Por mais prazeroso que possa ser, devemos ter cuidados especiais ao pedalar para não entrar-mos na lista das quedas do ano.
Parceiros
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
Bicicleta - A Moda Está no Ar!
Pedalar para relaxar, para ficar com as pernas mais durinhas, embarcar nas trilhas ou até mesmo para acompanhar o namorado, essas são algumas das justificativas para pegar a sua “magrela” e sair por aí. E se você está com vontade de ir nessa onda se liga nas dicas a seguir.
Antes de comprar, você deve examinar de maneira realista como pretende usar sua nova bicicleta. Existem muitos tipos, então, você precisará encontrar uma que atenda a suas necessidades.
Bicicletas para corrida em asfalto: Projetadas para serem usadas em vias pavimentadas, para atingir alta velocidade. Elas têm um quadro leve feito de alumínio ou carbono.
Bicicletas para uso locais arenosos: As conhecidas Mountain bikes têm o peso e a banda de rodagem do pneu do jeito que você precisa para percorrer áreas não pavimentadas. Geralmente vêm com um assento de espuma densa, com uma espécie de pesponto, para evitar que você escorregue enquanto pedala.
Bicicletas híbridas: As bicicletas híbridas são ótimas bicicletas para todas as modalidades. Elas permitem que o ciclista se posicione de forma mais vertical e confortável que nas mountain bikes. Os quadros mais leves fazem delas a companhia ideal para uso em vias pavimentadas e podem também resistir a trajetos pequenos em terra ou cascalho.
Bicicletas de passeio: As bicicletas de passeio têm o mesmo visual esportivo das mountain bikes, mas permitem que os ciclistas se sentem de forma mais vertical e confortável. Embora não sejam tão velozes quanto as bicicletas híbridas nem suportem terreno acidentado tão bem quanto as mountain bikes, as bicicletas de passeio são perfeitas para iniciantes, para quem usa esse meio de transporte para ir para o trabalho ou ainda para quem deseja simplesmente passear nas praças da vizinhança.
Descontração: Crianças mais velhas e adolescentes adoram bicicletas BMX, que têm a aparência de uma bicicleta de corrida em terreno acidentado. Elas têm guidões mais altos que as bicicletas de passeio e as mountain bikes e os quadros parecem menores quando comparados ao ciclista.
Bicicletas para crianças: Apresentam um quadro pequeno e guidões elevados para que se adaptem ao porte infantil. Também incluem aros de proteção para que crianças não se machuquem nos raios.
Bicicletas de dois assentos: Ótima para um dia no parque, as bicicletas de dois assentos oferecem espaço suficiente para duas ou mais pessoas. Compartilhe sua força nos pedais!
Depois dessas dicas só basta você comprar a sua bicicleta e se divertir bastante.
Fonte: copenhagencyclechic.com
Bicicletas para corrida em asfalto: Projetadas para serem usadas em vias pavimentadas, para atingir alta velocidade. Elas têm um quadro leve feito de alumínio ou carbono.
Bicicletas para uso locais arenosos: As conhecidas Mountain bikes têm o peso e a banda de rodagem do pneu do jeito que você precisa para percorrer áreas não pavimentadas. Geralmente vêm com um assento de espuma densa, com uma espécie de pesponto, para evitar que você escorregue enquanto pedala.
Bicicletas híbridas: As bicicletas híbridas são ótimas bicicletas para todas as modalidades. Elas permitem que o ciclista se posicione de forma mais vertical e confortável que nas mountain bikes. Os quadros mais leves fazem delas a companhia ideal para uso em vias pavimentadas e podem também resistir a trajetos pequenos em terra ou cascalho.
Bicicletas de passeio: As bicicletas de passeio têm o mesmo visual esportivo das mountain bikes, mas permitem que os ciclistas se sentem de forma mais vertical e confortável. Embora não sejam tão velozes quanto as bicicletas híbridas nem suportem terreno acidentado tão bem quanto as mountain bikes, as bicicletas de passeio são perfeitas para iniciantes, para quem usa esse meio de transporte para ir para o trabalho ou ainda para quem deseja simplesmente passear nas praças da vizinhança.
Descontração: Crianças mais velhas e adolescentes adoram bicicletas BMX, que têm a aparência de uma bicicleta de corrida em terreno acidentado. Elas têm guidões mais altos que as bicicletas de passeio e as mountain bikes e os quadros parecem menores quando comparados ao ciclista.
Bicicletas para crianças: Apresentam um quadro pequeno e guidões elevados para que se adaptem ao porte infantil. Também incluem aros de proteção para que crianças não se machuquem nos raios.
Bicicletas de dois assentos: Ótima para um dia no parque, as bicicletas de dois assentos oferecem espaço suficiente para duas ou mais pessoas. Compartilhe sua força nos pedais!
Depois dessas dicas só basta você comprar a sua bicicleta e se divertir bastante.
Fonte: copenhagencyclechic.com
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
O Pedal Prático e Elegante
Uma ideia simpática, não?
Mais Imagens


Por: Verônica Mambrini
terça-feira, 24 de dezembro de 2013
Pressão dos Pneus
Nessa matéria, trataremos sobre a pressão ideal para os pneus da sua bicicleta.
Para começar, você sabe o que é PSI? Essa é a unidade de medida mais utilizada no Brasil para a calibragem de pneus. A sigla significa Pound Force per Square Inch, ou Libra Força por Polegada Quadrada, que é a resultante de uma força aplicada a uma área de uma polegada quadrada. É a unidade de medida de pressão padrão da indústria inglesa e americana.
Qual a calibragem correta?
Engana-se quem acredita que quanto mais cheio o pneu, mais a bicicleta vai render. O pneu precisa absorver as irregularidades do solo, oferecer tração e ao mesmo tempo manter o conforto para o ciclista. Quando for calibrar o seu pneu, considere o tipo e tamanho do pneu, peso do ciclista e bicicleta somados, e as condições do terreno. Sempre que for rodar com a sua bicicleta, verifique a calibragem e, caso necessário, calibre com a pressão indicada para seu peso, condição de uso e tipo de pneu.
Excesso de pressão
Uma bicicleta com o pneu muito cheio tende a perder contato com o solo em trechos irregulares e nas curvas. Outro ponto sacrificado é o conforto, a bicicleta vibra e a condução é comprometida. Também está propenso a danos nos pneus causados por pedras afiadas e perigos semelhantes da estrada. Mas há, sim, alguma vantagem quando rodando em uma superfície ultralisa, como a de um velódromo.
Pneu murcho
Um pneu muito murcho terá maior resistência de rolamento. Também estará mais propenso a furar: é o tipo de furo que chamamos de snake bite, ou seja, picada de cobra, devido ao formato do furo pelo impacto do aro contra a câmara. Um pneu murcho pode até sair do aro durante as curvas. Este é um problema particular com pneus largos em aros estreitos.
Os pneus com calibragem ideal
Com a calibragem correta, o pneu terá resistência ideal de rolamento. Um pneu inflado corretamente não terá as “picadas de cobra” em uso normal. Também irá absorver melhor as irregularidades da superfície do terreno, melhorando o conforto do piloto. Absorvendo as irregularidades da superfície, ele não irá quicar nem perder a tração.
Indicação na banda
Não se engane com a informação na banda lateral do pneu, que indica a pressão máxima recomendada. Este número informa a máxima pressão que o pneu irá suportar, porém, considere que os pneus durante o uso irão se deformar e a pressão varia com o calor, impactos e peso do conjunto bicicleta, ciclista e carga.
Ferramentas
Você precisa de uma aferidor de calibragem, mas também pode utilizar o manômetro da bomba infladora. Uma dica bacana é um aplicativo da tradicional marca italiana de pneus Vittoria, que pode ser baixado para IOS ou Androide no link www.vittoria.com/tech/recom-tyre-pressure/.
Principais tópicos sobre pneus
Para escolher a pressão precisamos saber:
Quão fina é a TPI (Thread per Inch), que é a trama do pneu. Ou seja, o quanto flexível é a carcaça do pneu. Quanto mais alto o TPI, maior a pressão possível.
Qual a construção: Clincher é menos flexível e sofre mais de histerese (fricção interna) do que um tubular, portanto suportando maior pressão. Tubeless pode usar pressão menor, pois não corre risco de ‘pinch flat’/snake bite.
Peso total do sistema: quanto mais pesado bike e ciclista, maior a pressão necessária para ‘sustentar’ o peso. Por isso que colocamos uma pressão maior nos pneus de nossos carros quando viajamos com ele cheio.
Condições climáticas e do piso – com chuva temos menos aderência, por isso precisamos de uma área de contato maior, que se obtém com uma pressão menor (pneu menos cheio). Em pisos muito irregulares, um pneu ‘duro’, ou seja, muito cheio, com pressão muito alta, irá ficar menos tempo em contato com a superfície e com isso perderá tração. Ou seja, perdemos desempenho e conforto!
Para MTB, a largura do pneu: a largura do pneu afeta o volume de ar interno, o que afeta diretamente a pressão. Como no MTB a largura do pneu varia muito mais, isso tem de ser considerado. Para estrada, o efeito é menor, a não ser que se esteja comparando um pneu 19C de pista com um 28C de granfondo/treino. Quanto mais largo o pneu, menor a pressão a ser usada, pois maior será o volume de ar dentro do pneu.
A função principal do pneu é manter a bicicleta o máximo possível em contato com o piso. Por isso que a roda de madeira foi substituída pelo pneu de borracha: não só para conforto, mas para desempenho.
O pneu tem que deformar para criar uma área de contato maior.
O pneu tem que deformar para absorver pequenas irregularidades do piso e manter a bike em contato com o chão, fazendo com que toda a força exercida pelas pernas seja direcionada a propulsionar a bike para a frente!
A pressão muda conforme o pneu deforma: apenas para reforçar que jamais se deve usar uma pressão próxima da máxima escrita na lateral do pneu.
E último, mas não menos importante: a preferência pessoal. Algumas pessoas preferem uma bike um pouco mais dura, mais agressiva, e outros preferem um pouco mais macias. Às vezes uma bike com entre-eixos mais curta, que é mais ‘arisca’, pode ser amansada com uma calibragem um pouco mais baixa.
Fonte: Revista Bicicleta por Ronaldo Huhm
![]() |
Foto: Alex Norkin |
Qual a calibragem correta?
