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terça-feira, 16 de setembro de 2014

Caminhar ou andar de bicicleta até o trabalho preserva a saúde mental


Os resultados mostram que a escolha de não dirigir e começar a caminhar ou pedalar ajuda a ter uma melhor concentração e diminui a pressão do dia a dia

Nos últimos tempos, as pessoas têm optado pela bicicleta como meio de transporte. Se para alguns já estava claro que essa prática faz um bem para a saúde e é uma alternativa muito melhor para o trânsito, pesquisadores da Universidade de East Anglia, no Reino Unido, confirmaram.

Segundo o site O Globo, um estudo realizado por pesquisadores da Universidade concluiu que pessoas que pedalam ou caminham para ir até o trabalho sentem maior bem-estar e preservam a saúde mental.

Os resultados mostram que a escolha de não dirigir e começar a caminhar ou pedalar, ajuda a ter uma melhor concentração e diminui a pressão do dia a dia. Para os estudiosos, quanto mais a pessoa usa carro, pior ela se sente.

Além dessas práticas, o transporte público também aparece como melhor opção para a saúde. Ao contrário do que muitos costumam dizer sobre o uso dos coletivos aqui no Brasil, por exemplo, a pesquisa no Reino Unido revela que nos ônibus é possível aliviar o estresse do trajeto, lendo ou socializando, simplesmente.

Ainda segundo informações do O Globo, o principal autor da pesquisa é o estudioso Adam Martin, que, junto com a sua equipe, analisou dados recolhidos durante 18 anos, com cerca de 18 mil britânicos, com idades entre 18 e 65 anos.

A análise foi focada em aspectos da saúde psicológica, como sentimentos de infelicidade, fracasso diante dos problemas e falta de sono. Outros fatores capazes de afetar o bem-estar, como a renda familiar, os filhos, mudanças de endereço, emprego e relacionamentos, também foram investigados.

Fonte: O Povo 

Qual o preço de um sonho?

O cicloturista Fábio Eduardo da Silva, mais conhecido como FES, natural de Bauru – SP, vivenciou inúmeras experiências em suas viagens de bicicleta pelo mundo. Atualmente, FES é diretor do Clube de Cicloturismo do Brasil. Professor de Física e administrador de empresas, começou a pedalar desde cedo e tão logo conheceu o cicloturismo, ainda na década de 1990, encantou-se. Continua sempre viajando de bicicleta e trabalhando com o Clube no sentido de incentivar e divulgar o cicloturismo. Acompanhe o seu relato de um diálogo com José Luiz, dono de um garimpo no Peru, durante sua viagem pela rodovia Transoceânica. Parte desta viagem foi compartilhada no seu blog ciclovivendo.blogspot.com.br.


Em 2011 realizei uma das mais enriquecedoras viagens de bicicleta que já fiz. Saí de Rio Branco no Acre e percorri a rodovia Transoceânica pela Amazônia brasileira e peruana, chegando aos Andes e depois seguindo sentido Cusco. A viagem seguiu além deste trecho e me trouxe muitas vivências realmente especiais e engrandecedoras, um contato profundo com o lindo povo peruano. Gostaria de compartilhar uma destas vivências, uma que marcou minha vida de maneira definitiva e para sempre...


Numa manhã qualquer na Amazônia peruana, dentro do pátio de um hotel na cidadezinha de Mazuco, um senhor me vê com a bicicleta carregada e vem conversar. Seu nome é José Luiz e o diálogo segue abaixo:

(JL) – “Bom dia!”
(FES) – “Bom dia!”
(JL) – “Está viajando? Quando custa sua bicicleta?”
(FES) – “Sim, estou. Não sei o valor certo, mas com tudo deve valer uns mil reais...”

Prefiro não dizer o valor real, pois nunca se sabe a intenção da pergunta, além do que muitos não conseguem entender o valor de algumas coisas mais caras.

(JL) – “Em dólares?”
(FES) – “Uns 600 dólares.”
(JL) – “Pago mil dólares só na bicicleta!”
(FES) – “Não está à venda senhor, desculpe-me.”
(JL) – “Pago dois mil dólares.”
(FES) – “Senhor, sinto muito, mas não está à venda. É meu veículo de transporte e minha casa.”
(JL) – “Meu filho de 10 anos quer uma bicicleta, me pediu faz algum tempo.”
(FES) – “Que bom! Mas imagino que o senhor pode encontrar uma nova para ele.”
(JL) – “Eu ofereci a ele vários brinquedos, um carro, uma caminhonete, uma casa... Mas ele me disse que quer uma bicicleta e que vai viajar com ela.”
(FES) – “Fico muito feliz por seu filho tão novo já ter este pensamento. Este é um pensamento muito presente em mim também. Certamente o senhor pode comprar uma bicicleta para ele aqui no Peru ou mesmo no Brasil, a minha não está à venda, sinto muito.”
(JL) – “Sou dono de garimpo! Tenho muito dinheiro em dólares e ouro também. Fale quanto você quer só pela bicicleta que eu compro. Suas coisas pode levar. Pago quanto quiser!”

