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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Brasil Ride - Classificação geral após três etapas

Confira a classificação geral do Brasil Ride 2011 após três etapas nas três principais categorias. Lembrando que uma extra corre solta (Brasil).

A chegada de Kristian Hynek na foto de Ivan Padovani
Trata-se de todos os atletas brasileiros na competição, que tem a camisa branca como referência - "manto sagrado".

Os líderes entre os brasileiros são Josemberg Nunes (Montoya) e Raphael Mendes, que também encontram-se na terceira colocação geral. Hugo Prado Neto e Douglas Neto estão na segunda colocação entre os brasileiros e na quinta posição no geral.

A dupla do Pedal, Uirá Ribeiro de Castro e Gustavo Ricardo estão na sétima colocação.

Open - Elite Masculino
1 Luis Pinto & Alejandro Lopez (Team Spano - Luso) 8:42:51
2 Kristian Hynek & Robert Novotny (Futurecycling-Sweep) 0:00:44
3 Josemberg Pinho & Raphael Mendes (JC Bikes) 0:25:02
4 Lukas Kauffmann & Christopher Maletz (Team Easton Rockets) 0:31:24
5 Hugo Neto & Douglas Neto (OCE-Treine/KHS/Infanti) 0:36:58
6 Tomas Vokrouhlik & Martin Horak (BMC Specialized) 0:49:21
7 Steffen Thum & Simon Gegenheimer (Ultra Sports Rose Racingteam) 0:49:29
8 Jose Silva & Tiago Ferreira (Brasil Ride) 0:56:06
9 Marco Almeida & Marco Fernandez (Specialized /Roberto Heras Training System ) 1:48:54
10 Thomas Vandendale & Christophe Clercq (Firstenergy) 1:52:26
11 Ryan Draper & Leighton Poidevin (Team 29Er Canada) 1:55:01
12 Breno De Luca & Rodrigo Nunes (Trek/Biketech Brasilia/Bikenfix) 2:19:29
13 Alexandre Sousa & Mauricio Pereira (Canta Galo E A /Chapada Diamantina 1) 2:20:53
14 Corey Collier & Gilberto Gois (Light Gives Heat/World Bicycle Relief) 2:24:50
15 Uira Castro & Gustavo Santos (LM/Tripp/Specialized) 2:40:05
16 Rogerio Pires & Gustavo Caixeta (Mountain Bike BH) 2:49:11
17 Ulisses Valarelli & Felipe Tambasco (Moço Bike) 2:52:42
18 Rodrigo Santos & Magnus Dias (Pão De Queijo E Chimarrão) 3:03:07
19 Gustavo Astolphi & Marcelo Sampaio (Pedal Urbano) 3:53:49
20 Jean Bossler & Frederic Ischard (Look Velo Tout Terrain) 3:55:48
21 Rodrigo Silva & Mauricio Neto (Ciclope/Carbo Energy) 3:59:23
22 Agnaldo Santos & Luis Filho (Dague Paia 3) 4:05:35
23 Edmilson Santos & Anilton Rocha (Canta Galo E A /Chapada Diamantina 2) 4:20:07
24 Frederico Kastrup & Rogerio Moda (Beep Beep Papaleguas/Mpr) 4:22:32
25 Angelo Hayashi & Cristiano Silva (13° MTB Ponta Grossa) 4:45:30
26 Alexandre Silva & Pedro Pinheiro (MTB Floripa/Ultrasport) 4:53:07
27 Walter Germano & Andre Guimaraes (Coroas Do Cerrado - Time A) 4:56:45
28 Hugo Noronha & Rui Cardoso (Salta Pocinhas Iii) 5:07:36
29 Zbigniew Mossoczy & Przemyslaw Maciejowski (Sikorski Bikeboard Team) 5:08:02
30 Fausto Oliveira & Ronaldo Junior (Dague Paia) 5:18:43
31 Filipe Xavier & Emerson Furlanetto (Competition Na Trilha) 5:34:29
32 Everton Siqueira & Marco Melo (Trilha Capixaba / Terra Bike) 5:42:22
33 Daniel Correia & Leonardo Fernandes (RD Mecanica / Ortolife) 5:58:06
34 Daniel Vilela & Vitor Medrado (DV Riders) 5:59:02
35 Diego Ferreira & Juvenal Batista (Pelaggio / Savana) 6:02:39
36 Heder Mendes & Alex Mariano (Ativo / Advogado Aventureiro) 6:30:44
37 Vicente Souza & Willamy Brito (Cajubikers) 6:32:49
38 Marcello Cenci & Eduardo Marcolino (Sai Baba) 6:34:46
39 Jose Silva & Wallace Brito (Fly Bahia) 6:42:06
40 Harry Beute & Josias Silva (Team A.Hak) 7:01:09
41 Anderson Oliveira & Romeu Franciosi (Dague Paia Brasil Team) 7:02:37
42 Marcio Monteiro & Israel Ferreira (Picc Pedal/Alambikers) 7:13:17
43 Carlos Garcia & Alex Fonseca (Formatos / Primil) 7:22:14
44 Plinio Junior & Tadeu Malavazzi (Arese Pharma / Hst / Singulare Grupo) 7:33:51
45 Sergio Gusmao & Marcelo Torres (Vo2Max) 7:43:53
46 Marcos Dias & Manoel Dias (Granola Tia Sonia) 8:59:42