Engana-se quem acredita que quanto mais cheio o pneu, mais a bicicleta vai render. O pneu precisa absorver as irregularidades do solo, oferecer tração e ao mesmo tempo manter o conforto para o ciclista. Quando for calibrar o seu pneu, considere o tipo e tamanho do pneu, peso do ciclista e bicicleta somados, e as condições do terreno. Sempre que for rodar com a sua bicicleta, verifique a calibragem e, caso necessário, calibre com a pressão indicada para seu peso, condição de uso e tipo de pneu.
Excesso de pressão
Uma bicicleta com o pneu muito cheio tende a perder contato com o solo em trechos irregulares e nas curvas. Outro ponto sacrificado é o conforto, a bicicleta vibra e a condução é comprometida. Também está propenso a danos nos pneus causados por pedras afiadas e perigos semelhantes da estrada. Mas há, sim, alguma vantagem quando rodando em uma superfície ultralisa, como a de um velódromo.
Pneu murcho
Um pneu muito murcho terá maior resistência de rolamento. Também estará mais propenso a furar: é o tipo de furo que chamamos de snake bite, ou seja, picada de cobra, devido ao formato do furo pelo impacto do aro contra a câmara. Um pneu murcho pode até sair do aro durante as curvas. Este é um problema particular com pneus largos em aros estreitos.
Os pneus com calibragem ideal
Com a calibragem correta, o pneu terá resistência ideal de rolamento. Um pneu inflado corretamente não terá as “picadas de cobra” em uso normal. Também irá absorver melhor as irregularidades da superfície do terreno, melhorando o conforto do piloto. Absorvendo as irregularidades da superfície, ele não irá quicar nem perder a tração.
Indicação na banda
Não se engane com a informação na banda lateral do pneu, que indica a pressão máxima recomendada. Este número informa a máxima pressão que o pneu irá suportar, porém, considere que os pneus durante o uso irão se deformar e a pressão varia com o calor, impactos e peso do conjunto bicicleta, ciclista e carga.
Ferramentas
Você precisa de uma aferidor de calibragem, mas também pode utilizar o manômetro da bomba infladora. Uma dica bacana é um aplicativo da tradicional marca italiana de pneus Vittoria, que pode ser baixado para IOS ou Androide no link www.vittoria.com/tech/recom-tyre-pressure/.
Principais tópicos sobre pneus
Para escolher a pressão precisamos saber:
Quão fina é a TPI (Thread per Inch), que é a trama do pneu. Ou seja, o quanto flexível é a carcaça do pneu. Quanto mais alto o TPI, maior a pressão possível.
Qual a construção: Clincher é menos flexível e sofre mais de histerese (fricção interna) do que um tubular, portanto suportando maior pressão. Tubeless pode usar pressão menor, pois não corre risco de ‘pinch flat’/snake bite.
Peso total do sistema: quanto mais pesado bike e ciclista, maior a pressão necessária para ‘sustentar’ o peso. Por isso que colocamos uma pressão maior nos pneus de nossos carros quando viajamos com ele cheio.
Condições climáticas e do piso – com chuva temos menos aderência, por isso precisamos de uma área de contato maior, que se obtém com uma pressão menor (pneu menos cheio). Em pisos muito irregulares, um pneu ‘duro’, ou seja, muito cheio, com pressão muito alta, irá ficar menos tempo em contato com a superfície e com isso perderá tração. Ou seja, perdemos desempenho e conforto!
Para MTB, a largura do pneu: a largura do pneu afeta o volume de ar interno, o que afeta diretamente a pressão. Como no MTB a largura do pneu varia muito mais, isso tem de ser considerado. Para estrada, o efeito é menor, a não ser que se esteja comparando um pneu 19C de pista com um 28C de granfondo/treino. Quanto mais largo o pneu, menor a pressão a ser usada, pois maior será o volume de ar dentro do pneu.
A função principal do pneu é manter a bicicleta o máximo possível em contato com o piso. Por isso que a roda de madeira foi substituída pelo pneu de borracha: não só para conforto, mas para desempenho.
O pneu tem que deformar para criar uma área de contato maior.
O pneu tem que deformar para absorver pequenas irregularidades do piso e manter a bike em contato com o chão, fazendo com que toda a força exercida pelas pernas seja direcionada a propulsionar a bike para a frente!
A pressão muda conforme o pneu deforma: apenas para reforçar que jamais se deve usar uma pressão próxima da máxima escrita na lateral do pneu.
E último, mas não menos importante: a preferência pessoal. Algumas pessoas preferem uma bike um pouco mais dura, mais agressiva, e outros preferem um pouco mais macias. Às vezes uma bike com entre-eixos mais curta, que é mais ‘arisca’, pode ser amansada com uma calibragem um pouco mais baixa.
Fonte: Revista Bicicleta por Ronaldo Huhm
Feliz Natal pra todos e boas Pedaladas!!
Nós que fazemos o Ciclo Mania desejamos a todos Ciclistas ou não ciclistas um ótimo Natal com muitas pedalas e toda felicidade!
Até Papai Noel se rendeu ao MTB..
Até Papai Noel se rendeu ao MTB..
E que venha 2014!!
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
Apontado como cúmplice, ex-dirigente desmente Armstrong: Tudo besteira
Ex-presidente da UCI, Hein Verbruggen desmente acusações de que teria ajudado a encobrir testes positivos de doping do ex-heptacampeão da Volta da França
Presidente da União Ciclística Internacional (UCI) entre 1991 e 2005, Hein Verbruggen foi acusado por Lance Armstrong de ter ajudado a encobrir o escândalo de doping que fulminou a carreira do ex-heptacampeão da Volta da França. Inconformado com a denúncia do ex-ciclista americano, o holandês de 72 anos desabafou em uma entrevista exclusiva ao jornal britânico “Daily Telegraph”. Para o ex-dirigente, Armstrong está tentando apenas amenizar sua culpa por “uma das fraudes mais sofisticadas da história recente do esporte”.
Diante da avalanche de acusações sobre sua postura antidesportiva, Lance afirmou, no mês passado, que Verbruggen o teria ajudado a esconder um teste positivo de doping em 1999. De acordo com o ex-atleta, o então presidente da UCI concordou em atribuir o resultado a uma prescrição retroativa de um creme com esteroides utilizado para tratar feridas na pele. O holandês rebateu a acusação citando o regulamento da UCI, que não aceita a apresentação de receitas médicas com datas posteriores à realização dos testes.
- É uma grande besteira e nada mais. Nunca, jamais, eu teria tido uma conversa dizendo isso. Como eu poderia evitar que algo que já é de conhecimento do laboratório, do Ministério do Esporte francês (que conduziu o teste) e do departamento antidoping da UCI viesse à tona? Isso é simplesmente ridículo. Lance tem seus próprios interesses. Ou ele quer que a punição seja reduzida, ou então quer dinheiro. E geralmente, com Lance, há sempre dinheiro em jogo. O meu interesse é apenas a verdade - declarou Verbruggen.
Membro honorário do Comitê Olímpico Internacional (COI), o holandês já foi alvo de outros escândalos durante sua gestão no comando da UCI. Em julho de 2008, Verbruggen foi acusado pela imprensa britânica de ter participado de um esquema de corrupção durante a organização de um campeonato no Japão, em 1999. Naquele ano, o então presidente da UCI teria embolsado mais de US$ 3 milhões como reembolsos de despesas. No entanto, a entidade máxima do ciclismo arquivou a denúncia por falta de provas.
Em maio de 2010, Verbruggen se viu novamente como alvo de acusações, desta vez feitas por Floyd Landis, companheiro de equipe de Lance Armstrong. O ciclista acusou o holandês de aceitar US$ 100 mil de Armstrong para encobrir um teste positivo de doping em 2001. O ex-presidente da UCI negou a alegação de propina, e garantiu que o valor recebido de Lance era uma doação pessoal. De volta ao noticiário após as declarações recentes do ex-heptacampeão da Volta da França, Verbruggen afirmou que Armstrong destruiu sua reputação.
- Eu vejo tudo isso como parte de uma indústria agora. É a indústria de Lance Armstrong. As pessoas estão fazendo filmes sobre esse assunto. É tudo parte dessa indústria. Você tem muitas pessoas interessadas nessa história, e o interesse não é a verdade. Se a história toda vier de forma suculenta, é melhor para Lance, porque gera mais dinheiro para ele. Lance me causou muita miséria. Só não o processo porque ele está nos Estados Unidos, e isso me custaria mais alguns milhões de dólares - afirmou ao “Daily Telegraph”.
Fonte: Globo Esporte
![]() |
Observado por Verbruggen, Lance cumprimenta o então presidente do COI, Juan Antonio Samaranch, em 2000 Foto: Getty Images |

- É uma grande besteira e nada mais. Nunca, jamais, eu teria tido uma conversa dizendo isso. Como eu poderia evitar que algo que já é de conhecimento do laboratório, do Ministério do Esporte francês (que conduziu o teste) e do departamento antidoping da UCI viesse à tona? Isso é simplesmente ridículo. Lance tem seus próprios interesses. Ou ele quer que a punição seja reduzida, ou então quer dinheiro. E geralmente, com Lance, há sempre dinheiro em jogo. O meu interesse é apenas a verdade - declarou Verbruggen.
Membro honorário do Comitê Olímpico Internacional (COI), o holandês já foi alvo de outros escândalos durante sua gestão no comando da UCI. Em julho de 2008, Verbruggen foi acusado pela imprensa britânica de ter participado de um esquema de corrupção durante a organização de um campeonato no Japão, em 1999. Naquele ano, o então presidente da UCI teria embolsado mais de US$ 3 milhões como reembolsos de despesas. No entanto, a entidade máxima do ciclismo arquivou a denúncia por falta de provas.
Em maio de 2010, Verbruggen se viu novamente como alvo de acusações, desta vez feitas por Floyd Landis, companheiro de equipe de Lance Armstrong. O ciclista acusou o holandês de aceitar US$ 100 mil de Armstrong para encobrir um teste positivo de doping em 2001. O ex-presidente da UCI negou a alegação de propina, e garantiu que o valor recebido de Lance era uma doação pessoal. De volta ao noticiário após as declarações recentes do ex-heptacampeão da Volta da França, Verbruggen afirmou que Armstrong destruiu sua reputação.
