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sexta-feira, 13 de março de 2015

Ex-militar com Alzheimer pedala 26 mil quilómetros para ajudar doentes

Foto: Divulgação
Aos 39 anos de idade, Chris Graham sabe que lhe resta pouco tempo de vida. Herdou uma doença variante rara de Alzheimer, que passa de geração em geração. O britânico viu o pai morrer, tem o irmão às portas do mesmo destino e, com um filho em risco, pretende ajudar outros doentes. Chris Graham pedalará 26 mil quilómetros, entre o Canadá e os Estados Unidos, para ajudar a Alzheimer's Research UK e a ABF The Soldiers.

A história é de Chris Graham, mas atravessa gerações. É contada no presente, com uma viagem ao passado recente, uma passagem pelo futuro próximo (o da morte deste britânico) e por um futuro mais longínquo (a possibilidade do filho de Chris também morrer, vítima de Alzheimer na variante geracional. Mas vamos por partes.

Este ex-militar conta 39 anos de idade, vive em Oxfordshire, Inglaterra, e durante praticamente toda a vida soube do risco de ter a vida mais curta. O seu pai morreu, vítima de Alzheimer, numa variante rara que pode ser herdada pelos filhos.

O pai de Chris morreu com 42 anos. Mais tarde, o irmão mais velho deste britânico soube de que padecia da doença e que iria ter igual destino – tem 45 anos, está em fase terminal, não fala e é alimentado por sonda.

Chegou agora a vez de Chris conhecer o mesmo destino. Aos 39 anos, conheceu o diagnóstico médico: herdou Alzheimer familiar, mas enfrenta esse cruel destino com espírito positivo.

“De certo modo, senti-me aliviado, quando soube de que tinha Alzheimer. Ninguém sabe quando vai morrer e eu sei que não viverei muito. Poderia ficar triste, mas encaro esta situação de outro modo. Estou grato porque poderei planear a minha morte e fazer tudo o que quero fazer”, realça.

Chris Graham já abandonou o exército britânico por questões de saúde. Começa a ter problemas de memória. Mas, para já, não esquece o futuro do filho de 6 anos.

O pequeno Dexter pode ter herdado esta mutação genética que causa Alzheimer ‘intergeracional’. “Dexter tem 50 por cento de hipótese de ter a mutação. Espero que não tenha o problema, ou que a ciência encontre entretanto uma solução e lhe dê vida longa”, refere o ex-militar.

A morte de Chris está a caminho, a passos largos, mas não tão depressa como a sua bicicleta.

É a bordo de duas rodas que irá percorrer mais de 26 mil quilómetros, entre o Canadá e os Estados Unidos.

Com esta ação, pretende recolher fundos para apoiar a Alzheimer's Research UK e a ABF The Soldiers, uma instituição de apoio a soldados.

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