Master
1 Barti Bucher & Hansjuerg Gerber (Bixs -Zelleweger Architekten) 9:59:31
2 Abraao Azevedo & Paulo Freitas (Master Brasil Soul - RC Bikes ) 0:18:23
3 Paul Romero & Eduardo Soares (Team Sole) 1:06:17
4 Heleno Borges & Giovane Rufino (Konskritos Dbike) 1:22:33
5 Martin Portman & Denio Franco (FBC) 2:59:07
6 Pedro Neto & Daniel Aliperti (Pedal Power Epic) 3:04:15
7 Antonio Filho & Aecio Flores (Terra Chapada / Scott / Cristal) 3:08:02
8 Claudio Mata & Eduardo Braz (Uai Oce Bikers ) 3:49:30
9 Alfredo Montenegro & Joao Ferreira (Savana Bike Team) 4:00:33
10 Werner Wiedenbrug & Ricardo Ferret (Thule) 4:42:21
11 Othon Souto & Marco Almeida (Vo2 Max 2) 4:54:39
12 Jose Gusmao & Marcos Junior (2G MTB) 5:20:54
13 Antonio Rodrigues & Rubem Barreto (Tia Sonia) 6:21:47
14 Weimar Pettengil & Fabricio Bezerra (Brasilia) 6:39:06
15 Carlos Sangiorgio & Roberto Zanotto (Alphaville) 6:58:40

Mista
1 Ivonne Kraft & Mateus Ferraz (Brasil Soul / RC Bikes) 10:38:39
2 Annabella Stropparo & Piero Pellegrini (Annapiero) 0:40:03
3 Agu Apaza & Cesar Lettoli (Team Olmo-Flecha Bus) 1:21:12
4 Claudia Tollendal & Marcelo Pedretti (São Paulo) 2:12:08
5 Raquel Gontijo & Helder Carvalho (Cachorrinhos) 2:37:28
6 Moacir Souza & Mariza Souza (Selva Kailash) 3:32:41
7 Leonardo Longombardo & Julia Iribarren (Norte Y Sur) 4:30:31
8 Brian Bontekoning & Lisa Bontekoning (Leewees Cycles) 4:40:25

Elite Feminino
1 Adriana Nascimento & Sabrina Gobbo (Ladies Brasil Soul - RC Bikes) 13:02:18
2 Andrea Marcellini & Melanie Leveau (Hora Do Blush) 1:14:53
3 Carla Plens & Susan Zorzetto (CM/SZ) 3:06:08

Português e espanhol assumem liderança do Brasil Ride


Atletas no segundo ponto de apoio em Piatã
A primeira etapa da ultramaratona Brasil Ride fez jus à fama de uma das provas mais difíceis do mundo. Das 100 duplas que alinharam no domingo, apenas 72 completaram a segunda etapa dentro do limite de tempo de 12 horas.

Além da alta quilometragem, os competidores tiveram que enfrentar um forte calor na casa dos 40 graus, e um terreno desafiador, com trechos de muita lama, pedras, areais e duas fortes subidas de serra que somaram 3.372 metros totais de ascenção.

Sob calor de 40 graus, atleta aproveita
para relaxar durante travessia
de em riacho no percurso
Após o duro e massacrante percurso de 145km entre Mucugê e Rio de Contas, 32 atletas não completaram a prova, alguns sofreram avarias mecânicas e outros tiveram problemas mecânicos e teve até um caso de intoxicação alimentar do atleta Brian Smith, que teve que abandonar a corrida no segundo ponto de apoio, em Piatã.

No meio a tantas adversidades, a dupla formada pelo português Luis Pinto e pelo espanhol Alejandro Lopes (Team Spano-Luso) acabou levando a melhor e cumpriu a jornada em 6h32min24s e assumiu a liderança geral.

“Ontem foi apenas um aquecimento e hoje sim foi para valer. Nós demonstramos que não viemos para brincar,” alerta Luís Leão Pinto.

“Sabíamos que os adversários mais fortes seriam eles, nos conhecemos de outras provas e vamos lutar até o fim,” comenta Kristian Hynek, campeão em 2010.

Robert Novatny e Kristian Hynek (Future Cycling Sweep), campeões do ano passado, chegaram em segundo e estão a 2min37s.

A dupla checa Tomas Vokrouhlik e Martin Horak, da BMC, andou bem na primeira etapa mas teve problemas mecânicos com o câmbio traseiro e desceu para a oitava colocação geral, a 49 minutos da liderança.

Os vencedores da primeira etapa Steffen Thum e Simon Gegenheimer (Ultra Sports Rose Racing) também sofreram problemas mecânicos e desceram para a sexta colocação geral a 43min50s dos líderes.

