ao máximo o contato da bicicleta com a água, que também elimina a graxa das peças de rolamento. Chuvas leves não interferem muito, mas em caso de enfrentar uma chuva muito forte, é bom levar a bike ao mecânico para conferir se é necessário engraxar novamente.

Sempre preste atenção aos freios, item fundamental para a sua segurança. Se perceber que os manetes estão ficando frouxos e é necessário apertar demais para frear, está na hora de fazer um ajuste.

Aprenda a usar as marchas a seu favor

A bicicleta não foi feita para você se matar de fazer força, ela serve para multiplicar a sua força. O câmbio da bicicleta é um grande aliado para tornar sua pedalada mais agradável, já que ele permite adaptar a quantidade de força necessária para circular por diferentes tipos de terreno.

Do lado direito do guidão você controla as marchas da roda traseira e do lado esquerdo, as da frente. É importante fazer as trocas de maneira gradativa e sem fazer força no momento da troca, para não danificar as peças. Em um caminho conhecido, se você já sabe que está se aproximando de uma subida, mude as marchas gradativamente até chegar lá, em vez de querer mudar de repente, de uma vez.

Combinação das marchas

Entenda como escolher a melhor combinação para cada tipo de terrena:

Coroas da frente

Maior: subida

Média: plano

Menor: subida

Coroas de trás

A menor garante mais velocidade. Em direção a maior, você consegue um desempenho melhor para subidas.

A coroa do meio da parte dianteira pode ser usada com todas as coras de trás. Use essa cora normalmente e sempre que precisar fazer uma troca de marcha, comece pelas engrenagens de trás. Se ainda assim, precisar mudar, procure utilizar as seguintes combinações, para desgastar menos as peças.

Engrenagem menor da frente com as três maiores de trás. Engrenagem maior da frente, com as quatro menores de trás. Desta forma, você mantém a corrente sempre alinhada, num ângulo de 90ºC entre as coroas traseira e dianteira.

Fonte: Sou Mais Bike

Vencedor da Volta de Portugal é pego no doping e equipe Movistar cancela contratação

O espanhol Alejandro Marque testou positivo para esteróide e deve cumprir dois anos de suspensão. Conforme cláusula de contrato recém-assinado com a Movistar, sua ida para a equipe foi automaticamente cancelada.

O espanhol Alejandro Marque foi pego no doping
O vencedor da Volta a Portugal desse ano, o espanhol Alejandro Marque, testou positivo para betametasona (um esteróide anti-inflamatório que pertence à classe dos glicocorticóides)  em exame feito durante a competição.

O ciclista, na época na equipe OFM-Quinta da Lixa, logo atraiu as atenções e foi contratado pela Movistar para a temporada de 2014.

Mas, agora, com o doping, o ciclista de 32 anos teve seu contrato automaticamente cancelado, já que há uma cláusula que determina o fim de qualquer negociação caso o atleta tenha qualquer tipo de envolvimento com substâncias proibidas.

Marque deve pegar uma suspensão de 2 anos.

Nova equipe de MTB nacional da Trek estreia com quatro bikers

Ricardo Pscheidt, Adriana Nascimento, Leandro Donizete e Camila Melo são os contratados na equipe Trek

Adriana Nascimento passa a integrar a equipe Trek na temporada 2014
O mountain bike nacional começou a temporada com uma novidade a ser festejada: a Trek resolveu apostar na criação de uma equipe e, inclusive, já anunciou seus contratados. Dois nomes bem conhecidos, com uma coleção de títulos importantes, se juntam a dois bikers da nova geração. O catarinense Ricardo Pscheidt e a paulista Adriana Nascimento encabeçam a equipe, que conta com os novatos Leandro Donizete e Camila Melo.

Ricardo Pscheidt,
novo contratado Trek
Pscheidt, tricampeão brasileiro XCO, tetracampeão da Volta de Santa Catarina em MTB e atual campeão brasileiro XCM, tem 33 anos e muita história para contar. “Fiquei bem feliz com a proposta da Trek, que agora está no Brasil como empresa e, principalmente, pelo apoio ao mountain bike nacional”, conta.

O atleta conta que, no “século passado”, pedalava uma Trek. Hoje, sua nova bike, uma Superfly 9.8, está sendo preparada para a estreia. “A Trek sempre foi uma marca com a qual eu queria competir um dia”, afirma.

Adriana Nascimento, que atuou no MTB profissional por 12 anos, foi 9 vezes campeã brasileira XCO (1995 a 2002/2007), ainda continua nas trilhas, mas, atualmente, dedica-se também aos alunos que orienta em sua assessoria esportiva. A parceria com a Trek prevê, além da participação em provas bem tradicionais do MTB, como o GP Ravelli, apoio aos training camp promovidos pela atleta (o próximo será neste final de semana em Campos do Jordão).

“A chegada da Trek ao Brasil foi muito positiva. Recebi uma boa proposta e terei à disposição uma variedade de bikes e produtos”, conta Adriana Nascimento. Em sua programação para a temporada, a biker conta que está prevista a sua participação na competição Sani2C, na África do Sul, em maio.

Leandro Donizete, campeão Sub23 de maratona, assinou com a Trek
Campeão Sub-23 de maratona no ano passado, Leandro Donizete, de 24 anos, é uma das apostas da Trek para a temporada. O contato com a nova equipe se deu por intermédio de Adriana Nascimento.

O biker, que mora em Taubaté, no interior paulista, até então estava na equipe Focus e não esconde sua animação. “Na programação do ano pretendo disputar a Copa Internacional de MTB, o GP Ravelli, o Big Biker e o Pan”, enumera.