- Eu vejo tudo isso como parte de uma indústria agora. É a indústria de Lance Armstrong. As pessoas estão fazendo filmes sobre esse assunto. É tudo parte dessa indústria. Você tem muitas pessoas interessadas nessa história, e o interesse não é a verdade. Se a história toda vier de forma suculenta, é melhor para Lance, porque gera mais dinheiro para ele. Lance me causou muita miséria. Só não o processo porque ele está nos Estados Unidos, e isso me custaria mais alguns milhões de dólares - afirmou ao “Daily Telegraph”.
Fonte: Globo Esporte
Menos impostos, mais bicicletas
Organização acredita que IPI zero pode aumentar a cultura da bicicleta entre os brasileiros
O Brasil é o 3º maior produtor de bicicletas do mundo e, ao mesmo tempo, o 5º maior consumidor delas. No entanto, se analisarmos a distribuição per capita das bikes, caímos para 22º lugar. Tamanha disparidade, segundo a organização Bicicleta Para Todos, é devida à grande carga tributária aplicada nestes produtos, que deixa o seu preço inviável para boa parte da população. Para diminuir esses valores e estimular a ‘cultura da bicicleta’ entre os brasileiros, a instituição tenta abolir o IPI (imposto sobre produtos industrializados) sobre as bicicletas, que, hoje, é de 10%. Uma de suas ações é um abaixo-assinado no site Change Org., que já conta com quase 25 mil assinaturas. O objetivo é chegar até 100 mil no início de 2014.
A proposta é baseada em um estudo, feito pela agência Tendências de consultoria, que analisou as regras tributárias do setor de bicicleta e os fatores econômicos de sua distribuição. Suas conclusões indicam que, se o IPI fosse abolido, o Brasil teria um aumento de mais de 11% nas vendas das bicicletas. “Hoje o Brasil tem, comparativamente, a bicicleta mais cara do mundo. Nossa bicicleta para transporte consegue ser mais de 200% mais cara. E isto inviabiliza totalmente o pleno desenvolvimento da bicicleta no país”, afirma um dos criadores do Bicicleta para todos, Daniel Guth. Tendo em vista que 40% das pessoas que usam este meio de transporte ganham menos que R$1200 por mês, segundo o IBGE, a redução das tarifas pode estimular o consumo de bicicletas de melhor qualidade. “Fora o fato de que não há linha de crédito para financiar bicicletas”, exemplifica.
Apenas um dos (muitos) passos
Quando for concluído, o abaixo-assinado será impresso e anexado aos documentos que já estão no trâmite junto a projetos de lei que buscam a isenção do IPI em bicicletas. Afinal, a petição é apenas uma das estratégias usadas pelo Bicicleta Para Todos - além dela, os integrantes da organização se reúnem com as autoridades e fornecem dados (como o estudo citado acima) para a discussão de políticas e projetos. “Parlamentares, inclusive, têm assinado uma carta da rede Bicicleta para Todos, comprometendo-se com os pleitos e com o desenvolvimento da bicicleta no país”, conta Guth.
Da mesma forma que a petição é apenas uma estratégia para conseguir a isenção do IPI, a isenção é apenas uma das questões que precisa ser resolvida para popularizar o uso da bike. Outras propostas incluem o aumento das ciclovias, campanhas pelo respeito aos ciclistas no trânsito (o que passa também pelo fim da impunidade no trânsito) e por uma mudança na cadeia de consumo. “As facilidades para compra de automóveis e motos, os investimentos em infraestrutura viária para estes veículos motorizados, a descoberta do pré-sal, a subjugação ao modelo norte-americano de desenvolvimento urbanístico, a forte desigualdade social, todos estes são fatores que favorecem o endeusamento à cultura do status pela compra”, explica o fundador do Bicicleta Para Todos.
Novamente, volta-se à questão tributária. “Os impostos têm papel de destaque neste processo por melhorar as condições de quem já pedala no Brasil e daqueles que poderiam aderir a esse meio de transporte”, completa Guth, que afirma que sua ideia tem apoio das entidades ligadas à causa da mobilidade e também dos fabricantes e comerciantes de bicicletas.
Fonte: Revista Galileu
![]() |
Se o ipi for abolido, teremos um aumento de 11% na venda de bicicletas - o que pode significar menos carros nas ruas, mais mobilidade e qualidade de vida. Foto: Flickr/Glasseyes View/Creative Commons |
A proposta é baseada em um estudo, feito pela agência Tendências de consultoria, que analisou as regras tributárias do setor de bicicleta e os fatores econômicos de sua distribuição. Suas conclusões indicam que, se o IPI fosse abolido, o Brasil teria um aumento de mais de 11% nas vendas das bicicletas. “Hoje o Brasil tem, comparativamente, a bicicleta mais cara do mundo. Nossa bicicleta para transporte consegue ser mais de 200% mais cara. E isto inviabiliza totalmente o pleno desenvolvimento da bicicleta no país”, afirma um dos criadores do Bicicleta para todos, Daniel Guth. Tendo em vista que 40% das pessoas que usam este meio de transporte ganham menos que R$1200 por mês, segundo o IBGE, a redução das tarifas pode estimular o consumo de bicicletas de melhor qualidade. “Fora o fato de que não há linha de crédito para financiar bicicletas”, exemplifica.
Apenas um dos (muitos) passos
Quando for concluído, o abaixo-assinado será impresso e anexado aos documentos que já estão no trâmite junto a projetos de lei que buscam a isenção do IPI em bicicletas. Afinal, a petição é apenas uma das estratégias usadas pelo Bicicleta Para Todos - além dela, os integrantes da organização se reúnem com as autoridades e fornecem dados (como o estudo citado acima) para a discussão de políticas e projetos. “Parlamentares, inclusive, têm assinado uma carta da rede Bicicleta para Todos, comprometendo-se com os pleitos e com o desenvolvimento da bicicleta no país”, conta Guth.
Da mesma forma que a petição é apenas uma estratégia para conseguir a isenção do IPI, a isenção é apenas uma das questões que precisa ser resolvida para popularizar o uso da bike. Outras propostas incluem o aumento das ciclovias, campanhas pelo respeito aos ciclistas no trânsito (o que passa também pelo fim da impunidade no trânsito) e por uma mudança na cadeia de consumo. “As facilidades para compra de automóveis e motos, os investimentos em infraestrutura viária para estes veículos motorizados, a descoberta do pré-sal, a subjugação ao modelo norte-americano de desenvolvimento urbanístico, a forte desigualdade social, todos estes são fatores que favorecem o endeusamento à cultura do status pela compra”, explica o fundador do Bicicleta Para Todos.
Novamente, volta-se à questão tributária. “Os impostos têm papel de destaque neste processo por melhorar as condições de quem já pedala no Brasil e daqueles que poderiam aderir a esse meio de transporte”, completa Guth, que afirma que sua ideia tem apoio das entidades ligadas à causa da mobilidade e também dos fabricantes e comerciantes de bicicletas.
Fonte: Revista Galileu
Ciclistas são homenageados no Prêmio Brasil Olímpico
Poliana Okimoto e Jorge Zarif são os melhores do esporte olímpico brasileiro em 2013. Após votação através de um colégio eleitoral e do público, via Internet, o anúncio dos vencedores foi feito na cerimônia do Prêmio Brasil Olímpico, organizada pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) na noite desta terça-feira, dia 17, no Teatro Bradesco, em São Paulo. Durante a cerimônia, o COB homenageou os atletas que há 50 anos disputaram os Jogos Pan-americanos, em São Paulo.
No ciclismo, os homenageados pelo COB foram:
Ciclismo Mountain Bike – Henrique Avancini
"Ontem recebi o Prêmio Brasil Olímpico de melhor do ano de 2013 na modalidade. Essa festa realmente valoriza o esporte olímpico brasileiro, e ser premiado no primeiro ano do ciclo olímpico Rio 2016, é a prova de que estou fazendo um bom trabalho. Ainda estou muito longe de onde almejo chegar, mas com certeza no caminho certo.Obrigado a Deus e a todos que investiram em meu trabalho, aos profissionais e amigos que me ajudam como podem, e muito obrigado pela torcida e apoio de todos ao longo da temporada. Vocês não imaginam a força que vocês me dão...Em 2014 continuo contando com todos vocês!", comentou Henrique em sua página no facebook.
Ciclismo Pista – Flavio Cipriano
Ciclismo BMX – Renato Rezende
Ciclismo Estrada – Rafael Andriato
Agora confira os melhores de 2013 em cada modalidade:
Atletismo – Mauro Vinicius da Silva
Badminton – Lohaynny Vicente
Basquete – Tiago Splitter
Boxe – Robson Conceição
Canoagem Slalom – Ana Sátila
Canoagem Velocidade – Isaquias Queiroz
Ciclismo BMX – Renato Rezende
Ciclismo Estrada – Rafael Andriato
Ciclismo Mountain Bike – Henrique Avancini
Ciclismo Pista – Flavio Cipriano
Desportos na Neve – Isabel Clark
Desportos no Gelo – Isadora Williams
Esgrima – Gabriela Cecchini
Futebol – Neymar Junior
Ginástica Artística – Arthur Zanetti
Ginástica de Trampolim – Giovanna Matheus
Ginástica Rítmica – Angelica Kvieczynski
Golfe – Adilson da Silva
Handebol – Alexandra Nascimento
Hipismo Adestramento – Luíza Almeida
Hipismo CCE – Marcelo Tosi
Hipismo Saltos – Alvaro Affonso de Miranda Neto - Doda
Hóquei Sobre Grama – Matheus Borges Ferreira
Judô – Rafaela Silva
Levantamento de Peso – Fernando Reis
Lutas – Joice Silva
Maratona Aquática – Poliana Okimoto
Natação – Cesar Cielo
Natação Sincronizada – Lorena Molinos
Pentatlo Moderno – Yane Marques
Polo Aquático – Izabella Chiappini
Remo – Fabiana Beltrame
Rugby – Julia Sardá
Saltos Ornamentais – Cesar Castro
Taekwondo – Guilherme Dias
Tênis – Bruno Soares
Tênis de Mesa – Hugo Calderano
Tiro com Arco – Sarah Nikitin
Tiro Esportivo – Cassio Rippel
Triatlo – Pâmella Oliveira
Vela – Jorge Zarif
Vôlei de praia – Talita Antunes
Vôlei - Thaisa Daher
![]() | |||
Ciclismo Mountain Bike – Henrique Avancini
"Ontem recebi o Prêmio Brasil Olímpico de melhor do ano de 2013 na modalidade. Essa festa realmente valoriza o esporte olímpico brasileiro, e ser premiado no primeiro ano do ciclo olímpico Rio 2016, é a prova de que estou fazendo um bom trabalho. Ainda estou muito longe de onde almejo chegar, mas com certeza no caminho certo.Obrigado a Deus e a todos que investiram em meu trabalho, aos profissionais e amigos que me ajudam como podem, e muito obrigado pela torcida e apoio de todos ao longo da temporada. Vocês não imaginam a força que vocês me dão...Em 2014 continuo contando com todos vocês!", comentou Henrique em sua página no facebook.