A PROVA
O português Luis Pinto (à frente)
andou sempre no primeiro pelotão
e assumiu a liderança geral

Na ponta do pelotão, a disputa ficou entre as equipes de Kristian Hynek & Robert Novatny (Future Cycling-Sweep) e Luis Leão Pinto & Alejandro Lopez Dias de la Penha (Team Spano-Luso) que se revezaram na parte final para abrir tempo dos demais.
A estratégia deu certo e na última subida de 10km, o campeão espanhol de maratona, Alejandro Lopez e seu parceiro escaparam dos adversários e conquistaram a vitória e a camisa de líder geral.

Logo na sequência chegaram os brasileiros da Elite, Josemberg Pinho e Raphael Mendes (JC Bikes) demonstrando todo potencial do país diante dos melhores atletas do mundo.

E não demorou para os atletas experientes da categoria Máster cruzarem o pórtico de chegada. Os suíços Barti Bucher e Hansjuerg Gerber confirmaram novamente o favoritismo, seguido pelos brasileiros da Master, Abraão Azevedo e Paulo Freitas (RC Bikes Master).

A grande baixa do dia foi o casal Brian e Jennifer Smith que abandonaram a prova no segundo ponto de apoio, em Piatã, depois que Brian sentiu-se mal por conta de uma intoxicação alimentar e ficou sem forças para prosseguir.

Melhor para a dupla formada pela alemã Ivonne Kraft e pelo brasileiro Mateus Ferraz (Brasil Soul/ RC Bikes), que venceu a etapa e abriu 36 minutos na categoria dupla Mista.

Na Elite feminina, a paulista Adriana Nascimento e Sabrina Gobbo somaram nova vitória e abriram 52 minutos de vantagem sobre a mineira Andrea Marcellini e Melanie Leveau (Hora do Blush).

A prova prossegue nessa terça-feira com a etapa de cross country, que é a principal novidade na Brasil Ride. O circuito fechado terá cinco voltas de 7km cada ao redor da cidade de Rio de Contas.

CLASSIFICAÇÃO GERAL APÓS DUAS ETAPAS

GERAL ELITE
1 Luis Pinto & Alejandro Lopez (Team Spano – Luso) – 7h03min35s
2 Kristian Hynek & Robert Novotny (Futurecycling-Sweep) – a 2:37
3 Josemberg Pinho & Raphael Mendes (JC Bikes) – a 25:56
4 Lukas Kauffmann & Christopher Maletz (Team Easton Rockets) – a 30:08
5 Hugo Neto & Douglas Neto (OCE-Treine/KHS/Infanti) – a 34:26

MISTA
1 Ivonne Kraft & Mateus Ferraz (Brasil Soul / RC Bikes) – 8h38min59s
2 Annabella Stropparo & Piero Pellegrini (Annapiero) – a 35:46
3 Agu Apaza & Cesar Lettoli (Team Olmo-Flecha Bus) – a 1:14:28
4 Claudia Tollendal & Marcelo Pedretti (São Paulo) – a 1:52:03
5 Raquel Gontijo & Helder Carvalho (Cachorrinhos) – a 2:05:34

MASTER
1 Barti Bucher & Hansjuerg Gerber (Bixs -Zelleweger Architekten) – 7h56min35s
2 Abraao Azevedo & Paulo Freitas (Master Brasil Soul – RC Bikes ) – a 30:13
3 Paul Romero & Eduardo Soares (Team Sole) – a 1:10:31
4 Heleno Borges & Giovane Rufino (Konskritos Dbike) – a 1:16:52
5 Pedro Neto & Daniel Aliperti (Pedal Power Epic) – a 2:31:18

ELITE FEMININA
1 Adriana Nascimento & Sabrina Gobbo (Ladies Brasil Soul – RC Bikes) – 10h32min56s
2 Andrea Marcellini & Melanie Leveau (Hora Do Blush) – a 52:05
3 Carla Plens & Susan Zorzetto (CM/SZ)     – a 2:27:41

Fotos de Ivan Padovani

Bike Expo Brasil 2012: Nota de esclarecimento

Evento será aberto ao consumidor final em 2012

A Associação Sampa Bikers, organizadores da feira Bike Expo Brasil, emitiu uma nota de esclarecimento.
Segundo o comunicado, a próxima edição da maior feira desse segmento no Brasil será realizada novamente no Expo Center Norte, em São Paulo. A maior novidade será a abertura do evento para o consumidor final, ou seja, será possível ao público visitante fazer compras diretamente nos estandes.

Nas seis edições até agora realizadas o evento era exclusivamente direcionado e aberto aos profissionais da área.

A nota diz:

“A Bike Expo Brasil continua sendo organizada pela  Bike Expo  Brasil Feiras e Eventos – representada  por  Margarida de Oliveira  e promovida pela Sampa Bikers, representados  por  Paulo de Tarso  e Eduardo  Ramires  sócios e  parceiros engajados no mercado de bicicletas e especializados em promoção de reconhecidos eventos neste segmento, garantindo nos últimos seis anos o sucesso deste grande evento de negócios.