Nisso ele enfia a mão no bolso e tira um grande maço de dinheiro, nem sei dizer quanto poderia ser, mas parece ser muito. Neste momento já havia algumas pessoas observando o desenrolar da cena.

Fico pensando por uns instantes e tentando entender o que acontece ali. Parece que algo ilumina minha mente nesta situação complicada onde estou sozinho no meio de um local estranho, um clima meio hostil de zona de garimpo, com pessoas me olhando de maneira forte, um ambiente um tanto intimidador. Então digo:

(FES) – “Senhor, qual seu nome, por favor?”

Imaginem que nem nos apresentado tínhamos...

(JL) – “José Luiz, prazer.”
(FES) – “Prazer senhor, meu nome é Fábio, sou brasileiro e estou viajando de bicicleta desde o Brasil e pretendo terminar minha viagem.”
(JL) – “Meu filho quer viajar de bicicleta e eu quero comprar sua bicicleta para ele. Pago quanto quiser. Diga logo o preço!”
(FES) – “Senhor José Luiz, quanto custa um sonho?”

Ele fica sem saber o que falar e completo meu raciocínio:

(FES) – “Senhor, esta viagem é um sonho para mim! Faz muitos anos que quero percorrer este caminho de bicicleta. Comprei a bicicleta e meus equipamentos ao longo de muito tempo. Trabalhei duro. Juntei dinheiro. Abri mão de outras coisas na vida para ter o que tenho e para estar aqui hoje. A vida é sempre feita de escolhas e escolhi o que estou vivendo. Um dia um amigo me falou deste caminho e isto passou a ser um sonho para mim. Esta bicicleta vale muito menos do que o senhor quer pagar, mas ela é parte fundamental de meu sonho. Então lhe pergunto novamente, quanto custa um sonho?”
(JL) – “Não sei o valor de um sonho.”
(FES) – “Então, se me permite, lhe digo que um sonho verdadeiro não tem preço! Podemos comprar bens que nos levem ao nosso sonho, mas o sonho em si não tem preço e não pode ser vendido. Faz parte de cada um e está nas mãos de cada um realizá-lo ou não.”

Neste momento parece que a tensão acabou.

(JL) – “Eu entendo. Você tem razão. Mas e o sonho de meu filho?”
(FES) – “Sim, o sonho dele é lindo e o senhor é uma peça, talvez fundamental, no sonho deste menino de 10 anos. Mas não posso vender meu sonho pelo do seu filho. Acredito que o senhor pode comprar qualquer bicicleta que estiver à venda no mundo para seu filho, mas a minha não está. O senhor tem inúmeras opções e com certeza vai ajudar seu filho.”
(JL) – “Sim, vou para Lima e vou comprar uma bicicleta para ele.”
(FES) – “Espero que vá mesmo e que ajude seu filho a realizar o sonho dele.”

Neste momento nossos olhos estão assim meio marejados, muito mais  os meus, confesso. Eu ainda tremo  um pouco e sinto as pernas meio bambas.

Ele aperta minha mão fortemente e nos olhamos fixamente nos olhos por alguns segundos.

Não era preciso dizer mais nada. Nossos pensamentos já estavam sintonizados e ele havia entendido que um sonho não tem preço. Despedimo-nos e ele me deseja boa viagem e bom sonho. Retribuo dizendo para ele ajudar seu filho e também ir atrás de seus sonhos.

Certamente ambos aprendemos muito com este acontecimento. De minha parte pude comprovar a importância de meu sonho e do que fiz para estar ali naquele momento. Também reafirmei para mim mesmo que dinheiro não é tudo na vida. Poderia vender a bicicleta por muito mais do que vale. Seria um bom negócio?! Talvez sim, talvez não. Às vezes ficamos tão presos ao dinheiro, ao material, e esquecemos que existem coisas que dinheiro algum no mundo pode comprar.