Ciclismo Pista – Flavio Cipriano
Ciclismo BMX – Renato Rezende
Ciclismo Estrada – Rafael Andriato
Agora confira os melhores de 2013 em cada modalidade:
Atletismo – Mauro Vinicius da Silva
Badminton – Lohaynny Vicente
Basquete – Tiago Splitter
Boxe – Robson Conceição
Canoagem Slalom – Ana Sátila
Canoagem Velocidade – Isaquias Queiroz
Ciclismo BMX – Renato Rezende
Ciclismo Estrada – Rafael Andriato
Ciclismo Mountain Bike – Henrique Avancini
Ciclismo Pista – Flavio Cipriano
Desportos na Neve – Isabel Clark
Desportos no Gelo – Isadora Williams
Esgrima – Gabriela Cecchini
Futebol – Neymar Junior
Ginástica Artística – Arthur Zanetti
Ginástica de Trampolim – Giovanna Matheus
Ginástica Rítmica – Angelica Kvieczynski
Golfe – Adilson da Silva
Handebol – Alexandra Nascimento
Hipismo Adestramento – Luíza Almeida
Hipismo CCE – Marcelo Tosi
Hipismo Saltos – Alvaro Affonso de Miranda Neto - Doda
Hóquei Sobre Grama – Matheus Borges Ferreira
Judô – Rafaela Silva
Levantamento de Peso – Fernando Reis
Lutas – Joice Silva
Maratona Aquática – Poliana Okimoto
Natação – Cesar Cielo
Natação Sincronizada – Lorena Molinos
Pentatlo Moderno – Yane Marques
Polo Aquático – Izabella Chiappini
Remo – Fabiana Beltrame
Rugby – Julia Sardá
Saltos Ornamentais – Cesar Castro
Taekwondo – Guilherme Dias
Tênis – Bruno Soares
Tênis de Mesa – Hugo Calderano
Tiro com Arco – Sarah Nikitin
Tiro Esportivo – Cassio Rippel
Triatlo – Pâmella Oliveira
Vela – Jorge Zarif
Vôlei de praia – Talita Antunes
Vôlei - Thaisa Daher
Avancini fecha ano com nova vitória
Campeão brasileira vence prova em Nova Odessa e fatura R$ 20 mil
Já pensando na temporada 2014, Henrique Avancini fechou o ano vencendo mais uma competição. Destaque do MTB no país, o ciclista da Caloi conquistou o 1º Circuito Imbatível Pague Menos by Ravelli, competição que aconteceu em Nova Odessa (SP) e ofereceu R$ 20 mil reais ao campeão, maior valor da temporada.
Já pensando na temporada 2014, Henrique Avancini fechou o ano vencendo mais uma competição. Destaque do MTB no país, o ciclista da Caloi conquistou o 1º Circuito Imbatível Pague Menos by Ravelli, competição que aconteceu em Nova Odessa (SP) e ofereceu R$ 20 mil reais ao campeão, maior valor da temporada.
No total, R$ 50 mil em prêmios foram distribuídos. O pódio no masculio foi completado por Rubens Valeriano e Sherman Trezza. Já entre as mulheres a vencedora foi Raiza Goulão. Isabella Lacerda e Erika Gramiscelli vieram na sequência.
Henrique Avancini fecha assim um dos seus melhores anos como profissional. Campeão brasileira da Elite pela primeira vez na carreira, o ciclista teve como grande momento no ano a vitória na etapa de Munsingen da Bundesliga (Campeonato Alemão), um dos mais disputados e imporatantes do mundo. Além disso foi bronze no Pan de MTB e campeão da Copa Internacional de MTB fechando o ano na 23ª posição do ranking mundial.
Fonte: Prólogo
Fonte: Prólogo
Lenda do MTB distribui 5 mil bikes em 27 países
Hans Rey mantém desde 2005 ONG que arrecada bikes para países carentes
Membro do Hall da Fama do mountain bike, Hans Rey esteve no Brasil neste mês como convidado na Brasil Cycle Fair. E entre pedaladas e eventos, o suíço também promoveu sua ONG que distribui bicicletas em países subdesenvolvidos.
Chamada de Wheels4Life (Rodas pela Vida), a ONG existe desde 2005 e arrecada bikes para comunidades carentes, principalmente na África. Até o momento, mais de 5000 bicicletas já foram distribuídas em 27 países.
Outra ocupação do ciclista de 47 anos (aposentado das competições desde 1997) é a Hans Rey Adventure Team, que roda o mundo realizando expedições de MTB, que se transformam em relatos e vídeos. Confira mais em seu site oficial.
MTB: Superando obstáculos nas descidas
Apure a técnica para descer degraus e barrancos
Em uma prova de Mountain Bike, o ciclista precisa ter um repertório técnico variado para vencer os obstáculos que encontra pelo caminho. Um movimento que não pode faltar é o roll down (rolar, em português). Como a palavra diz, trata-se de o piloto deixar a bike rolar em um degrau ou barranco, descendo-o naturalmente. Em outras palavras, é descer sem pular o obstáculo ou puxar a roda da frente para aterrisar com a traseira da bicicleta. Essa técnica é utilizada quando a velocidade não é alta o suficiente para pular um obstáculo, seja pelas características do terreno ou pela preferência do piloto.
![]() |
Sem prática a demora fica inviável numa competição |
O movimento cabe tanto em trilhas quanto no espaço urbano, para descer calçadas e degraus de até 60 cm aproximadamente, dependendo da bicicleta. Deve-se tomar cuidado com o limite de altura para não bater a coroa na superfície e causar danos ao equipamento.
Em uma trilha ou terreno acidentado, o roll down requer precisão e atenção. Se houver uma raiz ou obstáculo depois do degrau, é importante que o atleta jogue o corpo para trás, estique o braço e tire o peso do guidão, para que a roda da frente não fique presa, passando assim por cima desse obstáculo seguinte.
O ideal é começar treinando a técnica em degraus pequenos ou em trilhas mais fáceis até conquistar confiança no movimento do corpo e poder partir para maiores alturas ou terrenos mais técnicos.
Passo a passo
1º - Solte o freio da frente aos poucos, para deixar que a bike deslize progressivamente na borda do degrau. Olhe sempre para a frente, nunca para baixo. Nesse ponto, você já deve saber o que vem a seguir.
2º - Conforme a roda da frente desce, estique os braços ao máximo e jogue o quadril para trás, em cima da roda traseira, atrás do selim.
3º - Uma vez que a roda da frente tocar o chão e estiver deslizando livremente é possível controlar a roda traseira freando a da frente. Só tome muito cuidado para não frear demais ou com força, e mantenha o corpo na posição indicada na imagem.
4º - Quando a roda traseira encostar no chão, esteja preparado para absorver o impacto, adotando a posição de ataque (em pé, em cima do selim). Assim, você ficará pronto para seguir no percurso.
![]() |
Sem os devidos cuidado você pode cair e sentir na pele o gosto amargo de uma pedalada mal sucedida |
Matéria publicada na Revista VO2 Bike, edição #96, de setembro de 2013
Fotos: Pedais diversos do Ciclo Mania
Fotos: Pedais diversos do Ciclo Mania
Bike supera carro em teste de mobilidade em Florianópolis
Diário Catarinense fez o teste no percurso entre Palhoça e o Centro de Florianóplis pela manhã
Teste de mobilidade em Florianópolis
Para fazer o teste de mobilidade em um dos percursos mais críticos da Grande Florianópolis, a equipe de reportagem do Diário Catarinense saiu da Estação Palhoça e foi até o Terminal de Integração do Centro (Ticen), em Florianópolis, em uma manhã de quarta-feira.
O trajeto foi feito utilizando três meios de transporte: ônibus, carro e bicicleta, comparando os percursos e o tempo de deslocamento no final. Confira no vídeo (atualizado às 11h32min):
Mobilidade é item pior avaliado por moradores de Florianópolis
Com o crescimento das áreas urbanas e do número de carros circulando no Brasil, o ato de se deslocar entre dois lugares se tornou uma questão complexa e muitas vezes difícil de solucionar – um quadro do qual Florianópolis não escapa: a pesquisa Indicadores de Qualidade de Vida, encomendada pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina mostrou mobilidade urbana é o item pior avaliado na Capital.
Com uma nota geral de 2,3 em uma régua onde 5 equivale a ótimo, Florianópolis também teve o pior desempenho na comparação com Blumenau, Chapecó, Joinville e Tubarão. A pesquisa foi realizada pelo Instituto Mapa com moradores dessas cinco cidades catarinenses.
Outro dado alarmante é o subaproveitamento do transporte coletivo, com apenas32% dos entrevistados se declarando usuários frequentes de ônibus em Florianópolis, número também inferior aos outros quatro municípios.
– Uma das características que interfere é a geografia. Não há um volume de opções para ampliar o sistema viário, então a única saída é criar áreas como a Beira-mar. Outra questão é a falta de uso do sistema marítimo e também a condição atual do transporte coletivo, que não se aproxima das vantagens que o usuário obtém com o transporte individual. Falta por fim conscientização, para que a população alterne o veículo próprio com um transporte alternativo – enumera o doutor em Engenharia de Transportes José Lélis de Souza.
SC tem maior índice de propriedade de carros
Nacionalmente, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada divulgou um comunicado sobre os indicadores da mobilidade urbana com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2012.
A conclusão do IPEA é de que tanto a taxa de motorização (posse de automóvel ou motocicleta) quanto o tempo gasto nos deslocamentos estão crescendo no país. Na comparação por Estado, Santa Catarina tem o maior índice de propriedade de carros de todo o Brasil, atingindo 68,7% dos domicílios – em segundo lugar está o Distrito Federal com 61,7%.
– Nós aqui temos uma questão educativa em que o carro é associado ao status e à sensação de liberdade. Nossa principal medida para combater os congestionamentos dos horários de pico virá com a aprovação do Plano Diretor e a criação de novas centralizações, para que as pessoas não precisem se deslocar entre municípios da Região Metropolitana e Florianópolis para trabalhar – defende o Secretário de Mobilidade Urbana de Florianópolis, Valmir Piacentini.