A Bike Expo Brasil, continua sendo o maior evento do mercado de bicicletas do país, referência nacional para o segmento. A feira de 2012 já está planejada, com novidades para ampliar ainda mais a visibilidade do universo da bike para fabricantes, lojistas, empresários, fornecedores e consumidores.

Uma das principais novidades é que a feira terá um dia a mais destinada ao consumidor final, pois uma maior aproximação do público consumidor com os produtos é fundamental para aquecer o mercado e estigar a procura nas lojas pelos lançamentos encontrados na feira.

Sem contar a segurança e confiabilidade de poder conhecer os representantes dos produtos existentes no mercado e manter um contato direto. Juntos vamos continuar a difundir ainda mais o uso da bicicleta como meio de transporte, lazer e esporte. Trabalho esse que o Sampa Bikers executa há 18 anos”.

Mais informações no site oficial do evento http://www.bikeexpobrasil.com.br/

Dupla alemã vence o prólogo do Brasil Ride

Dupla brasileira comemora chegada do Prólogo

A segunda edição da ultramaratona Brasil Ride começou no domingo, dia 3 de outubro, na cidade baiana de Mucugê. O prólogo teve 13 quilômetros ao redor do município cercado por montanhas, rios e vegetação que servem de porta de entrada do Parque Nacional da Chapada Diamantina.

Atletas atravessam rio no percurso do Prólogo em Mucugê

O percurso inicial serviu de aperitivo do que os competidores vão encontrar nos próximos 8 dias e seus mais de 600 quilômetros de percurso até o próximo domingo, dia 29. A disputa serviu para formação do grid de largada do dia seguinte, com a saída individual de cada equipe num intervalo de 1 minuto, separadas em quatro categorias (masculino, feminino, misto e máster).

Os atletas mais velozes do dia foram os alemães Steffen Thum (27 anos ) e Simon Gegenheimer (24 anos), os números 3 e 4 do mundo no circuito mundial de maratona. A dupla estabeleceu um novo recorde no prólogo com 29min55s.

Entre os brasileiros, quem saiu na frente foi Josemberg Pinho e Rafael Mendes (JC Bikes), porém seguido de perto dos mineiros Hugo Prado Neto e  Douglas Neto (OCE-Treine/KHS/Infanti), Uirá de Castro e Gustavo Santos (Specialized/LM/Tripp), os três primeiros no pódio, respectivamente.

Vista noturna do acampamento dos atletas

No feminino o domínio foi de Adriana Nascimento e Sabrina Gobbo. Na categoria mista Brian e Jennifer Smith confirmaram o favoritismo. Entre os atletas mais experientes (Máster, acima dos 40 anos), o suíço multicampeão, Barti Bucher e Hansjuerg Gerber marcaram o melhor tempo.

Nessa segunda-feira, os competidores terão 145 quilômetros no total, sendo que os 130 km iniciais quase planos, mas com duas grandes subidas no final.

Confira os resultados completos e as fotos no site oficial http://www.brasilride.com/

sábado, 22 de outubro de 2011

Atletas Specialized na Brasil Ride 2011


Ciclistas da Specialized, marca líder global no design e fabricação de bicicletas, componentes e acessórios de ciclismo de tecnologia avançada para alto rendimento, preparam-se para participar da principal Ultramaratona de Mountain Bike da América Latina: Brasil Ride que começa no próximo domingo, dia 23 de outubro de 2011, na cidade de Mucugê, porta de entrada do Parque Nacional da Chapada Diamantina-BA.

O principal destaque da Specialized são os competidores da Elite Mundial, Luís Leão Pinto de Portugal e Kristian Hynek da República Tcheca, que é o atual campeão da Brasil Ride ao lado de Robert Novatny. Já Luís Leão Pinto é o tricampeão português de MTB Maratona e correrá ao lado do campeão espanhol, Alejandro Diaz, tornando-se também fortes candidados ao título.

Mesmo falando línguas diferentes, os desportistas têm muita coisa em comum, a paixão pelo esporte e a BIKE. A S-WORKS Epic 29 é a bicicleta ideal para este tipo de formato de prova, em que alto rendimento e conforto andam lado a lado. Tanto é que a S-Works Epic 29 entrou para história como a primeira full suspension (amortecimento integral), equipada com rodas grandes (29 polegadas) a vencer o Campeonato Mundial e a Copa do Mundo de Cross Country (Olímpico), demonstrando os benefícios desta tendência ("29er", em inglês) vai além de um tipo de finalidade e sim cabe bem para quaisquer condições.

Os ciclistas brasileiros também prometem bons resultados a bordo das bicicletas Specialized. O diretor de produto da Specialized Brasil, Daniel Aliperti é um dos "ciclistas amadores" que levam o esporte a sério. Prestes a completar seus 44 anos fazendo o que mais gosta, pedalando, Danny já tornou-se um especialista em provas por etapas após disputar por diversas vezes a Cape Epic, Ultramaratona de MTB na África do Sul, em que conquistou resultados expressivos, como por exemplo, o histórico top 3 numa etapa em 2009 (top 5 Geral).

