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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Apontado como cúmplice, ex-dirigente desmente Armstrong: Tudo besteira

Ex-presidente da UCI, Hein Verbruggen desmente acusações de que teria ajudado a encobrir testes positivos de doping do ex-heptacampeão da Volta da França

Observado por Verbruggen, Lance cumprimenta o então presidente do COI,
 Juan Antonio Samaranch, em 2000

Foto: Getty Images
 Presidente da União Ciclística Internacional (UCI) entre 1991 e 2005, Hein Verbruggen foi acusado por Lance Armstrong de ter ajudado a encobrir o escândalo de doping que fulminou a carreira do ex-heptacampeão da Volta da França. Inconformado com a denúncia do ex-ciclista americano, o holandês de 72 anos desabafou em uma entrevista exclusiva ao jornal britânico “Daily Telegraph”. Para o ex-dirigente, Armstrong está tentando apenas amenizar sua culpa por “uma das fraudes mais sofisticadas da história recente do esporte”.

Diante da avalanche de acusações sobre sua postura antidesportiva, Lance afirmou, no mês passado, que Verbruggen o teria ajudado a esconder um teste positivo de doping em 1999. De acordo com o ex-atleta, o então presidente da UCI concordou em atribuir o resultado a uma prescrição retroativa de um creme com esteroides utilizado para tratar feridas na pele. O holandês rebateu a acusação citando o regulamento da UCI, que não aceita a apresentação de receitas médicas com datas posteriores à realização dos testes.

- É uma grande besteira e nada mais. Nunca, jamais, eu teria tido uma conversa dizendo isso. Como eu poderia evitar que algo que já é de conhecimento do laboratório, do Ministério do Esporte francês (que conduziu o teste) e do departamento antidoping da UCI viesse à tona? Isso é simplesmente ridículo. Lance tem seus próprios interesses. Ou ele quer que a punição seja reduzida, ou então quer dinheiro. E geralmente, com Lance, há sempre dinheiro em jogo. O meu interesse é apenas a verdade - declarou Verbruggen.

Membro honorário do Comitê Olímpico Internacional (COI), o holandês já foi alvo de outros escândalos durante sua gestão no comando da UCI. Em julho de 2008, Verbruggen foi acusado pela imprensa britânica de ter participado de um esquema de corrupção durante a organização de um campeonato no Japão, em 1999. Naquele ano, o então presidente da UCI teria embolsado mais de US$ 3 milhões como reembolsos de despesas. No entanto, a entidade máxima do ciclismo arquivou a denúncia por falta de provas.

Em maio de 2010, Verbruggen se viu novamente como alvo de acusações, desta vez feitas por Floyd Landis, companheiro de equipe de Lance Armstrong. O ciclista acusou o holandês de aceitar US$ 100 mil de Armstrong para encobrir um teste positivo de doping em 2001. O ex-presidente da UCI negou a alegação de propina, e garantiu que o valor recebido de Lance era uma doação pessoal. De volta ao noticiário após as declarações recentes do ex-heptacampeão da Volta da França, Verbruggen afirmou que Armstrong destruiu sua reputação.

- Eu vejo tudo isso como parte de uma indústria agora. É a indústria de Lance Armstrong. As pessoas estão fazendo filmes sobre esse assunto. É tudo parte dessa indústria. Você tem muitas pessoas interessadas nessa história, e o interesse não é a verdade. Se a história toda vier de forma suculenta, é melhor para Lance, porque gera mais dinheiro para ele. Lance me causou muita miséria. Só não o processo porque ele está nos Estados Unidos, e isso me custaria mais alguns milhões de dólares - afirmou ao “Daily Telegraph”.

Fonte: Globo Esporte

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