Fonte: Diário Catarinense
![]() |
Bicicleta percorreu o trajeto de quase 15 quilômetros em menos tempo que carro e ônibus Foto: Alvarélio Kurossu / Agencia RBS |
Para fazer o teste de mobilidade em um dos percursos mais críticos da Grande Florianópolis, a equipe de reportagem do Diário Catarinense saiu da Estação Palhoça e foi até o Terminal de Integração do Centro (Ticen), em Florianópolis, em uma manhã de quarta-feira.
O trajeto foi feito utilizando três meios de transporte: ônibus, carro e bicicleta, comparando os percursos e o tempo de deslocamento no final. Confira no vídeo (atualizado às 11h32min):
Mobilidade é item pior avaliado por moradores de Florianópolis
Com o crescimento das áreas urbanas e do número de carros circulando no Brasil, o ato de se deslocar entre dois lugares se tornou uma questão complexa e muitas vezes difícil de solucionar – um quadro do qual Florianópolis não escapa: a pesquisa Indicadores de Qualidade de Vida, encomendada pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina mostrou mobilidade urbana é o item pior avaliado na Capital.
Com uma nota geral de 2,3 em uma régua onde 5 equivale a ótimo, Florianópolis também teve o pior desempenho na comparação com Blumenau, Chapecó, Joinville e Tubarão. A pesquisa foi realizada pelo Instituto Mapa com moradores dessas cinco cidades catarinenses.
Outro dado alarmante é o subaproveitamento do transporte coletivo, com apenas32% dos entrevistados se declarando usuários frequentes de ônibus em Florianópolis, número também inferior aos outros quatro municípios.
– Uma das características que interfere é a geografia. Não há um volume de opções para ampliar o sistema viário, então a única saída é criar áreas como a Beira-mar. Outra questão é a falta de uso do sistema marítimo e também a condição atual do transporte coletivo, que não se aproxima das vantagens que o usuário obtém com o transporte individual. Falta por fim conscientização, para que a população alterne o veículo próprio com um transporte alternativo – enumera o doutor em Engenharia de Transportes José Lélis de Souza.
SC tem maior índice de propriedade de carros
Nacionalmente, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada divulgou um comunicado sobre os indicadores da mobilidade urbana com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2012.
A conclusão do IPEA é de que tanto a taxa de motorização (posse de automóvel ou motocicleta) quanto o tempo gasto nos deslocamentos estão crescendo no país. Na comparação por Estado, Santa Catarina tem o maior índice de propriedade de carros de todo o Brasil, atingindo 68,7% dos domicílios – em segundo lugar está o Distrito Federal com 61,7%.
– Nós aqui temos uma questão educativa em que o carro é associado ao status e à sensação de liberdade. Nossa principal medida para combater os congestionamentos dos horários de pico virá com a aprovação do Plano Diretor e a criação de novas centralizações, para que as pessoas não precisem se deslocar entre municípios da Região Metropolitana e Florianópolis para trabalhar – defende o Secretário de Mobilidade Urbana de Florianópolis, Valmir Piacentini.
Fonte: Diário Catarinense
Martyn Ashton desce tobogã e se arrisca em manobras de tirar o fôlego
Aclamado pelo talento sobre duas rodas, o britânico Martyn Ashton faz sucesso na internet com vídeo repleto de acrobacias e manobras radicais inacreditáveis
Um parque de diversões é só o início da mais nova aventura de Martyn Ashton, ciclista de trial alçado ao status de “lenda viva” por causa de sua incrível habilidade sobre duas rodas. Em um vídeo de tirar o fôlego, o britânico de 39 anos protagoniza uma série de peripécias com sua bike, como descer um tobogã em alta velocidade, pular uma rede de tênis e pedalar sobre a asa de um avião.
Fonte: Globo Reporter
![]() |
O ciclista Martyn Ashton desce um tobogã e se arrisca em manobras de tirar o fôlego Foto: Reprodução / YouTube |
Além de executar as acrobacias, Ashton também projetou as pistas e obstáculos desafiadores. As manobras foram feitas com uma bicicleta italiana avaliada em mais de 17 mil euros, cerca de R$ 54 mil. Dois amigos do britânico, Danny Macaskill e Chris Akrigg, também comprovaram o talento para manobras radicais e mostraram tranquilidade ao encarar trilhos de trem, caixas e outras barreiras.
O vídeo, batizado de “Road Bike Party 2”, foi lançado este mês e é resultado de um trabalho desenvolvido ao longo de 2013. O material é sequência do vídeo de sucesso lançado no final do ano passado, e que já acumula 9,5 milhões de visualizações no YouTube. Apesar do pouco tempo de lançamento, a continuação já mostra fôlego para superar o original, acumulando mais de 6 milhões de acessos até o momento.
Ashton começou a carreira como piloto de motocross, aos 11 anos, até migrar para o ciclismo de montanha. O atleta logo se destacou no novo ofício, e conquistou títulos importantes como o tetracampeonato britânico de Biketrial e o recorde mundial de salto em altura com bicicleta. As conquistas, no entanto, vieram acompanhadas de muitas lesões. Em setembro deste ano, o ciclista fraturou a coluna ao cair de uma altura de três metros e ainda se recupera do acidente.
Fonte: Globo Reporter
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
Kircshner Cycling faz vídeo de lançamento de sua nova coleção
A Kircshner Cycling, que apesar do nome é Brasileira, fez um vídeo muito bom para divulgar a sua nova coleção de roupas para speed!
Vejam o Vídeo!!
Mochila inteligente para ciclistas que indica a direção para onde o ciclista vai virar
A mochila que se chama Seil Bag emite sinais luminosos na parte de trás da bolsa, indicando para o motorista para onde ele está virando. Tudo isso controlado por um controle wireless.
No total são 5 sinais emitidos pela mochila, que também tem uma versão pochete e começou a ser desenvolvida em 2010. Infelizmente a mochila foi colocada no kickstarter para conseguir verbas para a sua produção e eles não conseguiram os 80 mil dólares que precisavam para produzir a mochila em grande escala.
Mas como a ideia é boa, imagino que a empresa vá conseguir outras formas de conseguir o dinheiro.
Fonte: PraQuemPedala
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
Pedalar longas distâncias: Como Agir?
Vamos falar de um tema bem interessante aos bikers é a questão das primeiras pedaladas, principalmente as mais longas. Nos grupos de ciclistas espalhados por aí, volta e meia este tema está em discussão, pois sempre tem gente entrando e saindo dos mesmos: garotos e garotas curiosos, senhores querendo melhorar sua condição física, bikers recém-chegados nas cidades, e malucos de todo tipo. Sinceramente acho que qualquer um pode se aventurar no ciclismo, seja MTB, speed, cicloturismo ou transporte, mas, por outro lado, penso que para início de conversa devemos observar algumas considerações básicas.
Pra você que já pedala:

Não deboche do equipamento alheio: esta é uma prática que já deveria ter sido abolida. Ninguém usa um equipamento de baixa qualidade por puro sadomasoquismo e nem todo mundo pode comprar aquela superbike de luxo (apesar de todos termos o direito de sonhar com uma). Lembro que quando comecei, e isso não faz muito tempo (pedalo há apenas dois anos), eu usava uma bike super pesada (17,5kg), com 21 marchas ruins e pneus velhos, era um verdadeiro tanque de guerra atolado na lama, mas foi com ela que comecei, com ela que passei meus primeiros apertos, fiz meus primeiros ajustes e aprendi os primeiros macetes. Cheguei a ouvir algumas piadinhas, mas no geral eu recebia incentivos, muitos incentivos, do tipo: “caraca muleque, tu é corajoso de encarar a trilha com essa bike”, ou “tu ta pedalando bem hein? Quando comprar uma bike de verdade então…” Enfim, incentive e oriente seus novos parceiros(as) a adquirir equipamentos que tragam mais qualidade e conforto às pedaladas, mas nunca os menospreze.
Para quem está começando:
Não minta: se você está começando, diga que está começando. Nunca, mas nunca mesmo, minta sobre isso. O grupo que está lhe recebendo certamente vai adequar a pedalada às necessidades de quem está começando. Geralmente, os grupos já têm marcados os dias e horários das pedaladas mais leves ou mais pesadas. O perigo de mentir sobre isso é passar um baita aperto num passeio inicial, já vi inclusive gente que nunca mais quis subir numa bicicleta. Cabe aqui até um “causo”: certa vez, eu e um colega de trabalho estávamos conversando sobre as últimas pedaladas quando um conhecido se aproximou e comentou que também pedalava e que gostaria de nos acompanhar. Prontamente combinamos com ele um rolé para o fim de semana seguinte, mas não nos esquecemos de perguntar sobre a experiência e condições físicas dele, e a criatura respondeu que estava a pleno vapor, pedalando cerca de 70km, três vezes por semana. Ok, ótimo então. Nunca poderei provar se o cara mentiu ou não, a questão é que na primeira subida mais forte o bichinho já estava empurrando a bicicleta, no fim das contas a criatura quase morreu, parecia mais Cristo carregando a cruz do que um ciclista sobre uma bicicleta, nunca mais apareceu.
Acredite: eu sei que quando aquele vizinho lhe contou que pedalou 150km num só dia, você achou aquilo impossível, impensável, chegou a espalhar para a vizinhança que o cara era um baita “caôzeiro”, ou então achou que o cara tinha superpoderes, mas acredite: em condições normais qualquer um pode pedalar. Vai sofrer um bocado no começo, vai doer tudo (as costas, a cabeça, o pescoço, as nádegas), vai chegar em casa morto, vai ouvir os parentes te chamando de maluco, vai pensar em desistir. Mas seja perseverante, daqui a poucos meses você estará todo orgulhoso no trabalho tirando uma de super-herói. Há um ano e meio atrás eu postei todo feliz no facebook uma foto do meu velocímetro marcando 30km de distância!!! Em pouco tempo 30km virou treino.
Participe de um grupo: o grupo tem comprovadamente imensa importância psicológica. Com o grupo você vai aprender mais e mais rápido, faça perguntas, preste atenção. E, além disso, a galera não vai te deixar em paz. Naquele dia que bater a preguiça ou que estiver aquele frio desgraçado, fique tranqüilo, vão começar a chegar mensagens no seu celular: “e aí furão, tá com medinho do frio?”