A Specialized ainda marcará presença equipando as equipes das lojas: Pedal Power e Pedal Urbano. No total serão três equipes no desafio, além dos "parentes" e entusiastas da família Specialized que participam do evento, enfim, uma oportunidade perfeito para todos os ciclistas testarem e comprovarem a eficiência das bicicletas e equipamentos da marca sob condições brutais em 7 dias de pedal, somando 602.9 km de percurso, sendo 11.359 metros de subidas acumuladas!

Acompanhe as notícias dos atletas pelo Facebook.com/Specialized Brasil

Para conhecer os equipamentos ideais para disputar uma Ultramaratona de Mountain Bike, acesse: http://www.specialized.com.br/

Fonte: Specialized Brasil

Bike fixa Made in Brasil

As bicicletas de pinhão fixo vêm ganhando espaço no Brasil e o número de fãs desse tipo de bike cresceu bastante nos últimos dois anos, especialmente nos grandes centros urbanos como São Paulo, Curitiba e mais recentemente no Rio de Janeiro.

O principal diferencial de uma bike fixa, também chamada de “fixed gear”, é o sistema da catraca, que não tem roda livre e gira em conjunto com a roda traseira, como nas bikes de velódromo.

As bikes fixas se popularizaram entre os bike couriers de grandes cidades como Londres e Nova York e ganharam o mundo. Hoje, as fixed gear viraram uma verdadeira febre entre ciclistas que as utilizam para trabalho, deslocamentos, lazer, transporte, cicloviagens e até para jogar bike polo.



NO BRASIL
No Brasil, esse conceito já se estabeleceu, ganhou adeptos e existem grupos de ciclistas e empresas especializadas em bicicletas fixas, como a Tre3e, criada em São Paulo no início de 2010.

A Tre3e (pronuncia-se Treze) foi fundada pelo paulistano Flávio Nonato, que trouxe da Inglaterra toda a vivência de trabalhar como bike courier (bike mensageiro) em Londres durante 10 anos.

“Os couriers preferem as fixas porque são econômicas e dão pouca manutenção. Esse tipo de bike força o ciclista a executar uma pedalada constante e, na maioria das vezes, em velocidade”, explica Flávio.

Com o objetivo de desenvolver uma marca e investir no conceito de fixed gear no Brasil, Flávio se dedicou a estudar a arte do framebuilding, ou seja, a construção de quadros artesanais.

“Fiz o curso numa renomada escola em uma pequena cidade inglesa. O curso tem uma fila de espera enorme. Aprendi muitas coisas, inclusive a soldar com oxigênio-acetileno.”, conta o empresário de 31 anos.

Flávio chegou ao Brasil em 2010 com novas ideias e pronto para implementar o conceito fixed gear com a criação da marca Tre3e. O nome é uma homenagem a duas marcas europeias que ele admira: a italiana Dodici (12 em italiano) e a 14 Bike Co, empresa britânica com foco exclusivo nas bikes fixas. “Como sou fã de ambas, uma é 12 e a outra é 14, pensei em entrar nesse meio com minha marca”, diverte-se.



FEITA À MAO
As bikes Tre3e são criadas e fabricadas num galpão na Vila Maria, na capital paulista, de acordo com o gosto e a necessidade de cada cliente.

Uma parceria com o lendário Klaus Poloni, um conhecido framebuilder brasileiro, resultou numa geometria única, que une eficiência, estabilidade e conforto, além de garantir a qualidade na construção dos quadros construídos totalmente com tubos Cromoly (Cr-Mo).

“Faz anos que tenho falado e trocado ideias com o Klaus, que constrói maravilhosos quadros em cromo-molibdênio de alta tecnologia”, conta. Klaus inclusive, já produziu pelo menos 10 quadros com o brasão da Tre3e e novas encomendas chegam periodicamente.

O processo de criação de uma Tre3e começa com uma entrevista informal para checar a necessidade do cliente, seus gostos, o uso que fará da bicicleta e outros detalhes que serão levados em conta na hora de estabelecer a melhor geometria. O passo seguinte é fazer uma avaliação bike fit básica para tirar as medidas do ciclista e então iniciar o projeto.

Os adeptos das fixas curtem a personalização de componentes – muitas vezes coloridos – como aros, rodas, selins, guidões, pneus, manoplas etc. Em geral, bikes fixas não têm freio, e a frenagem é feita pela ação de contrapedal do ciclista. Mas a inclusão de freio é possível e até recomendada para os iniciantes. Nesse caso, é instalado um discreto manete que aciona o freio dianteiro.

“A customização é praticamente total. Não sai uma bike igual à outra”, garante Flávio.

A geometria de um quadro para bike fixa varia em função de sua finalidade e aplicação. Assim como uma speed tradicional de estrada tem uma geometria totalmente diferente de uma bike de velódromo, o mesmo ocorre com uma bike fixa. Um quadro de geometria clássica é diferente de um quadro para freestyle.