Com certeza o dinheiro e meu trabalho compraram todo o equipamento que tenho e paga minha viagem, mas como o ganhei e para que o uso é a grande diferença.

Poderia realizar meu sonho com mais ou menos do que tenho, mas esta também não é a questão. De que adianta ser rico materialmente, mas pobre de valores realmente verdadeiros e sinceros?! Ou, de que adianta não viver seus sonhos?!

Nossos sonhos são nossos. São individuais e intangíveis para os outros. Estão dentro de nós e somente nós podemos realizá-los, assim como somente nós sabemos o valor deles.

O dinheiro não comprou meu sonho, simplesmente porque sonhos não se vendem.

Saindo do hotelzinho segui meu caminho. Passados uns quilômetros tive que parar. Acho que eram muitas emoções e sensações juntas. Ali no acostamento lavei um pouco da alma chorando. Um choro repleto de alegria, por incrível que pareça. Um agradecimento profundo pela vida, pela oportunidade de estar ali e poder viver algo tão forte e intenso. Senti-me um privilegiado na escola da vida.


Talvez o caminho para nossos sonhos possa se parecer com uma ponte velha e já desgastada. Olhamos muitas vezes e pensamos nela, mas não temos a coragem necessária para atravessá-la, achando ser impossível. Vamos deixando para depois, esquecendo que o depois é algo muito vago e pode não existir. Sentimos medo, mas esquecemos de que o medo pode ser a baliza para atravessarmos com mais respeito e prudência, vivendo melhor aquilo que sonhamos.  É preciso acreditar! Devemos nos inspirar um pouco mais e darmos o primeiro passo. Tenho certeza que do outro lado da ponte existe um mundo muito melhor e um sonho realizado.

Fonte: Revista Bicicleta por Fábio Fes
Fotos: Fábio Fes

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Por trás das linhas

Em 2001, uns poucos pioneiros selecionados do movimento freeride do mountain bike se reuniram no Sudoeste dos EUA para competir no primeiro Rampage. Vento, chuva e tempo construíram a paisagem, mas pás e picaretas são necessárias para fazer o evento funcionar. Esta é uma versão resumida da história publicada na @trekbikes Stories 02, disponível gratuitamente nos revendedores Trek.


Talvez você tenha dirigido pelo Sudoeste dos EUA e tenha deixado seus olhos desviarem apenas um pouquinho da estrada à frente. Se ficou olhando por tempo suficiente, pode ter notado as imponentes 'mesas' (morros com topo plano) expostas por eras de evolução geológica. Para você, e certamente para mim, esses monumentos naturais são provavelmente exemplos impressionantes do papel bem pequeno da humanidade no esquema geral das coisas. E, a não ser que seja um estudante ou cientista, você provavelmente ficará apenas maravilhado pelo que vê e seguirá adiante.


Mas, para algumas dezenas dos mais talentosos e criativos mountain bikers do mundo, essa paisagem escarpada vertical representa uma tela na qual pintar as pedaladas de mountain bike mais espantosas que alguém poderia imaginar. Os ciclistas representam diferentes subgrupos dentro da cultura em torno do mountain biking — freeride, dirt jumping, slopestyle, downhill de Copa do Mundo — mas qualquer que seja sua tribo, todos são atraídos para uma área no Sudoeste de Utah. Invariavelmente, eles se referem a ela como "aquela zona", como se ela tivesse alguma atração mágica ou significado religioso. A experiência em primeira mão nessa zona é tão poderosa para eles que a maioria fala ardentemente em voltar. Mas poucos passam muito tempo ali. É um lugar de castigo.


Quer ler mais sobre as experiências da equipe na preparação para o maior espetáculo do mountain biking? Passe no seu revendedor Trek e apanhe um exemplar da @trekbikes Stories 02. É grátis.

Fonte:  Trek Divulgação

Descubra viagens para fazer de bicicleta no Brasil

A Estrada Real é um passeio que vai de Diamantina a Paraty
Foto: Victor Guidini
Muitos ciclistas gostam de fugir da cidade para conhecer alguns dos lugares mais bonitos do País sobre duas rodas. Chamada cicloturismo, a prática ganha cada vez mais adeptos no Brasil, com diversos roteiros para pedalar tranquilamente, apreciando a natureza e belas paisagens de um jeito saudável e sem sem se preocupar com carros, trânsito ou poluição. Atualmente, existem até agências de turismo especializadas na modalidade.