Treine: se começou e gostou, fique tranqüilo, agora vai virar vício. Treine sempre, treinar será um prazer. Regularidade é a chave para acabar com as dores, com as dúvidas e até com as crises existenciais; sim, elas existem, quem é que nunca entrou numa paranóia debaixo de sol quente no meio daquela subida “monstra”? (“O que é que eu estou fazendo aqui? Eu podia estar no meu sofá!”). Quem pedala sabe a diferença que faz aqueles dois treininhos de meio de semana.
Enfim, suba na bike e vá pedalar. Mesmo que sua bike seja aquele “camelinho” velho e pesado, mesmo que ache que não vai dar conta, que não saiba ajustar a magrela sozinho. Mesmo que já tenha tentado algumas vezes e tenha batido aquela paranóia. Mesmo que já tenha passado aquele aperto. Um dia você vai ver a felicidade que é chegar em casa acabado de cansaço e imundo, mas com um baita sorriso, com aquela cara de “eu consegui!!!”.
Fonte: Vitaly Costa e Silva
Brasileiros garantem o título de 2013 do Open Shimano Latino América, no Chile
Lucas Borba, de Ibirama (SC), foi o campeão juvenil da temporada com a segunda colocação no Chile. Leandro Bonfante, de Passo Fundo (RS), conquistou o título com a vitória na categoria máster A1
O fim de semana foi de comemoração para dois pilotos brasileiros de downhill na etapa chilena do Open Shimano Latino América 2013, realizada em Nevados de Chillan. O catarinense Lucas Borba confirmou o favoritismo. A segunda colocação na categoria juvenil foi suficiente para garantir o título de campeão da temporada, enquanto Leandro Bonfante venceu a segunda etapa seguida, ultrapassou o compatriota Anderson Luis Robl no ranking da máster A1 e assegurou o troféu de 2013.
Lucas Borba entrou na última e decisiva prova com cinco pontos de vantagem para o também brasileiro Silvio Felix (78 a 73). No duelo catarinense, quem terminasse à frente no Chile seria o campeão do ano. Borba levou a melhor. Tanto na classificação quanto na final, o piloto de Ibirama foi superior ao rival, de Palhoça. Na sexta-feira (13) Borba registrou o segundo melhor tempo do torneio juvenil, enquanto Félix foi o quarto. Na descida de sábado, Félix conseguiu melhorar sua colocação, terminando em terceiro com 3m4s24, entretanto o tempo não foi suficiente para bater Borba, segundo colocado com 3m3s13. Vencedor da etapa, o chileno Guga Ortiz registrou 2m58s54, segundo melhor tempo entre todos os competidores do fim de semana.
Na máster A1, Leandro Bonfante venceu a segunda etapa consecutiva. Após o título em La Falda, em Córdoba (ARG), o ciclista gaúcho confirmou o bom momento, triunfando também em Nevados de Chillan. O piloto baixou em quase três segundos seu tempo em relação à classificatória. Após garantir a melhor colocação na sexta, com 3m25s78, Bonfante registrou 3m22s81 no sábado e superou Diego Echeverria (CHI), segundo colocado, que fez sua descida em 4 segundos a mais do que o brasileiro.
Representando o País na principal categoria, a pro, Roger Vieira não conseguiu repetir a boa descida de sexta, quando classificou-se em segundo lugar para a final. Porém, mesmo com a sétima colocação geral no Chile, com o tempo de 3m07s23, Vieira não deixou escapar o vice-campeonato geral. O título da etapa e do ano ficou com o chileno Maurício Acuña, vencedor de duas das três etapas do Open Shimano Latino América. Em sua apresentação, o piloto foi imbatível: 2m55s08, melhor marca do torneio.
Vitória no GP Ravelli - Os atletas Shimano disputaram neste domingo (15) o GP Ravelli, em Nova Odessa, interior de São Paulo. Encerrando o ano com mais uma atuação eficiente, a goiana Raiza Goulão subiu no topo do pódio, com a marca de 1h08min31seg e levou um prêmio de 5 mil reais. "Estou muito feliz. O Natal vai ser repleto de presentes para meus amigos e familiares", comemorou a ciclista da Soul Riders, equipe catarinense. Isabella Lacerda (LM/Shimano) foi a segunda colocada, com o tempo de 1h09min4seg.
No masculino, Ricardo Pscheid, também da Soul Riders, teve uma manhã difícil. Após um pneu furado, concluiu a competição em sétimo lugar. "Logo na primeira volta, quando estava no pelotão da frente, acabou furando meu pneu traseiro, o que me fez perder contato com os primeiros colocados. Tentei recuperar, porém senti o cansaço acumulado da temporada inteira. Lutei muito para completar a prova", contou Pscheidt. "Agora é aproveitar as duas semanas de férias com a família", concluiu. O vencedor, recebendo 20 mil reais de prêmio, foi Henrique Avancini.
Sobre a Shimano - Empresa líder de mercado em componentes e acessórios para bicicleta, pesca e remo, a Shimano foi criada em 1921 e possui sede em Sakai, no Japão. O escritório da Shimano Latin America (SLA) foi fundado em 2007 e conta com sete parceiros comerciais no Brasil: Biape, Ciclo Cairu, Isapa, Joytech, JR Comércio, LM Bike e Mix Bicicletas.
A Shimano desenvolveu as exclusivas tecnologias STI (Shimano Total Integration - alavanca de marchas e freio integrados), SPD (Shimano Pedaling Dynamics - para sapatilhas e pedais) e SIS (Shimano IndexSystem), reconhecidos e referência no mundo todo. Possui entre suas marcas nomes que são sinônimos de qualidade e performance no universo ciclístico: XTR, Dura Ace, Ultegra, DI2.
![]() |
Roger Vieira em Nevados de ChillanFoto: Claudio Olguin / Divulgação |
Lucas Borba entrou na última e decisiva prova com cinco pontos de vantagem para o também brasileiro Silvio Felix (78 a 73). No duelo catarinense, quem terminasse à frente no Chile seria o campeão do ano. Borba levou a melhor. Tanto na classificação quanto na final, o piloto de Ibirama foi superior ao rival, de Palhoça. Na sexta-feira (13) Borba registrou o segundo melhor tempo do torneio juvenil, enquanto Félix foi o quarto. Na descida de sábado, Félix conseguiu melhorar sua colocação, terminando em terceiro com 3m4s24, entretanto o tempo não foi suficiente para bater Borba, segundo colocado com 3m3s13. Vencedor da etapa, o chileno Guga Ortiz registrou 2m58s54, segundo melhor tempo entre todos os competidores do fim de semana.
Na máster A1, Leandro Bonfante venceu a segunda etapa consecutiva. Após o título em La Falda, em Córdoba (ARG), o ciclista gaúcho confirmou o bom momento, triunfando também em Nevados de Chillan. O piloto baixou em quase três segundos seu tempo em relação à classificatória. Após garantir a melhor colocação na sexta, com 3m25s78, Bonfante registrou 3m22s81 no sábado e superou Diego Echeverria (CHI), segundo colocado, que fez sua descida em 4 segundos a mais do que o brasileiro.
Representando o País na principal categoria, a pro, Roger Vieira não conseguiu repetir a boa descida de sexta, quando classificou-se em segundo lugar para a final. Porém, mesmo com a sétima colocação geral no Chile, com o tempo de 3m07s23, Vieira não deixou escapar o vice-campeonato geral. O título da etapa e do ano ficou com o chileno Maurício Acuña, vencedor de duas das três etapas do Open Shimano Latino América. Em sua apresentação, o piloto foi imbatível: 2m55s08, melhor marca do torneio.
Vitória no GP Ravelli - Os atletas Shimano disputaram neste domingo (15) o GP Ravelli, em Nova Odessa, interior de São Paulo. Encerrando o ano com mais uma atuação eficiente, a goiana Raiza Goulão subiu no topo do pódio, com a marca de 1h08min31seg e levou um prêmio de 5 mil reais. "Estou muito feliz. O Natal vai ser repleto de presentes para meus amigos e familiares", comemorou a ciclista da Soul Riders, equipe catarinense. Isabella Lacerda (LM/Shimano) foi a segunda colocada, com o tempo de 1h09min4seg.
No masculino, Ricardo Pscheid, também da Soul Riders, teve uma manhã difícil. Após um pneu furado, concluiu a competição em sétimo lugar. "Logo na primeira volta, quando estava no pelotão da frente, acabou furando meu pneu traseiro, o que me fez perder contato com os primeiros colocados. Tentei recuperar, porém senti o cansaço acumulado da temporada inteira. Lutei muito para completar a prova", contou Pscheidt. "Agora é aproveitar as duas semanas de férias com a família", concluiu. O vencedor, recebendo 20 mil reais de prêmio, foi Henrique Avancini.
Sobre a Shimano - Empresa líder de mercado em componentes e acessórios para bicicleta, pesca e remo, a Shimano foi criada em 1921 e possui sede em Sakai, no Japão. O escritório da Shimano Latin America (SLA) foi fundado em 2007 e conta com sete parceiros comerciais no Brasil: Biape, Ciclo Cairu, Isapa, Joytech, JR Comércio, LM Bike e Mix Bicicletas.
A Shimano desenvolveu as exclusivas tecnologias STI (Shimano Total Integration - alavanca de marchas e freio integrados), SPD (Shimano Pedaling Dynamics - para sapatilhas e pedais) e SIS (Shimano IndexSystem), reconhecidos e referência no mundo todo. Possui entre suas marcas nomes que são sinônimos de qualidade e performance no universo ciclístico: XTR, Dura Ace, Ultegra, DI2.
Britânico Jonathan Tiernan-Locke tem suspeita de doping
Jonathan Tiernan-Locke é afastado pela Sky após passaporte biológico apresentar alterações significativas; Atleta irá defender-se
A UCI anunciou nesta terça-feira (17) que a análise do passaporte biológico do atleta britânico Jonathan Tiernan-Locke violou regras antidoping. Com isso, a entidade que rege o ciclismo pediu à Federação Britânica que inicie os procedimentos para averiguação e posterior punição ao ciclista da Sky.
A UCI anunciou nesta terça-feira (17) que a análise do passaporte biológico do atleta britânico Jonathan Tiernan-Locke violou regras antidoping. Com isso, a entidade que rege o ciclismo pediu à Federação Britânica que inicie os procedimentos para averiguação e posterior punição ao ciclista da Sky.