Para iniciantes, Flávio recomenda a relação 46-17 ou 46-18. Para pedalar na cidade de São Paulo, o ideal é o uso de pneus 700 X 28, mais largos e resistentes. “Damos toda a assistência para quem é novato na cena fixed gear. Até mostro as manhas para o biker, se for o caso”, promete.

Uma bike com o quadro feito à mão leva de quatro a seis semanas para ser entregue ao cliente, dependendo da fila de encomendas.

Além de quadros, a Tre3e confecciona também guidões de alumínio certificado com modelos Drop Pista (curvo, de ciclismo) nas larguras 36, 38 e 40cm, Riser (elevado), Bullhorn (chifre de touro) e Flat (reto). Outro produto criado e fabricado na casa é a Chave Fixa4, que tem chave pinhão IS e outras três funções com até um abridor de garrafa.

A Tre3e também distribui alguns produtos da linha fixed de marcas internacionais consagradas como a italiana Cinelli e Selle San Marco e da norte-americana Leader Bikes USA.

Na oficina, a Tre3e oferece também serviços de instalação, lubrificação, montagem de bikes e reparo de quadros, mas é necessário agendamento antes da visita.



FIXAS PELA INTERNET
A Tre3e dispõe também de bikes, quadros, componentes e acessórios pronta entrega que podem ser adquiridos diretamente no site http://www.tre3e.com.br/, que atende a todos os requisitos de segurança e os pagamentos podem ser feitos com cartões de crédito Visa e Mastercard, boleto bancário, Itaú Shopline, Paypal e depósito em conta. A empresa despacha para todo o Brasil e as compras podem ser parceladas em até três vezes.

Moderno, clean e fácil de navegar, o site www.tre3e.com entrou no ar no dia 1º de janeiro de 2011 e a tribo dos aficionados pelas fixas encontram além de belas fotos e vídeos, informações de eventos e encontros das fixas.

No blog (www.tre3e.com) é possível encontrar posts de divulgação de eventos com bikes fixas. Nos “Swap Meet”, a tribo das fixas se encontra para trocar experiências e peças. Há ainda os “Fixed Gear Night Riders”, as sensacionais corridas indoor “Roller Race”, campeonatos de bike polo e outros encontros.

A loja oferece praticamente tudo para bicicletas fixas, inclusive para bikes de velódromo. Além de quadros e bicicletas já montadas, o internauta vai encontrar uma ampla gama de pinhões, coroas, pedivelas, corrente, guidões, manetes, ferramentas, camisetas e até DVD`s, livros e revistas especializadas no segmento fixed gear.

Mais informações:
Blog -  http://www.tre3e.com/
Site -  http://www.tre3e.com.br/
E-mail contato@tre3e.com.br

PAN: Cubanas dominam o pódio de estrada. Surpresa no ouro masculino

Arlenis Sierra, Yumari González e Yudelmis Domínguez no pódio de estrada em Guadalajara 
Foto de divulgação do evento

Cuba teve um dia de glória nesse sábado na prova de estrada feminina, disputada num circuito de 16km no centro de Guadalajara. A prova começou ao meio-dia (horário de Brasília) teve 43 ciclistas inscritas.

O país caribenho simplesmente faturou todas as medalhas na prova feminina. O ouro ficou com Arlenis Sierra, que completou a prova em 2h18min10s. Yumari Gonzales e Yudelmis Dominguez completaram o pódio.

O Brasil teve três atletas na competição. Clemilda foi a 13a, Uênia a 15a e Janildes a vigésima colocada. Das 43 ciclistas inscritas para a competição, 33 completaram a prova.

RESULTADOS DO FEMININO
OURO – Arlenis Sierra – Cuba – 2:18:10
PRATA – Yumari Gonzalez – Cuba – 2:18:23
BRONZE – Yudelmis Dominguez – Cuba – 2:18:23

SURPRESA NO MASCULINOA prova dos homens começou às 15 horas (Brasília) e o Brasil esteve representado por Rafael Andriato (nono colocado), Gregolry Panizo (24o) e Murilo Fischer, que não completou a prova.

A medalha de ouro ficou com Marc De Maar, das Antilhas Holandesas, que surpreendeu com a vitória no sprint final. A prata foi para Miguel Armando Ubeto, da Venezuela, e o bronze ficou com o cubano Arnold Alcolea.

A prova teve 53 competidores inscritos, 13 não terminaram e 40 completaram a prova.

RESULTADOS DO MASCULINO
OURO – Marc De Maar – Antilhas Holandesas – 3h40min53s
PRATA – Miguel Armando Ubeto – Venezuela – 3h40min53s
BRONZE – Arnold Alcolea – Cuba – 3h41min48s

PAN: BMX brasileiro fica em quinto na final masculina

A seleção brasileira de Bicicross competiu na quinta-feira, dia 21 de outubro, no CODE Sán Nicolas, em Guadalajara.
Naiara Silva na pista do Pan

A equipe verde e amarela conseguiu vaga nas finais do masculino e feminino, mas ficou sem medalhas.

“As rampas aqui são muito altas, e no meio, tem ponto cego. A gente vai subindo e não sabe o local para onde a gente está indo. Essa é uma dificuldade, já que no Brasil não temos nenhuma pista com essas características”, comentou Renato Rezende.