No norte de Santa Catarina, o Circuito da Região do Vale Europeu Catarinense é o primeiro criado especialmente para a prática do cicloturismo. A 30 km de Blumenau, o trajeto parte da cidade de Timbó e volta ao mesmo local. São 300 km de percurso, passando por belíssimas paisagens e natureza preservada. Além de áreas da Mata Atlântica, cachoeiras e riachos, as cidades têm prédios construídos em arquitetura "enxaimel", originária do sul da Alemanha. No circuito, é possível provar vinhos e queijos produzidos na região com o conhecimento dos imigrantes italianos. Se quiser fazer o percurso em vários dias, há hotéis e pousadas no caminho como o Hotel Timbó Park. Agências como Rota Turismo, Ativa Rafting e Viatur programam passeios guiados pelo circuito.


A Estrada Real, que sai de Diamantina, em Minas Gerais, e chega até Paraty, no Rio de Janeiro, passa por cidades históricas e tem mais de 1.600 km. O site de turismo da Estrada Real oferece roteiros planilhados, indicando as diferentes altitudes do terreno. A Estrada está dividida em quatro caminhos, sendo que o mais longo deles chega a ter 680 km. O chamado Caminho Velho é para ciclistas mais experientes e vai de Ouro Preto a Paraty, indo das minas ao mar e passando por 38 cidades e muitos quilômetros de natureza. Nesses caminhos, existem dezenas de roteiros para ciclistas menos experientes, como a rota entre Mariana e Ouro Preto, de apenas 11 km. A agência de turismo Trilhas de Minas tem roteiros de cicloturismo pela Estrada Real com duração de 8 dias, incluindo refeições e um carro de apoio.


O Parque Nacional da Chapada Diamantina, com seus 152.000 hectares, tem algumas das paisagens mais bonitas do Brasil e é outro destino ideal para cicloturistas. Os ciclistas podem combinar o esporte amado com passeios por centenas de cachoeiras, grutas, morros e rios nesta região baiana que fica localizada a 400 km de Salvador. Roteiros de uma semana são oferecidos por agências de turismo percorrendo o parque e suas belezas naturais.

Fonte: Portal Terra

Trailer do filme Heroes of Dirt BMX

O diretor e piloto Eric Bugbee e a produtora Jill Bugbee deram início em 2008 ao projeto Heroes of Dirt, um longa metragem direcionado para o cinema que aborda temas importantes relacionados ao BMX.


Fonte:  Eric Bugbee / YouTube

Panturrilha: nosso segundo coração

Foto: Dolomite-summits / Shutterstock.com
Você sabia que a panturrilha é considerada o segundo coração do nosso corpo? Isso se deve ao fato dela ser responsável por bombear boa parte do sangue por minuto de movimento e facilitar o retorno sanguíneo. Segundo o cirurgião vascular Dr. Caio Focássio, da capital paulista, quem apresenta deficiência no retorno venoso e sofre de problemas com varizes, tromboses e inchaços, deve praticar atividades físicas que fortaleçam as panturrilhas. “Além de ajudar no fortalecimento, a batata da perna deve ser movimentada com frequência para auxiliar o fluxo sanguíneo e evitar esses problemas vasculares”, afirma Dr. Caio.

O exercício físico, portanto, além de resultar em ganhos na estética também garante mais saúde. Para fugir das “desculpas” de quem não pode reservar um tempo para fazer academia ou fazer exercícios, o cirurgião destaca que há muitas atividades que podem ser incorporadas no cotidiano, como por exemplo, substituir o carro pela bicicleta ou trocar o elevador pelas escadas. São exercícios gratuitos, eficazes e que não exigem uma mudança de horários ou cancelamento de outros compromissos. Ao contrário, muitas vezes a bicicleta será mais rápida do que o automóvel nos centros urbanos.

Fonte: Revista Bicicleta

Conheça o Horto Traills

Grupo implantou estrutura para desenvolver a modalidade, que já tem competidores


O Jornal de Limeira publicou recentemente uma matéria sobre o grupo Horto Trails e seu empenho em divulgar e fortalecer o bicicross. Veja como ficou a reportagem.

Há 30 anos, o Horto Florestal de Limeira é conhecido por possuir uma das melhores pistas de motocross do país e servir de palco para competições de âmbito regional, estadual e nacional. No entanto, recentemente, uma nova modalidade vem ganhando cada vez mais destaque e espaço no cenário limeirense de esportes radicais: o bicicross.