O ciclista de 28 anos havia sido notificado em setembro deste ano alterações significativas no seu passaporte biológico. Com isso acabou afastado da seleção britânica que disputou o Mundial de Estrada.
Já sua equipe, tão logo foi notificada, soltou uma nota informando que o ciclista está afastado de todas as atividades. O time ainda se defende informado que as alterações no passaporte biológico foram detectadas em um período anterior à integração de Tiernan-Locke à Sky. Por fim, informa que o ciclista irá se defender e informa que todos os seus ciclistas treinam, competem e vencem de maneira limpa.
Jonathan Tiernan-Locke recém completou sua primeira temporada na Sky após destacar-se em 2012 competindo pela Endura Racing, onde conquistou o Tour do Mediterrâneo, o Tour du Haut Var e o Tour da Grã-Bretanha.
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
Ingleses criam trava eletrônica que localiza bicicleta roubada
Além do rastreador, o produto vem com um dispositivo de alarme silencioso que notifica o proprietário por telefone
O produto também carrega um dipositivo com alarme silencioso que notifica o proprietário pelo telefone. No aviso, é possível identificar se o ladrão, além de ter cortado o cabo, estaria forçando ou serrando o bloqueio ou até mesmo se teria tentado utilizar um maçarico na tentativa de retirar a trava da bicicleta a fogo.
A ideia interessou mais de 850 investidores no site Kickstarter, que chegaram a investir 50 mil libras esterlinas (cerca de R$185 mil).
Assista o vídeo que detalha o funcionamento:
Fonte: O Povo
10 Razões Para Não Pedalar!
Calma! Você leu certo…O pessoal do blog português “O Projeto Pedal” escreveu um texto muito bem humorado no melhor estilo “só que não”…
Acompanhe abaixo o ótimo texto de nossos irmãos portugueses!
Todos sabemos que está na moda pedalar, para o trabalho, por desporto, para estar com os amigos e até para competir. Mas há também razoes fortes para não o fazer e vou deixar aqui algumas das mais pertinentes.
1. Pedalar torna as pessoas mais atraentes. Sabemos bem que a determinada altura se torna aborrecido ser o centro das atenções, especialmente numa coisa que é difícil de reverter depois de conseguido.
2. Pedalar torna as pessoas mais saudáveis. É feio andar a vender saúde hoje em dia, com todos os colegas do escritório a queixarem-se da obesidade, das varizes, da falta de ar e outras que tal, é quase ofensivo sermos o único com saúde no meio deles, arranje um problema de saúde e conviva mais com os seus colegas.
3 .Pedalar faz as pessoas inevitavelmente mais felizes e com auto-estima elevada. Num pais onde a venda de anti-depressivos aumentou consideravelmente nos últimos anos, chegar ao trabalho a sorrir é quase como por um alvo nas costas, pior é que o sorriso tem tendência a ser constante durante o dia, não ofenda os seus colegas com alegria desnecessária.
4. Pedalar não gera impostos. A bicicleta não usa gasolina, diesel, ou GPL, não tem seguros obrigatórios, nem inspeções obrigatórias, a manutenção é ridiculamente baixa e não paga taxas de estacionamento. Num momento difícil em que o pais atravessa é egoísmo não contribuir com as carradas de impostos como as que os automóveis pagam. Contribua com muitos impostos, vá de carro, o pais agradece.
5. Pedalar irá prolongar a sua vida na velhice e com mais qualidade de saúde. O problema do pais é a sustentabilidade da Segurança Social por ter de pagar reformas até muito tarde, alem do mais ao envelhecer com mais saúde não irá deixar a reforma na farmácia todos os meses.
6. Pedalar dá má fama na vizinhança. Por mais que aumente a sua qualidade de vida financeira depois de abdicar do automóvel, os vizinhos nunca saberão, pensarão que é pobre. Esqueça essa ideia de viver bem e até poupar dinheiro para as alturas difíceis, compre um bom carro de alta cilindrada, mesmo que não tenha dinheiro para dar de comer aos seus filhos, os seus vizinhos pensarão sempre o melhor de si, o que se passa dentro de portas ninguém sabe.
7. Pedalar para o trabalho é entediante. Chegar sempre a horas, demorar sempre o mesmo tempo no trajeto casa-trabalho-casa é entediante. Todos sabemos como sabe bem passar 30, ou 45 minutos fechados no carro a ouvir comerciais no meio de um engarrafamento, nunca saber a que horas chegaremos ao trabalho, ficar bloqueados por acidentes, trânsito inconstante e ainda ter de procurar o tão difícil local para estacionar.
8. Pedalar tonifica o corpo. Rapidamente as suas amigas vão espalhar o boato de que esse corpinho tonificado, o desaparecimento da celulite e o sorriso constante no rosto se deve a um colossal investimento numa cirurgia estética e de que a bicicleta é apenas a tentativa de encapotar isso.
9. Pedalar favorece o comercio local. As visitas aos estabelecimentos locais tornar-se-ão mais frequentes, as pessoas que pedalam deslocam-se mais vezes aos estabelecimentos perto de casa, os cuscos das redondezas podem começar a falar da sua vida.
10. Pedalar para o trabalho contagia os amigos e colegas. Tenha cuidado para que não lhe sigam o exemplo, é que as pessoas que pedalam tem uma auto-estima mais elevada e têm tendência a não se deixarem acomodar, em breve a vida ai no escritório pode começar a ficar agitada.
Fonte: Vá de Bike
Recicleta: Projeto transforma garrafas pets em bicicletas para estudantes em Tupã
'Recicleta' é uma iniciativa da Secretaria Municipal do Meio Ambiente. Empresa faz os quadros das bicicletas com material levado pelos alunos.
Um projeto pioneiro no país transforma garrafas pets recolhidas pelos alunos das escolas públicas de Tupã (SP) em bicicletas. Até agora, 21 foram sorteadas e entregues para os alunos das escolas públicas pelo projeto "Recicleta". A ideia mobilizou centenas de crianças, que saíram às ruas atrás dos recicláveis. Em apenas uma escola, elas juntaram 16 mil garrafas. O trabalho está ligado diretamente à educação ambiental.
A iniciativa da Secretaria de Meio Ambiente surgiu da necessidade de dar destinação correta para as garrafas plásticas jogadas nas ruas e descartadas com o lixo doméstico.
Por causa do sucesso da campanha, o projeto deve se estender em outros anos. “Vamos tentar incluir outros materiais para que a premiação não seja só a bicicleta, mas também alguma viagem ou algum item ecológico para as crianças”, informou o secretário, Renan Pontelli.
O material recolhido pelos estudantes é armazenado em uma sala da Secretaria de Meio Ambiente. Em seguida, as garrafas vão para reciclagem e depois encaminhadas para uma empresa em São Paulo, que derrete o material e transforma em quadro de bicicleta. A montagem do restante da bicicleta é feita por patrocinadores do projeto. Depois de pronta, ela é entregue nas escolas e sorteadas entre os alunos.
A professora Rosemeire Dias está impressionada com a colaboração dos alunos. Para ela, esse trabalho faz a diferença na educação ambiental das crianças. “Alguns alunos recolhem pelo caminho, às vezes com os vizinhos. E na escola fizemos uma campanha bem legal distribuindo cupons para eles participarem dos sorteios. Eles arrecadaram muita garrafa”, disse.
Cada estudante já criou o hábito de entregar pelo menos uma garrafa pet para a professora antes da aula. A atitude se estende a maioria das escolas públicas de Tupã. Ketlyn Adrielle, de 8 anos, fez campanha em casa e também levou garrafas para a escola. “Pego na rua, peço para minha mãe e para pessoas que bebem refrigerante e água”, contou.
Além, claro, de participar da campanha para concorrer a uma bicicleta, o assunto meio ambiente é tema importante durante as aulas. “É importante recolher as garrafas para não poluir o nosso planeta e para a gente respirar melhor”, avisou Ana Carolina Tavares, de 8 anos.
Fonte: TV TEM / G1
![]() |
Bicicletas são feitas com recolhimento de garrafas pets Foto: Reprodução/TV TEM |
A iniciativa da Secretaria de Meio Ambiente surgiu da necessidade de dar destinação correta para as garrafas plásticas jogadas nas ruas e descartadas com o lixo doméstico.
Por causa do sucesso da campanha, o projeto deve se estender em outros anos. “Vamos tentar incluir outros materiais para que a premiação não seja só a bicicleta, mas também alguma viagem ou algum item ecológico para as crianças”, informou o secretário, Renan Pontelli.
O material recolhido pelos estudantes é armazenado em uma sala da Secretaria de Meio Ambiente. Em seguida, as garrafas vão para reciclagem e depois encaminhadas para uma empresa em São Paulo, que derrete o material e transforma em quadro de bicicleta. A montagem do restante da bicicleta é feita por patrocinadores do projeto. Depois de pronta, ela é entregue nas escolas e sorteadas entre os alunos.
A professora Rosemeire Dias está impressionada com a colaboração dos alunos. Para ela, esse trabalho faz a diferença na educação ambiental das crianças. “Alguns alunos recolhem pelo caminho, às vezes com os vizinhos. E na escola fizemos uma campanha bem legal distribuindo cupons para eles participarem dos sorteios. Eles arrecadaram muita garrafa”, disse.
Cada estudante já criou o hábito de entregar pelo menos uma garrafa pet para a professora antes da aula. A atitude se estende a maioria das escolas públicas de Tupã. Ketlyn Adrielle, de 8 anos, fez campanha em casa e também levou garrafas para a escola. “Pego na rua, peço para minha mãe e para pessoas que bebem refrigerante e água”, contou.
Além, claro, de participar da campanha para concorrer a uma bicicleta, o assunto meio ambiente é tema importante durante as aulas. “É importante recolher as garrafas para não poluir o nosso planeta e para a gente respirar melhor”, avisou Ana Carolina Tavares, de 8 anos.
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
Exploradores Urbanos
![]() |
Foto: Divulgação |
“Pedalar no Centro é muito diferente. Vimos muitos ciclistas usando capacete, coisa mais linda, e cumprimentavam a gente sem nos conhecer”, conta o estudante. “Era estranho. Isso não acontece aqui, na nossa região.” Apesar da admiração, David achou que pedalar nos bairros centrais é mais arriscado do que na periferia. “Sentimos que tinha mais carros, ônibus e caminhões, que nos respeitavam menos. Aqui, no bairro, as pessoas se conhecem mais e por isso o respeito é maior.”