Renato inclusive foi o quinto colocado da final masculina, chegando muito perto de conquistar o bronze. O piloto realizou uma prova bastante técnica, marcando o tempo de 36s267. O campeão do masculino foi o americano Evan Fields, concluindo o percurso com o tempo de 34s245.

“A gente conseguiu a meta, que era ir à final. Infelizmente não ganhamos a medalha. Sei que todo mundo no Brasil estava na expectativa. Peço até desculpas por isso, mas sei que a gente ainda vai trazer muita alegria para nosso País. Esse quinto lugar, eu dedico para que estão nos apoiando”, completou o piloto.

Renato Rezende terminou na quinta colocação

Nas séries eliminatórias Deivlin Baltazar chegou até as semifinais. No feminino, Naiara Silva, apesar de sua pouca experiência, conseguiu vaga na final e terminou na sexta colocação com o tempo de 47s944.

A medalha de ouro ficou com a colombiana Mariana Pajon que terminou com o tempo de 40s118.

Quem não teve muita sorte foi a ciclista Squel Stein, que acabou se envolvendo em um forte acidente logo na primeira série, abandonando a competição.

A ciclista brasileira foi encaminhada para o Hospital San José, em Guadalajara, onde passou por uma bateria de exames.

Nenhuma lesão foi encontrada e o Comitê Olímpico Brasileiro (COB), em nota oficial assinada pelo médico da delegação, João Olyntho, relatou que a atleta está bem e receberá alta ainda nesta sexta-feira.

“A pista tem um nível técnico muito alto, diferente do que a gente está acostumado. As recepções são pequenas, o meio da rampa é muito fundo, obrigando a fazer um salto e o erro nessa manobra pode levar a queda e com certeza a uma lesão”, contou o atleta Deivlim Balthazar.

Márcio May está pronto para a ultramaratona Brasil Ride

Márcio May está pronto para
os 600km da ultramaratona
Após competir em provas de ciclismo de estrada por mais de 20 anos, participar de três olimpíadas, o atleta Márcio May está em Salvador aguardando o início de sua participação como convidado do Brasil Ride 2011, a partir de domingo 23 de outubro.

O catarinense de Rio do Sul recebe o apoio da empresa Royal Ciclo, através da Royal Pro Division.

O percurso do Brasil Ride oferece mais de 600km entre serras, vales e rios, na Chapada Diamantina, no Centro da Bahia. A competição reúne centenas de atletas de 18 países até o dia 29 de outubro.

As provas são disputadas em dupla e May vai pedalar ao lado de Gean Hoffman, de Florianópolis.

“Os atletas devem sempre andar juntos. Vou competir com o parceiro Gean. Treinamos juntos e percorremos a prova Caminhos da Fé em Santa Catarina”, explica Márcio.

A parceria entre Gean e Márcio gerou neste ano o 1º MTB Marathon Márcio May Pedra Branca.

“Vamos como convidados. Nosso objetivo é cumprir a prova, alcançando dessa forma nossa meta maior”, descreve Márcio.

A prova tem início e chegada na cidade de Mucugê e tem como segunda base a cidade de Rio de Contas, próximas à Chapada Diamantina.

BIKE FIT eu mesmo posso fazer?

Desconhecido de alguns, prioridade para outros, o Bike Fit consiste no perfeito ajuste da bicicleta ao corpo do ciclista, onde o componente biológico (homem) e o componente mecânico (bicicleta) passam a atuar como uma peça única, funcionando em perfeita harmonia.

Mas o que a maioria das pessoas fazem é justamente o contrário: tentam ajustar o corpo à bicicleta. Para adquirir o equipamento, baseiam-se em critérios como cor, modelo, conjunto de componentes, marca e, principalmente, valor da bicicleta, e ignoram critérios científicos, como medidas antropométricas e ângulos de posicionamento estático e dinâmico.

Muitas vezes, um dos últimos critérios levados em consideração é o tamanho da bike. E mesmo sendo essa informação conhecida, geralmente o tamanho do quadro é escolhido de maneira subjetiva, onde se considera um valor médio. Mede-se o comprimento da altura do entre pernas (cavalo), a altura do ciclista, e multiplica-se por coeficientes padronizados. Essa técnica se torna tão subjetiva ao ponto de existirem dois ou três coeficientes diferentes circulando entre os ciclistas. O grande erro desses coeficientes e fórmulas é considerar que todas as pessoas que possuem, por exemplo, 1,75 metros de altura, apresentam o mesmo comprimento de braço, perna e tronco.

Cada pessoa deve ser tratada na sua individualidade físico-anatômica, ajustando a bike para que ofereça o máximo de conforto, buscando sempre o posicionamento correto, a fim de evitar lesões. Outro ponto importante no Bike Fit é encontrar o posicionamento do atleta onde o máximo possível da energia aplicada no pedal seja transformada em deslocamento: uma pessoa pode ser forte, mas não conseguir render tudo que poderia.