Camila Melo: aos 17 anos, estreia na Trek e realiza um sonho
A caçula da equipe é Camila Melo, de São José dos Campos, que tem 17 anos. Fã da Trek, e da campeã Emily Batty, a atleta diz que resolveu mandar seu portfólio quando soube da chegada da marca ao Brasil. “Quando fui contratada, eu nem acreditei, estou apenas no meu terceiro ano de MTB, fiquei muito feliz, principalmente por ser Trek e por ser a equipe da Emily”, diz. “Estou realizando um sonho.”

Camila Melo acredita que a experiência de Adriana Nascimento na equipe será fundamental para ela, que integra a equipe da bike shop Pedalac Bikes. Na sua agenda estão programadas uma prova de XCO em Campo Largo, no Paraná, o GP Ravelli e os campeonatos pan-americano e brasileiro.

Fonte: BikeMagazine : Por - Dani Prandi 

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Bora pedalar!

Certa vez um amigo disse: “se Deus fez a mulher, sua obra-prima, o homem fez a bicicleta. Empate técnico!”, segundo ele.

Pedal em Caruaru
Há que se concordar que o camarada forçou a barra, mas não dá para resistir a uma boa pedalada, desde a primeira tentativa. E daí pouco importa a idade, basta sentir o vento no rosto e aquela sensação de liberdade, única na vida do ser humano.

Então, estamos todos viciados pelo êxtase que o domínio da bicicleta confere ao nosso âmago, levando-nos a lugares cada vez mais distantes.

E tudo que começou com aquela tentativa sôfrega nos foi levando a querer novos horizontes. Primeiro nos contentamos com o passeio na praça, na vila, nos arredores. Num passe de mágica já estamos enturmados em um grupo, que para nossa alegria tem o mesmo gosto: pedalar.

Neste instante, já não importa o valor ou a qualidade dos equipamentos da bicicleta. O importante é locomover-se com sua mais nova amada, enfrentar novos rumos, novos desafios.

Aí vem aquela vontade de sair pelo mundo afora, com vento e algum documento e um destino: quanto mais longe, melhor.

Neste momento é que começam as dúvidas: sozinho, com a turma ou uma cicloaventura paga? Estrada asfaltada, rodovias, caminhos de peregrinação ou rumo à terra natal?

Cicloaventura ou Cicloloucura?

Roteiro definido: dias, semanas, anos de pedalada é o sonho a ser concretizado. Neste estágio é a nossa saudável loucura, que dentro da aventura, dá o tom: tanto faz se estamos sós, em grupo, em excursão, com novatos ou bikers experientes. 

Dentro dessa loucura, a bicicleta cobra seu preço: quanto pior seu estado, mais imprevistos, assim como acontece com nossa condição física e técnica, que determina nossas glórias e nossos fracassos.

A dose certa? Não tem! Ouvem-se histórias de sucessos e dramas sobre a bicicleta todos os dias e depende na verdade dos nossos medos e de nossa coragem em encarar os imprevistos, tentando tenuamente saber qual é o limite. Limite este, que não está no Código de Trânsito, nos livros dos grandes ciclistas solitários ou de grupos experientes, cercados de equipamentos de alta tecnologia. Esse limite cada um carrega dentro de si, na verdade.

Então, o que fazer? Fácil! Comece! Meta a cara, ou melhor, sebo nas canelas e siga ao seu destino estipulado. Aventura e loucura são elementos comuns daqueles que desejam viajar de bicicleta e ninguém nasce sabendo e aprende na velocidade desejada ou até mesmo no momento adequado.

O que importa é viajar, aventurar-se de bicicleta, superar os desafios de si próprio, tendo em mente que a próxima acontecerá em breve. Aí, neste caso, prudência e “calda de galinha” não faz mal a ninguém.

Bora pedalar!

Fonte: Revista Bicicleta por Professor Arnaldo

SRAM prepara substituto do freio a disco Red 22 para maio

Marca quer superar o trauma do recall do equipamento


A SRAM prepara para o mês de maio o lançamento dos novos freios a disco que vão substituir o atual SRAM Red 22 que estão sendo recolhidos preventivamente em um recall anunciado no dia 13 de dezembro de 2013 (Veja Matéria).

Estima-se que existam no mercado 15 mil jogos de freios SRAM HydroR, sendo 5 mil com consumidores. Só nos Estados Unidos são cerca de 3.600 freios para serem recolhidos. A falha foi constatada após uma prova de ciclocross disputada nos Estados Unidos em um dia bastante frio.

O defeito foi percebido nas vedações do cilindro mestre, que deixavam vazar fluido quando exposto a baixas temperaturas. A notícia pegou muito mal às vésperas da abertura dos principais campeonatos de ciclocross da América do Norte.

A empresa reconheceu que o fato arranhou sua imagem e a colocou numa “situação ruim”, como declarou Stam Day a um site norte-americano.

Para não deixar os clientes na mão, a SRAM abriu os cofres e assumiu todos os custos de transporte e de mão-de-obra para substituição dos freios hidráulicos pelo modelo BB7 SL de acionamento mecânico.


Para tentar agilizar as substituições, a SRAM montou postos em várias corridas de ciclocross nos Estados Unidos para atender os ciclistas que confiaram no novo equipamento da marca. Muitos estão irritados e insatisfeitos, afinal, compraram freios hidráulicos que tiveram que ser substituídos por outros mecânicos e de performance inferior na véspera (ou no dia) da corrida.

Para a solução definitiva do problema, a SRAM corre contra o tempo e quer lançar no mercado um freio hidráulico totalmente novo até o mês de maio.

Fonte: BikeMagazine