A maioria dos Exploradores Urbanos é gente que ganhou gosto pela bicicleta ao usá-la como meio de transporte. David começou aos 14 anos, quando foi fazer aulas de futebol em uma escola no bairro da Lapa. Como não tinha dinheiro para ir de transporte público, decidiu ir pedalando na companhia de alguns amigos. Pouco a pouco, foi se formando o grupo que explora São Paulo em bicicletas que nem possuem marca. A maioria é customizada por eles, que pintam os quadros e trocam as peças não pela praticidade ou eficiência, mas para ser mais bonita. O cuidado com a beleza das magrelas já gerou até problemas para o grupo.
“A gente gosta muito de pedalar até a Freguesia do Ó, mas os moleques do bairro tentam roubar as nossas bicicletas porque elas são bonitonas. Na última vez que fomos, eles conseguiram roubar a de um amigo meu. Aí tivemos que recorrer ao chefe da malandragem aqui, do nosso bairro, que foi lá e recuperou a bicicleta para a gente”.
No Jardim Paulistano, a maioria das famílias tem renda per capita inferior a meio salário mínimo. Muita gente usa a bicicleta em seus deslocamentos por pura falta de recursos para pagar o transporte público. Mas isso não impede que haja apaixonados pelas magrelas, como David e seu grupo, que continua crescendo. “Semana que vem, um primo meu de 12 anos vai juntar-se a nós numa subida ao Jaraguá. A mãe dele já autorizou”, comemora David. “Se você perguntar aqui para um desses garotos se eles gostam mais de mulher ou de bicicleta, pode ter certeza de que eles vão responder que é a bicicleta”, garante.
Inversão de papéis
A imensa maioria dos ciclistas do Brasil pedala nas periferias das grandes cidades: sem capacete, sem ciclovia, muitas vezes sem asfalto, sem preferência no trânsito. Em São Paulo, segundo uma pesquisa feita pelo Metrô, 7% dos ciclistas são de classe A e B – ou seja, 93% são C, D e E. Os bairros paulistanos onde mais se pedala ficam todos nas periferias das zonas Norte, Leste e Sul.
Se pudesse, o comerciário Márcio José dos Santos, 26 anos, optaria mesmo é por um automóvel. Márcio pedala até Santo André, onde estuda administração de manhã. “Meu sonho é conseguir um financiamento pela universidade para poder comprar um carro”, diz. Quando contamos que fizemos o contrário, abrimos mão do carro para usar a bicicleta como transporte, ele ficou admirado.
“Esse é um fenômeno interessante”, diz o advogado e professor universitário Odir Züge Jr., 42 anos. “Nas periferias, o pessoal usa a bicicleta por necessidade e sonha em ter um carro, enquanto no centro os motoristas cansaram de perder horas atrás do volante e têm optado cada vez mais pela bicicleta para se locomover.” Odir é ciclista desde 1999. É com a magrela que ele se locomove pela cidade, passeia por ela e a explora. “Quanto mais na periferia, menor a fiscalização, e mais gente acaba descumprindo as regras de trânsito”, explica. “É comum ver carros sem condição de uso, com o farol quebrado, um vidro ou até uma porta faltando”, diz. No centro expandido, certamente esses veículos seriam apreendidos, mas, na ausência de fiscalização eles circulam livremente.
“Nesses locais, com poucos fiscais e pouca sinalização, acaba imperando aquele fator cultural de o maior dominar o menor no trânsito”, diz. Essa falta de segurança para pedalar em áreas periféricas de São Paulo, segundo ele, é potencializada pelo fato de que ciclistas não precisam de uma formação para conduzir a bicicleta. “Daí, é comum se guiarem por um bom senso rasteiro, achando, por exemplo, que pedalar na contramão é mais seguro”, diz. O advogado explica que pedalar na contramão pode dar uma falsa sensação de segurança porque os ciclistas estão vendo os carros, mas, em caso de acidente, a velocidade do carro e a do ciclista são somadas e o impacto é muito maior.
160 a 200 quilômetros por dia
O trabalho costuma ser arriscado: fazer entregas em São Paulo sobre duas rodas. Pelo menos, sem um motor, o risco é um pouco menor do que o que os motoboys correm, por causa da velocidade mais baixa. “A gente trabalha na paz, não tem essa pressão por entrega. Pedalo na manha”, diz Sérgio da Silva. É pedalando que ele ganha – e vive – a vida. Competidor de ciclismo desde 1999, ele vai de bicicleta todos os dias até a Carbono Zero, empresa de bike-courier, onde trabalha como entregador durante oito horas. Depois, ele vai treinar.
“Pode ser um rolê até Juquitiba pela rodovia Régis Bittencourt, até Jundiaí pela rodovia dos Bandeirantes ou até Mauá pelo Rodoanel”, conta Sérgio, que pedala de 160 a 200 quilômetros por dia. “Comecei só no passeio, ia até o Parque do Ibirapuera e voltava. Daí fui entrando em competições e não parei mais”, conta. Sérgio poderia ir ao trabalho de transporte público ou de carro. “Só que eu ia gastar duas horas para chegar à Paulista, enquanto de bike são só 35 minutos”, diz o ciclista, que pedala à velocidade média de 40 km/h. Ele pode não ter começado a pedalar por necessidade, mas hoje certamente é a necessidade que o faz continuar optando pela bicicleta para chegar até o trabalho. Necessidade de não perder tempo.
Intermodalidade
Talvez só sendo, como Sérgio, um atleta, para se locomover da periferia até o centro de São Paulo de bicicleta todos os dias. O bairro do Capão Redondo, onde ele mora, fica na Zona Sul da cidade, a 25 quilômetros da região da Paulista, onde trabalha. A distância soa inibidora para optar pela magrela, mas é aí é que entra a intermodalidade com o transporte público. E o melhor lugar da América Latina para entender, de perto, o que significa isso é o imenso e excelente bicicletário da Associação dos Condutores de Bicicleta de Mauá (Ascobike). Cerca de 2 mil ciclistas por dia deixam sua bicicleta na Ascobike, que fica ao lado da estação de trem de Mauá, na Grande São Paulo. De lá até o centro de São Paulo, é preciso pegar o trem e fazer baldeação para o metrô, o que leva mais ou menos uma hora e meia, quando tudo dá certo.
O bicicletário fica aberto 24 horas por dia e tem vários horários de pico. O primeiro é às 5 e meia da manhã, quando começam a chegar os trabalhadores que precisam estar às 7 no serviço. Um deles é o balconista Manoel Francisco Cruz, 55 anos, que trabalha há 20 no bairro do Tatuapé. Antes, Manoel ia de ônibus até a estação Mauá, mas há cinco anos decidiu começar a pedalar até o local, motivado pela economia de tempo e dinheiro.
“Levo 20 minutos até aqui, de ônibus seria o dobro, e ainda economizo os R$ 2,90 da passagem na ida e na volta”, conta Manuel. Ele diz ser arriscado pedalar pelas ruas do centro de Mauá. No ano passado, foi atropelado enquanto ia para a Ascobike, o que gerou uma enorme resistência de sua esposa em concordar com as pedaladas diárias. “Ainda assim, vale a pena”, garante.
“Aqui, por essas bandas, é preciso ter cuidado mesmo, principalmente com ônibus e moto”, diz o pedreiro Severino dos Santos, 57 anos. Ele pedala todos os dias por 40 minutos até a Ascobike, onde chega às 5h30, e trabalha das 7 às 17h. “Gosto de chegar 6h30 na obra, para preparar o trabalho com calma, sem afobação”, conta. Severino pedala desde os 12 anos, quando morava em Caruaru, Pernambuco, e aos 19 se mudou para São Paulo. “A gente, que trabalha em lugares diferentes da cidade, percebe que na periferia o povo respeita menos o ciclista”, diz Severino. “Mas devagarinho e com muita luta a gente ‘véve’”, completa, enquanto se serve de mais um gole de café.
Às 5h50 da manhã, a atendente da Ascobike Ingrid prepara o terceiro galão de café do seu turno (que começa às 5h). Café, chá e pãozinho quente são cortesia da casa. Resolvemos nos servir de um gole, que desce ardendo na garganta e provoca uma careta. “Tá muito forte?”, pergunta Ingrid. “Coloquei seis colheres de café”, diz ela. “E outras seis de açúcar, né?”, perguntei, com a doçura ardendo na garganta. “Não, de açúcar eu coloco sete, porque o povo aqui gosta bem doce, pra ‘guentar’ o dia de trabalho”, responde, sorrindo.
Cabeludo, usando jaqueta de couro preta, Marco Reis entra na Ascobike empurrando sua bicicleta com guidão alto e dois espelhinhos retrovisores. O operário mal aparenta seus 62 anos. Funcionário de uma empresa em Rio Grande da Serra, município vizinho de Mauá, ele pedala até a Ascobike todos os dias há dois anos – começou para economizar o dinheiro da condução. Outros funcionários seguiram seu exemplo e a empresa decidiu fretar uma van para buscá-los todos os dias no bicicletário. “Agora a gente não gasta mais nada de condução e não temos o estresse de esperar pelo ônibus, todo mundo chega mais animado para trabalhar”, conta Marco.
Às 6h30 o sol nasceu e o comércio local em volta da Ascobike começa a levantar as portas. É nessa hora que abre a banca de jornais em frente ao bicicletário. Na vitrine lateral, os oito títulos diferentes de revistas que falam sobre novelas atraem as mulheres que começam a chegar de bicicleta.
“Sete da manhã começa o segundo horário de pico, o das mulheres”, conta Ingrid. É nessa hora que a auxiliar de enfermagem Tânia chega pedalando à Ascobike para seguir, de trem e metrô, até o Hospital das Clínicas. “A avenida Barão de Mauá é a mais perigosa aqui, na região, com muitos ônibus, mas mulher eles respeitam mais”, conta ela.
O terceiro horário de rush do Ascobike começa por volta das 8 da manhã, quando chegam de trem os trabalhadores do turno da madrugada – os tantos vigias que passam as noites nas ruas desertas da região central paulistana, zelando por uma precária segurança. Com o sol já alto, eles apanham as bicicletas e pedalam pelas ruas da periferia em direção de casa para finalmente poderem dormir, ao som dos passarinhos.
Fonte: Super Interessante
Assinar:
Postagens (Atom)