Assim, o Bike Fit não é apenas uma técnica, e sim uma profissão regulamentada pelos Conselhos Profissionais da área da saúde, onde o Fitter (profissional em Bike Fit), possui formação e conhecimento suficientes para cuidar da saúde do atleta, no que diz respeito ao seu posicionamento correto sobre a bike, e para isso precisa entender também de mecânica de bicicleta.

Acontece que dentro de uma política americana de “faça você mesmo”, somos invadidos por um pensamento de que: “porque devemos pagar por um serviço, se nós mesmos podemos fazer?” Basta vermos a quantidade de casas sem projetos e planejamento, com estruturas comprometidas e paredes tortas, quando caminhamos pelas ruas da cidade; ou então a grande quantidade de carros com pinturas queimadas porque seus donos, para economizar com o valor da mão-de-obra, optam em comprar a cera e a enceradeira, e fazer o polimento do próprio carro, lixando a pintura em excesso ao ponto de danificá-la.


Dentro desse pensamento, basta fazer uma rápida busca na internet para encontrar uma infinidade de opções de Bike Fit caseiro. São vários textos, fotos, vídeos explicando diferentes metodologias, passo a passo, para ajustar a bike ao corpo do ciclista. Dentro desse grande leque de opções, encontramos orientações mostrando que a distância do guidão ao selim é a mesma do tamanho do antebraço do atleta, ou que a altura do selim equivale ao tamanho completo do braço. O que precisa ficar entendido é que se houverem erros de, por exemplo, 1 mm, em cada um dos seguintes pontos: ajuste dos taquinhos, altura do selim, avanço do selim, distância do selim ao guidão, somados aos tamanhos errados de pedivela e avanço do guidão, a posição do ciclista estará inadequada.

Um fato comum no dia a dia de um Fitter é receber abordagens onde o atleta lhe passa a altura e comprimento do cavalo, e pergunta qual quadro e componentes deve adquirir. Ou então o ciclista mostra sua bicicleta e pergunta: “essa bicicleta é a que realmente devo usar ou está errada?” Para se ter uma ideia, uma sessão de Bike Fit dura cerca de duas horas e meia, onde cada detalhe é levado em consideração. Os ajustes são feitos de acordo com o objetivo de cada ciclista, e contam com auxílio de ferramentas desenvolvidas para esse fim, bem como análise do posicionamento por meio de filmagens e análise em software para chegar aos ângulos ideais de posicionamento.

Não faz sentido investir algumas centenas ou milhares de reais na compra de uma bike, e economizar algumas centenas de reais não realizando seu Bike Fit com um profissional especializado.

Recentemente recebi a ligação de um atleta que me informou sua altura, tamanho do cavalo, e queria saber se o quadro tamanho 56 ficaria bom pra ele, pois estava comprando uma bike nova e só encontrou esse tamanho de quadro no modelo desejado. Nesse momento expliquei a ele que o Bike Fit vai muito além de "chutar" o tamanho de um quadro levando em consideração sua altura e o entre pernas. Por meio de uma analogia, expliquei que seria o mesmo que ele me dizer sua altura e peso, e eu "advinhar" qual a numeração da calça e camisa dele, bem como o tamanho dos sapatos. Na sequência ele me disse: "mas atualmente uso uma tamanho 54, então o 56 dá para ajustar no selim e mesa?" Num golpe de reflexo respondi: "Mas quem disse que seu quadro 54 está certo para você?" Depois de alguns segundos de silêncio ele respondeu que iria comprar a bike 56 e em seguida agendar o FIT. Mais uma vez orientei a fazer o Bike Fit de sua bike atual, e descobrir se o quadro 54 está adequado e se o quadro 56 ficará ajustado ao seu corpo.

O primeiro passo é descobrir qual tamanho de quadro e componentes devem ser comprados, e em seguida fazer o Bike Fit do novo equipamento. A princípio pode parecer um gasto desnecessário, mas a simples troca de um avanço de guidão em tamanho errado já será mais oneroso que o Bike Fit.

Bicicletas e equipamentos de ciclismo de boa qualidade apresentam valores razoáveis no mercado, por isso não vale a pena contar com a sorte, e pelo falso pensamento de estar economizando, acabar gastando muito mais para reparar o erro de ter comprado uma bike inadequada a sua antropometria.

Talvez discorrer sobre esse ponto de vista equivale a “dar murro em ponta de faca”, já que no Brasil, as pessoas têm o hábito de recorrer diretamente às farmácias quando apresentam o menor problema relacionado à saúde, e até decidirem ir ao médico, já gastaram o valor de uma consulta em medicamentos que nada adiantaram. Com o advento da internet, jogam os sintomas em sites de busca e correm atrás do remédio lá indicado. Mesmo assim, precisamos cumprir nosso papel e explicar que não existe receita ou fórmula pronta para o ajuste de uma bike. Se fosse assim, as bicicletas já sairiam de fábrica com uma etiqueta pregada no quadro: “indicado para x de altura e y de entre pernas”.

Ao longo de sua vida, várias bicicletas passarão por você, mas o seu corpo é um só; portanto, cuide do que é permanente.