Com três anos de existência, o grupo chamado de Horto Traills conta com 60 membros e recebe visitantes de todo o país, atraídos pela excelente estrutura que o grupo conseguiu implementar em uma área de 600 metros quadrados, cercada por inúmeros pés de eucalipto. De acordo com o autônomo Thiago Vianna Salles, 29 anos, os integrantes do grupo tiveram dificuldades em começar a dar forma ao circuito, pois os únicos recursos com os quais contavam eram algumas pás, enxadas e carriolas. Porém, com a crescente adesão dos frequentadores do horto e dos praticantes de bicicross, o grupo pôde arrecadar dinheiro e contratar os serviços de máquinas próprias para grandes obras - como retroescavadeira, pá-carregadeira e escavadeira hidráulica -, que aceleraram o processo e deram proporções cada vez maiores à trilha e ao seu entorno. Até hoje o grupo se mantém sozinho e sustenta o crescimento da modalidade e toda a estrutura da trilha com os recursos financeiros que acumulam entre os membros.

"Fazer a trilha de bike foi ideia de um pessoal que andava de moto. Eles começaram a abrir caminho entre as árvores e, como viram que o terreno era excelente, logo começaram a chamar amigos que também estavam iniciando na modalidade para ajudar e a nossa trilha começou a tomar forma", explica Thiago. "Toda essa estrutura, que nós formamos hoje e ainda estamos aperfeiçoando, é um sonho que está se tornando realidade, além de uma enorme evolução na cidade para quem curte esse esporte. Diretamente, estamos dando início à uma nova geração de atletas de alto nível", destaca.

Provas

Na trilha são praticadas duas provas específicas do bicicross: o BMX e o Moutain Bike Dirt Jump. Todo o circuito abriga quatro linhas exclusivas para iniciantes, amadores e profissionais. Ao todo são mais de 30 rampas de vários estilos e dificuldades. As competições ocorrem uma vez a cada ano, seguindo um formato mais livre e informal para que os pilotos mais jovens não se sintam pressionados por resultados. "Já estamos sendo cobrados por pilotos de todas as regiões do estado para que as competições ocorram com mais frequência, e vamos realizar uma de grandes proporções daqui a três meses", garante Thiago.

De acordo com o autônomo, o grupo mantém toda a estrutura da trilha com arrecadações de seus membros e ainda tenta buscar alguns patrocinadores, utilizando ferramentas da internet para divulgar as manobras e os trajetos em um site de vídeos e em uma rede social bastante acessada. "Estamos dando continuidade na história que começou há 30 anos pelos praticantes de motocross. Com isso, claro, estamos atraindo cada vez mais pessoas para o horto da cidade", aponta.

Ainda segundo Thiago, há, por parte dos membros do Horto Traills, um certo temor em relação à trilha, já que ela é propriedade da Prefeitura de Limeira e pode, um dia, ter de ser desfeita para alguma possível obra municipal. "Muitos grupos como o nosso perderam trilhas feitas em locais como o horto. Esse é o nosso medo. Mas, enquanto ninguém nunca interferiu na nossa prática, continuamos desenvolvendo e divulgando a modalidade na cidadeõ, comenta.

Frequentadores

Natural de Curitiba (PR), o estudante Lucas Firmino, 17 anos, pratica o bicicross desde os oito anos de idade e conta que viaja pelo país inteiro com o pai e o tio, aficionados em esportes radicais, em busca de novas experiências diferentes. Para Lucas, que visitou a trilha do Horto Traills este ano, Limeira tem um dos quatro melhores circuitos de bicicross do Brasil. "Moro aqui há pouco tempo e tive a oportunidade de ir ao horto no mês passado. Fiquei impressionado com a estrutura da trilha de bike. Com certeza, saltar aquelas rampas foi uma das experiências mais emocionantes que tive", afirma. Lucas diz que o bicicross limeirense ainda é muito novo e atual e que ainda terá de alcançar a tradição do motocross para ser mais valorizado pelo poder público.

Para quem se interessa pelo bicicross e queira visitar e utilizar a trilha do Horto Traills, basta que tenha uma bicicleta adequada para saltar rampas e equipamentos de proteção. O fluxo maior de pessoas na trilha é de sábado, no período da tarde, entre crianças, jovens e adultos. De acordo com os membros do grupo, não há idade mínima para que a pessoa ingresse na modalidade. (Matheus Durante/Estagiário do Jornal de Limeira).

Fonte:Jornal de Limeira

domingo, 31 de agosto de 2014

Pedal Ciclo Mania: Congo - PB











































































































































































































































































































































































































































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