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quarta-feira, 10 de junho de 2015

BiCHICletando na chuva: lave a alma


Sinal amarelo! A chuva veio fresca e deliciosa. Caiu o dia todo e ainda, na cidade de São Paulo, há previsão que ela nos molhe mais até amanhã. Para uns, os que precisam ou optam por se locomover de veículos motorizados, a chuva pode ser motivo de estresse, com o trânsito mais lento. Para outros, ciclistas urbanos, por exemplo, pode ser um trabalhinho a mais na ida para o trabalho e, ao mesmo tempo, motivo de pura alegria. 
É aquela coisa. O mesmo copo pela metade você pode ver meio cheio ou meio vazio. Eu prefiro olhar mais cheio. E encaro a água dos céus de duas formas: “terei que ter mais cuidado” e “vou lavar a alma!”. 

Dos cuidados

  • Encapoto-meescolhi uma capa de cor bem chamativa e essa que eu estou vestindo é ótima. Comprei em uma loja na Alemanha. Ela tem a lateral aberta, me dá liberdade nos braços e a vizeirinha faz toda a diferença, pois protege os olhos. Você pode encontrar, também, no Aro 27 Bike Café
  • Sempre vou preferir ciclovias às ruas: em dias sem chuva eu encaro as ruas de Sampa, sem problemas. Mesmo com as filas de carros parados, o nível de estresse das pessoas fica tão alto, que prefiro a energia e segurança das ciclovias. 
  • Alforjo-me: o alforge é item obrigatório da ciclista ou ciclista urbano que vai ao trabalho de bike. Em dias de chuva ele é essencial. Eu uso o da Ortlieb que é impermeável. Faça o seu kit chuva e guarde nele. Chega impecável. 
  • Kit chuva meninas: uma mulher prevenida vale por duas! Além daquela maravilhosa nécessaire com pó, iluminador, corretivo, blush, lápis, rímel, sombra e batom (ai, gizuzzz! Quanto mais velha fico, mais a nécessaire cresce), um par de sapatos e um secador tamanho viagem (é pequeno e além do cabelo, vai te ajudar a secar o corpo e a roupa, se necessário, no banheiro do trampo). Quem geralmente precisa que os cabelos fiquem sempre sequinhos, aquelas touquinhas descartáveis que a gente compra em grandes quantidades por um precinho de banana no Ikesaki, vale aplicar embaixo do capacete. 
  • Roupas escuras: na chuva as roupas escuras ficam sempre com uma boa aparência, mesmo se ganharem alguns pingos. Evite branco (a não ser que você queira concorrer a musa ciclista da camiseta molhada. rsrs), bege e cores fortes. Os pingos aparecem bastante nessas cores. 
  • Disciplina: aproveite a maravilhosa Internet para ver a previsão do tempo. Ajuda muito! Por vezes, a chuva é momentânea e não vai requerer grandes organizações. Quanto mais disciplina e organização, mais proveito da agilidade da bicicleta em dias de chuva você terá. 
  • Ilumine-se: na chuva eu prefiro ficar que nem uma discoteca ambulante do que aplicar sinalização de menos. Confira as baterias antes de sair. Eu curto os sinalizadores com entrada USB. Abuse da luz!
  • Redobre a atenção: na dúvida, não vá! Ligue a visão 360 graus, quem precisar de óculos, coloque. E privilegie as opções mais seguras de acesso e rotas. 

Lavando a alma

  • Sinta a chuva e agradeça: em tempos de estiagem em São Paulo, que Deus abençoe a chuva!
  • Faça da sua ciclovia a Fonte de Trevi: eu adoro imaginar que sou Anita Ekberg das ciclovias. Hahahaha. Julguem-me!
  • A via nunca para para você: com chuva ou sem chuva o caminho sempre está livre para o ciclista. Mas com chuva rola um prazer imenso de continuar em movimento, quando o trânsito está parado. É de lavar a alma! =D
Qual é a sua dica?
Fonte: www.bichicleta.com.br, por Renata Santiago

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